{"id":11146,"date":"2022-04-12T11:02:28","date_gmt":"2022-04-12T14:02:28","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=11146"},"modified":"2022-04-12T11:02:36","modified_gmt":"2022-04-12T14:02:36","slug":"emancipar-de-que-e-para-que-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/emancipar-de-que-e-para-que-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Emancipar de que e para qu\u00ea? Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Emancipar de que e para qu\u00ea?<\/strong> Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/mst2136604-1024x565.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11147\" width=\"782\" height=\"431\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/mst2136604-1024x565.jpg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/mst2136604-300x165.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/mst2136604-768x423.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/mst2136604.jpg 1411w\" sizes=\"auto, (max-width: 782px) 100vw, 782px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Emancipa\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 isto? Emancipa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 algo que se fa\u00e7a por decreto e nem de uma s\u00f3 vez no atacado, mas trata-se de algo que envolve a vida toda, um processo permanente que implica desvencilhar-se de todas as formas de aliena\u00e7\u00e3o, resgatar e cultivar o que h\u00e1 de melhor no ser humano e na Hist\u00f3ria. Nos processos emancipat\u00f3rios podem ocorrer v\u00e1rios tipos de emancipa\u00e7\u00e3o: a) emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica; b); emancipa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica; c) emancipa\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica; d) emancipa\u00e7\u00e3o cultural; e) emancipa\u00e7\u00e3o religiosa; f) emancipa\u00e7\u00e3o humana etc. Melhor dizendo, a \u2018emancipa\u00e7\u00e3o humana\u2019 envolve\/busca envolver todas as outras emancipa\u00e7\u00f5es. Em <em>Hist\u00f3ria da Pedagogia,<\/em> Franco Cambi apresenta uma defini\u00e7\u00e3o interessante de emancipa\u00e7\u00e3o. Diz ele: \u201c<em>Emancipa\u00e7\u00e3o \u00e9 liberta\u00e7\u00e3o, \u00e9 tornar-se aut\u00f4nomo, \u00e9 constituir-se na luta por parte do sujeito, \u00e9 consci\u00eancia de uma complexa dial\u00e9tica entre aliena\u00e7\u00e3o e \u201creden\u00e7\u00e3o\u201d, e \u00e9 categoria que, com a \u00e9tica, a pol\u00edtica e o direito moderno, inerva tamb\u00e9m a pedagogia, a qual, teoricamente, se reconhece como guiada, sempre, por um desejo de emancipa\u00e7\u00e3o (do sujeito, da sociedade) e, praticamente, age (ainda que de forma \u00e0s vezes contradit\u00f3ria: at\u00e9 conformadora e conformista) para realiz\u00e1-la<\/em>\u201d (CAMBI, 1999, p. 218).<\/p>\n\n\n\n<p>Etimologicamente, Autonomia \u00e9 \u2018norma pr\u00f3pria\u2019 e heteronomia \u2018norma de outro, de fora\u2019. Uma pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana passa por pedagogia da autonomia, conforme ensina Paulo Freire: \u201c<em>O respeito \u00e0 autonomia e \u00e0 dignidade de cada um \u00e9 um imperativo \u00e9tico e n\u00e3o um favor que podemos ou n\u00e3o conceder uns aos outros<\/em>\u201d (FREIRE, 2015, p. 58). Autonomia n\u00e3o se delega a outro. \u201c<em>Ningu\u00e9m \u00e9 sujeito da autonomia de ningu\u00e9m. [&#8230;] A autonomia, enquanto amadurecimento do ser para si, \u00e9 processo, \u00e9 vir a ser. [&#8230;] Uma pedagogia da autonomia tem de estar centrada em experi\u00eancias estimuladoras da decis\u00e3o e da responsabilidade, vale dizer, em experi\u00eancias respeitosas da liberdade<\/em>\u201d (FREIRE, 2015, p. 105). Uma pessoa emancipada se gere por rela\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas e n\u00e3o heter\u00f4nomas. Emancipar-se exige (com)viver, (inter)agir, trabalhar e criar se guiando por \u2018normas\u2019 pr\u00f3prias, o que implica desvencilhar-se das normas de outro, seja especificamente o patr\u00e3o que compra a for\u00e7a de trabalho do\/a trabalhador\/a pagando apenas o m\u00ednimo para que a\/o trabalhador\/a n\u00e3o morra e possa continuar servindo-lhe como mercadoria e produzindo acima de tudo mais-valia, seja obedecendo \u00e0s normas e leis do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista imposto pelo capital e pelos capitalistas. \u201c<em>O trabalhador assalariado s\u00f3 tem permiss\u00e3o de trabalhar para sua pr\u00f3pria vida, isto \u00e9, para viver, desde que trabalhe de gra\u00e7a um determinado tempo para o capitalista. Por isso, tamb\u00e9m para aqueles que, juntamente com ele, consomem a mais-valia<\/em>\u201d (MARX, 2012, p. 39).