{"id":10924,"date":"2021-11-30T10:42:06","date_gmt":"2021-11-30T13:42:06","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=10924"},"modified":"2021-12-01T20:40:29","modified_gmt":"2021-12-01T23:40:29","slug":"divisao-do-trabalho-propriedade-e-escravidao-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/divisao-do-trabalho-propriedade-e-escravidao-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Divis\u00e3o do trabalho, propriedade e escravid\u00e3o. Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Divis\u00e3o do trabalho, propriedade e escravid\u00e3o<\/strong>. Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Colonizando-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10925\" width=\"777\" height=\"777\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Colonizando-1024x1024.jpg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Colonizando-300x300.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Colonizando-150x150.jpg 150w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Colonizando-768x768.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Colonizando-1536x1536.jpg 1536w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Colonizando-2048x2048.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 777px) 100vw, 777px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Como acontecem as rela\u00e7\u00f5es sociais em uma sociedade capitalista? A ideologia dominante diz que no capitalismo h\u00e1 liberdade. Qual? Para quem? Na realidade, no capitalismo, a tr\u00edade \u201cdivis\u00e3o do trabalho, propriedade privada capitalista e escravid\u00e3o\u201d tecem rela\u00e7\u00f5es sociais escravocratas que causam superexplora\u00e7\u00e3o da dignidade humana e de toda a natureza. Vejamos! \u201c<em>A linguagem \u00e9 t\u00e3o antiga quanto a consci\u00eancia \u2013 a linguagem \u00e9 a consci\u00eancia real, pr\u00e1tica, que existe para as outras pessoas e que, portanto, tamb\u00e9m existe para mim mesmo; e a linguagem nasce, tal como a consci\u00eancia, do carecimento, da necessidade de interc\u00e2mbio com outras pessoas<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 34). Iniciada na divis\u00e3o do trabalho na fam\u00edlia, a divis\u00e3o do trabalho transformou o mundo da produ\u00e7\u00e3o e o mundo das rela\u00e7\u00f5es sociais. <strong>Com a divis\u00e3o do trabalho, dividem-se as fam\u00edlias na sociedade ficando opostas umas \u00e0s outras, estabelecendo a distribui\u00e7\u00e3o desigual do trabalho e do seu produto<\/strong>. Assim, se cria, na fam\u00edlia, de forma embrion\u00e1ria, a no\u00e7\u00e3o de propriedade, em que mulher e filhos passam a ser coisas\/escravos do homem. <strong>A no\u00e7\u00e3o de propriedade diz respeito ao poder de dispor da for\u00e7a de trabalho alheia.<\/strong> Assim, divis\u00e3o do trabalho, propriedade e escravid\u00e3o constituem a tr\u00edade que sustenta a sociedade capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Com a divis\u00e3o do trabalho, na qual todas essas contradi\u00e7\u00f5es est\u00e3o dadas e que, por sua vez, se baseia na divis\u00e3o natural do trabalho na fam\u00edlia e na separa\u00e7\u00e3o da sociedade em diversas fam\u00edlias opostas umas \u00e0s outras, est\u00e3o dadas ao mesmo tempo a distribui\u00e7\u00e3o e, mais precisamente, a distribui\u00e7\u00e3o desigual, tanto quantitativa quanto qualitativamente, do trabalho e de seus produtos; portanto, est\u00e1 dada a propriedade, que j\u00e1 tem seu embri\u00e3o, sua primeira forma, na fam\u00edlia, onde a mulher e os filhos s\u00e3o escravos do homem. A escravid\u00e3o na fam\u00edlia, ainda latente e r\u00fastica, \u00e9 a primeira propriedade, que aqui, diga-se de passagem, corresponde j\u00e1 \u00e0 defini\u00e7\u00e3o dos economistas modernos, segundo a qual a propriedade \u00e9 o poder de dispor da for\u00e7a de trabalho alheia<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 36).<\/p>\n\n\n\n<p>Com a divis\u00e3o do trabalho, \u201c<em>cada pessoa passa a ter um campo de atividade exclusivo e determinado, que lhe \u00e9 imposto e ao qual n\u00e3o pode escapar<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 37). Ainda mais com o ex\u00e9rcito de reserva de desempregados, o\/a trabalhador\/a \u00e9 obrigada\/o a aceitar qualquer tipo de trabalho que lhe apare\u00e7a, sem ter direito de optar por aquilo que gosta de fazer ou que seja sua voca\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o pode tamb\u00e9m trabalhar em v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es, o que cultivaria sua criatividade e seria menos cansativo. \u201c<em>Na sociedade comunista, onde cada um n\u00e3o tem um campo de atividade exclusivo, mas pode aperfei\u00e7oar-se em todos os ramos que agradam, a sociedade regula a produ\u00e7\u00e3o geral e me confere, assim, a possibilidade de hoje fazer isto, amanh\u00e3 aquilo<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 38).