{"id":11070,"date":"2022-02-15T11:58:40","date_gmt":"2022-02-15T14:58:40","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=11070"},"modified":"2022-02-15T11:58:43","modified_gmt":"2022-02-15T14:58:43","slug":"mst-34-anos-de-luta-em-mg-batismo-de-sangue-em-felisburgo-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/mst-34-anos-de-luta-em-mg-batismo-de-sangue-em-felisburgo-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"MST: 34 anos de luta em MG, batismo de sangue em Felisburgo. Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>MST: 34 anos de luta em MG, batismo de sangue em Felisburgo<\/strong>. Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-12-at-14.51.01-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11071\" width=\"778\" height=\"778\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-12-at-14.51.01-1024x1024.jpeg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-12-at-14.51.01-300x300.jpeg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-12-at-14.51.01-150x150.jpeg 150w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-12-at-14.51.01-768x768.jpeg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-12-at-14.51.01.jpeg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 778px) 100vw, 778px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Dia 12 de fevereiro \u00e9 dia hist\u00f3rico para o campesinato na luta pela terra: dia 12 de fevereiro de 2022 o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Minas Gerais, celebrou 34 anos de luta \u00e1rdua que custou sangue e muito suor, mas teve tamb\u00e9m muitas conquistas. Dia 12 de fevereiro celebramos tamb\u00e9m 17 anos do mart\u00edrio de Irm\u00e3 Dorothy Stang, assassinada brutalmente, em Anapu, no Par\u00e1, dia 12 de fevereiro de 2005. Ap\u00f3s um trabalho de base de dois anos em conjunto com agentes de pastoral da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e de Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STRs) aut\u00eanticos, em Minas Gerais, o MST cravou sua bandeira em um latif\u00fandio pela primeira vez, na madrugada do dia 12 de fevereiro de 1988, noite chuvosa e per\u00edodo de carnaval \u2013 a pol\u00edcia estaria dando seguran\u00e7a aos carnavalescos? -, em meio a muita tens\u00e3o. Cerca de 400 fam\u00edlias ocuparam a fazenda Aruega, que se tornou o Projeto de Assentamento (PA) Aruega<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, no munic\u00edpio de Novo Cruzeiro, no Vale do Jequitinhonha. Atualmente, s\u00e3o cerca de 6 mil fam\u00edlias no MST nas terras mineiras, sendo que destas, 1,6 mil j\u00e1 foram assentadas em 56 assentamentos conquistados, junto ao INCRA<a href=\"#_ftn3\">[3]<\/a> de MG (SR-06) e ao INCRA de Bras\u00edlia e Entorno (SR-28), respons\u00e1vel pelo noroeste de Minas.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o MST em Minas Gerais est\u00e1 organizado em 15 brigadas constitu\u00eddas nas nove regionais existentes em Minas (Regional Rio Doce, Regional do Tri\u00e2ngulo Mineiro, Regional da Zona da Mata, Regional do Sul de Minas; Regional do Norte de Minas, Regi\u00e3o da Regi\u00e3o Grande BH, Regional do Vale do Mucuri, Regional do Vale do Jequitinhonha e Regional do Centro-Oeste de Minas), &#8211; sem contar a regional do Noroeste de Minas &#8211; , totalizando mais de 110 \u00e1reas entre Assentamentos e Acampamentos dentro da organicidade do MST\/MG.