Poema “O que se odeia no Índio”, de Reynaldo Jardim

Poema “O que se odeia no Índio”, de Reynaldo Jardim

Narração: Carmem Imaculada de Brito

Poema “O que se odeia no Índio”, de Reynaldo Jardim

O que se odeia no índio

não é apenas o ocupado espaço.

O que se odeia no índio

é o puro animal que nele habita,

é a sua cor em bronze arquitetada.

A precisão com que a flecha voa

e abate a caça; o gesto largo

com que abraça o rio; o gosto de

afagar as penas e tecer o cocar;

O que se odeia no índio

é o andar sem ruído; a presteza

segura de cada movimento; a eugenia

nítida do corpo erguido

contra a luz do sol.

O que se odeia no índio é o sol.

A árvore se odeia no índio.

O rio se odeia no índio.

O corpo a corpo com a vida

se odeia no índio.

O que se odeia no índio

é a permanência da infância.

E a liberdade aberta

se odeia no índio.

= = = = =

Reprodução / Rede virtual

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Videorreportagem de Frei Gilvander, assessor da CPT/MG, de CEBs, do CEBI, do SAB e de Movimentos Sociais Populares.

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