{"id":12033,"date":"2023-04-11T11:00:28","date_gmt":"2023-04-11T14:00:28","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=12033"},"modified":"2023-04-11T16:43:09","modified_gmt":"2023-04-11T19:43:09","slug":"se-ha-agronegocio-nao-ha-cerrado-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/se-ha-agronegocio-nao-ha-cerrado-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Se h\u00e1 agroneg\u00f3cio, n\u00e3o h\u00e1 cerrado. Por frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Se h\u00e1 agroneg\u00f3cio, n\u00e3o h\u00e1 cerrado<\/strong>. Por frei Gilvander Moreira<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/mapotiba.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12034\" width=\"781\" height=\"427\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/mapotiba.jpg 600w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/mapotiba-300x164.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 781px) 100vw, 781px\" \/><figcaption>Divulga\u00e7\u00e3o:<br>https:\/\/blogdopedlowski.com\/2018\/02\/24\/violencia-e-desterritorializacao-no-cerrado-do-piaui-sao-denunciadas-em-nota-publica\/ <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em uma pesquisa de doutorado na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o (FAE), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pesquisamos a luta pela terra com a seguinte hip\u00f3tese: a for\u00e7a e a centralidade da luta pela terra na luta coletiva do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) como um processo de pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana. Vimos que o MST e a CPT politizam a quest\u00e3o da luta pela terra afirmando a for\u00e7a da luta pela terra como for\u00e7a de mobiliza\u00e7\u00e3o emancipat\u00f3ria. Nessa luta, a dimens\u00e3o religiosa vivenciada pelo povo sem-terra \u00e9 algo amb\u00edguo, pois pode contribuir nos processos e lutas emancipat\u00f3rias quando fomentam a organiza\u00e7\u00e3o popular e luta coletiva, mas pode tamb\u00e9m refor\u00e7ar processos alienantes quando fomentam o individualismo, o conformismo e a espiritualiza\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es sociais. A Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o contribui para unir a perspectiva da f\u00e9 do povo com as lutas coletivas necess\u00e1rias para se conquistar justi\u00e7a agr\u00e1ria e outros direitos humanos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria da no\u00e7\u00e3o de propriedade privada da terra \u00e9 recente. Na maior parte da hist\u00f3ria humana a terra n\u00e3o era considerada como algo capaz de ser propriedade privada. Segundo o fil\u00f3sofo Rousseau (1712-1778), em um determinado contexto hist\u00f3rico, algu\u00e9m teve a ideia e a coragem de cercar certo territ\u00f3rio e dizer que lhe pertencia: \u201c<em>Isto \u00e9 meu<\/em>\u201d (ROUSSEAU, 1999, p. 87).&nbsp; E os vizinhos, de bra\u00e7os cruzados, aceitaram de forma resignada o in\u00edcio da privatiza\u00e7\u00e3o da terra, algo que era at\u00e9 ent\u00e3o bem comum de todos\/as. Assim, os vizinhos, por omiss\u00e3o\/cumplicidade, aceitaram aquele evento sem prever as graves consequ\u00eancias futuras do que estava acontecendo. Ao dizer \u201c<em>Isto \u00e9 meu\u201d<\/em> e cercar um peda\u00e7o de terra, em um triste dia, estava nascendo a sociedade civil, a propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o e com ela a desigualdade entre as pessoas, regi\u00f5es e pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em determinada condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica material e objetiva se lan\u00e7aram as bases da propriedade privada capitalista da terra, legitimada pela cria\u00e7\u00e3o de leis no \u00e2mbito da sociedade civil. \u201c<em>Criaram novos entraves para os fracos e novas for\u00e7as para o rico<\/em>\u201d (ROUSSEAU, 1999, p. 222), pois, interrompendo a \u201c<em>independ\u00eancia do homem natural e ampliando a depend\u00eancia rec\u00edproca entre os indiv\u00edduos socializados, no quadro de um regime baseado na propriedade privada, a divis\u00e3o do trabalho criou conflitos e rivalidades entre as pessoas<\/em>\u201d (COUTINHO, 1996, p. 14).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Karl Marx, a pessoa se faz humana trabalhando, pois pelo trabalho produz bens gerais necess\u00e1rios \u00e0 vida humana. Mas trabalho \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria: tem verso e reverso. Pelo verso, o trabalho \u00e9 engendrador de riqueza gen\u00e9rica humana, mas pelo reverso \u00e9 mercadoria que gera acumula\u00e7\u00e3o de capital. Marx afirma o trabalho como um fazer criativo (<em>poiesas<\/em>, em grego, significa po\u00e9tico) e denuncia o trabalho escravizador (<em>doulos, <\/em>em grego, significa escravo<em>). <\/em>O trabalho pode se tornar uma matriz de pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana, desde que a classe trabalhadora e a classe camponesa se libertem da explora\u00e7\u00e3o do capital que usa a for\u00e7a de trabalho para acumular mais-valia e reproduzir o sistema do capital. O ser humano \u00e9 criador de si mesmo e n\u00e3o sozinho, mas em comunh\u00e3o de classe injusti\u00e7ada, emancipa-se quando conquista condi\u00e7\u00f5es materiais hist\u00f3ricas que possibilitem desenvolver o seu infinito potencial humano. Na sociedade capitalista h\u00e1 um antagonismo, uma contradi\u00e7\u00e3o, entre o trabalho prolet\u00e1rio criador e a concep\u00e7\u00e3o