{"id":10973,"date":"2021-12-17T12:32:50","date_gmt":"2021-12-17T15:32:50","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=10973"},"modified":"2021-12-17T12:32:54","modified_gmt":"2021-12-17T15:32:54","slug":"natal-o-divino-no-humano-a-partir-dos-sem-terra-sem-teto-indios-negros-mulheres-irmaos-de-rua-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/natal-o-divino-no-humano-a-partir-dos-sem-terra-sem-teto-indios-negros-mulheres-irmaos-de-rua-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Natal: O divino no humano a partir dos sem-terra, sem-teto, \u00edndios, negros, mulheres, irm\u00e3os de rua \u2026\u00a0Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Natal: O divino no humano a partir dos sem-terra, sem-teto, \u00edndios, negros, mulheres, irm\u00e3os de rua \u2026\u00a0<\/strong>Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfnatal-deus-se-fez-indio-quilombola\/#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Pres%C3%A9pio-ind%C3%ADgena-2019.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5335\" width=\"778\" height=\"546\"\/><figcaption>Obra de Ricardo Juliani. Em sua simplicidade e grandeza ele expressa um Pres\u00e9pio Tupiniquim.&nbsp;&nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 tempo de natal, mas d\u00e1 para celebrar o natal no meio da fase mais cruel do capitalismo, m\u00e1quina de moer vidas humanas e vidas de todos os seres vivos, que atualmente n\u00e3o apenas explora, mas superexplora a dignidade humana, a dignidade da m\u00e3e terra, da irm\u00e3 \u00e1gua e de toda a biodiversidade? A realidade est\u00e1 mais para sexta-feira da paix\u00e3o, porque na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o no Brasil foram eleitos para o poder pol\u00edtico pol\u00edticos da pior estirpe, que acumpliciados com o poder econ\u00f4mico das empresas transnacionais, com o capital especulativo, com agroneg\u00f3cio e mineradoras, est\u00e3o eliminando todas as conquistas de direitos sociais conquistados com muita luta e tendo custado a vida de milhares de m\u00e1rtires, durante as \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob a avalanche do antinatal do mercado idolatrado, necess\u00e1rio se faz resgatar o sentido b\u00edblico do Natal de Jesus Cristo, que \u00e9 inspirador e revolucion\u00e1rio. Faz bem entendermos a narrativa b\u00edblica do Evangelho de Lucas (Lc 2,1-20) que versa sobre o nascimento do galileu que se tornou Cristo. O Evangelho de Lucas n\u00e3o \u00e9 cr\u00f4nica jornal\u00edstica escrita sob o calor dos fatos. Escrito na d\u00e9cada de 80 do s\u00e9culo I da era crist\u00e3, o Evangelho de Lucas \u00e9 Teologia da Hist\u00f3ria a partir dos oprimidos e injusti\u00e7ados e da sua f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. Para o evangelista Lucas, foram os pastores \u2013 os trabalhadores mais discriminados da \u00e9poca \u2013 os que, por primeiro, reconheceram a encarna\u00e7\u00e3o do divino no humano. Quando nasceu Jesus Cristo? Onde? Em que contexto? Na presen\u00e7a de quem? E foi visitado e acolhido por quem?<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus de Nazar\u00e9 nasceu em tempos de imperialismo romano com o imperador Augusto baixando decreto para aumentar o peso da tributa\u00e7\u00e3o nas costas do povo, al\u00e9m de manter a superexplora\u00e7\u00e3o, por meio da escravid\u00e3o, a quem eram submetidos mais de 60 milh\u00f5es de pessoas nas muitas col\u00f4nias do Imp\u00e9rio Romano. Diz o evangelista Lucas: \u201c<em>Naqueles dias, o imperador Augusto publicou um decreto ordenando recenseamento em todo o imp\u00e9rio<\/em>\u201d (Lc 2,1). Como o pai de Jesus, Jos\u00e9, era descendente de Davi e natural de Bel\u00e9m, ele teve que viajar da cidadezinha de Nazar\u00e9, na Galileia \u2013 periferia e norte da Palestina -, at\u00e9 Bel\u00e9m, na Judeia, mais de 120 quil\u00f4metros, a p\u00e9 ou montando em jumento, com sua esposa Maria que estava na imin\u00eancia de dar \u00e0 luz um menino (Lc 2,3-5). Em uma col\u00f4nia dominada pelo imperialismo romano, por governadores submissos aos interesses imperiais e com a cumplicidade de um poder religioso \u2013 o sin\u00e9drio \u2013 que usava o nome de Deus para excluir e marginalizar a maioria do povo, como trecheiro, estradeiro, \u201cirm\u00e3o de rua\u201d, migrante, retirante, sem-terra, sem-teto, refugiado, \u00edndio, quilombola, migrante e judeu da periferia, nasceu Jesus Cristo na periferia de Bel\u00e9m, pequena cidade do interior. Jesus n\u00e3o nasceu em Jerusal\u00e9m nem em Roma, capital do imp\u00e9rio, nem em Bras\u00edlia, nem na Avenida Paulista e nem nos Estados Unidos. Maria e Jos\u00e9 tiveram que ocupar um curral na periferia de Bel\u00e9m, porque n\u00e3o encontraram hospedagem na cidade, certamente porque estavam sem condi\u00e7\u00f5es financeiras de pagar hotel ou hospital particular.