{"id":11165,"date":"2022-04-19T11:21:55","date_gmt":"2022-04-19T14:21:55","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=11165"},"modified":"2022-04-19T11:22:03","modified_gmt":"2022-04-19T14:22:03","slug":"terra-mae-que-nos-sustenta-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/terra-mae-que-nos-sustenta-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"\u201cTerra, m\u00e3e que nos sustenta\u201d. Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u201cTerra, m\u00e3e que nos sustenta\u201d<\/strong>. Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Apresentacao1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11166\" width=\"781\" height=\"486\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Apresentacao1.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Apresentacao1-300x187.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Apresentacao1-768x478.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 781px) 100vw, 781px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Cleonice Silva Souza, camponesa Sem Terra, hoje, assentada no Assentamento Dom Luciano Mendes, em Salto da Divisa, no Baixo Jequitinhonha, MG, dia 21\/9\/2014, transbordando alegria, assim se expressou sobre a terra: \u201c<em>Essa terra aqui estava praticamente morta. N\u00f3s ressuscitamos essa terra da Manga do Gustavo, onde acampamos desde 26\/8\/2006. Antes, era s\u00f3 monocultura do capim. Hoje essa terra est\u00e1 produzindo muito e de acordo com a agroecologia. J\u00e1 pensou se tantas terras por a\u00ed que est\u00e1 sem gente para plantar estivessem nas m\u00e3os dos camponeses? Sem a terra a gente n\u00e3o pode sobreviver. Deus deixou a terra para todos n\u00f3s. Enquanto a gente vai plantando na terra e lidando com ela, a terra fica viva. Se plantar s\u00f3 capim, a terra morre.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A cosmovis\u00e3o dos\/as camponeses\/as, expressa acima, decorre da experi\u00eancia de quem teve a oportunidade de nascer na terra e crescer trabalhando na terra. A forma como os camponeses veem a terra \u00e9 instrumento de emancipa\u00e7\u00e3o humana, porque desconstr\u00f3i a vis\u00e3o do capital que, ao mercantilizar a terra, retira a no\u00e7\u00e3o de terra como \u2018m\u00e3e que nos sustenta\u2019, como \u2018cria\u00e7\u00e3o de Deus para todos\u2019, como \u2018algo vivo\u2019 que precisa ser respeitado e cuidado. Essa concep\u00e7\u00e3o camponesa afirma a individualiza\u00e7\u00e3o e nega o individualismo, conforme pontua Roberto Damatta, ao discutir individualidade e liminaridade: \u201c<em>Se a individualiza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia universal, destinada a ser culturalmente reconhecida, marcada, enfrentada ou levada em considera\u00e7\u00e3o por todas as sociedades humanas, o individualismo \u00e9 uma sofisticada elabora\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica particular ao Ocidente, mas que, n\u00e3o obstante, \u00e9 projetada em outras sociedades e culturas como um dado universal da experi\u00eancia humana<\/em>\u201d (DAMATTA, 2000, p. 9-10).<\/p>\n\n\n\n<p>No mundo tido como moderno, o sistema do capital dissemina o individualismo, que \u00e9 altamente ideol\u00f3gico no sentido de ofuscar os valores camponeses na sua rela\u00e7\u00e3o com a terra. A luta pela terra, seja no campo para viver e plantar ou na cidade para morar e plantar, \u00e9 luta que fortalece o resgate da vis\u00e3o que reconhece o indiv\u00edduo, mas em rela\u00e7\u00e3o respeitosa com a sociedade, n\u00e3o recaindo no individualismo. Na sociedade capitalista h\u00e1 processos que buscam desistoricizar e mitizar rela\u00e7\u00f5es sociais de mudan\u00e7a, mas como os poetas, os profetas, as profetizas e quem anda na contram\u00e3o, os camponeses e as camponesas na luta pela terra \u201c<em>em um processo dial\u00e9tico com a sociedade, movimentam suas estruturas, partejando vis\u00f5es de mundo paralelas e conflitantes, desafiadoras dos valores, e nela introduzem uma consci\u00eancia diferenciada da moralidade e do tempo, essas dimens\u00f5es que s\u00e3o o pano de fundo da consci\u00eancia de mudan\u00e7a social<\/em>\u201d (DAMATTA, 2000, p. 17).