{"id":10830,"date":"2021-11-02T14:25:27","date_gmt":"2021-11-02T17:25:27","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=10830"},"modified":"2021-11-02T14:25:33","modified_gmt":"2021-11-02T17:25:33","slug":"riqueza-e-luxo-a-custa-de-trabalho-alheio-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/riqueza-e-luxo-a-custa-de-trabalho-alheio-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Riqueza e luxo \u00e0 custa de trabalho alheio? Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Riqueza e luxo \u00e0 custa de trabalho alheio?<\/strong> Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/59214_227172184088073_2021511138_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10831\" width=\"801\" height=\"1099\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/59214_227172184088073_2021511138_n.jpg 700w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/59214_227172184088073_2021511138_n-219x300.jpg 219w\" sizes=\"auto, (max-width: 801px) 100vw, 801px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em contexto de superexplora\u00e7\u00e3o da dignidade humana dos\/as trabalhadores\/as e dos camponeses e camponesas, n\u00e3o podemos abrir m\u00e3o da utopia que \u00e9 conquistar emancipa\u00e7\u00e3o humana. Parece \u00e0 primeira vista imposs\u00edvel, mas \u00e9 poss\u00edvel, urgente e necess\u00e1rio, antes que a barb\u00e1rie que o capitalismo e todos seus agentes e vassalos reproduzem cotidianamente levem \u00e0 dizima\u00e7\u00e3o da humanidade por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas causadas pela destrui\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es materiais objetivas que garantam a vida dos humanos e de todos os seres vivos da biodiversidade. Refletindo sobre a emancipa\u00e7\u00e3o humana, que precisa acontecer, Marx afirma na <em>Cr\u00edtica do programa de Gotha<\/em>: \u201c<em>Quando tiver sido eliminada a subordina\u00e7\u00e3o escravizadora dos indiv\u00edduos \u00e0 divis\u00e3o do trabalho e, com ela, a oposi\u00e7\u00e3o entre trabalho intelectual e manual; quando o trabalho tiver deixado de ser mero meio de vida e tiver se tornado a primeira necessidade vital; quando, juntamente com o desenvolvimento multifacetado dos indiv\u00edduos, suas for\u00e7as produtivas tamb\u00e9m tiverem crescido e todas as fontes da riqueza coletiva jorrarem em abund\u00e2ncia, apenas ent\u00e3o o estreito horizonte jur\u00eddico burgu\u00eas poder\u00e1 ser plenamente superado e a sociedade poder\u00e1 escrever em sua bandeira: \u201cDe cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades<\/em>!\u201d (MARX, 2012, p. 33).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tecer cr\u00edticas ferrenhas ao programa de coaliz\u00e3o de dois partidos oper\u00e1rios socialistas alem\u00e3es, em 1875, tal como, programa \u201cabsolutamente nefasto e desmoralizador para o partido\u201d (MARX, 2012, p. 22), Marx enfatiza a dimens\u00e3o ecol\u00f3gica ao afirmar a natureza como a fonte primeira de toda riqueza, <em>conditio<\/em> <em>sine qua non<\/em> para o ser humano, atrav\u00e9s do trabalho gerar riqueza. \u201c<em>O trabalho n\u00e3o \u00e9 a fonte de toda riqueza. A natureza \u00e9 a fonte dos valores de uso (e \u00e9 em tais valores que consiste propriamente a riqueza material!), tanto quanto o \u00e9 o trabalho, que \u00e9 apenas a exterioriza\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a natural, da for\u00e7a de trabalho humana<\/em>\u201d (MARX, 2012, p. 24).<\/p>\n\n\n\n<p>Em sintonia com o que advoga o ap\u00f3stolo Paulo, na B\u00edblia, na carta aos tessalonicenses \u2013 \u201c<em>Quem n\u00e3o quer trabalhar tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 de comer<\/em>\u201d (2 Tessalonicenses 3,10) -, Marx pondera que a emancipa\u00e7\u00e3o humana passa necessariamente pela n\u00e3o apropria\u00e7\u00e3o de riqueza enquanto fruto de trabalho alheio. \u201c<em>Porque o trabalho \u00e9 a fonte de toda a riqueza, ningu\u00e9m na sociedade pode apropriar riqueza que n\u00e3o seja fruto do trabalho. Se, portanto, ele mesmo n\u00e3o trabalha, ent\u00e3o vive do trabalho alheio e apropria sua cultura tamb\u00e9m \u00e0 custa do trabalho alheio<\/em>\u201d (MARX, 2012, p. 25). Exce\u00e7\u00e3o \u00f3bvia \u00e0s pessoas impossibilitadas de trabalhar por motivo de doen\u00e7a, defici\u00eancia ou por estar com idade avan\u00e7ada. A esses tamb\u00e9m segundo suas necessidades e segundo sua hist\u00f3ria de trabalho e\/ou de alguma forma gerando sociabilidade justa. \u201c<em>O fruto do trabalho pertence inteiramente, com igual direito, a todos os membros da sociedade<\/em>\u201d (MARX, 2012, p. 28).