{"id":11784,"date":"2023-01-24T07:32:35","date_gmt":"2023-01-24T10:32:35","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=11784"},"modified":"2023-01-24T07:32:37","modified_gmt":"2023-01-24T10:32:37","slug":"complexidade-e-a-forca-das-pequenas-vitorias-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/complexidade-e-a-forca-das-pequenas-vitorias-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Complexidade: e a for\u00e7a das pequenas vit\u00f3rias? Por frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Complexidade: e a for\u00e7a das pequenas vit\u00f3rias?<\/strong> Por frei Gilvander Moreira<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"401\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Pedro-Casaldaliga.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-11785\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Pedro-Casaldaliga.png 700w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Pedro-Casaldaliga-300x172.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em uma sociedade capitalista como a nossa, a interpreta\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica social segundo a perspectiva do materialismo hist\u00f3rico-dial\u00e9tico \u00e9 algo imprescind\u00edvel na constru\u00e7\u00e3o de emancipa\u00e7\u00e3o humana e tem como caracter\u00edsticas os seguintes tra\u00e7os: \u201c<em>a cr\u00edtica da causalidade linear e a absolutiza\u00e7\u00e3o da causalidade que exclui a participa\u00e7\u00e3o de elementos aleat\u00f3rios, caos e perturba\u00e7\u00f5es na defini\u00e7\u00e3o dos rumos de processos de diferentes naturezas; impossibilidade de eliminar a influ\u00eancia do objeto de medi\u00e7\u00e3o no objeto medido; relev\u00e2ncia das qualidades de auto-organiza\u00e7\u00e3o no funcionamento de diferentes sistemas; import\u00e2ncia das situa\u00e7\u00f5es de incerteza e imprevisibilidade<\/em>\u201d (HERN\u00c1NDEZ, 2005, p. 27).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao defender o princ\u00edpio da complexidade, Edgar Morin (2004 e 2008) ensina que de toda parte surge a necessidade de um princ\u00edpio de explica\u00e7\u00e3o mais rico do que o princ\u00edpio de simplifica\u00e7\u00e3o (separa\u00e7\u00e3o\/redu\u00e7\u00e3o), princ\u00edpio b\u00e1sico da ci\u00eancia. Por\u00e9m, ciente de que o paradigma da complexidade, proposto por Edgar Morin (2002) e outros, contribui para a supera\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises dualistas e dicot\u00f4micas, mas tamb\u00e9m ciente de que o paradigma da complexidade pode descambar para uma esp\u00e9cie de relativismo que ofusca a opress\u00e3o de classe e a superexplora\u00e7\u00e3o das classes trabalhadora e camponesa perpetrada pelo sistema do capital que, ao sequestrar os meios de produ\u00e7\u00e3o e realizar o cativeiro da terra, superexplora a for\u00e7a de trabalho, gerando mais-valia e acumulando capital em uma progress\u00e3o geom\u00e9trica, n\u00e3o podemos ignorar o que h\u00e1 de bom no paradigma da complexidade. Segundo OvidioHern\u00e1ndez, o paradigma da complexidade se sustenta em seis princ\u00edpios: a) princ\u00edpio dial\u00f3gico, que \u00e9 o elo entre os elementos antag\u00f4nicos insepar\u00e1veis; b) princ\u00edpio de recursividade organizacional, que afirma serem os efeitos eles mesmos produtores das causas; c) princ\u00edpio hologram\u00e1tico, que afirma que n\u00e3o s\u00f3 a parte est\u00e1 no todo, mas que tamb\u00e9m o todo est\u00e1 na parte; d) princ\u00edpio de adapta\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o conjunta, que diz que os processos de auto-organiza\u00e7\u00e3o de sistemas complexos se transformam em conjunto com o seu entorno; e) princ\u00edpio da n\u00e3o proporcionalidade ou n\u00e3o linearidade da rela\u00e7\u00e3o causa-efeito, que afirma que vit\u00f3rias de car\u00e1ter menor podem desenvolver processos de mudan\u00e7as substanciais, \u201ca for\u00e7a das pequenas vit\u00f3rias\u201d; f) princ\u00edpio da sensibilidade \u00e0s condi\u00e7\u00f5es iniciais, o qual afirma que uma pequena mudan\u00e7a nas condi\u00e7\u00f5es iniciais de surgimento e organiza\u00e7\u00e3o de um sistema complexo pode conduzir a resultados muito diferentes (Cf. HERN\u00c1NDEZ, 2005, p. 28-29).