<\/p>\n\n\n\n<p>Aspectos emancipat\u00f3rios acontecem quando um sem-terra torna-se um Sem Terra, um sem-casa torna-se um Sem Casa, quando descobre que terra \u00e9 mais do que terra, que casa \u00e9 mais que casa, que n\u00e3o h\u00e1 um destino predeterminado, mas que ele pode fazer hist\u00f3ria como sujeito e n\u00e3o est\u00e1 fadado a ser objeto e oprimido sem poder superar a opress\u00e3o. Algo de emancipa\u00e7\u00e3o acontece tamb\u00e9m quando se compreende que \u201c<em>a terra conquistada na luta deixa de ser apenas terra, para ser terra com pessoas buscando encontrar o melhor jeito de trabalhar e de viver nela, o que exige a preocupa\u00e7\u00e3o com um conjunto bem maior de dimens\u00f5es humanas, e com um tipo de organiza\u00e7\u00e3o que d\u00ea conta delas<\/em>\u201d (CALDART, 2012, p. 139). Algo de emancipa\u00e7\u00e3o ocorre quando se descobre que \u201c<em>terra \u00e9 dignidade, \u00e9 participa\u00e7\u00e3o, \u00e9 cidadania, \u00e9 democracia<\/em>\u201d (BALDU\u00cdNO, 2004, p. 25). A terra e a moradia conquistadas apontam para emancipa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, se, ap\u00f3s a conquista da terra, os Sem Terra reca\u00edrem no \u2018agronegocinho\u2019, a luta pela terra deixa de ser caminho e jeito de caminhar para emancipa\u00e7\u00e3o humana. Se ap\u00f3s a conquista da moradia acontece um processo de acomoda\u00e7\u00e3o das pessoas aos ditames do capitalismo: individualismo e apenas luta restrita dentro dos ditames do sistema do capital, o que se conquistou corre-se o risco de se perder gradativamente. \u201c<em>A luta pela terra n\u00e3o est\u00e1 simplesmente em terra por terra, pois a terra \u00e9 algo sagrado que \u00e9 muito mais do que terra<\/em>\u201d, dizia o grande lutador Alvimar Ribeiro dos Santos, agente de pastoral da CPT\/MG.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os capitalistas, a terra, as \u00e1guas, as sementes, o ar, as matas, a justi\u00e7a e o direito s\u00e3o recursos que devem ser explorados sem limite conforme seus interesses econ\u00f4micos ego\u00edstas. Para os camponeses Sem Terra, esses elementos da natureza s\u00e3o d\u00e1divas e base da vida, n\u00e3o t\u00eam pre\u00e7o e jamais podem ser mercantilizados. Sobre a terra n\u00e3o h\u00e1 uma vis\u00e3o un\u00edvoca, pois h\u00e1 muitas formas de se ver a terra. O ind\u00edgena v\u00ea a terra de uma forma, o campon\u00eas, de outra forma; o afrodescendente, de outra forma; o fazendeiro, de outra forma; os executivos das empresas do agroneg\u00f3cio veem a terra como mercadoria da qual se pode extrair <em>commodities<\/em> e, acima de tudo, ampliar a acumula\u00e7\u00e3o do capital.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da nossa pesquisa de doutorado, em uma Roda de Conversa, no Sal\u00e3o Comunit\u00e1rio do Acampamento Dom Luciano Mendes, dia 21 de setembro de 2014, em Salto da Divisa, ouvindo e dialogando com os Sem Terra da coordena\u00e7\u00e3o do Acampamento, fizemos v\u00e1rias perguntas. Incr\u00edvel a sabedoria e o conhecimento emancipat\u00f3rio que os Sem Terra revelaram. Perguntamos: \u201cO que significa a terra para voc\u00eas, camponeses aqui do Acampamento Dom Luciano Mendes, em Salto da Divisa?