{"id":10749,"date":"2021-09-28T12:01:43","date_gmt":"2021-09-28T15:01:43","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=10749"},"modified":"2021-09-28T12:01:47","modified_gmt":"2021-09-28T15:01:47","slug":"luta-pela-terra-incomoda-o-capital-e-o-estado-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/luta-pela-terra-incomoda-o-capital-e-o-estado-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Luta pela terra incomoda o capital e o Estado. Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Luta pela terra incomoda o capital e o Estado<\/strong>. Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"950\" height=\"713\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Luta-pela-terra-mst.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10750\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Luta-pela-terra-mst.jpg 950w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Luta-pela-terra-mst-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Luta-pela-terra-mst-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><figcaption>Horta comunit\u00e1ria no Assentamento Conquista na Fronteira, no munic\u00edpio de Dion\u00edsio Cerqueira, no estado de Santa Catarina, respons\u00e1vel por todos os legumes e verduras consumidos pelos assentados. Arquivo MST<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A luta pela terra, luta por um direito humano fundamental ao acesso \u00e0 terra, travada pelos Sem Terra \u00e9 uma luta que interpela o Estado, a classe dominante e o pensamento pedag\u00f3gico, inclusive, al\u00e9m de outros inc\u00f4modos que desencadeia. Nesse sentido, Miguel Arroyo, no livro <em>Outros Sujeitos, Outras Pedagogias,<\/em> analisa: \u201c<em>A tomada de consci\u00eancia dessas popula\u00e7\u00f5es mantidas por s\u00e9culos sem direito a ter direitos ao teto, \u00e0 terra, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 escola, \u00e0 igualdade e \u00e0 cidadania plena se fazem presentes em a\u00e7\u00f5es e movimentos, em presen\u00e7as inc\u00f4modas que interrogam o Estado, suas pol\u00edticas agr\u00e1ria, urbana, educacional. Interrogam a doc\u00eancia, o pensamento pedag\u00f3gico, as pr\u00e1ticas de Educa\u00e7\u00e3o popular e escolar<\/em>\u201d (ARROYO, 2012, p. 9).<\/p>\n\n\n\n<p>A luta pela terra, travada pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), pelo Movimento dos\/as Trabalhadores\/as Rurais Sem Terra (MST) e por dezenas de outros movimentos camponeses, incomoda e desestabiliza quem se deleita na ordem estabelecida do capital. Sendo novos e questionadores sujeitos, os Sem Terra incomodam, como analisa Miguel Arroyo, ao se referir aos Sem Terra como <em>Outros<\/em>: \u201c<em>Outros<\/em> <em>na agenda pol\u00edtica e at\u00e9 pedag\u00f3gica se tornam extremamente inc\u00f4modos ao pensamento pedag\u00f3gico porque o obrigam a se entender insepar\u00e1vel das formas pol\u00edticas, culturais e de sua produ\u00e7\u00e3o\/conforma\u00e7\u00e3o como subalternos. Ao reagir a esse ser pensados e feitos subalternos desconstroem as autoidentidades do pensamento pedag\u00f3gico<\/em>\u201d (ARROYO, 2012, p. 11).<\/p>\n\n\n\n<p>Integrando o legado de Ant\u00f4nio Gramsci, a categoria <em>subalterno<\/em> faz refer\u00eancia a um \u201c<em>conjunto diversificado e contradit\u00f3rio de situa\u00e7\u00f5es servindo para nomear classes com aus\u00eancia de poder de mando, de poder de decis\u00e3o, de poder de cria\u00e7\u00e3o e de dire\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (YAZBEK, 1993, p. 18). Pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o \u00e9 simplesmente a que promove uma mudan\u00e7a de m\u00e9todo, mas a que passa por uma \u201crevolu\u00e7\u00e3o copernicana\u201d: dos objetos e dos m\u00e9todos, dos conte\u00fados e das institui\u00e7\u00f5es para os sujeitos. Estes, os sujeitos, ser\u00e3o o sol ao redor do qual os planetas \u2013 objetos e m\u00e9todos \u2013 girar\u00e3o. Entrevemos pedagogia do oprimido, como pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana, no seio da classe camponesa na luta pela terra: pedagogia que persevera em lutas constantes, em movimentos permanentes da opress\u00e3o \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o-emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz Am\u00e9rico Ara\u00fajo Vargas, na tese na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o \u201cPor uma pedagogia da luta e da resist\u00eancia: a educa\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia pol\u00edtica no MST\u201d, na UFRJ, em 2012, faz refer\u00eancia \u00e0 <em>emancipa\u00e7\u00e3o<\/em> <em>humana<\/em> diversas vezes. Por exemplo, ele aponta a necessidade de <em>emancipa\u00e7\u00e3o humana<\/em>, no entanto analisa que a ideologia do desenvolvimento sustent\u00e1vel adia a poss\u00edvel <em>emancipa\u00e7\u00e3o humana<\/em> (VARGAS, 2012, p. 6). Vargas afirma tamb\u00e9m que \u201c<em>o MST, ao assumir a luta contra um de seus inimigos reconhecidos, o agroneg\u00f3cio, engendra condi\u00e7\u00f5es para produzir uma cultura renovada e, com ela, um processo educativo que pensa a emancipa\u00e7\u00e3o de toda a humanidade<\/em>\u201d (VARGAS, 2012, p. 8). Ao se referir a um Encontro de Sem Terrinha,<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> em 2007, Vargas postula a \u201c<em>constru\u00e7\u00e3o de uma proposta educacional coerente com a forma\u00e7\u00e3o de sujeitos hist\u00f3ricos em luta pela<\/em> <em>emancipa\u00e7\u00e3o de sua classe\u201d<\/em> (VARGAS, 2012, p. 22) e nota que \u201c<em>os sujeitos sociais em luta coletiva e algumas de suas pr\u00e1ticas plasmam outros sentidos e outros caminhos, cuja pot\u00eancia de emancipa\u00e7\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de prever, mas de cujo desenvolvimento gesta uma pr\u00e1xis que se refaz na luta e na disputa por hegemonia<\/em>\u201d (VARGAS, 2012, p. 28). Vargas constata ainda que \u201c<em>palavras-categorias, tais como classes, lutas de classes, trabalho, ideologias, emancipa\u00e7\u00e3o e socialismo, muito difundidas, t\u00eam sido pouco apreendidas e muito combatidas<\/em>\u201d (VARGAS, 2012, p. 103) e advoga tamb\u00e9m que uma \u201c<em>educa\u00e7\u00e3o, tomada como estrat\u00e9gia pol\u00edtica, possa contribuir no processo de emancipa\u00e7\u00e3o dos sujeitos em luta pela transforma\u00e7\u00e3o da sociedade de classe capitalista<\/em>\u201d (VARGAS, 2012, p. 105).<\/p>\n\n\n\n<p>Sob a \u00e9gide do sistema do capital \u201c<em>os progressos e avan\u00e7os culturais e tecnocient\u00edficos acumulados historicamente pela humanidade pouco ou nada t\u00eam servido \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o humana\u201d<\/em> (VARGAS, 2012, p. 110). Sob o capitalismo contempor\u00e2neo, \u201c<em>a l\u00f3gica da mercantiliza\u00e7\u00e3o circunscreve as dimens\u00f5es da vida ao lucro e n\u00e3o \u00e0<\/em> <em>emancipa\u00e7\u00e3o humana\u201d<\/em> (VARGAS, 2012, p. 119). Vargas postula a necessidade da constru\u00e7\u00e3o de conhecimento como cr\u00edtica permanente da Hist\u00f3ria que possa contribuir com o agir humano no <em>processo de<\/em> <em>emancipa\u00e7\u00e3o<\/em> (Cf. VARGAS, 2012, p. 121) e entende que \u201c<em>um projeto de emancipa\u00e7\u00e3o humana que sustenta a educa\u00e7\u00e3o como uma dimens\u00e3o da estrat\u00e9gia pol\u00edtica de supera\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais capitalistas precisa superar as pr\u00e1ticas educacionais reprodutoras da ideologia que naturaliza essas rela\u00e7\u00f5es<\/em>\u201d (VARGAS, 2012, p. 131 e 132). Vargas conclui que \u00e9 pela pr\u00e1xis de educandos e educadores, na luta enquanto Sem Terra do MST, que a emancipa\u00e7\u00e3o humana poder\u00e1 se dar. \u201c<em>A educa\u00e7\u00e3o tomada como estrat\u00e9gia pol\u00edtica nas lutas dos explorados por sua emancipa\u00e7\u00e3o reivindica a pr\u00e1xis de educandos e educadores<\/em>\u201d (VARGAS, 2012, p. 133).<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre Barbosa, na tese na \u00e1rea de Comunica\u00e7\u00e3o \u201cA Comunica\u00e7\u00e3o do MST: uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica contra-hegem\u00f4nica\u201d, de 2013, na USP, faz refer\u00eancia duas vezes \u00e0 categoria <em>emancipa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores<\/em>. Ele indica que \u201c<em>as a\u00e7\u00f5es do MST, tanto no campo das lutas populares, como no campo da Comunica\u00e7\u00e3o [&#8230;] sejam elemento que catalise as a\u00e7\u00f5es de emancipa\u00e7\u00e3o das classes populares\u201d<\/em> (BARBOSA, 2013, p. 23) e constata que \u201c<em>as propostas de assentamento oferecidas ao longo da Hist\u00f3ria n\u00e3o contemplavam a emancipa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, pelo contr\u00e1rio, aumentavam a depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao capital<\/em>\u201d (BARBOSA, 2013, p. 26).