{"id":11336,"date":"2022-07-05T16:32:33","date_gmt":"2022-07-05T19:32:33","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=11336"},"modified":"2022-07-05T16:32:39","modified_gmt":"2022-07-05T19:32:39","slug":"como-superar-o-analfabetismo-agrario-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/como-superar-o-analfabetismo-agrario-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Como superar o analfabetismo agr\u00e1rio? Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Como superar o analfabetismo agr\u00e1rio?<\/strong> Por Frei Gilvander Moreira<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Apresentacao1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11337\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Apresentacao1.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Apresentacao1-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Apresentacao1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando se rompe a cerca de um latif\u00fandio que n\u00e3o cumpre sua fun\u00e7\u00e3o social, ocupando-o de forma coletiva e organizada, estourando o cadeado de uma porteira e\/ou cortando o arame da cerca que configura o latif\u00fandio, n\u00e3o apenas se rompe uma cerca ou se corta um arame, mas no coletivo de camponeses sem-terra que faz esta a\u00e7\u00e3o pensada e planejada rompe-se interiormente o \u2018arame\u2019 que sustentava a resigna\u00e7\u00e3o e o conformismo como estilo de vida. Cura-se a cegueira imposta pelo sistema do capital que fazia ver o latif\u00fandio como algo natural, normal e que devia ser respeitado. Perde-se a inoc\u00eancia diante da trama do capital que faz o Cativeiro da Terra e engendra injusti\u00e7as e desigualdades cada vez mais gritantes. Inicia-se um processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria que levar\u00e1 \u00e0 supera\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie de analfabetismo agr\u00e1rio, imposto pelo latif\u00fandio e pelo modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista calcado na propriedade capitalista da terra, na expropria\u00e7\u00e3o da terra dos camponeses, na superexplora\u00e7\u00e3o do trabalho humano e na desertifica\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios atrav\u00e9s do uso abusivo de agrot\u00f3xicos e pelo desmatamento irracional e devastador. Isso tamb\u00e9m \u00e9 pedagogia emancipat\u00f3ria posta em pr\u00e1tica n\u00e3o apenas <em>fora da escola<\/em> e nem apenas na <em>escola da vida<\/em>, mas na <em>luta pela terra<\/em>, luta coletiva. \u201c<em>Jogamos fora o medo<\/em>,\u201d diz o Sem Terra H\u00e9lio Amorim, do Assentamento Dom Luciano Mendes, em Salto da Divisa, MG. Ou: \u201c<em>Devagarzinho, o conhecimento foi chegando e expulsando o medo<\/em>,\u201d afirma o Sem Terra Aurelino Lopes do Nascimento. Assim, os Sem Terra, na luta pela terra, aprendem a trilhar um caminho emancipat\u00f3rio desobedecendo ao que \u00e9 proibido pelo capital \u2013 Estado e classe dominante &#8211; e a se revoltar contra todo e qualquer tipo de injusti\u00e7a. Jaime Amorim, da coordena\u00e7\u00e3o do MST, em Pernambuco, diz: \u201c<em>Os trabalhadores aprendem no dia da ocupa\u00e7\u00e3o o que n\u00e3o conseguem aprender numa vida inteira<\/em>\u201d (AMORIM <em>apud<\/em> CALDART, 2012, p. 173).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao participar de uma ocupa\u00e7\u00e3o de latif\u00fandio que n\u00e3o cumpre sua fun\u00e7\u00e3o social, os sem-terra iniciam o processo que os transformar\u00e3o em Sem Terra, porque no calor da luta pela terra, luta arriscada, perigosa e incompreendida por grande parte da sociedade, os\/as trabalhadores\/as camponeses\/as descobrem a consci\u00eancia de classe camponesa, a partir do enfrentamento com o latif\u00fandio. Clareia na cabe\u00e7a de todos\/as os\/as ocupantes que na sociedade capitalista h\u00e1 v\u00e1rias classes: a classe dominante, uma pequena burguesia eufemisticamente chamada de classe m\u00e9dia, a classe trabalhadora e o campesinato, que est\u00e1 na cidade desterrado e expropriado da terra ou resistindo no campo. E que a sociedade \u00e9 organizada em forma de pir\u00e2mide, com a classe dominante l\u00e1 em cima e a classe trabalhadora e o campesinato na base sustentando quem est\u00e1 acima superexplorando os de baixo. Descortina-se a opress\u00e3o de classe que leva os Sem Terra a conclu\u00edrem que a \u00fanica possibilidade de n\u00e3o continuarem morrendo aos poucos, matado um pouco a cada dia, \u00e9 participar da luta de classe como militante da sua classe, a classe trabalhadora camponesa. Assim, a ocupa\u00e7\u00e3o de latif\u00fandio \u00e9 emancipat\u00f3ria, porque tamb\u00e9m suscita a consci\u00eancia de classe e, mais, que o justo e humano \u00e9 defender sua classe na luta pela terra. Voltar ao estilo de vida anterior \u00e9 render-se em uma guerra de vida ou morte. Mas, na ocupa\u00e7\u00e3o de um latif\u00fandio, na luta pela terra, se aprende a erguer a cabe\u00e7a e n\u00e3o mais mendigar coisas, ajoelhado; se aprende que direitos se conquistam de p\u00e9, de cabe\u00e7a erguida, exigindo de forma coletiva e n\u00e3o mendigando. No calor da luta por terra, ser recebido por autoridades tamb\u00e9m tem algo de emancipat\u00f3rio, porque dissipa o medo e a ideia de que as autoridades s\u00e3o inacess\u00edveis, como se estivessem no \u2018monte Olimpo\u2019. Na ocupa\u00e7\u00e3o de latif\u00fandios, na luta pela terra, acontece uma esp\u00e9cie de reencontro com a vida e se descortina um futuro promissor. Essa luta gera esperan\u00e7a com as pr\u00f3prias m\u00e3os, revela que se a luta morrer, a esperan\u00e7a morre. Assim, a luta pela terra \u00e9 a m\u00e3e da esperan\u00e7a. Sem luta n\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a que se sustente.