{"id":10961,"date":"2021-12-14T11:14:26","date_gmt":"2021-12-14T14:14:26","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=10961"},"modified":"2021-12-14T12:45:03","modified_gmt":"2021-12-14T15:45:03","slug":"sem-funcao-social-a-propriedade-deixa-de-existir-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/sem-funcao-social-a-propriedade-deixa-de-existir-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Sem fun\u00e7\u00e3o social, a propriedade deixa de existir. Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Sem fun\u00e7\u00e3o social, a propriedade deixa de existir<\/strong>. Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Funcao-social-da-propriedade-charge.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10962\" width=\"782\" height=\"661\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Funcao-social-da-propriedade-charge.jpg 645w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Funcao-social-da-propriedade-charge-300x253.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 782px) 100vw, 782px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>De forma contundente, o jurista e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Eros Roberto Grau<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> afirma que a propriedade que n\u00e3o cumpre a fun\u00e7\u00e3o social n\u00e3o existe, e, como consequ\u00eancia, n\u00e3o merece prote\u00e7\u00e3o, devendo ser objeto de perdimento, e n\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o. Textualmente, pondera Eros Grau, no livro <em>A Ordem Econ\u00f4mica na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 (Interpreta\u00e7\u00e3o e Cr\u00edtica)<\/em>: <em>\u201c[&#8230;] <strong>a propriedade dotada de fun\u00e7\u00e3o social, que n\u00e3o esteja a cumpri-la, j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 mais objeto de prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica<\/strong>. Ou seja, j\u00e1 n\u00e3o haver\u00e1 mais fundamento jur\u00eddico a atribuir direito de propriedade ao titular do bem (propriedade) que n\u00e3o est\u00e1 a cumprir sua fun\u00e7\u00e3o social. Em outros termos, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais, no caso, bem que possa, juridicamente, ser objeto de direito de propriedade [&#8230;] n<strong>\u00e3o h\u00e1, na hip\u00f3tese de propriedade que n\u00e3o cumpre sua fun\u00e7\u00e3o social \u201cpropriedade\u201d desapropri\u00e1vel. Pois \u00e9 evidente que s\u00f3 se pode desapropriar a propriedade; onde ela n\u00e3o existe, n\u00e3o h\u00e1 o que desapropriar<\/strong>\u201d<\/em> (GRAU, 1990, p. 316).<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha, de forma incisiva, o jurista italiano Pietro Perlingieriafirma que o propriet\u00e1rio <em>\u201c(&#8230;) s\u00f3 recebeu do ordenamento jur\u00eddico aquele direito de propriedade, na medida em que respeite aquelas obriga\u00e7\u00f5es, na medida em que respeite a fun\u00e7\u00e3o social do direito de propriedade. <strong>Se o propriet\u00e1rio n\u00e3o cumpre e n\u00e3o se realiza a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, ele deixa de ser merecedor de tutela por parte do ordenamento jur\u00eddico, desaparece o direito de propriedade<\/strong>\u201d<\/em> (PERLINGIERI, 1971, p. 71).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esteira da cr\u00edtica \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o capitalista moderna, a no\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o social da propriedade da terra foi inscrita na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 (CF\/88) gra\u00e7as \u00e0 luta dos movimentos sociais camponeses desde as Ligas Camponesas que, ap\u00f3s conquistarem o Estatuto da Terra, em 1964, preparou o terreno para a inscri\u00e7\u00e3o na CF\/88. A luta pela terra tem contribu\u00eddo para a constru\u00e7\u00e3o de uma nova jurisprud\u00eancia no Brasil, j\u00e1 existindo v\u00e1rias decis\u00f5es dos tribunais que reconhecem a ocupa\u00e7\u00e3o de propriedades que n\u00e3o cumprem a fun\u00e7\u00e3o social como um direito leg\u00edtimo do povo, muitas vezes, sem-terra e sem-moradia. Portanto, a luta pela terra como pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana tem avan\u00e7ado tamb\u00e9m no meio jur\u00eddico criando a concep\u00e7\u00e3o segundo a qual em uma ocupa\u00e7\u00e3o coletiva de terra o que ocorre n\u00e3o \u00e9 invas\u00e3o, mas leg\u00edtima ocupa\u00e7\u00e3o de propriedades que, por n\u00e3o estarem cumprindo a fun\u00e7\u00e3o social, desocupadas e ociosas, perdem o direito do pretenso propriet\u00e1rio. Sem fun\u00e7\u00e3o social, o propriet\u00e1rio perde o crit\u00e9rio objetivo inerente \u00e0 propriedade, que \u00e9 o direito de posse, mantendo somente o crit\u00e9rio subjetivo, que \u00e9 o direito de ser indenizado pela perda do bem im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Como fruto da luta renhida pela terra, o campesinato organizado conseguiu inscrever na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 tamb\u00e9m o artigo 186, que enumera os requisitos