Morre e se encanta a liderança Indígena Higino Tenório Tuyuka: primeiro indígena pesquisador de Arte Rupestre no Brasil – Mais uma vítima da COVID-19

Morre e se encanta a liderança Indígena Higino Tenório Tuyuka: primeiro indígena pesquisador de Arte Rupestre no Brasil – Mais uma vítima da COVID-19

Higino Pimentel Tenório, liderança indígena do povo Tuyuka, da região do Alto Rio Negro, no Amazonas, em frente a gravuras rupestres do Alto Rio Negro (foto: Amazônia Real/Raoni Valle).

Lamentamos profundamente o falecimento do educador Higino Pimentel Tenório, liderança indígena do povo Tuyuka, da região do Alto Rio Negro, no Amazonas, aos 65 anos, vítima do novo coronavírus, a Covid-19. Higino Tukuya era professor, mestre, conhecedor de uma infinidade de saberes tradicionais indígenas e importante referência para arqueólogos/as, antropólogos/as, linguistas, biólogos/as e demais pesquisadores/as. 

Deixou uma grandiosa contribuição, dentre muitas, para o estudo da arte rupestre, a partir de um olhar e perspectiva indígena, tendo contribuído para a decolonização desses estudos no Brasil e América do Sul, ainda hegemonicamente pensados a partir de uma academia demasiadamente branca e ocidental.

Higino Tenório foi reconhecido como o primeiro pesquisador Indígena de Arte Rupestre no Brasil tendo sido convidado em 2018 para ser sócio honorário da Associação Brasileira de Arte Rupestre (ABAR).

Neste momento de dor, nos solidarizamos com o povo indígena Tuyuka, com os familiares e amigos/as de Higino Tenório. Sua morte deixa um imenso vazio e um legado imprescindível.

                       Belo Horizonte, 21 de Junho de 2020.

Assinam esta Nota de solidariedade:

Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva (CEDEFES)

Comissão Pastoral da Terra (CPT/MG)

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