{"id":10870,"date":"2021-11-16T13:03:46","date_gmt":"2021-11-16T16:03:46","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=10870"},"modified":"2021-11-16T13:03:51","modified_gmt":"2021-11-16T16:03:51","slug":"latifundio-arma-mortifera-de-exploracao-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/latifundio-arma-mortifera-de-exploracao-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Latif\u00fandio: arma mort\u00edfera de explora\u00e7\u00e3o? Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Latif\u00fandio: arma mort\u00edfera de explora\u00e7\u00e3o?<\/strong> Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/2003278792262153057_rs.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10871\" width=\"778\" height=\"612\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/2003278792262153057_rs.jpg 697w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/2003278792262153057_rs-300x236.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/2003278792262153057_rs-100x80.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 778px) 100vw, 778px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A reflex\u00e3o estimula o sem-terra, o sem-teto, o atingido pela minera\u00e7\u00e3o devastadora, o negro, a pessoa v\u00edtima da homofobia e todas as pessoas exploradas e\/ou discriminadas a descobrir-se como oprimido, superexpropriado pelo capital nas suas rela\u00e7\u00f5es sociais no campo e na cidade, mas tamb\u00e9m como ser com potencial para ser mais. No entanto, a reflex\u00e3o precisar ser feita em sintonia com o processo existencial de opress\u00e3o vivenciado pelos sem-terra, pelos sem-teto e todos os outros oprimidos e explorados. Mais do que \u201cconviv\u00eancia\u201d com o regime opressor, trata-se se subservi\u00eancia, de servid\u00e3o consentida e assimilada. O pedagogo Paulo Freire reconhece que n\u00e3o basta a reflex\u00e3o, mas \u00e9 necess\u00e1rio a\u00e7\u00e3o; alerta, por\u00e9m, que seja a\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o, isto \u00e9, pr\u00e1xis, que n\u00e3o \u00e9 apenas a\u00e7\u00e3o, mas atua\u00e7\u00e3o dentro das condi\u00e7\u00f5es materiais objetivas, pensada a partir das contradi\u00e7\u00f5es de classe e de todas as outras facetas de opress\u00e3o que se abatem sobre os sem-terra, os sem-teto e sobre toda a classe camponesa e a classe trabalhadora. \u201c<em>A\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o, como unidade que n\u00e3o deve ser dicotomizada. [&#8230;] A\u00e7\u00e3o junto aos oprimidos tem de ser, no fundo, \u201ca\u00e7\u00e3o cultural\u201d para a liberdade, por isto mesmo, a\u00e7\u00e3o com eles<\/em>\u201d (FREIRE, 2005, p. 60), jamais <em>sobre<\/em>, <em>para<\/em> ou <em>por<\/em> eles.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, sim, na luta pela terra e pela moradia um potencial emancipat\u00f3rio da condi\u00e7\u00e3o de campon\u00eas oprimido e da pessoa violentada na sua dignidade na cidade no esfor\u00e7o de se libertar e, assim, transformar as circunst\u00e2ncias sociais das condi\u00e7\u00f5es materiais, engajando-se na luta por emancipa\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 sua, mas de toda a classe trabalhadora e do campesinato. Nesse sentido afirma Paulo Freire: \u201c<em>Quem melhor que os oprimidos se encontrar\u00e1 preparado para entender o significado terr\u00edvel de uma sociedade opressora? Quem sentir\u00e1 melhor que eles os efeitos da opress\u00e3o? Quem, mais que eles, para ir compreendendo a necessidade da liberta\u00e7\u00e3o? Liberta\u00e7\u00e3o a que n\u00e3o chegar\u00e3o pelo acaso, mas pela pr\u00e1xis de sua busca; pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela. Luta que, pela finalidade que lhe derem os oprimidos, ser\u00e1 um ato de amor, com o qual se opor\u00e3o ao desamor contido na viol\u00eancia dos opressores, at\u00e9 mesmo quando esta se revista da falsa generosidade<\/em>\u201d (FREIRE, 2005, p. 34).