{"id":11195,"date":"2022-05-03T11:44:38","date_gmt":"2022-05-03T14:44:38","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=11195"},"modified":"2022-05-03T11:44:47","modified_gmt":"2022-05-03T14:44:47","slug":"como-superar-o-medo-de-lutar-por-direitos-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/como-superar-o-medo-de-lutar-por-direitos-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Como superar o medo de lutar por direitos? Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Como superar o medo de lutar por direitos?<\/strong> Por Frei Gilvander Moreira<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Uma pergunta instigante tem a for\u00e7a de fazer irromper narrativas do mais profundo vivenciado pelo ser humano. Dia 21 de setembro de 2014, Aldemir Silva Pinto, hoje, assentado no Assentamento Dom Luciano Mendes de Almeida, em Salto da Divisa, no Baixo Jequitinhonha, MG, em uma Roda de Conversa sobre a Luta pela Terra, fez quest\u00e3o de retomar a palavra e narrar a amea\u00e7a de morte que sofreu e como lidou com ela. \u201c<em>Eu tamb\u00e9m sofri uma amea\u00e7a forte de morte, de gente daqui do Salto da Divisa em 2014. Eu estava na fazenda Monte Cristo. Um homem apelidado de Casagrande caminhou no meu rumo e disse que ia semear gasolina no Acampamento Dom Luciano \u2013 atualmente Assentamento Irm\u00e3 Geraldinha, na Fazenda Manga do Gustavo -, incendiar tudo e matar os que sobrassem. Disse que todos n\u00f3s Sem Terra ir\u00edamos morrer. Ouvi, fiquei calado e depois retruquei: \u201c\u00c9 s\u00f3 mostrarem o documento da terra. Casagrande, voc\u00ea sabe que n\u00f3s podemos te denunciar?\u201d Ele continuou: \u201cVoc\u00ea lembra o que aconteceu l\u00e1 em Felisburgo?<\/em>\u201d(Ele se referia ao massacre de cinco Sem Terra dia 20 de novembro de 2004<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>).<em> Eu reafirmei que ia denunci\u00e1-lo. Cheguei ao acampamento e contei para os companheiros, que foram comigo l\u00e1 na sede da Pol\u00edcia Militar em Salto da Divisa, \u00e0s 17h00. L\u00e1, comecei a conversar com o sargento da Pol\u00edcia Militar. Um que era parente disse para deixar isso para l\u00e1. \u201cIsso \u00e9 brincadeira\u201d, disse. Retruquei: \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 brincadeira. \u00c9 coisa muito s\u00e9ria.\u201d O Sargento registrou a ocorr\u00eancia e eu sa\u00ed de l\u00e1 com uma c\u00f3pia na m\u00e3o. Enviamos c\u00f3pia para o Deputado Rog\u00e9rio Correia, do PT. Representamos contra o amea\u00e7ador tamb\u00e9m na delegacia da cidade de Jacinto. O delegado me disse que iria investigar<\/em>\u201d.<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Na luta pela terra e\/ou pela moradia, perder o medo e adquirir coragem \u00e9 um dos primeiros passos no processo de emancipa\u00e7\u00e3o humana. A passagem do medo, que reproduz a resigna\u00e7\u00e3o, para a coragem, que produz engajamento na luta contra as injusti\u00e7as, normalmente acontece com a combina\u00e7\u00e3o de lutas concretas, rede de apoio e conhecimento adquirido, que desnuda a ideologia dominante e escancara a engrenagem de viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A agente de pastoral da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) Geralda Magela da Fonseca (nossa querida Irm\u00e3 Geraldinha), sempre atenta a tudo, na Roda de Conversa, precisou: \u201c<em>N\u00e3o denunciamos publicamente todas as amea\u00e7as que sofremos, pois h\u00e1 muitos crimes que a Justi\u00e7a e a PM n\u00e3o conseguem investigar, julgar e punir tudo o que \u00e9 solicitado. A lentid\u00e3o da Justi\u00e7a tem levado os companheiros\/as a n\u00e3o fazer todas as den\u00fancias. H\u00e1 exemplos de den\u00fancias feitas e que depois de dez anos n\u00e3o houve investiga\u00e7\u00e3o.