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00e3o as ideias que dominam o mundo e as pessoas, mas \u201c<em>as ideias da classe dominante, s\u00e3o, em cada \u00e9poca, as ideias dominantes, isto \u00e9, a classe que \u00e9 a for\u00e7a material dominante da sociedade \u00e9, ao mesmo tempo, sua for\u00e7a espiritual dominante<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 47). Por ter em suas m\u00e3os os meios de produ\u00e7\u00e3o material, a classe dominante domina tamb\u00e9m pensando, produzindo ideias que regulam a (re)produ\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o das ideias de seu tempo. A divis\u00e3o de trabalho acontece tamb\u00e9m no interior da classe dominante. Nesta, \u201c<em>uns ser\u00e3o os ide\u00f3logos ativos, criadores de conceitos, que fazem da atividade de forma\u00e7\u00e3o da ilus\u00e3o dessa classe sobre si mesma o seu meio principal de subsist\u00eancia<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 48), enquanto outros s\u00e3o os membros ativos dessa classe e se ocupam com a produ\u00e7\u00e3o de mais-valia e a acumula\u00e7\u00e3o do seu capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Para atingir seus fins, a classe dominante tem que apresentar seu interesse como o interesse comum de todos os membros da sociedade: \u201c<em>\u00c9 obrigada a dar \u00e0s suas ideias a forma da universalidade, a apresent\u00e1-las como as \u00fanicas racionais, universalmente v\u00e1lidas<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 48).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>As rela\u00e7\u00f5es entre diferentes na\u00e7\u00f5es dependem do ponto at\u00e9 onde cada uma delas tenha desenvolvido suas for\u00e7as produtivas, a divis\u00e3o do trabalho e o interc\u00e2mbio interno. Esse princ\u00edpio \u00e9, em geral, reconhecido. Mas n\u00e3o apenas a rela\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o com outras, como tamb\u00e9m toda a estrutura interna dessa mesma na\u00e7\u00e3o dependem do n\u00edvel de desenvolvimento de sua produ\u00e7\u00e3o e de seu interc\u00e2mbio interno e externo. A que ponto as for\u00e7as produtivas de uma na\u00e7\u00e3o est\u00e3o desenvolvidas \u00e9 mostrado de modo mais claro pelo grau de desenvolvimento da divis\u00e3o do trabalho. Cada nova for\u00e7a produtiva, na medida em que n\u00e3o \u00e9 a mera extens\u00e3o quantitativa de for\u00e7as produtivas j\u00e1 conhecidas (por exemplo, o arroteamento de terras), tem como consequ\u00eancia um novo desenvolvimento da divis\u00e3o do trabalho. A divis\u00e3o do trabalho no interior de uma na\u00e7\u00e3o leva, inicialmente, \u00e0 separa\u00e7\u00e3o entre o trabalho industrial e comercial, de um lado, e o trabalho agr\u00edcola, de outro, e, com isso, \u00e0 separa\u00e7\u00e3o da cidade e do campo e \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o entre os interesses de ambos<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 89).<\/p>\n\n\n\n<p>Na hist\u00f3ria da humanidade houve diversas concep\u00e7\u00f5es de propriedade da terra. A primeira forma da propriedade \u00e9 a propriedade tribal<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, que pressup\u00f5e uma grande quantidade de terras incultas, baixa popula\u00e7\u00e3o e corresponde \u00e0 fase n\u00e3o desenvolvida da produ\u00e7\u00e3o. O povo se alimentava da pesca e da ca\u00e7a, pastoreando algum rebanho e\/ou com algum in\u00edcio de agricultura, o que criou as sociedades agr\u00e1rias. A escravid\u00e3o se desenvolve primeiro na fam\u00edlia com o aumento da popula\u00e7\u00e3o, com o crescimento das necessidades, com o aumento do interc\u00e2mbio comercial e com as guerras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>A segunda forma de propriedade \u00e9 a propriedade estatal ou comunal da Antiguidade, que resulta da unifica\u00e7\u00e3o de mais de uma tribo numa cidade por meio de contrato ou conquista, e na qual a escravid\u00e3o continua a existir<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 90). Com o avan\u00e7o do modo de produ\u00e7\u00e3o surge a propriedade privada m\u00f3vel, depois a propriedade privada im\u00f3vel e vai-se desenvolvendo. \u201c<em>A terceira forma de propriedade \u00e9 a propriedade feudal ou estamental. Se a Antiguidade baseou-se na cidade e em seu pequeno territ\u00f3rio, a Idade M\u00e9dia baseou-se no campo\u201d<\/em> (MARX; ENGELS, 2007, p. 90). Com o decl\u00ednio do Imp\u00e9rio Romano e