{"id":119,"date":"2011-12-19T12:07:57","date_gmt":"2011-12-19T14:07:57","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=119"},"modified":"2011-12-19T12:07:57","modified_gmt":"2011-12-19T14:07:57","slug":"espiritualidade-de-natal","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/espiritualidade-de-natal\/","title":{"rendered":"Espiritualidade de Natal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"font-size: 18pt;\">ESPIRITUALIDADE DE NATAL<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #ff0000;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/strong>Delze dos Santos Laureano<a href=\"file:\/\/\/C:\/Documents%20and%20Settings\/provincia\/Meus%20documentos\/Meus%20documentos\/Gilvander\/Gilvander%20C%20e%20D\/Delze%20disserta%C3%A7%C3%A3o\/Espiritualidade%20de%20Natal%20-%20texto%20de%20Delze%20-%2018%2012%202011.doc#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Neste Natal de 2011 ganhei um presente inusitado!<\/p>\n<p>  <!--more-->  Pelo meio do m\u00eas de dezembro fui surpreendida ao ler no blog do Professor Jos\u00e9 Luiz Quadros<a href=\"file:\/\/\/C:\/Documents%20and%20Settings\/provincia\/Meus%20documentos\/Meus%20documentos\/Gilvander\/Gilvander%20C%20e%20D\/Delze%20disserta%C3%A7%C3%A3o\/Espiritualidade%20de%20Natal%20-%20texto%20de%20Delze%20-%2018%2012%202011.doc#_ftn2\">[2]<\/a>, de quem sou leitora ass\u00eddua, um dos mais belos contos de Natal que j\u00e1 li. Vaidade \u00e0 parte, o conto tem o seguinte t\u00edtulo: A DELZE ACREDITA E LAURINHA TAMB\u00c9M! <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nele o autor, Virg\u00edlio Mattos, escritor cr\u00edtico e irreverente em suas provoca\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas, conta a hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia acampada, que j\u00e1 na und\u00e9cima hora da vida f\u00e9rtil e no desolador ambiente de um acampamento urbano, no qual as pessoas pobres desempregadas sequer s\u00e3o consideradas gente, ou mesmo reserva de mercado a ser explorada, descobre que vai ter mais um filho. Mostra Virg\u00edlio que a hist\u00f3ria se repete: trag\u00e9dia e farsa. H\u00e1 dois mil anos nascia pobrezinho (nisso eu e Laurinha acreditamos) Jesus de Nazar\u00e9, que de t\u00e3o humano tornou-se divino. Deus se fez pessoa pobre para testemunhar um caminho de salva\u00e7\u00e3o. Vejam que contradi\u00e7\u00e3o: n\u00f3s procurando deuses para nos salvar. Deus, na contra-hegemonia do sistema, j\u00e1 sabe, h\u00e1 muito, que somente com humanidade h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o para os problemas humanos.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Documents%20and%20Settings\/provincia\/Meus%20documentos\/Meus%20documentos\/Gilvander\/Gilvander%20C%20e%20D\/Delze%20disserta%C3%A7%C3%A3o\/Espiritualidade%20de%20Natal%20-%20texto%20de%20Delze%20-%2018%2012%202011.doc#_ftn3\">[3]<\/a> O modo como isso se d\u00e1? Destaca Virg\u00edlio, eu e Laurinha acreditamos numa par\u00e1bola (obviamente ele permanece c\u00e9tico): o acontecimento da fecunda\u00e7\u00e3o de uma virgem pelo Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto do Virg\u00edlio mostra como em meio \u00e0 pobreza exige-se das pessoas a mesma falsa moral burguesa. A \u00e9tica violenta traz sofrimento pelo simples fato de se ter de explicar uma gravidez \u00e0quela altura da vida, ou at\u00e9 mesmo a coragem de se ter filhos sem as condi\u00e7\u00f5es materiais m\u00ednimas, aos olhos, \u00e9 claro, das classes altas, m\u00e9dia e rica.