{"id":118,"date":"2011-12-05T20:24:26","date_gmt":"2011-12-05T22:24:26","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=118"},"modified":"2011-12-05T20:24:26","modified_gmt":"2011-12-05T22:24:26","slug":"conflitos-agrarios-em-manga-so-se-resolverao-com-reforma-agraria-e-com-o-fim-da-grilagem-de-terras","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/conflitos-agrarios-em-manga-so-se-resolverao-com-reforma-agraria-e-com-o-fim-da-grilagem-de-terras\/","title":{"rendered":"Nota da CPT\/MG: Conflitos agr\u00e1rios em Manga s\u00f3 se resolver\u00e3o com reforma agr\u00e1ria e com o fim da grilagem de terras"},"content":{"rendered":"<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 18pt;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Conflitos agr\u00e1rios em Manga s\u00f3 se resolvem com Reforma Agr\u00e1ria<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No munic\u00edpio de Manga, no Norte de Minas Gerais, conflitos agr\u00e1rios nas Fazendas Maril\u00e2ndia e Pau D\u2019Arco s\u00f3 se resolver\u00e3o com reforma agr\u00e1ria e com o fim da grilagem de terras devolutas.<\/strong><\/p>\n<p>  <!--more-->  <strong><br \/><\/strong> <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Nota da CPT \u00e0s autoridades, \u00e0 imprensa e \u00e0 sociedade.<\/strong><\/p>\n<p>Belo Horizonte, 05 de dezembro de 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;Dia 24 de novembro de 2011, com a chegada do Capit\u00e3o Evil\u00e1sio e da Pol\u00edcia na&nbsp; casa das lideran\u00e7as da ocupa\u00e7\u00e3o da Fazenda Maril\u00e2ndia, no munic\u00edpio de Manga, Norte de Minas Gerais, notificando que o 7\u00ba despejo das 66 fam\u00edlias sem-terra seria feito no dia seguinte, no meio de muita tens\u00e3o, agentes da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra \u2013 CPT &#8211; se mobilizaram e com o apoio firme do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual da \u00e1rea de conflitos agr\u00e1rios, no mesmo dia, o novo juiz da Vara Agr\u00e1ria de Minas, Dr. Oct\u00e1vio de Almeida Neves, mandou suspender o despejo. Isso foi motivo de muita festa na ocupa\u00e7\u00e3o. Mas, pelo que segue descrito abaixo, a CPT alerta: <strong>No munic\u00edpio de Manga, no Norte de Minas Gerais, conflitos agr\u00e1rios nas Fazendas Maril\u00e2ndia e Pau D\u2019Arco s\u00f3 se resolver\u00e3o com reforma agr\u00e1ria e com o fim da grilagem de terras devolutas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entenda o conflito agr\u00e1rio em Manga.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O propriet\u00e1rio da Fazenda Maril\u00e2ndia (Machado\/Manga Japur\u00e9), no munic\u00edpio de Manga, Thales Dias Chaves, residente em Belo Horizonte, possui escritura registrada em Cart\u00f3rio de uma \u00e1rea de 1.448.00 hectares. A fazenda \u00e9 conhecida na regi\u00e3o como parte de terra de ausentes e desconhecidos. H\u00e1 ind\u00edcios de que seja pelo menos em parte terra devoluta, pois estima-se que a fazenda toda compreenda cerca de 5 mil hectares. Esse latif\u00fandio est\u00e1 localizado \u00e0 margem esquerda do Rio S\u00e3o Francisco, rio de Integra\u00e7\u00e3o Nacional. Logo, as terras nas suas margens pertencem a UNI\u00c3O, de responsabilidade da SPU (Secretaria de Patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o). A sede da fazenda fica a 3 Km da Cidade de Manga e as 66 fam\u00edlias que h\u00e1 13 anos ocupam a fazenda Maril\u00e2ndia est\u00e3o&nbsp; nos fundos da fazenda a 10 Km da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 faz 15 anos que a mata nativa foi devastada e transformada em carv\u00e3o vegetal. Hoje&nbsp; o propriet\u00e1rio n\u00e3o exerce nenhuma atividade naquele latif\u00fandio. Nos \u00faltimos anos, o po\u00e7o artesiano foi desativado e a sede, abandonada. Em 1998 cerca de 60 fam\u00edlias de trabalhadores rurais sem-terra da periferia da cidade de Manga ocuparam uma parte do im\u00f3vel denominado Baixa Funda e ali plantaram suas lavouras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As