sua conquista pelos chamados povos b\u00e1rbaros, mas que n\u00e3o eram b\u00e1rbaros \u2013 eram humanos tanto quanto os latinos \u2013 uma enorme quantidade de for\u00e7as produtivas foram destru\u00eddas e com pestes e guerras houve uma grande diminui\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es, o que tornou poss\u00edvel ser engendrado o modo de produ\u00e7\u00e3o medieval com grandes territ\u00f3rios vazios. \u201c<em>A propriedade principal era constitu\u00edda, durante a \u00e9poca feudal, de um lado, pela propriedade da terra e pelo trabalho servil a ela acorrentado e, do outro, pelo trabalho pr\u00f3prio com pequeno capital que dominava o trabalho dos oficiais<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 91). Nas cidades, \u201c<em>as castas ou os estamentos que formavam esses n\u00facleos dependiam f\u00edsica e socialmente do campesinato. [&#8230;] Tudo e todos tornavam o campon\u00eas a base indispens\u00e1vel da reprodu\u00e7\u00e3o social<\/em>\u201d (MOURA, 1988, p. 10).Enfim, o sistema capitalista se sustenta e se reproduz cotidianamente impondo a divis\u00e3o do trabalho, a propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o e do capital financeiro e a escravid\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>30\/11\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alem\u00e3: cr\u00edtica da mais recente Filosofia alem\u00e3 em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alem\u00e3o em seus diferentes profetas (1845-1846). S\u00e3o Paulo: Boitempo Editorial, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>MOURA, Margarida Maria. <strong>Camponeses<\/strong>. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Editora \u00c1tica, 1988.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: <strong>Os v\u00eddeos nos links, abaixo, ilustram o assunto tratado acima.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Rodoanel na RMBH, racismo ambiental. Fora, Rodoanel! Respeite Santa Luzia\/MG. Glaucon Dur\u00e3es na ALMG<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_56066\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/o_bZLpqMuyU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Adv. Henrique Lazarotti mostra a atrocidade que ser\u00e1 Rodoanel na RMBH, se for constru\u00eddo. Na ALMG\/BH<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_37136\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tcw91KGQalU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Frei Gilvander na ALMG: &#8220;Qualquer Alternativa de Rodoanel na RMBH ser\u00e1 brutalmente devastadora.&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_39343\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VyHukaBD6c0?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Acampamento Marielle Vive, em Valinhos, SP, sob amea\u00e7a de despejo. Basta de despejo! \u2013 28\/11\/21<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_46373\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zLMwE5d7vdg?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Qualquer alternativa de tra\u00e7ado de RODOANEL na RMBH ser\u00e1 devastadora (Frei Gilvander\/R\u00e1dio Am\u00e9rica)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_16521\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/i99j_x7fGWU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Ato \u201cFora, Bolsonaro na Periferia\u201d, no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, MG: BASTA! \u2013 27\/11\/21<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_48244\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Rjm2qbEghKA?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG; colunista de <a href=\"http:\/\/www.domtotal.com\">www.domtotal.com<\/a> , de <a href=\"http:\/\/www.brasildefatomg.com.br\">www.brasildefatomg.com.br<\/a> , de <a href=\"http:\/\/www.revistaconsciencia.com\">www.revistaconsciencia.com<\/a> , de <a href=\"http:\/\/www.racismoambiental.net.br\">www.racismoambiental.net.br<\/a> e outros. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Na d\u00e9cada de 1840, o termo <em>Stamm, <\/em>na l\u00edngua alem\u00e3 (tribo, cl\u00e3, tronco, linhagem) desempenhava um papel fundamental na ci\u00eancia da hist\u00f3ria. Designava uma comunidade de pessoas que descendia de um \u00fanico e mesmo predecessor (Cf. Nota n. 17, MARX; ENGELS, 2007: 549).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Divis\u00e3o do trabalho, propriedade e escravid\u00e3o. Por Frei Gilvander Moreira[1] Como acontecem as rela\u00e7\u00f5es sociais em uma sociedade capitalista? A ideologia dominante diz que no capitalismo h\u00e1 liberdade. Qual? Para quem? 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