<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma Roda de Conversa, dia 21\/9\/2014, durante minha pesquisa de doutorado, perguntamos: \u201cO que aconteceu que fez voc\u00eas darem uma guinada na orienta\u00e7\u00e3o da vida e abra\u00e7ar a luta pela terra?\u201d Aldemir Silva Pinto, acampado no Acampamento Dom Luciano Mendes, um experiente Sem Terra saiu na frente e disse: \u201c<em>Pelo que sei, ap\u00f3s o INCRA<a href=\"#_ftn2\"><strong>[2]<\/strong><\/a> fazer o laudo da fazenda Monte Cristo, aqui no munic\u00edpio de Salto da Divisa, MG, o MST veio fazer as reuni\u00f5es de base e o INCRA cadastrou muitas fam\u00edlias. Ficamos alegres com a chegada do MST propondo a uni\u00e3o nossa para ocupar fazenda improdutiva. Eu sabia que n\u00e3o haveria grande repress\u00e3o, pois a maioria das terras aqui em Salto da Divisa, no Baixo Jequitinhonha, \u00e9 sem documentos. Eu pensava: ap\u00f3s a gente conquistar a primeira fazenda, o povo vai passar a acreditar e vai entrar para a luta<\/em>\u201d. Entrevemos aqui a no\u00e7\u00e3o de liminaridade ou de \u2018soleira\u2019, trabalhada por Roberto Damatta. Na luta pela terra e pela moradia acontece um rito de passagem. Passa-se de sem-terra, o campon\u00eas expropriado e oprimido, para Sem Terra, o campon\u00eas portador de uma nova identidade, um rebelde em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s conven\u00e7\u00f5es sociais impostas pelo sistema do latif\u00fandio e do capital. Passa-se de um sem-teto para um Sem Teto, com moradia, sujeito com condi\u00e7\u00f5es objetivas de trilhar um caminho de emancipa\u00e7\u00e3o humana. Na luta pela terra, a\/o camponesa\/o sem-terra resignada\/o pode tornar-se pessoa altiva, algu\u00e9m de cabe\u00e7a erguida, sujeito a construir a hist\u00f3ria pelas m\u00e3os. H\u00e9lio Amorim, outro Sem Terra hoje assentado no Assentamento Dom Luciano Mendes, descreve o seu rito de passagem rumo a algum tipo de emancipa\u00e7\u00e3o na narrativa: \u201c<em>Aqui em Salto da Divisa o que existia era coronelismo. A gente n\u00e3o podia nem conversar sobre nosso sofrimento. O entusiasmo do povo que estava se organizando fez criar a coragem. O ex-prefeito Jos\u00e9 Eduardo aqui de Salto da Divisa, MG, pediu ao INCRA para vir fazer vistoria na fazenda da Funda\u00e7\u00e3o Tin\u00f4 da Cunha. O incentivo desse ex-prefeito ajudou. Jogamos fora o medo. Minha m\u00e3e tem 92 anos, mora no Salto da Divisa e sabe que essa terra onde estamos n\u00e3o \u00e9 deles, \u00e9 terra devoluta, terra grilada. Quando for medir os 19 mil hectares de terra, heran\u00e7a da dona Inh\u00e1 Pimenta, sobre essa terra aqui, que agora ocupamos se ver\u00e1 que grande parte \u00e9 terra grilada<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>S\u00e3o os pequenos gravetos secos que fazem o fogo pegar e cozinhar o feij\u00e3o na panela<\/em>\u201d, dizem muitos camponeses. Assim, um incentivo de um lado, um apoio de outro, um conhecimento aqui, outro l\u00e1, etc., acabam despertando entusiasmo, que expulsa o medo e a resigna\u00e7\u00e3o e atrai processualmente a coragem, condi\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel para se engajar na luta pela terra e consequentemente em um movimento emancipat\u00f3rio. Pode at\u00e9 come\u00e7ar com um objetivo pequeno: apenas conquistar um pedacinho de terra, mas como os gravetos fazem crescer o fogo, a luta pela terra faz crescer os objetivos e o horizonte do campesinato. Logo ap\u00f3s as primeiras conquistas, os Sem Terra descobrem que \u2018podemos mais\u2019 e \u2018temos direito a mais\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Roda de Conversa, Antoniel Assis de Oliveira, militante do MST, mestre em Educa\u00e7\u00e3o do Campo, ponderou: \u201c<em>O povo teve coragem, mas desde o in\u00edcio n\u00e3o foi tranquilo. Houve amea\u00e7as de morte durante muitos anos. Irm\u00e3 Geraldinha teve que andar com escolta. A Cidona do MST e o Aldemir tamb\u00e9m foram amea\u00e7ados. A resist\u00eancia \u00e9 muito importante para estarmos onde estamos<\/em>\u201d. Enfim, por tudo isto, para os camponeses e as camponesas \u201ca terra \u00e9 m\u00e3e que nos sustenta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>DAMATTA, Roberto. Individualidade e&nbsp;liminaridade: considera\u00e7\u00f5es sobre os ritos de passagem e a modernidade. In: <strong>Revista MANA 6(1):<\/strong> 7-29, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>19\/4\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: As videorreportagens nos links, abaixo, versam sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 \u2013 <\/strong>Ocupa\u00e7\u00e3o Irm\u00e3 Dorothy, Salto da Divisa\/MG: 150 fam\u00edlias, P\u00e1scoa e 1 ano de luta: Mais de 100 casas<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_86893\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pagqJLykF0c?