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Documents%20and%20Settings\/provincia\/Meus%20documentos\/Meus%20documentos\/Gilvander\/Gilvander%20C%20e%20D\/Delze%20disserta%C3%A7%C3%A3o\/Espiritualidade%20de%20Natal%20-%20texto%20de%20Delze%20-%2018%2012%202011.doc#_ftn4\">[4]<\/a> \u00c9 assim mesmo. Aos pobres s\u00e3o impostos princ\u00edpios morais e \u00e9ticos que n\u00e3o s\u00e3o os deles. No modo de vestir, nas exig\u00eancias para se manter a apar\u00eancia f\u00edsica com o consumo de muito cosm\u00e9tico, totalmente incompat\u00edvel com a remunera\u00e7\u00e3o que recebem pelo trabalho. Hipocrisia dizer que as pessoas t\u00eam de passar fome se n\u00e3o t\u00eam renda para comprar comida e que o furto \u00e9 intoler\u00e1vel e deve ser punido com cadeia. Na l\u00f3gica burguesa todos t\u00eam de pagar aluguel mesmo tendo de deixar de comer. Invadir a propriedade privada \u00e9 um crime para eles e n\u00e3o deve ser tolerado. No entanto, os maiores invasores de terra s\u00e3o os ricos. Os poderosos s\u00e3o os que utilizam de forma predat\u00f3ria os bens naturais. Esse falso discurso \u00e9tico da seguran\u00e7a jur\u00eddica protege mesmo s\u00e3o os muitos privil\u00e9gios sociais em preju\u00edzo dos mais pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a fam\u00edlia do conto do Virg\u00edlio n\u00e3o \u00e9 diferente. Ao homem resta a op\u00e7\u00e3o dos biscates. \u00c0 mulher o conformismo de uma vida de percal\u00e7os e sustos, \u201cmais sustos do que percal\u00e7os\u201d, ressaltou categ\u00f3rico o autor. E ao final falou a verdade. Eu acredito sim. Acredito&nbsp;que pobres t\u00eam o direito de ter filhos. Que o nascimento de toda crian\u00e7a \u00e9 sinal da continuidade da esp\u00e9cie humana na terra, apesar de tantas atitudes suicidadas. Acredito em virgindade, que n\u00e3o significa&nbsp;h\u00edmen intocado, mas fertilidade sempre esperada, ainda que n\u00e3o confirmada. Eu, como o Gonzaguinha, &#8220;acredito \u00e9 na rapaziada&#8221;. Acredito na humanidade das&nbsp;pessoas apesar da coisifica\u00e7\u00e3o de tudo <st1:personname productid=\"em mercadoria. Essa\">em mercadoria. Essa<\/st1:personname> que se tornou a salva\u00e7\u00e3o ilus\u00f3ria para todos neste momento da chamada crise do capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por todo lado s\u00f3 se aposta na salva\u00e7\u00e3o pelo consumo, redu\u00e7\u00e3o dos juros para os empr\u00e9stimos, aumento das exporta\u00e7\u00f5es, investimento em novas tecnologias. O discurso dominante de se manter o consumo, extraindo mais mat\u00e9ria prima para virar mercadoria, que vendida, consumida, mesmo sem necessidade, alimenta esse dem\u00f4nio voraz chamado mercado. De boca escancarada ele devora tudo rapidamente e pede mais mercadoria. Alimenta-se das for\u00e7as da morte que trucidam essas pobres crian\u00e7as que nascem todos os dias nas periferias do mundo, nas favelas, territ\u00f3rio urbano que sobra para os pobres e somente com muito esfor\u00e7o e toler\u00e2ncia diante das condi\u00e7\u00f5es desumanas de vida, nas ro\u00e7as sem m\u00e9dicos e fustigados pelo avan\u00e7o das monoculturas que abusam dos venenos. Nos