<\/p>\n\n\n\n<p>Parodiando Paulo Freire: Quem compreender\u00e1 a crueldade terr\u00edvel do latif\u00fandio, da propriedade privada capitalista da terra e do capital no campo melhor do que os sem-terra que adquirem coragem e se engajam na luta pela terra? Quem sentir\u00e1 no pr\u00f3prio corpo melhor que os sem-terra a superexpropria\u00e7\u00e3o a que s\u00e3o submetidos? A luta pela terra desperta nos Sem Terra a necessidade e a coragem de lutar de forma coletiva. Luta que n\u00e3o \u00e9 revanche e nem vingan\u00e7a, mas justi\u00e7a, ato de amor aos latifundi\u00e1rios, pois retira das m\u00e3os deles uma arma mort\u00edfera da explora\u00e7\u00e3o: o latif\u00fandio. E, na luta pela terra, os Sem Terra, ao transformar a estrutura fundi\u00e1ria em uma estrutura social com equidade, podem ancorar lutas n\u00e3o apenas por emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas emancipa\u00e7\u00e3o humana. A luta pela terra desmascara at\u00e9 a falsa generosidade de pessoas ligadas \u00e0 estrutura do capital.<\/p>\n\n\n\n<p>A luta pela terra em busca de emancipa\u00e7\u00e3o implica fazer hist\u00f3ria, mas para fazer hist\u00f3ria os homens e as mulheres t\u00eam de estar em condi\u00e7\u00f5es de viver: satisfazer suas necessidades e se reproduzir. \u00c9 o que Marx e Engels explicam: \u201c<em>Para viver, precisa-se, antes de tudo, de comida, bebida, moradia, vestimenta e algumas coisas mais. O primeiro ato hist\u00f3rico \u00e9, pois, a produ\u00e7\u00e3o dos meios para a satisfa\u00e7\u00e3o dessas necessidades, a produ\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vida material, e este \u00e9, sem d\u00favida, um ato hist\u00f3rico, uma condi\u00e7\u00e3o fundamental de toda a hist\u00f3ria, que ainda hoje, assim como h\u00e1 mil\u00eanios, tem de ser cumprida diariamente, a cada hora, simplesmente para manter as pessoas vivas<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 33).<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo trabalho, o ser humano \u2013 homem e mulher \u2013 produz os meios de vida pr\u00f3pria e, no modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, produz principalmente para o alheio. O ser humano produz muitas mercadorias, no entanto, n\u00e3o produz a terra. Por isso, a terra, embora esteja associada ao modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, n\u00e3o \u00e9 capital, pois n\u00e3o \u00e9 fruto do trabalho humano. \u201c<em>Assim, a terra n\u00e3o gera lucro, como o faz o capital, mas sim renda<\/em>\u201d (OLIVEIRA, 2007, p. 63). Rela\u00e7\u00f5es natural e social est\u00e3o presentes na produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da vida desde a a\u00e7\u00e3o de procriar. \u201c<em>A produ\u00e7\u00e3o da vida, tanto da pr\u00f3pria, no trabalho, quanto da alheia, na procria\u00e7\u00e3o, aparece desde j\u00e1 como uma rela\u00e7\u00e3o dupla \u2013 de um lado, como rela\u00e7\u00e3o natural, de outro como rela\u00e7\u00e3o social -, social no sentido de que por ela se entende a coopera\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios indiv\u00edduos, sejam quais forem as condi\u00e7\u00f5es, o modo e a finalidade<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 34).<\/p>\n\n\n\n<p>Um determinado modo de produ\u00e7\u00e3o ou certo tipo de crescimento industrial, com suas respectivas for\u00e7as produtivas, condiciona as rela\u00e7\u00f5es sociais que se estabelecem entre as pessoas na sociedade. \u201c<em>Segue-se da\u00ed que um determinado modo de produ\u00e7\u00e3o ou uma determinada fase industrial est\u00e3o sempre ligados a um determinado modo de coopera\u00e7\u00e3o ou a uma determinada fase social \u2013 modo de coopera\u00e7\u00e3o que \u00e9, ele pr\u00f3prio, uma \u201cfor\u00e7a produtiva\u201d -, que a soma das for\u00e7as produtivas acess\u00edveis ao homem condiciona o estado social e que, portanto, a \u201chist\u00f3ria da humanidade\u201d deve ser estudada e elaborada sempre em conex\u00e3o com a hist\u00f3ria da ind\u00fastria e das trocas<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 34).<\/p>\n\n\n\n<p>Somente ap\u00f3s produzir em rela\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas o atendimento \u00e0s suas necessidades b\u00e1sicas \u2013 alimenta\u00e7\u00e3o, moradia, vestu\u00e1rio etc. -, o ser humano aparece como tendo consci\u00eancia, mas, desde o in\u00edcio, n\u00e3o \u00e9 consci\u00eancia pura, pois est\u00e1 sempre condicionada pela mat\u00e9ria, por rela\u00e7\u00f5es materiais. A linguagem nasce da necessidade de rela\u00e7\u00e3o social e expressa a consci\u00eancia, produto social forjado nas condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas objetivas.Enfim, pelo analisado acima, o latif\u00fandio \u00e9, de fato, arma mort\u00edfera de explora\u00e7\u00e3o, porque aprisiona a terra em propriedade privada capitalista e, assim, cria as condi\u00e7\u00f5es materiais objetivas para a reprodu\u00e7\u00e3o da brutal injusti\u00e7a social e desigualdade reinante no nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>16\/11\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FREIRE, Paulo. <strong>Pedagogia do Oprimido.