indispens\u00e1veis para que a propriedade atenda \u00e0 fun\u00e7\u00e3o social e que j\u00e1 havia sido inclu\u00eddo no Estatuto da Terra, passa a ter a natureza jur\u00eddica de princ\u00edpio fundamental. <strong>Pelo artigo 186 da CF\/88 toda propriedade deve cumprir, simultaneamente, conforme os graus de exig\u00eancia fixados em lei \u2013 Lei 8629\/ 93, quatro crit\u00e9rios<\/strong>: <strong>a) o aproveitamento racional e adequado: deve ser produtiva; b) a utiliza\u00e7\u00e3o adequada dos recursos e preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente: n\u00e3o pode ser monocultura, por exemplo; c) a observ\u00e2ncia das disposi\u00e7\u00f5es que regulam as rela\u00e7\u00f5es de trabalho: n\u00e3o pode haver desrespeito \u00e0s leis trabalhistas; e d) a explora\u00e7\u00e3o que favore\u00e7a o bem-estar dos propriet\u00e1rios e dos trabalhadores: participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores na renda da propriedade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das quatro exig\u00eancias constitucionais para se cumprir a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade fundi\u00e1ria, outras duas exig\u00eancias deveriam estar inscritas na Constitui\u00e7\u00e3o: um limite para a propriedade fundi\u00e1ria e a expropria\u00e7\u00e3o da propriedade fundi\u00e1ria sem ter que pagar algo, pois sem um limite de \u00e1rea h\u00e1 capitalistas propriet\u00e1rios de imensas propriedades, o que refor\u00e7a a acumula\u00e7\u00e3o de capital e ao pagar a terra ao ser desapropriada se premia quem n\u00e3o conferiu fun\u00e7\u00e3o social \u00e0 terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Necess\u00e1rio se faz em uma perspectiva hist\u00f3rica, considerando os camponeses injusti\u00e7ados, analisar como foi concebida ao longo da hist\u00f3ria da humanidade a ideia de propriedade privada. O fil\u00f3sofo Jean Jacques Rousseau, por exemplo, analisa a cria\u00e7\u00e3o da propriedade privada da terra como algo que instaura a desigualdade social. \u201c<em>A transforma\u00e7\u00e3o da terra em propriedade privada absoluta e individual foi um fen\u00f4meno da civiliza\u00e7\u00e3o europeia, hist\u00f3rico, recente e datado, espalhado pelo colonialismo ao resto do mundo<\/em>\u201d (MAR\u00c9S, 2003, p. 133). Karl Marx e outros te\u00f3ricos marxistas elucidam a no\u00e7\u00e3o de propriedade dos meios de produ\u00e7\u00e3o, a terra no nosso caso, e o que isso significa na sociedade capitalista.\u00a0 Valiosa \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o de Istv\u00e1n M\u00e9sz\u00e1ros (2007), que em <em>A Educa\u00e7\u00e3o para al\u00e9m do Capital<\/em>, tece uma perspicaz an\u00e1lise. Diz ele: <em>\u201cOs defeitos espec\u00edficos do capitalismo n\u00e3o podem sequer ser observados superficialmente, quanto mais ser realmente resolvidos sem que se fa\u00e7a refer\u00eancia ao <strong>sistema como um todo<\/strong>, que necessariamente os produz e constantemente os reproduz. A recusa reformista em abordar as contradi\u00e7\u00f5es do <strong>sistema<\/strong> existente, em nome de uma presumida legitimidade de lidar <strong>apenas com as manifesta\u00e7\u00f5es particulares<\/strong> [&#8230;] \u00e9 na realidade apenas uma forma peculiar de rejeitar, sem uma an\u00e1lise adequada, a possibilidade de se ter qualquer sistema rival e uma forma igualmente aprior\u00edstica de <strong>eternizar<\/strong> o sistema capitalista. \u201cMudan\u00e7a gradual\u201d \u00e9 disfarce para continuar o mesmo sistema. As mudan\u00e7as s\u00e3o admiss\u00edveis apenas com o \u00fanico e leg\u00edtimo objetivo de <strong>corrigir<\/strong> algum detalhe defeituoso da ordem estabelecida, de forma que sejam mantidas intactas as determina\u00e7\u00f5es estruturais fundamentais da sociedade como um todo, em conformidade com as exig\u00eancias inalter\u00e1veis da <strong>l\u00f3gica global<\/strong> de um determinado sistema de reprodu\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> (M\u00c9SZ\u00c1ROS, 2007, p. 197). Enfim, uma das colunas mestras do capitalismo, a propriedade privada capitalista deixa de existir sem o cumprimento da fun\u00e7\u00e3o social, que \u00e9 a coluna mestra da propriedade. N\u00e3o basta apresentar escritura e registro da propriedade, sem a comprova\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o social desta propriedade. Portanto, ocupar propriedades que n\u00e3o cumprem a fun\u00e7\u00e3o social, no campo e na cidade, \u00e9 um direito constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>14\/12\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GRAU, Eros Roberto. <strong>A Ordem Econ\u00f4mica na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 (Interpreta\u00e7\u00e3o e Cr\u00edtica).<\/strong> S\u00e3o Paulo: Revista dos tribunais, 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>MAR\u00c9S, Carlos Frederico. <strong>A fun\u00e7\u00e3o social da terra<\/strong>. Porto Alegre: S\u00e9rgio Antonio Fabris Editor, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00c9SZ\u00c1ROS, Istv\u00e1n. A educa\u00e7\u00e3o para al\u00e9m do capital. In: M\u00c9SZ\u00c1ROS, Istv\u00e1n. <strong>O desafio e o fardo do tempo hist\u00f3rico: <\/strong>o socialismo do s\u00e9culo XXI. S\u00e3o Paulo: Boitempo, p. 195-223, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>PERLINGIERI, Pietro.