<\/p>\n\n\n\n<p>Os frutos do trabalho &#8211; o trabalho social integral &#8211; devem ser distribu\u00eddos a todos, com igual direito, ap\u00f3s deduzir os recursos para a substitui\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o consumidos, a parte adicional para a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, um fundo de reserva ou seguran\u00e7a contra acidentes, preju\u00edzos causados por fen\u00f4menos naturais etc. Ap\u00f3s essas dedu\u00e7\u00f5es, a parte restante do produto total deve ser destinada ao consumo, sem esquecer o que serve \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades coletivas, como escolas, servi\u00e7os de sa\u00fade, etc. (Cf. MARX, 2012, p. 29). \u201c<em>\u00c9 a \u2018classe trabalhadora\u2019 que tem de libertar \u2013 o qu\u00ea? \u2013 \u2018o trabalho\u2019<\/em>\u201d (MARX, 2012, p. 34).<\/p>\n\n\n\n<p>Se \u201c<em>a burguesia se desenvolveu dentro da ordem feudal, mas fora do eixo central da rela\u00e7\u00e3o senhores feudais\/servos dos quais a classe dominante extra\u00eda sua fonte principal de riqueza<\/em>\u201d (IASI, 2011, p. 97) \u2013 concordamos que provavelmente foi assim que se deu historicamente -, \u00e9 prov\u00e1vel que a classe revolucion\u00e1ria que guiar\u00e1 o processo de emancipa\u00e7\u00e3o humana para uma sociedade para al\u00e9m do capitalismo e do capital, n\u00e3o ser\u00e1 composta pelo proletariado, classe presa \u00e0 pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o fundamental do capital\/trabalho &#8211; propriet\u00e1rios dos meios de produ\u00e7\u00e3o\/trabalhadores assalariados -, mas poder\u00e1 ser a classe camponesa &#8211; o campesinato na sua imensa pluralidade de express\u00f5es &#8211; e todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores que sobrevivem injusti\u00e7ados \u00e0 margem do eixo central do sistema do capital: ind\u00edgenas, quilombolas, sem-teto e todos os injusti\u00e7ados por motivos de g\u00eanero, etnia, orienta\u00e7\u00e3o sexual etc.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma como a sociedade em geral e a classe dominante, em particular, veem os Movimentos Populares, condiciona, pelo menos em parte, como os Movimentos Populares se veem. Parafraseando Arroyo, podemos dizer: para o \u00eaxito dos Movimentos Populares do campo e da cidade \u00e9 imprescind\u00edvel reconhecer a centralidade e a for\u00e7a matriz da luta pela terra, pelo territ\u00f3rio, com todas suas ra\u00edzes culturais e religiosas. A terra, ao longo da hist\u00f3ria, tem sido \u00e2ncora de sustenta\u00e7\u00e3o dos movimentos de luta por emancipa\u00e7\u00e3o. O trabalho coletivo da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) irradia a centralidade da luta pela terra, que \u00e9 disputada pelo poder do capital. Enquanto perdurar o cativeiro da terra na brutal injusti\u00e7a agr\u00e1ria pautada no latif\u00fandio, que viabiliza o agroneg\u00f3cio com uso indiscriminado de agrot\u00f3xicos, em latif\u00fandios de monoculturas e muitas vezes com trabalho an\u00e1logo \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o, o trabalho alheio continuar\u00e1 sendo sugado para o enriquecimento da classe dominante.