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>2 &#8211; Povo segue construindo suas casas na Ocupa\u00e7\u00e3o Irm\u00e3 Dorothy, do MMT, de Salto da Divisa, MG. V\u00eddeo 2<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_69727\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sg3ltfxNJ8w?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Luta pela terra incomoda o capital e o Estado &#8211; Por frei Gilvander &#8211; 18\/11\/2021<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_70386\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GWmnD8HhF_k?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Luta pela terra e pela moradia, com justi\u00e7a agr\u00e1ria e urbana (Frei Gilvander no Dom Debate) \u2013 21\/7\/21<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_18623\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xbheNIHS7UQ?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Dandara, 7 anos de luta emancipat\u00f3ria por moradia, em Belo Horizonte, MG. 09\/04\/2016<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_20003\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/E41ZfFWtVpo?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Dandara, ocupa\u00e7\u00e3o-comunidade, em Belo Horizonte, MG: 7 anos de emancipa\u00e7\u00e3o da cruz do aluguel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_49983\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8J59p887KKg?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; Domingo de Ramos em Santa Luzia\/MG: MLB, a luta pela terra e pela moradia continua. Frei Gilvander<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_38147\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pbtydlD6F2I?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>8 &#8211; <strong>Semeando Espiritualidades 52: Espiritualidade e luta pela terra. Por Frei Gilvander &#8211; 06\/12\/21<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_83177\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/N7_CFxz6JgU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG; colunista dos sites <a href=\"http:\/\/www.domtotal.com\">www.domtotal.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.brasildefatomg.com.br\">www.brasildefatomg.com.br<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.revistaconsciencia.com\">www.revistaconsciencia.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.racismoambiental.net.br\">www.racismoambiental.net.br<\/a> e outros. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria, do Governo Federal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTerra, m\u00e3e que nos sustenta\u201d. Por Frei Gilvander Moreira[1] Cleonice Silva Souza, camponesa Sem Terra, hoje, assentada no Assentamento Dom Luciano Mendes, em Salto da Divisa, no Baixo Jequitinhonha, MG, dia 21\/9\/2014, transbordando alegria, assim<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11166,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,47,46,38,49,27,30,28,25,29,43,26,18],"tags":[],"class_list":["post-11165","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-agua","category-direito-a-cultura-popular","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-luta-pela-moradia","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11165","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11165"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11165\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11167,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11165\/revisions\/11167"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11166"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11165"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11165"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11165"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}