acampamentos que s\u00e3o o resultado do \u201cprogresso\u201d: apropria\u00e7\u00e3o dos lugares onde viviam as pessoas quando s\u00e3o tomados para as grandes obras para beneficiar os grandes mercadores e penalizar cada vez mais os pobres e a biodiversidade. Barragens, rodovias, portos, aeroportos para o progresso de uns poucos. Nas \u00e1reas inundadas pelas \u00e1guas que sobram por cima de tanta impermeabiliza\u00e7\u00e3o irrespons\u00e1vel para manter o conforto dos donos da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acredito sim, n\u00e3o em \u00eddolos, mas no Deus da vida. Sou crente e tamb\u00e9m recorro ao professor Roberto Lyra Filho, que, citando o fil\u00f3sofo espanhol Ortega, ensina: as id\u00e9ias s\u00e3o algo que adquirimos atrav\u00e9s de um esfor\u00e7o mental deliberado e com maior grau poss\u00edvel de senso cr\u00edtico. A f\u00e9, sin\u00f4nimo de coragem, \u00e9 o que nos vem pela educa\u00e7\u00e3o, pelo lugar que ocupamos na estrutura social. &nbsp;Por isso, eu acredito mesmo porque tenho consci\u00eancia de classe. Creio na vida, na humanidade que celebramos em todos os natais. Eu acredito em tudo que decreta a morte da morte, enfrentando as for\u00e7as hegem\u00f4nicas do capital. Como Cervantes, sei que quem perde bens perde muito (veja as fam\u00edlias que vivem nas \u00e1reas de risco e sofro com elas ao ouvir a chuva forte batendo na minha janela), quem perde um amigo perde mais (n\u00e3o podemos viver sem os nossos amigos, como voc\u00ea Virg\u00edlio, que, ao compartilhar \u00e0s escancaras suas incomoda\u00e7\u00f5es nos faz crescer), mas quem perde a coragem de ser centelha do divino perde tudo! O Natal nos fortalece na coragem, no agir com o cora\u00e7\u00e3o, irando-se quando uma injusti\u00e7a \u00e9 cometida e se comovendo com a dor do pr\u00f3ximo, seja ele de qualquer \u201ccor\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, bem vindo o Natal! Precisamos de vida nascendo para o humano, n\u00e3o para a mercadoria. Nisso voc\u00ea acredita, eu e a Laurinha tamb\u00e9m. Vamos, como Menotti del Picchia, ouvir a voz da coisas. Elas mesmas est\u00e3o gritando: <strong>N\u00c3O COMPRE! <\/strong>Nesse Natal e nos outros n\u00e3o vamos mais cair na armadilha de que o aumento das vendas ir\u00e1 salvar o Menino nascido de uma mulher, mas que um drag\u00e3o apocal\u00edptico amea\u00e7ava devorar<a href=\"file:\/\/\/C:\/Documents%20and%20Settings\/provincia\/Meus%20documentos\/Meus%20documentos\/Gilvander\/Gilvander%20C%20e%20D\/Delze%20disserta%C3%A7%C3%A3o\/Espiritualidade%20de%20Natal%20-%20texto%20de%20Delze%20-%2018%2012%202011.doc#_ftn5\">[5]<\/a>, drag\u00e3o que, hoje, tem nome: capitalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Feliz 2012 para toda a humanidade, com espiritualidade fraterna! \u00c9 hora de sermos presen\u00e7a, presente de vida. Basta de presentes de materialidades, simulacro que deturpa o sentido verdadeiro do Natal. Como os magos que, seguindo uma estrela, foram visitar o menino Jesus, urge seguirmos por outros caminhos.