{"id":10736,"date":"2021-09-21T15:17:25","date_gmt":"2021-09-21T18:17:25","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=10736"},"modified":"2021-09-21T15:17:50","modified_gmt":"2021-09-21T18:17:50","slug":"ser-humano-reduzido-a-maquina-e-a-mercadoria-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/ser-humano-reduzido-a-maquina-e-a-mercadoria-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Ser humano reduzido \u00e0 m\u00e1quina e \u00e0 mercadoria? Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Ser humano reduzido \u00e0 m\u00e1quina e \u00e0 mercadoria?<\/strong> Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Ilustra-Al-Margen-1024x358.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-10737\" width=\"780\" height=\"272\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Ilustra-Al-Margen-1024x358.png 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Ilustra-Al-Margen-300x105.png 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Ilustra-Al-Margen-768x268.png 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Ilustra-Al-Margen.png 1342w\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 tem como um dos seus princ\u00edpios basilares o respeito \u00e0 dignidade humana. Segundo a m\u00edstica e espiritualidade b\u00edblica, o ser humano \u00e9 \u201cimagem e semelhan\u00e7a de Deus\u201d (G\u00eanesis 1,26) e nosso corpo \u00e9 \u201ctemplo do Esp\u00edrito Santo\u201d (1 Cor\u00edntios 6,19), segundo o ap\u00f3stolo Paulo. Ou seja, toda pessoa \u00e9 sagrada, portadora de uma dignidade infinita que precisa ser respeitada e valorizada. No entanto, temos que perguntar: em uma sociedade capitalista, o ser humano \u00e9 reduzido \u00e0 m\u00e1quina e \u00e0 mercadoria e as mercadorias s\u00e3o fetichizadas e reificadas? Para respondermos a estas perguntas precisamos analisar o mais profundo das rela\u00e7\u00f5es sociais e n\u00e3o acreditar em ideologia dominante, que sempre cumpre o papel de oprimir e explorar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ajuda a compreender os processos de fetichiza\u00e7\u00e3o e de reifica\u00e7\u00e3o a an\u00e1lise que Karl Marx tece sobre a rela\u00e7\u00e3o \u00edntima existente entre produ\u00e7\u00e3o e consumo, que afirma: produ\u00e7\u00e3o \u00e9 consumo tamb\u00e9m. \u201c<em>A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m imediatamente consumo. Consumo duplo, subjetivo e objetivo. [Primeiro]: o indiv\u00edduo, que ao produzir desenvolve suas faculdades, tamb\u00e9m as gasta, as consome, no ato da produ\u00e7\u00e3o, exatamente como a reprodu\u00e7\u00e3o natural \u00e9 um consumo de for\u00e7as vitais. Segundo: produzir \u00e9 consumir os meios de produ\u00e7\u00e3o utilizados, e gastos, parte dos quais (como na combust\u00e3o, por exemplo) dissolve-se de novo nos elementos universais. Tamb\u00e9m se consome a mat\u00e9ria-prima, a qual n\u00e3o conserva sua figura e constitui\u00e7\u00e3o naturais, esta ao contr\u00e1rio \u00e9 consumida. O pr\u00f3prio ato de produ\u00e7\u00e3o \u00e9, pois, em todos os seus momentos, tamb\u00e9m ato de consumo<\/em>\u201d (MARX, 2005, p. 31).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"492\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Dolar-Al-Margen.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10738\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Dolar-Al-Margen.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Dolar-Al-Margen-300x154.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Dolar-Al-Margen-768x394.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O consumo \u00e9 tamb\u00e9m imediatamente produ\u00e7\u00e3o. Ao consumir o alimento, a pessoa humana se produz. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 imediatamente o seu contr\u00e1rio: o consumo, e vice-versa. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m mediadora para o consumo e vice-versa. \u201c<em>Sem a necessidade n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o. Mas o consumo reproduz a necessidade<\/em>\u201d (MARX, 2005, p. 32). \u201c<em>A fome \u00e9 fome, mas a fome que se satisfaz com carne cozida, que se come com faca ou garfo, \u00e9 uma fome muito distinta da que devora carne crua, com unhas e dentes. A produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o produz, pois, unicamente o objeto do consumo, mas tamb\u00e9m o modo de consumo, ou seja, n\u00e3o s\u00f3 objetiva, como subjetivamente. Logo, a produ\u00e7\u00e3o cria o consumidor. [&#8230;] A produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o cria somente um objeto para o sujeito, mas tamb\u00e9m um sujeito para o objeto<\/em>\u201d (MARX, 2005, p. 32).