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao descrever o nascimento de Jesus, o evangelista Lucas estabelece estreito paralelismo com a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Messias. De fato, em Lc 2,7a se diz que \u201c<em>Maria enfaixou Jesus e o colocou na manjedoura<\/em>\u201d; em Lc 23,53a afirma-se que \u201c<em>Jos\u00e9 de Arimateia enfaixou o corpo de Jesus e o colocou em um sepulcro<\/em>\u201d. Ou seja, escrevendo uns cinq\u00fcenta anos ap\u00f3s a crucifica\u00e7\u00e3o e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, o evangelista aponta que a miss\u00e3o de Jesus ser\u00e1 espinhosa (tinha sido), ter\u00e1 que enfrentar a viol\u00eancia de podres poderes e de opressores (tinha enfrentado \u2026) \u2013 e, por isso, ser\u00e1 condenado \u00e0 pena de morte, crucificado (martirizado) (tido sido \u2026), mas ressuscitar\u00e1 ao terceiro dia (tinha ressuscitado).<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus nasce no meio dos pastores (Lc 2,8), os injusti\u00e7ados e execrados pela classe dominante (saduceus) onde est\u00e3o os senhores \u201cde bens\u201d que por cumplicidade reproduzem a desigualdade social. Entre todos os segmentos da classe trabalhadora e camponesa, os pastores e as pastoras eram os\/as mais explorados\/as, considerados\/as impuros\/as, principalmente porque n\u00e3o respeitavam as propriedades privatizadas. Para os pastores e pastoras, o territ\u00f3rio era um bem comum e, por isso, levavam os rebanhos que cuidavam para pastar em outras propriedades. Assim eram considerados invasores de propriedades privadas. Para os pastores e as pastoras, \u201cTerra de Deus, terra de irm\u00e3os!\u201d, tema da Campanha da Fraternidade de 1986 que desencadeou a luta social que fez inscrever a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Um anjo de Deus apareceu aos pastores<\/em>\u201d (Lc 2,9), n\u00e3o apareceu ao imperador, nem ao governador, nem a nenhum sacerdote e nem a nenhuma pessoa considerada pura, integrada \u00e0 sociedade dos \u201cde bens\u201d. S\u00e3o esses pastores e pastoras que reconhecem o nascimento do menino Deus e v\u00eam ao encontro daquele que iria testemunhar um caminho de liberta\u00e7\u00e3o para todos\/as e tudo, a utopia \u201c<em>vida e liberdade para todos\/as e tudo<\/em>\u201d (Jo 10,10). Hoje podemos dizer que um\/a anjo\/a apareceu a Marielle Franco, aos ind\u00edgenas, aos quilombolas e continua aparecendo a todos\/as os\/as considerados\/as impuros\/as que se irmanam na luta em defesa dos injusti\u00e7ados\/as.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos Evangelhos de Lucas e de Mateus, o nascimento de Jesus n\u00e3o \u00e9 apresentado de forma neutra diante das contradi\u00e7\u00f5es e desigualdades sociais. Jos\u00e9, Maria, Jesus, os evangelistas e as primeiras comunidades crist\u00e3s (autoras dos Evangelhos) fazem op\u00e7\u00e3o de classe, t\u00eam lado: o lado dos oprimidos e injusti\u00e7ados. A luz divina foi experimentada pelos pastores e pastoras, em uma noite escura (Lc 2,8-9), \u2013 como a noite que se abateu sobre o povo brasileiro com a elei\u00e7\u00e3o de Bolsonaro, de governadores, de deputados e senadores, todos vassalos de um capitalismo ultraliberal. A luz e a for\u00e7a divina irromperam naqueles e naquelas que eram os\/as mais rejeitados\/as na Palestina, col\u00f4nia do Imp\u00e9rio Romano.