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecendo a import\u00e2ncia e a necessidade da forma\u00e7\u00e3o de base e de lideran\u00e7as, entre 1991 e 1993, o MST publicou nove \u201cCadernos Vermelhos\u201d, que s\u00e3o imprescind\u00edveis para a compreens\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Interna do MST. S\u00e3o eles: 1) <strong>Sobre o M\u00e9todo Revolucion\u00e1rio de Dire\u00e7\u00e3o<\/strong>; 2) <strong>Normas Gerais do MST<\/strong>; 3) <strong>Manual de Organiza\u00e7\u00e3o dos N\u00facleos<\/strong>; 4) <strong>Como Organizar a Massa<\/strong>; 5) <strong>Disciplina<\/strong>; 6) <strong>Alian\u00e7as<\/strong>; 7) <strong>CHE \u2013 E os Quadros de Dire\u00e7\u00e3o<\/strong>; 8) <strong>Marcha Popular pelo Brasil<\/strong>; 9) <strong>Documento B\u00e1sico do MST<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-12-at-10.38.11-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11072\" width=\"435\" height=\"435\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-12-at-10.38.11-1024x1024.jpeg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-12-at-10.38.11-300x300.jpeg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-12-at-10.38.11-150x150.jpeg 150w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-12-at-10.38.11-768x768.jpeg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-12-at-10.38.11.jpeg 1100w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Se em n\u00edvel nacional o Massacre de Eldorado dos Caraj\u00e1s pode ser considerado um divisor de \u00e1guas na luta do MST, em Minas Gerais, o massacre de cinco Sem Terra do MST em Felisburgo banhou a m\u00e3e terra com o sangue de seus filhos, mas fez germinar sementes de luta. Temos o dever de manter acesa a mem\u00f3ria dos m\u00e1rtires de Felisburgo que tombaram na luta pela terra. Por isso, na celebra\u00e7\u00e3o dos 34 anos do MST em Minas Gerais \u00e9 necess\u00e1rio falarmos da luta pela terra e o Massacre de Felisburgo tamb\u00e9m.\u00c9 imposs\u00edvel compreender a atua\u00e7\u00e3o e o fortalecimento do MST no Brasil sem analisar o Massacre de Eldorado e suas repercuss\u00f5es na luta pela terra. Assim tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compreender a luta pela terra em Minas Gerais, a atua\u00e7\u00e3o e o fortalecimento do MST em Minas, sem analisar e compreender o Massacre de Felisburgo e suas repercuss\u00f5es na luta pela terra no Vale do Jequitinhonha e em todas as regi\u00f5es das Minas e dos Gerais. Nessa perspectiva apresentamos aqui um pouco da luta pela terra no munic\u00edpio de Felisburgo e o Massacre de cinco Sem Terra no Acampamento Terra Prometida.<\/p>\n\n\n\n<p>Dia 19 de agosto de 2009, o ent\u00e3o presidente da Rep\u00fablica Federativa do Brasil, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, assinou o Decreto que declarou de interesse social para fins de Reforma Agr\u00e1ria o im\u00f3vel rural denominado Fazenda Nova Alegria \u2013 1.182 hectares \u2013 situado no Munic\u00edpio de Felisburgo, Vale do Jequitinhonha, MG. O INCRA ficou autorizado a repassar o im\u00f3vel rural de que trata o Decreto para o assentamento de 40 fam\u00edlias Sem Terra do MST. Por ironia da hist\u00f3ria, o motivo do Decreto presidencial n\u00e3o foi o fato de ali terem sido massacrados cinco Sem Terra, mas foi crime ambiental cometido pelo propriet\u00e1rio do latif\u00fandio que n\u00e3o cumpria sua fun\u00e7\u00e3o social e era tamb\u00e9m fruto de grilagem de terras p\u00fablicas devolutas. Para entender bem o que significa a desapropria\u00e7\u00e3o da Fazenda Nova Alegria, em Felisburgo, urge recordar o que segue.<\/p>\n\n\n\n<p>Dia 20 de novembro de 2004, dia de Zumbi dos Palmares e da Consci\u00eancia Negra, por volta das 11h15, em um dia chuvoso, 17 jagun\u00e7os, liderados pelo fazendeiro e empres\u00e1rio Adriano Chafik Luedy, invadiram o Acampamento Terra Prometida, do MST, no munic\u00edpio de Felisburgo. Renderam um Sem Terra que estava na guarita do acampamento e, com rev\u00f3lver encostado na sua orelha, o obrigaram a soltar um foguete, que era a senha para reunir todo o povo do acampamento em caso de amea\u00e7a ou de necessidade de se reunir com rapidez. O povo come\u00e7ou a se reunir. Adriano Chafik, visto por muitos no local, liderava a opera\u00e7\u00e3o, perguntando \u201c<em>Cad\u00ea a Eni e o Jorge?