<\/em>\u201d O conluio das institui\u00e7\u00f5es do Estado com a classe dominante atua cotidianamente no sentido de frear as iniciativas emancipat\u00f3rias. Isso se d\u00e1 quando n\u00e3o se investiga e desconversa dizendo que os tribunais est\u00e3o abarrotados de processos. A lentid\u00e3o do poder judici\u00e1rio \u00e9 proposital para disseminar a descren\u00e7a de que \u00e9 poss\u00edvel obter justi\u00e7a. Logo, mais do que lentid\u00e3o o que ocorre \u00e9 cumplicidade do poder judici\u00e1rio com a espiral de desigualdade e viol\u00eancia reinantes. Nesse contexto, os Sem Terra na luta pela terra e os Sem Teto na luta pela moradia atuam no sentido de bloquear esse ciclo vicioso e instalar um ciclo de conquistas de direitos sociais que vai no rumo de alguma emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em roda de conversa, no Acampamento Dom Luciano Mendes (hoje Assentamento Irm\u00e3 Geraldinha), perguntamos: \u201c<em>Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre as amea\u00e7as que voc\u00eas recebiam antes e depois? O que \u00e9 pior ou menos pior: as amea\u00e7as que os camponeses sofrem nas garras dos latifundi\u00e1rios ou as amea\u00e7as que voc\u00eas est\u00e3o sofrendo por terem ocupado uma fazenda que n\u00e3o cumpria sua fun\u00e7\u00e3o social?\u201d<\/em> Aldemir Silva Pinto, militante da luta pela terra h\u00e1 muitos anos, respondeu com a seguinte narrativa: \u201c<em>Eu j\u00e1 conhe\u00e7o muito bem os fazendeiros aqui da regi\u00e3o. Eles s\u00f3 abrem os dentes para as pessoas na \u00e9poca da pol\u00edtica, cumprimentam e abra\u00e7am, mas s\u00f3 para conquistar os votos do povo. Um gerente de fazenda daqui, chamado Carmelit\u00e3o, mandou o trabalhador ir embora. Ele disse que n\u00e3o iria. Ele juntou umas vinte pessoas para expulsar o trabalhador, que entrou dentro de casa, fechou a porta e mandou entrar. N\u00e3o tiveram coragem de quebrar a porta e entrar. Uma filha gritou: \u201cD\u00ea um tempo para a gente sair\u201d. Eles foram embora<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1970, houve um campon\u00eas que adquiriu coragem e resistiu contra o coronelismo reinante. A not\u00edcia correu e animou outras resist\u00eancias em um processo hist\u00f3rico que envolveu v\u00e1rias d\u00e9cadas. Houve rito de passagem do medo e da resigna\u00e7\u00e3o para a coragem e a resist\u00eancia. Cleonice dos Santos Silva Souza, atualmente Sem Terra assentada no Assentamento Dom Luciano Mendes, percebe a rela\u00e7\u00e3o que h\u00e1 entre luta pela terra, amea\u00e7as, rede de apoio e conhecimento dos pr\u00f3prios direitos. Quanto menos apoio mais amea\u00e7a, e quanto mais apoio menos amea\u00e7a. Quando se adquire conhecimento dos pr\u00f3prios direitos altera-se o posicionamento no conflito agr\u00e1rio e social. Diz ela: \u201c<em>As amea\u00e7as diminu\u00edram por causa do apoio que passamos a receber. Eles sabem que hoje n\u00f3s n\u00e3o estamos sozinhos. Eles sabem que sabemos dos nossos direitos. Antes, a gente n\u00e3o conhecia nossos direitos<\/em>\u201d. Na mesma linha de pensamento, Aurelino Lopes do Nascimento, outro Sem Terra, hoje, assentado no Assentamento Dom Luciano Mendes, revela a sabedoria adquirida na luta pessoal e coletiva: \u201c<em>Naquela \u00e9poca, a justi\u00e7a era feita pelo coronel ou por quem tinha dinheiro. A vontade deles era a lei. Antes, quem tinha terra falava para o fulano ir fazer algo e ele ia, pois ele era pobre e n\u00e3o entendia nada. Era puxado pelo cabresto. Devagarzinho, o conhecimento foi chegando e expulsando o medo. Algu\u00e9m ia para a cidade de Vit\u00f3ria da Conquista ou para Belo Horizonte e voltava ensinando, trazendo uma ideia nova. Ia instruindo. Devagar a ignor\u00e2ncia foi diminuindo. Foi evoluindo at\u00e9 come\u00e7ar a chegar not\u00edcias dizendo que tinha acontecido ocupa\u00e7\u00e3o de uma fazenda em um lugar, em outro. Dizia que era conflito, que morria gente. A\u00ed foi tombando, tombando at\u00e9 que Deus ajudou e o conhecimento chegou aqui em Salto da Divisa. Isso depois de a gente ouvir muitas not\u00edcias de ocupa\u00e7\u00e3o de terra por muitas partes do Brasil. No r\u00e1dio e na televis\u00e3o sempre se falava de invas\u00e3o. Depois descobrimos que era ocupa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o invas\u00e3o<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, a luta coletiva por direitos sociais tem o poder de exorcizar o medo das pessoas e transform\u00e1-las em pessoas corajosas, de cabe\u00e7a erguida. Por isso. acertadamente, os Movimentos Sociais gritam: \u201cS\u00f3 a luta muda a vida!\u201d \u201cQuem luta, educa! Quem educa, luta!\u201d \u201cDireitos se conquistam na luta, de cabe\u00e7a erguida, e jamais pedindo ajoelhados e de cabe\u00e7a baixa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>03\/5\/2022<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: As videorreportagens nos links, abaixo, versam sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; \u201cNossa casa, nosso sonho!