<strong>Introduzione all\u00e1 problematica della propriet\u00e1<\/strong>. Camerino: Jovene, 1971.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: <strong>Os v\u00eddeos nos links, abaixo, ilustram o assunto tratado acima.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; FUNAI VISITA Retomada Kamak\u00e3 Mongoi\u00f3, em Brumadinho, MG: mandioca, \u00e1gua e recep\u00e7\u00e3o \u00e0 FUNAI. V\u00eddeo 1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_83592\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Zc4fSYwBN7c?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Injusto despejar 30 fam\u00edlias da Ocupa\u00e7\u00e3o Vila Fazendinha em BH. Jog\u00e1-las na rua? V\u00eddeo 4 &#8211; 11\/12\/21<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_78723\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XKStnJ2Y0To?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; &#8220;O Governo de MG e o TJMG v\u00e3o despejar a Ocupa\u00e7\u00e3o Vila Fazendinha em BH e nos jogar na rua?&#8221; V\u00eddeo 3<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_90413\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZuYpOVgoxIE?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Crian\u00e7as e m\u00e3es CLAMAM para n\u00e3o ser despejadas na Ocupa\u00e7\u00e3o Vila Fazendinha, Belo Horizonte. V\u00eddeo 2<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_16757\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BvKn5pg6L6M?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Quatro conquistas em 4 dias e 4 noites de Acampamento na Porta do Pal\u00e1cio da Liberdade. BH, 10\/12\/21<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_50157\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EV9teVdxGVw?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Carreata contra minera\u00e7\u00e3o da Larf e MIB na Serra do Pico Tr\u00eas Irm\u00e3os, em M\u00e1rio Campos\/MG. \u00c1gua, SIM!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_60636\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-ctLLKqxk0g?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; Ato P\u00fablico para engrossar o Acampamento na Porta do Pal\u00e1cio da Liberdade, BH\/MG: 3\u00aa noite \u2013 9\/12\/21<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_14812\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FlVV8e1Yx80?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>8 &#8211; Amea\u00e7a de despejo da Ocupa\u00e7\u00e3o Vila Fazendinha, em Belo Horizonte, MG. Alto l\u00e1! V\u00eddeo 1 \u2013 08\/12\/21<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_61095\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4Gnid3g5JuU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG; colunista dos sites <a href=\"http:\/\/www.domtotal.com\">www.domtotal.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.brasildefatomg.com.br\">www.brasildefatomg.com.br<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.revistaconsciencia.com\">www.revistaconsciencia.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.racismoambiental.net.br\">www.racismoambiental.net.br<\/a> e outros. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> &nbsp;Jurista brasileiro. Foi ministro do STF de 2004 a 2010.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem fun\u00e7\u00e3o social, a propriedade deixa de existir. Por Frei Gilvander Moreira[1] De forma contundente, o jurista e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Eros Roberto Grau[2] afirma que a propriedade que n\u00e3o cumpre a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10962,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,44,38,49,48,41,37,39,35,27,28,25,29,23,43,18],"tags":[],"class_list":["post-10961","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-memoria","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-das-mulheres","category-direitos-dos-carroceiros","category-direitos-dos-ciganos","category-direitos-dos-povos-indigenas","category-direitos-dos-quilombolas","category-direitos-humanos","category-luta-pela-moradia","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-ocupacao-urbana","category-pedagogia-emancipatoria","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10961","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10961"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10961\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10965,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10961\/revisions\/10965"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10962"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10961"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10961"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10961"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}