fam\u00edlias&nbsp; j\u00e1 foram despejadas seis vezes por seis Liminares de Reintegra\u00e7\u00e3o de Posse, mas sem ter onde morar e trabalhar para tirar o sustento&nbsp; de seus filhos, reocuparam novamente o latif\u00fandio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2002 o INCRA realizou vistoria no latif\u00fandio. Houve reuni\u00e3o no INCRA com o propriet\u00e1rio e as fam\u00edlias acampadas, mas n\u00e3o houve acordo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente existem 66 fam\u00edlias acampadas na fazenda: 32 fam\u00edlias resistem na terra h\u00e1 13 anos e outras 34 familias, h\u00e1&nbsp; sete anos. Uma parte das fam\u00edlias j\u00e1 construiu suas moradias, outras v\u00e3o todos os dias a p\u00e9, de bicicleta ou em carro\u00e7as, pois, precisam levar&nbsp; \u00e1gua para beber e cozinhar. Est\u00e3o plantando cerca de&nbsp;160&nbsp; hectares de ro\u00e7as e tirando sustento do pr\u00f3prio suor, com muita dificuldade, pois, andam 7 km at\u00e9 o rio S\u00e3o&nbsp; Francisco&nbsp; para abastecer todas as fam\u00edlias e suas cria\u00e7\u00f5es. T\u00eam muitas cria\u00e7\u00f5es: galinhas, porcos e animais para transporte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, as 66 fam\u00edlias sem-terra est\u00e3o lutando para conquistar esse latif\u00fandio que n\u00e3o est\u00e1 cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o social h\u00e1 muito tempo, inclusive h\u00e1 ind\u00edcios de que seja terra devoluta e parte das terras da Uni\u00e3o. Est\u00e1, inclusive, ao lado da fazenda Pau D\u2019Arco, onde a fazendeira Iracema Navarro Novais, mesmo tendo apenas escritura de 165 hectares, insiste em continuar grilando outros 1.500 hectares de terras presumivelmente p\u00fablicas. Iracema e seu filho Henrique cortaram 1.200 metros de cerca do posseiro Sr. Jos\u00e9 Pedro, o Caramanch\u00e3o, e cortaram cerca do sr. Jo\u00e3o Batista de Ara\u00fajo, pequeno propriet\u00e1rio, e invadiram uma pequena propriedade dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reivindicamos que o juiz da Vara Agr\u00e1ria visite a ocupa\u00e7\u00e3o e a fazenda e que fa\u00e7a audi\u00eancia <em>in loco<\/em> para que todas as fam\u00edlias sejam ouvidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exigimos do INCRA a desapropria\u00e7\u00e3o da fazenda que n\u00e3o cumpre sua fun\u00e7\u00e3o social, \u00e9 improdutiva e est\u00e1 abandonada pelo propriet\u00e1rio h\u00e1 muito tempo. Que o INCRA assente as fam\u00edlias que n\u00e3o podem sobreviver a vida toda na inseguran\u00e7a e sob amea\u00e7a de despejo. Que o INCRA retome o envio de cestas b\u00e1sicas para os acampados at\u00e9 que o assentamento seja feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exigimos tamb\u00e9m do Governo estadual a confirma\u00e7\u00e3o se a fazenda (em parte ou na \u00edntegra) \u00e9 terra devoluta ou n\u00e3o. Se sim, que seja repassada para as fam\u00edlias acampadas. Isso \u00e9 o que prescreve a Constitui\u00e7\u00e3o mineira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Repudiamos amea\u00e7as que pessoas inescrupulosas est\u00e3o fazendo a Zilah de Mattos, agente da CPT que, de forma id\u00f4nea e dedicada, se doa na luta em defesa dos pequenos da terra.<\/p>\n<p>&nbsp;<strong>Para maiores informa\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p>Com Zilah de Mattos, cel.: 38 9122 6130&nbsp; ou 38 9847 4848<\/p>\n<p>Frei Gilvander Moreira, cel.: 38 9296 3040.<\/p>\n<p>Laudemiro, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos acampados, cel.: 38 9165 4963<\/p>\n<p>Josemar, da associa\u00e7\u00e3o dos acampados, cel.: 38 9201 0473<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conflitos agr\u00e1rios em Manga s\u00f3 se resolvem com Reforma Agr\u00e1ria No munic\u00edpio de Manga, no Norte de Minas Gerais, conflitos agr\u00e1rios nas Fazendas Maril\u00e2ndia e Pau D\u2019Arco s\u00f3 se resolver\u00e3o com reforma agr\u00e1ria e com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-118","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}