capitalista do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria humana se constituiu a vis\u00e3o mercantil da terra, produzindo as bases materiais para a apropria\u00e7\u00e3o da terra como propriedade privada capitalista. Isso foi feito usando pedagogias cru\u00e9is em processos sutis que exigem pedagogias delicadas e complexas. Uma dessas pedagogias foi a desterritorializa\u00e7\u00e3o de comunidades camponesas para se territorializar projetos agropecu\u00e1rios de interesse do capital, tal como os do agroneg\u00f3cio. O uso de linguagem eufem\u00edstica tem ocultado a explora\u00e7\u00e3o perpetrada pelo capital. Por exemplo, ao dizer \u2018expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola\u2019 subentende-se que a amplia\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria se daria em uma regi\u00e3o vazia, mas na realidade tem sido dada em cima de regi\u00f5es cheias de biodiversidade, de Povos Tradicionais e Origin\u00e1rios com uma multiplicidade de culturas. Logo, o que se chama de expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola trata-se de invas\u00e3o de territ\u00f3rios do campesinato. Aufere-se lucro e progresso para uma minoria e uma devasta\u00e7\u00e3o socioambiental para a maioria. Dizer \u2018soja no cerrado\u2019 ou \u2018agroneg\u00f3cio no cerrado\u2019 tamb\u00e9m \u00e9 contradi\u00e7\u00e3o, pois para instalar monocultura da soja tem antes que dizimar todos os cerrados. Logo, se h\u00e1 soja, n\u00e3o h\u00e1 cerrado; se h\u00e1 agroneg\u00f3cio, n\u00e3o h\u00e1 cerrado. No momento que se expropria a terra do campon\u00eas, se expropria muito mais, n\u00e3o apenas a terra. O campon\u00eas desterritorializado perde suas ra\u00edzes humanas e sua identidade cultural. Assim como toda \u00e1rvore, \u201c<em>o ser humano precisa de ra\u00edzes, e somente consegue produzi-las quando participa de uma coletividade<\/em>\u201d (CALDART, 2012, p. 346). Se a coletividade estiver sempre em movimento e em luta constante, geram-se condi\u00e7\u00f5es materiais objetivas para se produzirem ra\u00edzes culturais que se expressam em sujeitos de luta, como os Sem Terra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CALDART, Roseli Salete. <strong>Pedagogia do Movimento Sem Terra. <\/strong>4\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>COUTINHO, Carlos Nelson. Cr\u00edtica e utopia em Rousseau. In: <strong>Lua Nova, Revista de Cultura e Pol\u00edtica<\/strong>. Rio de Janeiro, n\u00ba 38, p. 5-30, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>ROUSSEAU, Jean Jacques. <strong>Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Nova Cultural, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>11\/04\/2023<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: As videorreportagens nos links, abaixo, versam sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Marco temporal: terra para os Povos Ind\u00edgenas ou para o agroneg\u00f3cio devastador? Por Frei Gilvander<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_60525\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MANbO-WmdxU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 \u2013 Geraizeiros denunciam SAM, monocultura de eucalipto e vilip\u00eandio de cemit\u00e9rios\/norte de MG. 04\/11\/20<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_49179\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TAK_i1jQIZQ?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Aula Magna sobre Fruta de Leite, Cerrado e Geraizeiros e luta contra monocultura do eucalipto em MG<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_89656\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pG4rpbYCosE?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Soberania Alimentar com Vandana Shiva. Agroneg\u00f3cio e agrot\u00f3xicos matam! Dia da alimenta\u00e7\u00e3o. 16\/10\/20<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_84849\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gmR7JqoaKoI?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Voc\u00ea sabe de onde vem a sua comida? O agroneg\u00f3cio envenena a comida do povo. Epis\u00f3dio 1 \u2013 Greenpeace<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_50549\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eD-GPvrHNmQ?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; MST ocupa Minist\u00e9rio da Agricultura, em BH: Luta contra agroneg\u00f3cio; luta por Agroecologia. 30\/04\/14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_88081\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/14eHNtCJ71w?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; Lagoa da Prata\/MG: \u00c1guas secadas, monocultura e agrot\u00f3xicos\/XXI Romaria\/\u00c1guas\/Terra\/MG\/3a parte\/9\/18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_89015\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zPxz2tj1oK0?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG; colunista dos sites <a href=\"http:\/\/www.domtotal.com\">www.domtotal.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.brasildefatomg.com.br\">www.brasildefatomg.com.br<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.revistaconsciencia.com\">www.revistaconsciencia.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.racismoambiental.net.br\">www.racismoambiental.net.br<\/a> e outros. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se h\u00e1 agroneg\u00f3cio, n\u00e3o h\u00e1 cerrado. 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