<\/p>\n\n\n\n<p>Theodor Adorno critica o abandono da dial\u00e9tica pela esquerda que, na pr\u00e1tica, muitas vezes v\u00ea somente o negativo. V\u00ea apenas o que lhe interessa e, v\u00edtima do racionalismo e do pragmatismo, acaba com o movimento dial\u00e9tico e engessa a hist\u00f3ria. Para Adorno, acima de tudo, \u201c<em>dial\u00e9tica significa intransig\u00eancia contra toda e qualquer reifica\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (ADORNO, 1986, p. 88). Uma mercadoria pode ser algo material ou imaterial, que satisfaz necessidades humanas e que \u00e9 ve\u00edculo de valor. Por exemplo, v\u00e1rios servi\u00e7os que, ao serem vendidos como mercadorias, revelam valor. \u201c<em>O ser humano n\u00e3o \u00e9 em si uma mercadoria: torna-se uma mercadoria quando da sua inser\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es capitalistas de produ\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (IASI, 2011, p. 133). Assim, em \u00faltima inst\u00e2ncia, no capitalismo, a mercadoria produz quem a produz: um ser \u2018humano\u2019 domesticado reduzido a mera pe\u00e7a da engrenagem do sistema do capital e consumidor contumaz, quando pode. \u201c<em>Como prolet\u00e1rio assalariado, os seres humanos est\u00e3o produzindo mais que alimento, utens\u00edlios, roupas ou sapatos; est\u00e3o produzindo hist\u00f3ria, est\u00e3o produzindo os diferentes seres particulares que comp\u00f5em o g\u00eanero humano<\/em>\u201d (IASI, 2006, p. 78). Importante observar o que diz a esse respeito Ruy Fausto: \u201c<em>A no\u00e7\u00e3o de encantamento como de desencantamento tem na realidade um duplo sentido, que Weber n\u00e3o parece ter bem destrinchado. Por um lado, \u201cdesencantamento\u201d remete a um mundo a-qualitativo, no qual desaparecem as diferen\u00e7as de qualidade. Por outro, ele remete a um mundo de in\u00e9rcia, no qual os objetos inertes predominam, em detrimento dos objetos \u201cvivos\u201d. Ora, o que caracteriza o capitalismo \u00e9 o fato de que nele se tem um desencantamento no primeiro sentido, mas n\u00e3o no segundo<\/em>\u201d (FAUSTO, 1997, p. 167).<\/p>\n\n\n\n<p>Nas rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e de comercializa\u00e7\u00e3o, a fun\u00e7\u00e3o universal de equivalente se fixa em uma mercadoria na forma de dinheiro. N\u00e3o se considera mais o valor de uso de uma mercadoria, mas o dinheiro, na sociedade capitalista, adquire a fun\u00e7\u00e3o universal de equivalente. A forma dinheiro \u00e9 o ponto de chegada do processo de apari\u00e7\u00e3o das mercadorias, mas esse movimento de apari\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um movimento de oculta\u00e7\u00e3o. A ess\u00eancia das mercadorias \u00e9 ocultada, porque aparece atrav\u00e9s do dinheiro. Assim, o dinheiro tem um car\u00e1ter ofuscante tamb\u00e9m, porque introduz a ilus\u00e3o e o fetichismo. \u00c9 o que explica Ruy Fausto: \u201cNa medida em que na forma dinheiro se fixa numa mercadoria adequada a fun\u00e7\u00e3o universal de equivalente, nela se re\u00fanem de um modo n\u00e3o s\u00f3 objetivado, mas est\u00e1vel as duas fun\u00e7\u00f5es do equivalente: a de ser n\u00e3o-valor-de-uso e a de ser espelho de valor. O valor de uso material da mercadoria \u00e9 \u2018suprimido\u2019 em benef\u00edcio de um valor de uso formal: a mercadoria dinheiro \u00e9 \u2018n\u00e3o\u2019 valor de uso (portanto imediatamente troc\u00e1vel), e ao mesmo tempo ou por isso mesmo ela \u00e9 espelho de valor\u201d (FAUSTO, 1997, p. 72).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Coisificacao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10739\" width=\"449\" height=\"379\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201c<em>O fetichismo \u00e9 a naturaliza\u00e7\u00e3o do objeto, a nega\u00e7\u00e3o de que sua g\u00eanese est\u00e1 em \u00faltima inst\u00e2ncia (isto \u00e9 como pressuposi\u00e7\u00e3o) na pr\u00e1tica dos agentes<\/em>\u201d (FAUSTO, 1997, p. 78). Para expressar o valor de uma mercadoria, o dinheiro deve ser ao mesmo tempo valor e mercadoria, embora mercadoria negada em dinheiro. O papel-moeda \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o de uma fun\u00e7\u00e3o do dinheiro e tem valor porque circula. Para se demonstrar a coisifica\u00e7\u00e3o e a aliena\u00e7\u00e3o \u2013 estranhamento &#8211; do trabalhador no processo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, Marx diz que \u201c<em>Potter, porta-voz dos fabricantes, distingue duas esp\u00e9cies de m\u00e1quinas, ambas pertencentes ao capitalista; uma