Poema “SOS Veredas”, de Severino Iaba

Poema “SOS Veredas”, de Severino Iaba

Narração: Carmem Imaculada de Brito

Poema “SOS Veredas”, de Severino Iaba

Vereda flor sertaneja teu grito aqui chegou

protejam a natureza das garras do desamor

das garras do desamor protejam a natureza

Cerrado virou carvão em nome do Capital

a vida foi triturada pela ganância global

De morte morrida ou matada

o Velho Chico secou findou-se a fonte sagrada berçário do biodiverso

Adeus Buriti Jacarandá pequizeiros dos cerrados Gerais

Adeus canelas-de-ema matas virgens da Serra Gerais

Adeus Seriema, lobo-guará Surubim do Rio Gerais

Adeus gavião Carcará

Vidas Secas dos Sertões Gerais

Oh vinde cidadão planetário

A era do extermínio parar

 Cuidemos da casa comum para a vida na Terra salvar

Um novo tempo é chegado da visão ecossistêmica abraçar

Solidários, irmanados lutemos para Vereda na terra reinar

Vereda flor sertaneja teu grito aqui chegou

protejam a natureza das garras do desamor

das garras do desamor protejam a natureza.

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Divulgação: Frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs, do CEBI, do SAB e da assessoria de Movimentos Populares, em Minas Gerais.

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