\u201d \u201cOcupamos por necessidade\u201d. Ocupa\u00e7\u00e3o Pingo D\u2019\u00e1gua, Betim\/MGX MRV. V\u00eddeo 2<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_68015\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9kVI0DOEIpI?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; \u201cMRV, n\u00e3o nos despeje!\u201d \u201cM\u00e3e, a gente vai virar mendigo?\u201d 100 fam\u00edlias amea\u00e7adas em Betim\/MG\/V\u00eddeo 1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_56081\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/I9dasoJiHFk?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; \u201cPovo Xukuru-Kariri far\u00e1 reflorestamento que Vale faria na Fazenda Bruma\u201d, Brumadinho, MG. V\u00eddeo 11<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_71051\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jItAFtfU5-8?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Brumadinho, MG, ganha muito com Povos Ind\u00edgenas Xukuru-Kariri e Kamak\u00e3 Mongoi\u00f3. Fora, Vale! V\u00eddeo 10<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_88361\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UhFNfAiLUEw?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Riso \u00e9 revolucion\u00e1rio. Rede de Apoio: Pesquisa e Hist\u00f3ria. Povo Xukuru-Kariri Brumadinho\/MG. V\u00eddeo 9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_22130\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3TJ0cLXKM_Q?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; \u201cH\u00e1 20 mil anos ind\u00edgenas no Brasil.\u201d Sauda\u00e7\u00e3o \u00e0 M\u00e3e Terra. Xukuru-Kariri, Brumadinho, MG. V\u00eddeo 8<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_73520\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lyKqsmzSfAQ?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; 22 crian\u00e7as e 1 profa. na Aldeia Arapow\u00e3 Kakya, Povo Xukuru-Kariri, Brumadinho, MG. Sopro! V\u00eddeo 7<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_24669\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6AIqyr93daY?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>8 &#8211; Geraizeiros exigem anula\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o do Governo de MG sobre Consulta Pr\u00e9via Livre e Informada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_94258\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8PjK1daSq04?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>9 &#8211; Frei Gilvander: Resolu\u00e7\u00e3o do Governo de MG violenta direitos dos Povos Tradicionais a Consulta CPLI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_20792\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HnAVOMXjh9c?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG; colunista dos sites <a href=\"http:\/\/www.domtotal.com\">www.domtotal.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.brasildefatomg.com.br\">www.brasildefatomg.com.br<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.revistaconsciencia.com\">www.revistaconsciencia.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.racismoambiental.net.br\">www.racismoambiental.net.br<\/a> e outros. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cf. Massacre de Felisburgo: o que n\u00e3o pode ser esquecido. <a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfdia-da-consciencia-negra-e-16-anos-do-massacre-de-cinco-sem-terra-em-felisburgo-mg-20-11-2020-o-que-nao-pode-ser-esquecido\/\">http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfdia-da-consciencia-negra-e-16-anos-do-massacre-de-cinco-sem-terra-em-felisburgo-mg-20-11-2020-o-que-nao-pode-ser-esquecido\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> A den\u00fancia da amea\u00e7a de morte ao Sem Terra Aldemir foi feita em Audi\u00eancia P\u00fablica da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, realizada na C\u00e2mara municipal de Salto da Divisa, dia 02\/7\/2014, dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.almg.gov.br\/acompanhe\/noticias\/arquivos\/2014\/07\/02_salto_divisa_dir_humanos_barrgem_itapevi.html\">http:\/\/www.almg.gov.br\/acompanhe\/noticias\/arquivos\/2014\/07\/02_salto_divisa_dir_humanos_barrgem_itapevi.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como superar o medo de lutar por direitos? Por Frei Gilvander Moreira[1] Uma pergunta instigante tem a for\u00e7a de fazer irromper narrativas do mais profundo vivenciado pelo ser humano. 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