<\/strong> 47.\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00f5es Paz e Terra, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alem\u00e3: cr\u00edtica da mais recente Filosofia alem\u00e3 em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alem\u00e3o em seus diferentes profetas (1845-1846). S\u00e3o Paulo: Boitempo Editorial, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. <strong>Modo de Produ\u00e7\u00e3o Capitalista, Agricultura e Reforma Agr\u00e1ria. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Labur Edi\u00e7\u00f5es, 2007. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.geografia.fflch.usp.br\/graduacao\/apoio\/Apoio\/Apoio_Valeria\/Pdf\/Livro_ari.pdf\">http:\/\/www.geografia.fflch.usp.br\/graduacao\/apoio\/Apoio\/Apoio_Valeria\/Pdf\/Livro_ari.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: <strong>Os v\u00eddeos nos links, abaixo, ilustram o assunto tratado acima.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; CPT-MG 40 anos &#8211; Madalena: &#8220;Nossa luta \u00e9 contra o latif\u00fandio, arma mort\u00edfera&#8221; &#8211; V\u00eddeo 5 &#8211; 07\/3\/2018<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_33678\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TBbgAKHgi70?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Amea\u00e7ado por lutar contra o latif\u00fandio, DIM CABRAL, da Cooerco.SD, Uberl\u00e2ndia\/MG. Justi\u00e7a! 24\/5\/18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_35821\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/E_IbaOhjSyc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Viol\u00eancia do latif\u00fandio cresce no norte de MG\/Audi\u00eancia P\u00fablica\/ALMG\/Toninho do MST. 25\/4\/2018<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_87722\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QLEZ1zgwvcI?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Latifundi\u00e1rios perseguem agentes da CPT no Baixo Jequitinhonha, mas povo Sem Terra repudia. 10\/06\/16<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_87045\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sVyKFu-P0qM?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Marco temporal: terra para os Povos Ind\u00edgenas ou para o agroneg\u00f3cio devastador? Por Frei Gilvander<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_42655\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MANbO-WmdxU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Voc\u00ea sabe de onde vem a sua comida? O agroneg\u00f3cio envenena a comida do povo. Epis\u00f3dio 1 \u2013 Greenpeace<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_39604\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eD-GPvrHNmQ?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; &#8220;Libertar do agroneg\u00f3cio&#8221; (Jefferson\/Sindieletro). Acampamentos do MST\/Campo do Meio\/MG. V\u00eddeo 7<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_48542\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Jv5FCmvdlp4?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Latif\u00fandio: arma mort\u00edfera de explora\u00e7\u00e3o? Por Frei Gilvander Moreira[1] A reflex\u00e3o estimula o sem-terra, o sem-teto, o atingido pela minera\u00e7\u00e3o devastadora, o negro, a pessoa v\u00edtima da homofobia e todas as pessoas exploradas e\/ou discriminadas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10871,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,44,38,49,27,43,26,18],"tags":[],"class_list":["post-10870","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-memoria","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-humanos","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10870","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10870"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10870\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10872,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10870\/revisions\/10872"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10871"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10870"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10870"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}