\u201d O Sr. Raimundo dos Santos foi o primeiro a responder: \u201c<em>A terra \u00e9 a m\u00e3e natureza que nos sustenta. \u00c9 dela que vem todo o alimento de que precisamos para viver. A terra representa tudo para n\u00f3s: alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e1gua. Tudo, porque inclusive ap\u00f3s a morte vamos para debaixo da terra<\/em>\u201d. Aldemir Silva Pinto, outro Sem Terra assim se referiu \u00e0 terra: \u201c<em>A terra foi feita por Deus para todo mundo sobreviver em cima dela, n\u00e3o s\u00f3 gente, mas todos os bichinhos. Uns acabam com a terra, enquanto outros a fazem viver. A terra tamb\u00e9m morre. Com queimadas ou agrot\u00f3xicos se mata a terra. Os poderosos tomaram conta da terra, mas Deus deixou a terra para todos. Muita gente precisa da terra para trabalhar e produzir o sustento de sua fam\u00edlia e ajudar a alimentar o povo da cidade<\/em>\u201d. Por isso, emancipar de tudo que nos aprisiona, aliena e reduz a nossa humanidade para sermos pessoas livres e aut\u00f4nomas, construtoras da nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria, fazendo a diferen\u00e7a no nosso jeito de conviver e lutar, deixando marcas hist\u00f3ricas para que as pessoas ap\u00f3s a nossa exist\u00eancia terrena possam dizer: \u201co mundo se tornou melhor, porque fulano\/a nele viveu fazendo hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>BALDU\u00cdNO, Dom Tom\u00e1s. Confer\u00eancia de abertura do II Simp\u00f3sio Nacional de Geografia Agr\u00e1ria \/ I Simp\u00f3sio Internacional de Geografia Agr\u00e1ria. In: OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de; MARQUES, Marta Inez Medeiros (Orgs. ). <strong>O Campo no s\u00e9culo XXI: territ\u00f3rio de vida, de luta e de constru\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a social<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Casa Amarela e Paz e Terra, p. 19-25, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>CALDART, Roseli Salete. <strong>Pedagogia do Movimento Sem Terra. <\/strong>4\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>CAMBI, Franco. <strong>Hist\u00f3ria da pedagogia<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de \u00c1lvaro Lorencini. S\u00e3o Paulo: Funda\u00e7\u00e3o Editora da UNESP (FEU), 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>FREIRE, Paulo. <strong>Pedagogia da autonomia: saberes necess\u00e1rios \u00e0 pr\u00e1tica educativa<\/strong>. 51\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>MARX, Karl. <strong>Cr\u00edtica ao Programa de Gotha<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>12\/4\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: As videorreportagens nos links, abaixo, versam sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 \u2013 Luta pela terra incomoda o capital e o Estado &#8211; Por frei Gilvander &#8211; 18\/11\/2021<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_72044\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GWmnD8HhF_k?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; 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Mara de Oliveira. 02\/09\/2012<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_39827\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/j8sC7HMar-s?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; Domingo de Ramos em Santa Luzia\/MG: MLB, a luta pela terra e pela moradia continua. Frei Gilvander<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_31029\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pbtydlD6F2I?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>8 &#8211; Semeando Espiritualidades 52: Espiritualidade e luta pela terra. Por Frei Gilvander &#8211; 06\/12\/21<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_81278\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/N7_CFxz6JgU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG; colunista dos sites <a href=\"http:\/\/www.domtotal.com\">www.domtotal.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.brasildefatomg.com.br\">www.brasildefatomg.com.br<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.revistaconsciencia.com\">www.revistaconsciencia.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.racismoambiental.net.br\">www.racismoambiental.net.br<\/a> e outros. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emancipar de que e para qu\u00ea? Por Frei Gilvander Moreira[1] Emancipa\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 isto? 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