<\/p>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<hr style=\"text-align: justify;\" \/>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Documents%20and%20Settings\/provincia\/Meus%20documentos\/Meus%20documentos\/Gilvander\/Gilvander%20C%20e%20D\/Delze%20disserta%C3%A7%C3%A3o\/Espiritualidade%20de%20Natal%20-%20texto%20de%20Delze%20-%2018%2012%202011.doc#_ftnref1\">[1]<\/a> Advogada, professora, Doutoranda <st1:personname productid=\"em Direito Internacional P\ufffablico\"><st1:personname productid=\"em Direito Internacional\">em Direito Internacional<\/st1:personname> P\u00fablico<\/st1:personname> pela PUC MINAS; Integrante da RENAP \u2013 Rede Nacional de Advogados Populares; E-mail: <a href=\"mailto:delzesantos@hotmail.com\">delzesantos@hotmail.com<\/a><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Documents%20and%20Settings\/provincia\/Meus%20documentos\/Meus%20documentos\/Gilvander\/Gilvander%20C%20e%20D\/Delze%20disserta%C3%A7%C3%A3o\/Espiritualidade%20de%20Natal%20-%20texto%20de%20Delze%20-%2018%2012%202011.doc#_ftnref2\">[2]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.joseluizquadrosdemagalhaes.blogspot.com\/\">www.joseluizquadrosdemagalhaes.blogspot.com<\/a><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Documents%20and%20Settings\/provincia\/Meus%20documentos\/Meus%20documentos\/Gilvander\/Gilvander%20C%20e%20D\/Delze%20disserta%C3%A7%C3%A3o\/Espiritualidade%20de%20Natal%20-%20texto%20de%20Delze%20-%2018%2012%202011.doc#_ftnref3\">[3]<\/a> Lembro-me sempre dos conselhos de Menochi del Picchia, na Voz das Coisas, no poema Juca Mulato: \u201c N\u00e3o fujas que eu te sigo&#8230;onde estejam teus p\u00e9s, eu estarei contigo. Tudo \u00e9 nada, ilus\u00e3o.\u201d A nossa humanidade nos segue desde o nascimento at\u00e9 a morte. H\u00e1 muitos que ainda se acham imortais! Se sentem deuses, porque s\u00e3o ricos&#8230;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Documents%20and%20Settings\/provincia\/Meus%20documentos\/Meus%20documentos\/Gilvander\/Gilvander%20C%20e%20D\/Delze%20disserta%C3%A7%C3%A3o\/Espiritualidade%20de%20Natal%20-%20texto%20de%20Delze%20-%2018%2012%202011.doc#_ftnref4\">[4]<\/a> \u00c9 recorrente encontrarmos falas est\u00fapidas que criticam as mulheres pobres que t\u00eam filhos sem as condi\u00e7\u00f5es de educ\u00e1-los. Chega-se ao absurdo de impor esteriliza\u00e7\u00f5es for\u00e7adas ou at\u00e9 mesmo severas cr\u00edticas ao exigir acriticamente o uso de contraceptivos para os pobres. Vemos sempre que quem critica gosta muito desses filhos de pobres quando se transformam em trabalhadores servis, os de baixa remunera\u00e7\u00e3o para os trabalhos mais desqualificados. O problema \u00e9 quando esses filhos insurgem-se contra a ordem. Temos como exemplo os jovens pobres na Fran\u00e7a e Inglaterra que come\u00e7am a incomodar ao resistirem \u00e0s abordagens truculentas da pol\u00edcia estatal.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Documents%20and%20Settings\/provincia\/Meus%20documentos\/Meus%20documentos\/Gilvander\/Gilvander%20C%20e%20D\/Delze%20disserta%C3%A7%C3%A3o\/Espiritualidade%20de%20Natal%20-%20texto%20de%20Delze%20-%2018%2012%202011.doc#_ftnref5\">[5]<\/a> Uma mulher deu \u00e0 luz um menino a quem o drag\u00e3o tentou devorar. (Cf. Apocalipse 12,1-12)<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ESPIRITUALIDADE DE NATAL &nbsp;Delze dos Santos Laureano[1] &nbsp;Neste Natal de 2011 ganhei um presente inusitado!<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-119","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=119"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}