jamais deixa a f\u00e1brica, outra passa as noites e os domingos nos casebres da vizinhan\u00e7a. A primeira \u00e9 morta, a segunda \u00e9 viva<\/em>\u201d (MARX, 1982, p. 145). Uma diferen\u00e7a entre a\/o trabalhador\/a reduzida\/o a m\u00e1quina e a m\u00e1quina produzida pelo trabalhador \u00e9 que a m\u00e1quina se desgasta e exige melhoramento constante, enquanto o\/a trabalhador\/a, pelo exerc\u00edcio do trabalho, se aprimora e acontece uma acumula\u00e7\u00e3o de aprimoramento de habilidades nas gera\u00e7\u00f5es sucessivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, pela an\u00e1lise feita, conclu\u00edmos que, em uma sociedade capitalista, que \u00e9 m\u00e1quina de moer vidas, o ser humano \u00e9 reduzido \u00e0 m\u00e1quina e \u00e0 mercadoria e as mercadorias s\u00e3o fetichizadas e reificadas. Assim, o que precisa ser enfrentado e superado no Brasil \u00e9 o capitalismo que, por meio da mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida, pelo agroneg\u00f3cio, pela privatiza\u00e7\u00e3o das empresas, da terra e das \u00e1guas \u2013 bens comuns -, com um Estado subserviente aos interesses do grande capital, segue com ideologia dominante que insufla cotidianamente o individualismo, o egocentrismo, a concorr\u00eancia e a competi\u00e7\u00e3o, como se fossem valores, mas s\u00e3o na pr\u00e1tica v\u00edrus que solapam a conviv\u00eancia social e v\u00e3o triturando e moendo a dignidade da pessoa humana.<\/p>\n\n\n\n<p>21\/09\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ADORNO, Theodor Wiesengrund. Cr\u00edtica cultural e sociedade. In: COHN, G. <strong>Theodor W. Adorno<\/strong><em>. <\/em>S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 1986.<\/p>\n\n\n\n<p>FAUSTO, Ruy. <strong>Dial\u00e9tica marxista, dial\u00e9tica hegeliana: a produ\u00e7\u00e3o capitalista como circula\u00e7\u00e3o simples<\/strong>. Rio de Janeiro: Paz e Terra; S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>IASI, Mauro Luis.<strong> Ensaios sobre consci\u00eancia e emancipa\u00e7\u00e3o. <\/strong>2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>_____. <strong>As metamorfoses da consci\u00eancia de classe: o PT entre a nega\u00e7\u00e3o e o consentimento<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>MARX, Karl. <strong>Karl Marx: para a cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica, Do Capital, O Rendimento e suas fontes. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Editora Nova Cultural Ltda, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>______. <strong>O Capital. <\/strong>Edi\u00e7\u00e3o resumida.7\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1982.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Os v\u00eddeos nos links, abaixo, ilustram o assunto tratado acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Vale S\/A far\u00e1 muralha em Itabira, tira direito de ir e vir e esgoto fedorento para o povo. V\u00eddeo 13<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_46348\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ht4QqQo8MiM?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Socorro! Cad\u00ea COPASA, CEMIG, Kalil e Zema nas Ocupa\u00e7\u00f5es da Izidora? Sr. Ant\u00f4nio com c\u00e2ncer -19\/9\/21<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_72408\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hzFvViNlzKM?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Mov. Populares e Pastorais Sociais: &#8220;Fora, Bolsonaro! Basta de viol\u00eancia da Vale!&#8217; 07\/9\/21-V\u00eddeo 12<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_73342\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NNPxv2IiPuw?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Barragem de Pontal, da Vale S\/A, espada na cabe\u00e7a de 1000 fam\u00edlias em Itabira, MG, 7\/9\/21 &#8211; V\u00eddeo 11<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_29249\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6C92TlgNQ0c?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; \u201cItabira, quadro na parede!\u201d \u201cVale submete povo a esgoto fedorento\u201d, Pe. Chiquinho, 7\/9\/21-V\u00eddeo 10<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_86747\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VUH97Qub5uo?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser humano reduzido \u00e0 m\u00e1quina e \u00e0 mercadoria? Por Frei Gilvander Moreira[1] A Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 tem como um dos seus princ\u00edpios basilares o respeito \u00e0 dignidade humana. 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