<\/p>\n\n\n\n<p>A luta pela terra, por territ\u00f3rio e por moradia se alimenta da for\u00e7a de pequenas vit\u00f3rias. \u201c<em>S\u00e3o os pequenos tijolos que sustentam as grandes constru\u00e7\u00f5es<\/em>\u201d, dizem muitos camponeses. Acreditar no pequeno, em si mesmo, no\/a companheiro\/a Sem Terra, Sem Teto, nos Povos Tradicionais e na luta: eis outro tra\u00e7o de emancipa\u00e7\u00e3o humana presente nos Sem Terra que batalham na luta pela terra, nos Sem Teto que lutam pela moradia e nos Povos Origin\u00e1rios que lutam pelo resgate de seus territ\u00f3rios. \u201c<em>O mist\u00e9rio da for\u00e7a e do crescimento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) est\u00e1 justamente nas pequenas coisas, que as velhas estruturas nunca valorizaram, assim destruindo-se por terem asfixiado a capacidade de criar de seus integrantes. Os inimigos procuram nossas virtudes nas grandes coisas. Na verdade, estas s\u00e3o apenas a express\u00e3o da dedica\u00e7\u00e3o que cada Sem Terra tem ao fazer pequenas coisas acontecerem<\/em>\u201d (BOGO, 1999, p. 152). De fato, nas lutas por direitos, o que \u00e0 primeira vista parece ser imposs\u00edvel conquistar, com a perseveran\u00e7a na luta, torna-se poss\u00edvel. Com a luta coletiva perseverante o imposs\u00edvel se torna poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se forma, enquanto constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-cultural, a subjetividade dos sujeitos Sem Terra na luta pela terra, dos Sem Teto na luta pela moradia e dos Parentes Origin\u00e1rios na luta pelo resgate de seus territ\u00f3rios? De acordo com a concep\u00e7\u00e3o original marxista, Ovidio Hern\u00e1ndez afirma: \u201c<em>a subjetividade dos indiv\u00edduos \u00e9 elaborada e ativada no conjunto de condi\u00e7\u00f5es de sua exist\u00eancia material, de suas rela\u00e7\u00f5es sociais de grupo e classe, de suas pr\u00e1ticas cotidianas e das produ\u00e7\u00f5es culturais que comp\u00f5em a subjetividade social, das quais n\u00e3o pode ser deduzida, por outro lado, uma linearidade de determina\u00e7\u00f5es<\/em>\u201d (HERN\u00c1NDEZ, 2005, p. 37).<\/p>\n\n\n\n<p>A luta pela terra, pela moradia e por territ\u00f3rio em alguma medida tem a for\u00e7a de desencadear um processo revolucion\u00e1rio? Depende do que se entende por processo revolucion\u00e1rio, que para Ovidio Hern\u00e1ndez trata-se de \u201c<em>um conjunto interativo de a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas coletivas que inclui a\u00e7\u00f5es populares, que impactam profundamente uma sociedade e nela introduzem mudan\u00e7as em diversas \u00e1reas que estabelecem um antes e um depois, no que diz respeito \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o, para indiv\u00edduos, grupos e sociedade como um todo<\/em>\u201d (HERN\u00c1NDEZ, 2005, p. 37).<\/p>\n\n\n\n<p>Na luta pela terra, os Sem Terra experimentam que o Estado n\u00e3o promove pol\u00edticas para o bem comum, n\u00e3o apenas se omite ou \u00e9 lento em realizar pol\u00edticas p\u00fablicas emancipat\u00f3rias, mas, ao contr\u00e1rio, o Estado \u00e9 violentador da dignidade humana, dos direitos sociais e, especificamente, do direito \u00e0 terra. Em uma sociedade capitalista, o Estado se torna vassalo da reprodu\u00e7\u00e3o do sistema e para isso mant\u00e9m a terra em cativeiro, n\u00e3o se faz reforma agr\u00e1ria. Mas os Sem Terra na luta pela terra sabem que n\u00e3o basta tomar de assalto o poder pol\u00edtico se apropriando do Estado, pois vale a an\u00e1lise feita por Michel Foucault sobre o Estado, o poder e caminho para a revolu\u00e7\u00e3o, como segue: \u201c<em>Para evitar a experi\u00eancia sovi\u00e9tica e evitar que o processo revolucion\u00e1rio seja derrubado, uma das primeiras coisas a entender \u00e9 que o poder n\u00e3o est\u00e1 localizado no aparato do Estado, e que nada na sociedade mudar\u00e1 se os mecanismos de poder n\u00e3o forem tamb\u00e9m transformados, os que funcionam fora, abaixo e nos aparelhos de Estado, ao n\u00edvel da vida quotidiana, de cada minuto<\/em>\u201d (FOUCAULT, 1980, p. 60).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, deve-se usar o paradigma da complexidade para analisar as quest\u00f5es sociais, mas sem recair no complex\u00edssimo paralisante e, acima de tudo, batalhar pelas pequenas mudan\u00e7as que podem se tornar alavancas de grandes transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BOGO, Ademar. <strong>Li\u00e7\u00f5es da luta pela terra.<\/strong> Salvador: Memorial das letras, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>FOUCAULT, Michel. <strong>Power\/Knowledge<\/strong>. New York: Pantheon Books, 1980.