<\/p>\n\n\n\n<p>A luta pela terra alimenta a utopia de constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa e solid\u00e1ria e viabiliza acreditar que o ser humano \u00e9 capaz de se humanizar e se libertar do individualismo e da ideologia dominante que, muitas vezes, o faz assimilar o discurso e a pr\u00e1tica dos algozes que est\u00e3o em cima culpabilizando as v\u00edtimas pela viol\u00eancia social. Irm\u00e3 Geraldinha, agente da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra no Baixo Jequitinhonha, MG, afirma: \u201c<em>A luta pela terra \u00e9 caminho de emancipa\u00e7\u00e3o para chegarmos a conquistar uma sociedade justa e solid\u00e1ria. Em dez anos junto com o povo na luta pela terra, percebo que a luta pela terra \u00e9 uma escola de vida. Muitas pessoas que entraram para o acampamento com uma cabe\u00e7a capitalista pouco a pouco foi mudando os valores e se humanizando<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda rela\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o, de explora\u00e7\u00e3o e de opress\u00e3o \u00e9 viol\u00eancia camuflada pela ideologia dominante e coisifica tanto o explorador quanto o explorado. O oprimido aprende a violentar sendo violentado pelo opressor, enquanto o opressor aprende a violentar violentando a\/o trabalhador\/a espoliada\/o ao ser surrada\/o na produ\u00e7\u00e3o capitalista. Mas essa rela\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria pode ter um desfecho transformador, porque o ser humano, trabalhador\/a com consci\u00eancia de classe, \u00e9 um ser aberto capaz de mudar a hist\u00f3ria, de se emancipar. Em luta coletiva, os Sem Terra, em conex\u00e3o com outros sujeitos hist\u00f3ricos, podem acelerar as transforma\u00e7\u00f5es na medida em que pela luta coletiva permanente vai se emancipando gradativamente. Pelo exposto, conclu\u00edmos que o caminho para se superar o analfabetismo agr\u00e1rio, inibidor de lutas por justi\u00e7a agr\u00e1ria e social, passa necessariamente por ocupa\u00e7\u00e3o dos latif\u00fandios que n\u00e3o cumprem sua fun\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CALDART, Roseli Salete. <strong>Pedagogia do Movimento Sem Terra. <\/strong>4\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>05\/7\/2022<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: As videorreportagens nos links, abaixo, versam sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; \u201cA gente s\u00f3 quer um pedacinho de terra\u201d: 120 fam\u00edlias da Ocupa\u00e7\u00e3o Vila Maria, em BH, MG &#8211; V\u00eddeo 3<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_47331\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/q7GHeZdB_7k?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; (2a parte) Culto Ecum\u00eanico na Ocupa\u00e7\u00e3o Dom Tom\u00e1s Baldu\u00edno\/Betim\/MG. &#8220;A terra \u00e9 de Deus para todos.&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_84871\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Kz4us6x8S_0?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Ocupa\u00e7\u00e3o do MST\/Campo do Meio\/MG: despejo, N\u00c3O! ALMG\/Dr. Afonso Henrique\/V\u00eddeo 2. 22\/11\/18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_61885\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/u-z1d6q0P8g?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Ocupa\u00e7\u00e3o Prof. Edson Prieto, do MSTB\/Uberl\u00e2ndia: 2,200 fam\u00edlias\/casas de alvenaria. 20\/11\/2012<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_86438\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_q2kfhsJR8E?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Cativeiro da Terra no Brasil. A luta pela supera\u00e7\u00e3o do Racismo, com Frei Gilvander Moreira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_13357\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yAM1GsGSGHg?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Dom Tom\u00e1s Baldu\u00edno, da CPT, no Cen\u00e1rios, da TVC\/BH: Romarias da terra e Luta pela Reforma Agr\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_84189\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZEQY8kUZAyM?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG; colunista dos sites <a href=\"http:\/\/www.domtotal.com\">www.domtotal.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.brasildefatomg.com.br\">www.brasildefatomg.com.br<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.revistaconsciencia.com\">www.revistaconsciencia.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.racismoambiental.net.br\">www.racismoambiental.net.br<\/a> e outros. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como superar o analfabetismo agr\u00e1rio? Por Frei Gilvander Moreira[1] Quando se rompe a cerca de um latif\u00fandio que n\u00e3o cumpre sua fun\u00e7\u00e3o social, ocupando-o de forma coletiva e organizada, estourando o cadeado de uma porteira<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11337,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,38,49,48,39,35,27,28,25,29,23,43,26,18],"tags":[],"class_list":["post-11336","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-das-mulheres","category-direitos-dos-povos-indigenas","category-direitos-dos-quilombolas","category-direitos-humanos","category-luta-pela-moradia","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-ocupacao-urbana","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11336","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11336"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11336\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11338,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11336\/revisions\/11338"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11337"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11336"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}