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas primeiras comunidades crist\u00e3s se lia naquela \u00e9poca o texto do profeta Isa\u00edas que dizia: \u201c<em>O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, uma luz raiou para os que habitavam uma terra sombria<\/em>\u201d (Is 9,1). A primeira mensagem do anjo aos pastores e pastoras foi: \u201c<em>N\u00e3o tenham medo! Eis uma \u00f3tima not\u00edcia para todo o povo explorado. Hoje, na cidade de Davi, nasceu para voc\u00eas um Salvador, que \u00e9 o Messias, o Senhor<\/em>\u201d (Lc 2,10). Essa mensagem ganha eloqu\u00eancia se recordarmos que quando se elevava um novo imperador ou rei, arautos do imp\u00e9rio anunciavam a entroniza\u00e7\u00e3o aclamando o que estava sendo entronizado como novo Salvador (<em>soter<\/em>, em grego) e Senhor (<em>Kurios<\/em>, em grego).<\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras comunidades crist\u00e3s fazem uma revolu\u00e7\u00e3o copernicana e subvertem a ideologia dominante que divinizava o poder e quem estava no poder. \u2018Salvador\u2019 e \u2018Senhor\u2019 n\u00e3o ser\u00e1 mais o imperador e nenhum rei. \u2018Salvador\u2019 e \u2018Senhor\u2019 ser\u00e1 aquela crian\u00e7a que nasceu no meio dos superexplorados. O anjo alerta: s\u00f3 quem se mistura com os perif\u00e9ricos e com eles convive consegue experimentar o divino se revelando no humano a partir dos por\u00f5es da humanidade (Lc 2,12). Quem fica distante dos empobrecidos e empobrecidas acumula preconceitos e se desumaniza. Diz o evangelista Lucas que os anjos fazem festa ao experimentar a gl\u00f3ria de Deus e a paz (<em>shalom<\/em>, em hebraico) no meio do povo (Lc 2,14). A gl\u00f3ria de Deus brilha quando o humano em todas as pessoas \u00e9 respeitado e valorizado. Paz como fruto da justi\u00e7a,&nbsp;<em>shalom<\/em>, acontece quando os governos com organiza\u00e7\u00e3o popular efetuam mudan\u00e7as estruturais para superar a desigualdade social e promover a justi\u00e7a social com respeito \u00e0 imensa diversidade cultural, aos direitos da natureza, dos animais e toda a biodiversidade existente no nosso pa\u00eds e no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Os pastores da regi\u00e3o foram a Bel\u00e9m, \u00e0s pressas, participar do acontecimento<\/em>\u201d (Lc 2,15-16); n\u00e3o foram a Jerusal\u00e9m, nem a Bras\u00edlia, nem \u00e0s catedrais do deus mercado, nem ao Imp\u00e9rio do capital, nem ao agroneg\u00f3cio e nem \u00e0s mineradoras. \u201c<em>E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados<\/em>\u201d (Lc 2,18). Quem n\u00e3o ouve, n\u00e3o respeita e nem participa da luta dos\/as sem-terra, dos\/as sem-teto, dos atingidos pelas mineradoras, dos\/as migrantes, dos\/as refugiados\/as, dos irm\u00e3os e irm\u00e3s em situa\u00e7\u00e3o de rua, dos\/as ind\u00edgenas, dos\/as quilombolas, das mulheres e dos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s LGBTTQIs<a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfnatal-deus-se-fez-indio-quilombola\/#_ftn2\">[2]<\/a>&nbsp;n\u00e3o consegue compreender o divino se tornando humano a partir de Jesus Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pastores e as pastoras reconhecem o poder popular nascido na periferia de Bel\u00e9m, cidade do pastor Davi que se tornou rei bom. \u201c<em>\u00c9 de ti Bel\u00e9m, a menor entre todas as cidades, que vir\u00e1 o Salvador<\/em>\u201d (Miq 5,1), bradava a profecia inspiradora do profeta Miqueias. &nbsp;Etimologicamente&nbsp;Bel\u00e9m (<em>Betlehem<\/em>, em hebraico) significa&nbsp;Casa do P\u00e3o. Bel\u00e9m \u00e9 a cidade de Davi, o menor entre os irm\u00e3os, aquele que organizou os injusti\u00e7ados da sociedade para lutar por um governo justo, popular e democr\u00e1tico. O verdadeiro \u201crei dos judeus\u201d n\u00e3o \u00e9 violento e sanguin\u00e1rio como Herodes, \u00e9 um rec\u00e9m-nascido, nascido sem-terra e sem-casa e tendo que se exilar \u00e0s pressas, logo ap\u00f3s o nascimento, como refugiado, para n\u00e3o ser assassinado pelo poder repressor de plant\u00e3o. Segundo o Evangelho de Jo\u00e3o, o nascido na \u201cCasa do P\u00e3o\u201d se tornou P\u00e3o da Vida para todos\/as (Jo 6,35-59). Os pastores e as pastoras intuem com sabedoria que o poder democr\u00e1tico, participativo e popular vem da periferia, dos injusti\u00e7ados, dos pequenos.