<\/p>\n\n\n\n<p>HERN\u00c1NDEZ, Ovidio S. D\u2019Angelo. Autonom\u00eda integradora y transformaci\u00f3n social: El desaf\u00edo \u00e9tico emancipatorio de la complejidad. La Habana: Publicaciones Acuario Centro F\u00e9lix Varela, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>MORIN, Edgar. <strong>Ci\u00eancia com Consci\u00eancia. <\/strong>Tradu\u00e7\u00e3o: Maria D. Alexandre e Maria Alice Sampaio D\u00f3ria. Rio de Janeiro, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>______. <strong>Saberes globais e saberes locais: <\/strong>o olhar transdisciplinar.&nbsp; Rio de Janeiro: Garamond, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>______. <strong>O problema epistemol\u00f3gico da complexidade<\/strong><em>. <\/em>Portugal: Biblioteca Universit\u00e1ria, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>24\/01\/2023<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: As videorreportagens nos links, abaixo, versam sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Esperar lutando por direitos humanos fundamentais: eis o caminho! Por frei Gilvander Moreira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_58951\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HuWxHTmFhQw?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Preserva\u00e7\u00e3o INTEGRAL da Mata do Jd. Am\u00e9rica, em BH\/MG, J\u00c1! Abra\u00e7o \u00e0 Mata. Fora, construtora Patrimar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_79166\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1toqr-S_n38?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; MRS derrubou 47 casas em Ibirit\u00e9\/MG, INCLUSIVE a de uma m\u00e3e gr\u00e1vida de g\u00eameos, no Morada da Serra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_89202\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1IXXTcZo2hY?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; \u201cMRS usou CITA\u00c7\u00c3O para nos pressionar, COAGIR, dizendo q t\u00ednhamos q sair em 15 dias. Acordo injusto&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_62522\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/E4Kpm6JMXXI?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; \u201cMRS Log\u00edstica S\/A no Morada da Serra, em Ibirit\u00e9\/MG, infernalizou nossa vida, com press\u00e3o e coa\u00e7\u00e3o&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_23818\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/od6wreppE04?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; \u201c21 casas n\u00e3o tinham necessidade de serem demolidas, no Jd. Ibirit\u00e9\/MG, pela MRS c acordos e coa\u00e7\u00e3o&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_83980\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kA35fakHbhI?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; Educa\u00e7\u00e3o para pr\u00e1tica de liberta\u00e7\u00e3o! &#8211; Por frei Gilvander Moreira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_79238\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ovKBjGYy-ag?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG; colunista dos sites <a href=\"http:\/\/www.domtotal.com\">www.domtotal.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.brasildefatomg.com.br\">www.brasildefatomg.com.br<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.revistaconsciencia.com\">www.revistaconsciencia.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.racismoambiental.net.br\">www.racismoambiental.net.br<\/a> e outros. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Complexidade: e a for\u00e7a das pequenas vit\u00f3rias? Por frei Gilvander Moreira[1] Em uma sociedade capitalista como a nossa, a interpreta\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica social segundo a perspectiva do materialismo hist\u00f3rico-dial\u00e9tico \u00e9 algo imprescind\u00edvel na constru\u00e7\u00e3o de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11785,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,44,49,27,30,29,43,18],"tags":[],"class_list":["post-11784","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-memoria","category-direito-a-terra","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11784","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11784"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11784\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11786,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11784\/revisions\/11786"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11785"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11784"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11784"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11784"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}