<\/em>\u201d, e ordenando \u201c<em>Podem atirar e matar<\/em>&#8230;\u201d. O bando de jagun\u00e7os \u2013 uns encapuzados, outros n\u00e3o \u2013 iniciou os disparos. Dentro de poucos minutos assassinaram cinco Sem Terra. Todos os tiros foram \u00e0 queima-roupa. Feriram mais de 12 pessoas, incendiaram com gasolina dezenas de barracos de lona preta, a barraca da Escola, a barraca de alimentos, a barraca da biblioteca, barracos da Maria Gomes dos Santos (Eni) e do Jorge Rodrigues Pereira. Uma crian\u00e7a de doze anos levou um tiro pr\u00f3ximo ao olho. Puseram gado nas lavouras dos Sem Terra. Muitos trabalhadores do acampamento ficaram, desde ent\u00e3o, amedrontados e portadores de alguma doen\u00e7a, f\u00edsica ou mental, como consequ\u00eancia daquele crime.<a href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Assassinaram covardemente cinco Sem Terra do MST: <strong>Iraguiar Ferreira da Silva<\/strong>, 23 anos; <strong>Miguel Jos\u00e9 dos Santos<\/strong>, 56 anos; <strong>Francisco Nascimento Rocha<\/strong>, 62 anos; <strong>Juvenal Jorge da Silva<\/strong>, 65 anos; <strong>Joaquim Jos\u00e9 dos Santos<\/strong>, 65 anos. A per\u00edcia feita atestou que todos os tiros foram \u00e0 queima-roupa. Cada um dos camponeses assassinados recebeu diversos tiros, um levou quatro tiros no peito, outro levou treze. Feriram outras vinte pessoas Sem Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Atearam fogo no acampamento, reduzindo a cinzas 65 barracas de lona preta, inclusive a barraca da escola, onde 51 adultos faziam, todas as noites, o curso de alfabetiza\u00e7\u00e3o. O Sr. Miguel Jos\u00e9 dos Santos, por exemplo, terminaria a 4<sup>a<\/sup> s\u00e9rie prim\u00e1ria em 2005. Pendurado no corpo do Sr. Joaquim Jos\u00e9 dos Santos, irm\u00e3o de Miguel, foram encontrados dois embornais, um com milho e outro com feij\u00e3o. Ele tinha semeado durante a manh\u00e3 toda. Veio almo\u00e7ar, participou da reuni\u00e3o da coordena\u00e7\u00e3o do acampamento, mas, antes de voltar para continuar plantando, foi barbaramente assassinado. Sr. Joaquim, um semeador de sementes crioulas, n\u00e3o transg\u00eanicas, foi semeado na terra prometida. Os m\u00e1rtires do Acampamento Terra Prometida n\u00e3o foram sepultados, foram plantados.<\/p>\n\n\n\n<p>Escondidas no meio do mato, a pol\u00edcia encontrou treze armas usadas no massacre de Felisburgo, inclusive armas de grosso calibre. Policiais encontraram uma nota fiscal da compra das armas e mais muni\u00e7\u00e3o na sede da Fazenda Nova Alegria, que era do fazendeiro Adriano Chafik.&nbsp; O exame de bal\u00edstica comprovou que as armas apreendidas foram utilizadas na chacina. Dos 17 acusados de participa\u00e7\u00e3o nesse massacre, somente dois jagun\u00e7os foram presos. Como todas as chacinas do Brasil, o crime foi premeditado e anunciado.<\/p>\n\n\n\n<p>Viva a luta, vivam as resist\u00eancias e as conquistas do MST-MG, nesses 34 anos! \u201cQue a noite escura da dor e da morte passe ligeira, que o som dos nossos hinos anime nossas consci\u00eancias e que a luta redima nossa pobreza, que o amanhecer nos encontre sorridentes festejando a nossa liberdade\u201d (Ademar Bogo \u2013 Terra Sertaneja).