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, urge superarmos a l\u00f3gica e as rela\u00e7\u00f5es sociais que promovem riqueza e luxo para uma minoria \u00e0 custa do trabalho alheio, ou seja, os\/as trabalhadores\/as trabalhando e produzindo n\u00e3o para si mesmos, mas para os patr\u00f5es. Isto \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o da utopia b\u00edblica de \u201cnovos c\u00e9us e nova terra\u201d profetizada pelos disc\u00edpulos e disc\u00edpulas do grande profeta Isa\u00edas ao bradar: \u201c<em>Construir\u00e3o casas e nelas habitar\u00e3o, plantar\u00e3o vinhas e comer\u00e3o seus frutos. Ningu\u00e9m construir\u00e1 para outro morar, ningu\u00e9m plantar\u00e1 para outro comer, porque a vida do meu povo ser\u00e1 longa como a das \u00e1rvores, meus escolhidos poder\u00e3o gastar o que suas m\u00e3os fabricarem<\/em> &#8230;\u201d (Isa\u00edas 65,21-22). Que tenhamos a gra\u00e7a e a fibra de seguirmos lutando para a constru\u00e7\u00e3o desta utopia: uma sociedade com pessoas livres, sem opress\u00f5es, sem explorados e sem exploradores, respeitando os direitos da natureza, inclusive.<\/p>\n\n\n\n<p>02\/11\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>IASI, Mauro Luis.<strong> Ensaios sobre consci\u00eancia e emancipa\u00e7\u00e3o. <\/strong>2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>MARX, Karl. <strong>Cr\u00edtica ao Programa de Gotha<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: <strong>Os v\u00eddeos nos links, abaixo, ilustram o assunto tratado acima.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Frei Carlos Mesters, Paulo Freire da B\u00edblia &#8211; Por frei Gilvander &#8211; 1\u00ba\/11\/2021<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_48550\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LedEs7LSu-E?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Mineradora Vale S\/A insiste em obter Licenciamento para devastar a Serra da Gandarela tb. Por Teca<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_15134\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SCDmfN_3KTI?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Plano Urban\u00edstico da Ocupa\u00e7\u00e3o Cidade de Deus de Sete Lagoas, MG: UMA MARAVILHA! V\u00eddeo 3 &#8211; 29\/09\/2021<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_37098\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qYPGAW5AXFY?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; &#8220;Absurdo f\u00e1brica de cerveja Heineken em Pedro Leopoldo\/MG, no S\u00edtio Arqueol\u00f3gico da Luzia&#8221; (Alenice)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_49558\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uPU448nzR78?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Chaves de leitura do livro de Josu\u00e9: Partilha da terra &#8211; M\u00eas da B\u00edblia 2022. Por Ildo Bohn e CEBI\/MG<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_59735\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dJp3SYP8elc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Noite Cultural 34\u00aa Romaria de Canudos, BA: Viva Ant\u00f4nio Conselheiro e as lutas populares! &#8211; 23\/10\/21<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_62824\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rAW8vrJGnKk?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Riqueza e luxo \u00e0 custa de trabalho alheio? Por Frei Gilvander Moreira[1] Em contexto de superexplora\u00e7\u00e3o da dignidade humana dos\/as trabalhadores\/as e dos camponeses e camponesas, n\u00e3o podemos abrir m\u00e3o da utopia que \u00e9 conquistar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10832,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,40,44,38,49,48,41,37,39,35,27,30,25,43,26,18],"tags":[],"class_list":["post-10830","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-cidade","category-direito-a-memoria","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-das-mulheres","category-direitos-dos-carroceiros","category-direitos-dos-ciganos","category-direitos-dos-povos-indigenas","category-direitos-dos-quilombolas","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10830","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10830"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10830\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10833,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10830\/revisions\/10833"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10832"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10830"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10830"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10830"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}