<\/p>\n\n\n\n<p>O natal trombeteado aos quatro ventos pelos arautos do mercado idolatrado \u00e9 um antinatal, abusa do nascimento de Jesus Cristo para auferir lucro e acumular capital, promovendo gastan\u00e7a, viagens que resultam em centenas de mortes e comilan\u00e7as; pior, humilham milh\u00f5es de pessoas que n\u00e3o podem gastar, viajar e nem promover comilan\u00e7as. O Papai Noel \u00e9 um mentiroso, nojento e fantoche do \u00eddolo capital que cumpre uma tarefa suja: seduzir as crian\u00e7as e as fam\u00edlias para consumirem ao m\u00e1ximo at\u00e9 se consumirem e se desumanizarem gradativamente. Quem n\u00e3o se alia \u00e0 luta por direitos de sessenta por cento dos brasileiros que sobrevivem com menos de um sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas n\u00e3o consegue vivenciar o sentido sublime e profundo do Natal de Jesus Cristo, est\u00e1 sendo mentiroso\/a, pois n\u00e3o est\u00e1 abra\u00e7ando o projeto de Jesus, o Cristo libertador e salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem \u00e9 disc\u00edpulo\/a do menino que nasceu como refugiado na periferia de Bel\u00e9m precisa insurgir ao lado de toda a classe trabalhadora e camponesa e das for\u00e7as vivas que lutam pela supera\u00e7\u00e3o de todas as injusti\u00e7as. \u00c9 hora de acordar do sono imposto por falsos pastores, falsos padres, por\u00a0<em>fake news<\/em>\u00a0e pelas contradi\u00e7\u00f5es dos Partidos Pol\u00edticos. \u00c9 hora de despertar para as lutas de base e massivas. Os poderosos aparentam ser gigantes, mas t\u00eam p\u00e9s de barro, pois est\u00e3o recheados de contradi\u00e7\u00f5es e mentiras. O menino Deus nascido na periferia de Bel\u00e9m vive em todos\/as que lutam por justi\u00e7a social, justi\u00e7a agr\u00e1ria, justi\u00e7a ambiental, justi\u00e7a urbana e por direitos humanos fundamentais. Por isso, no Brasil, em 2019, no Natal de Jesus: O divino no humano a partir dos sem-terra, sem-teto, \u00edndios, negros, mulheres, irm\u00e3os de rua \u2026 <\/p>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte, MG, 17\/12\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Os filmes e v\u00eddeos nos links, abaixo, versam sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 \u2013 Palavra \u00c9tica na TVC\/BH: Povo Ind\u00edgena Kaxix\u00f3 em Martinho Campos e Pomp\u00e9u, MG. 07\/7\/2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_92279\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XSI5m9hIO1c?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 \u2013 Povo ind\u00edgena Guarani no Paran\u00e1 X Itaipu: Palavra \u00c9tica\/TVC\/BH c\/ frei Gilvander. 01\/12\/2018.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_14286\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FjMPpTXnOqA?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 \u2013 Quilombo hist\u00f3rico Lapinha, em Matias Cardoso, norte de MG: 170 fam\u00edlias amea\u00e7adas de despejo. NEGOCIA\u00c7\u00c3O, J\u00c1! \u2013 V\u00eddeo 1 \u2013 24\/7\/2019.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_73821\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/U8tzMjwXI1U?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfnatal-deus-se-fez-indio-quilombola\/#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\/\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfnatal-deus-se-fez-indio-quilombola\/#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queers e Pessoas Intersex.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Natal: O divino no humano a partir dos sem-terra, sem-teto, \u00edndios, negros, mulheres, irm\u00e3os de rua \u2026\u00a0Por Frei Gilvander Moreira[1] \u00c9 tempo de natal, mas d\u00e1 para celebrar o natal no meio da fase mais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10974,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,44,27,30,43,26,18],"tags":[],"class_list":["post-10973","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-memoria","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10973","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10973"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10973\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10975,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10973\/revisions\/10975"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10974"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10973"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10973"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10973"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}