<\/p>\n\n\n\n<p>Pela pesquisa de Vargas fica patente a necessidade de que a pedagogia do MST seja de fato de luta e de resist\u00eancia para poder empreender processo de <em>emancipa\u00e7\u00e3o humana<\/em>. Pela perspectiva da comunica\u00e7\u00e3o, Barbosa afirma a necessidade de emancipa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores camponeses e v\u00ea nas a\u00e7\u00f5es do MST um catalisador de processo emancipat\u00f3rio. Para al\u00e9m de uma pedagogia da luta e da resist\u00eancia focando a educa\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia pol\u00edtica e a comunica\u00e7\u00e3o como a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica contra-hegem\u00f4nica ensejando processos emancipat\u00f3rios \u2013 para al\u00e9m de incluir, buscar superar -, buscamos compreender que tipo de luta pela terra pode se tornar de fato processo de emancipa\u00e7\u00e3o humana, social, econ\u00f4mica, pol\u00edtica, cultural, religiosa e, necessariamente, sustentabilidade ecol\u00f3gica. Enfim, a luta pela terra, se realizada de forma emancipat\u00f3ria, incomoda e desestabiliza o capital e o Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>28\/09\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ARROYO, Miguel. Outros Sujeitos, Outras Pedagogias. Petr\u00f3polis: Vozes, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>BARBOSA, Alexandre. <strong>A Comunica\u00e7\u00e3o do MST: uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica contra-hegem\u00f4nica<\/strong>. S\u00e3o Paulo: USP, 2013. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/27\/27154\/tde-26022014-120204\/publico\/ALEXANDREBARBOSACorrigida.pdf\">http:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/27\/27154\/tde-26022014-120204\/publico\/ALEXANDREBARBOSACorrigida.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>VARGAS, Luiz Am\u00e9rico Ara\u00fajo. <strong>Por uma pedagogia da luta e da resist\u00eancia: a educa\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia pol\u00edtica no MST<\/strong>. Tese (Doutorado em Educa\u00e7\u00e3o). Rio de Janeiro, UFRJ, 2012. <a href=\"http:\/\/www.educacao.ufrj.br\/tluizamerico.pdf\">http:\/\/www.educacao.ufrj.br\/tluizamerico.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>YAZBEK, Maria Carmelita. <strong>Classes subalternas e assist\u00eancia social<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Cortez, 1993.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Os v\u00eddeos nos links, abaixo, ilustram o assunto tratado acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Luta pela terra e pela moradia, com justi\u00e7a agr\u00e1ria e urbana (Frei Gilvander no Dom Debate) \u201321\/7\/21<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_30351\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xbheNIHS7UQ?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Povo Kiriri e a luta ind\u00edgena pela terra em Minas Gerais &#8211; Por CPT, CEDEFES e Povo Kiriri<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_58088\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/osLgRbgH-yc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Acampamento D\u00eanis Gon\u00e7alves, do MST, em Goian\u00e1, MG &#8211; luta pela terra. Frei Gilvander &#8211; 26\/8\/2010.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_93370\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vKJpT-dC5fo?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Acampamento Eloy Ferreira, do MST, Engenheiro Navarro\/MG: luta pela terra. Frei Gilvander. 02\/9\/2010<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_68338\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YeuMetz-Sqk?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; MST na luta pela terra no sul de MG &#8211; Grito dos Exclu\u00eddos &#8211; Frei Gilvander\/luta por direitos\/07\/9\/10<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_20094\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cT553hUQaeU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Palavra \u00c9tica: Luta pela terra e por moradia em Pirapora e em Santa Luzia, MG. E L. Boff &#8211; 29\/02\/20<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_97782\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8xIZIw_-m3I?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; 160 fam\u00edlias na luta pela terra em Pirapora, MG, h\u00e1 20 anos. Despejar \u00e9 injusto\/viol\u00eancia. 17\/2\/2020<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_79445\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PkrCA8VV48Q?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> \u201cA categoria Sem Terrinha como refer\u00eancia \u00e0s crian\u00e7as que est\u00e3o na luta pela terra nos acampamentos e nos assentamentos foi \u2018cunhada\u2019 pelas pr\u00f3prias crian\u00e7as do MST no Primeiro Encontro Estadual das Crian\u00e7as Sem Terra de S\u00e3o Paulo em 1997\u201d (RAMOS <em>apud<\/em> CALDART, 2012: 306).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luta pela terra incomoda o capital e o Estado. 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