Favelas do Rio de Janeiro, segundo Eduardo Galeano

Favelas do Rio de Janeiro, segundo Eduardo Galeano

Narração: Carmem Imaculada de Brito

Favelas do Rio de Janeiro, segundo Eduardo Galeano

Nas favelas do Rio de Janeiro, as mulheres levam latas d’água na cabeça como coroas, e os meninos soltam pipas ao vento para avisar que a polícia esta chegando.

Quando chega o carnaval, desses morros descem as rainhas e os reis de pele negra: as perucas de cachos brancos, colares de luzes, mantos de seda.

Na quarta-feira de cinzas, quando o carnaval acaba, e vão-se os turistas, a polícia prende quem continua fantasiado.  E em todo o resto dos dias do ano, o estado se ocupa de cercear, a ferro e fogo, os plebeus que foram monarcas por três dias.

No princípio do século havia no Rio uma única favela. Nos anos 40, quando já havia umas quantas, o escritor Stefan Zweig as visitou: não encontrou ali violência ou tristeza.

Agora são mais de 500 as favelas do Rio. Vive ali muita gente que trabalha,  braços baratos que servem a mesa e lavam os carros e as roupas,  os banheiros dos bairros acomodados,  e vivem também muitos excluídos do mercado de trabalho e do mercado de consumo que, em alguns casos, recebem dinheiro ou alívio através das drogas.

 Do ponto de vista da sociedade que as gerou, as favelas não são mais que refúgios do crime organizado e do tráfico de cocaína.

 A polícia militar a invade com frequência, em operações que se parecem com as da Guerra do Vietnã.  E também se ocupam delas dezenas de grupos de extermínio. Os mortos, analfabetos filhos de analfabetos, são, em sua maioria, adolescentes negros.

trechos do livro de Eduardo Galeano De pernas para o ar a escola do mundo ao avesso, p. 99 e 100.

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Edição e Divulgação: Frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs, do CEBI, do SAB e da assessoria de Movimentos Populares, em Minas Gerais. Acompanhe a luta pela terra e por Direitos também via www.gilvander.org.br  – www.freigilvander.blogspot.com  www.cebimg.org.br  – www.cptmg.org.brwww.cptminas.blogspot.com.br   

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