<\/p>\n\n\n\n<p>15\/02\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: As videorreportagens nos links, abaixo, versam sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Acampamento P\u00e1tria Livre, do MST, em S\u00e3o Joaquim de Bicas, MG: mais de 4 anos de luta, 650 fam\u00edlias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_71770\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2XojdNc8yrc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; 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V\u00eddeo 3<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_59284\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dNgXp9d1TDk?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; Mem\u00f3ria da luta pela terra em Felisburgo\/MG: P.A Terra Prometida, local do massacre de 5 Sem Terra.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_32636\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cZNG78nf5dA?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>8 &#8211; Sem Terra sobreviventes do massacre de Felisburgo, MG, jamais v\u00e3o aceitar despejo. V\u00eddeo 2 12\/3\/20<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_48293\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZU-omqcBjsw?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>9 &#8211; Palavra \u00c9tica com Jorge Rodrigues e Ma\u00edra Gomes, sobreviventes do Massacre do MST, em Felisburgo<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_96017\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zlooMdNqQRo?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG; colunista dos sites <a href=\"http:\/\/www.domtotal.com\">www.domtotal.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.brasildefatomg.com.br\">www.brasildefatomg.com.br<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.revistaconsciencia.com\">www.revistaconsciencia.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.racismoambiental.net.br\">www.racismoambiental.net.br<\/a> e outros. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Sobre a hist\u00f3ria e a trajet\u00f3ria dos camponeses Sem Terra assentados no PA Aruega, confira: CARVALHO, Maria da Gl\u00f3ria. <strong>Lutas e conquistas de camponeses sem terra: a trajet\u00f3ria dos assentados da Fazenda Aruega<\/strong>. (Disserta\u00e7\u00e3o). Lavras: UFLA, 2000; ZANGELMI, Arnaldo Jos\u00e9. <strong>Hist\u00f3ria, identidade e mem\u00f3ria no Assentamento Aruega \u2013 Novo Cruzeiro\/MG<\/strong>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Extens\u00e3o Rural). Vi\u00e7osa: UFV, 2007; e ZANGELMI, Arnaldo Jos\u00e9. <strong>Tradu\u00e7\u00f5es e bricolagens: media\u00e7\u00f5es em ocupa\u00e7\u00f5es de terra no Nordeste Mineiro nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990<\/strong>. Tese (Doutorado). Rio de Janeiro: UFRRJ,&nbsp; 2014, principalmente os cap\u00edtulos II (Repress\u00e3o, resist\u00eancia e revigoramento da luta pela terra em Minas Gerais) e III (Emerg\u00eancia das novas mobiliza\u00e7\u00f5es: abrindo caminhos para as ocupa\u00e7\u00f5es de terra), p. 66-152.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Para maiores informa\u00e7\u00f5es e detalhes sobre o Massacre de Felisburgo, cf. MOREIRA, Gilvander Lu\u00eds. <strong>Massacre de Felisburgo: o que n\u00e3o pode ser esquecido<\/strong><em>,<\/em> publicado no portal Correio da Cidadania, no seguinte link: <a href=\"http:\/\/www.correiocidadania.com.br\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=8370:social150513&amp;catid=71:social&amp;Itemid=180\">http:\/\/www.correiocidadania.com.br\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=8370:social150513&amp;catid=71:social&amp;Itemid=180<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MST: 34 anos de luta em MG, batismo de sangue em Felisburgo. 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