{"id":12099,"date":"2023-05-23T11:38:41","date_gmt":"2023-05-23T14:38:41","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=12099"},"modified":"2023-05-23T11:38:45","modified_gmt":"2023-05-23T14:38:45","slug":"pedagogia-camponesa-mistica-e-segredos-da-luta-por-direitos-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/pedagogia-camponesa-mistica-e-segredos-da-luta-por-direitos-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Pedagogia camponesa: m\u00edstica e segredos da luta por direitos. Por frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Pedagogia camponesa: m\u00edstica e segredos da luta por direitos<\/strong>. Por frei Gilvander Moreira<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"600\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/EFA-JAGUARIBANA1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12100\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/EFA-JAGUARIBANA1.jpg 900w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/EFA-JAGUARIBANA1-300x200.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/EFA-JAGUARIBANA1-768x512.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/EFA-JAGUARIBANA1-420x280.jpg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption>M\u00edstica de acolhida, na sombra de uma oiticica, na aula inaugural da EFA Jaguaribana, em abril de 2018 | Foto: Alisson Chaves<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 emancipat\u00f3ria a for\u00e7a e a liberdade interior que fez o jovem campon\u00eas Sem Terra Oziel Alves Pereira, de 17 anos, durante o massacre de Eldorado dos Caraj\u00e1s, no Par\u00e1, dia 17 de abril de 1996, mesmo sob tortura, continuar gritando, at\u00e9 ser massacrado: \u201cViva o MST!\u201d \u201c<em>A m\u00edstica tamb\u00e9m evoca a materializa\u00e7\u00e3o (geralmente simb\u00f3lica) desse sentimento na beleza da ambienta\u00e7\u00e3o dos encontros, nas celebra\u00e7\u00f5es, na anima\u00e7\u00e3o proporcionada pelo canto, pela poesia, pela dan\u00e7a, pelas encena\u00e7\u00f5es de viv\u00eancias que devem ser perpetuadas na mem\u00f3ria, pelos gestos fortes, pelas homenagens solenes que se prestam aos combatentes do povo; lembra os s\u00edmbolos do Movimento, seus instrumentos de trabalho e de resist\u00eancia, seus gritos de ordem, sua agita\u00e7\u00e3o, sua arte<\/em>\u201d (CALDART, 2012, p. 213).<\/p>\n\n\n\n<p>Em Salto da Divisa, no Baixo Jequitinhonha, MG, a m\u00fasica <em>Religi\u00e3o Libertadora<\/em>, do padre Zezinho, tem animado a m\u00edstica das celebra\u00e7\u00f5es dos Sem Terra na luta pela terra: Diz a m\u00fasica: \u201c<em>\u00c9 por causa do meu povo machucado que acredito em religi\u00e3o libertadora. \u00c9 por causa de Jesus ressuscitado que acredito em religi\u00e3o libertadora<\/em> &#8230;\u201d. Imposs\u00edvel compreender a luta pela terra em Salto da Divisa, nos \u00faltimos 30 anos, sem a presen\u00e7a marcante da Irm\u00e3 Geraldinha (Geralda Magela), das Irm\u00e3s Dominicanas, e sem as frequentes celebra\u00e7\u00f5es religiosas na linha da Teologia da liberta\u00e7\u00e3o, como canta, por exemplo, uma m\u00fasica que se tornou o hino da luta pela terra em Salto da Divisa: \u201c<em>Vem Senhor Jesus, vem conosco caminhar, ilumina nossa luta para essa terra conquistar (bis). Em toda a Am\u00e9rica Latina h\u00e1 muita gente sofrida em busca de liberta\u00e7\u00e3o, muitos lavradores sem um peda\u00e7o de ch\u00e3o. Somos povo de Deus, em toda essa Am\u00e9rica Latina, a caminho da liberta\u00e7\u00e3o. Queremos lutar para partilhar o p\u00e3o. Somos povo de Deus, nesta p\u00e1tria t\u00e3o querida, queremos evangeliza\u00e7\u00e3o, para essa terra ser de gente, semente no ch\u00e3o<\/em>\u201d (HINO DA COMUNIDADE CRISTO LIBERTADOR do P.A Dom Luciano Mendes, em Salto da Divisa, MG).<\/p>\n\n\n\n<p>Com a pedagoga Rosely Caldart afirmamos que \u201c<em>a m\u00edstica \u00e9 exatamente a capacidade de produzir significados para dimens\u00f5es da realidade que est\u00e3o e n\u00e3o est\u00e3o presentes, e que geralmente remetem as pessoas ao futuro, \u00e0 utopia do que ainda n\u00e3o \u00e9, mas que pode vir a ser, com a perseveran\u00e7a e o sacrif\u00edcio de cada um<\/em>\u201d (CALDART, 2012, p. 213). Na perspectiva da Comiss\u00e3o Pastoral d Terra (CPT), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento Ind\u00edgena e dos Povos e Comunidades Tradicionais, na Teia dos Povos, em sintonia com a Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, a m\u00edstica \u00e9 emancipat\u00f3ria tamb\u00e9m porque desperta nos sujeitos que lutam pela terra um jeito de lidar com as dimens\u00f5es mais profundas da realidade que, muitas vezes, s\u00e3o impercept\u00edveis quando ficamos presos a racionalismos ou idealismos. Pela m\u00edstica praticada pela CPT, MST e Movimentos Sociais as melhores luzes e for\u00e7as do passado e do futuro potencializam o presente de luta pela terra na terra (MOREIRA, 2015).<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> O passado e o futuro se fazem presentes no presente, quando os sujeitos s\u00e3o enlevados pelo encanto da m\u00edstica revolucion\u00e1ria e, portanto, emancipat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A luta pela terra em perspectiva emancipat\u00f3ria implica necessariamente tamb\u00e9m <em>emancipa\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica<\/em>, o que passa pela mudan\u00e7a radical da agricultura capitalista e pela supera\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio com uso indiscriminado de agrot\u00f3xico e inclui a implementa\u00e7\u00e3o da agricultura camponesa com planta\u00e7\u00f5es em sistema agroecol\u00f3gico, o que \u00e9 algo mais do que apenas aduba\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, significa um estilo de vida que leva a uma rela\u00e7\u00e3o respeitosa com a terra, com as \u00e1guas e com toda a biodiversidade.<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Emancipat\u00f3ria, tamb\u00e9m, \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o constante e permanente para o cultivo dos valores humanos que sustentam a perseveran\u00e7a na luta pela terra e por territ\u00f3rio. Forma\u00e7\u00e3o que acontece em um processo que envolve estudo, conviv\u00eancia na luta, troca de experi\u00eancias entre quem est\u00e1 na luta pela terra e por territ\u00f3rio e, acima de tudo, participa\u00e7\u00e3o em todas as lutas coletivas por direitos. A pedagogia camponesa \u00e9 exercitada muito mais pelo exemplo do que pela teoria. Por isso, tamb\u00e9m, a import\u00e2ncia da troca de experi\u00eancia, pois uma experi\u00eancia significativa vista com os pr\u00f3prios olhos por um\/a campon\u00eas\/a cativa e desperta o acolhimento de propostas boas que, se fossem apenas comunicadas de forma te\u00f3rica com argumenta\u00e7\u00e3o racional, provavelmente n\u00e3o teriam a repercuss\u00e3o de uma experi\u00eancia vivenciada. A atua\u00e7\u00e3o da CPT, do MST, dos outros Movimentos Sociais, dos Povos Origin\u00e1rios e Comunidades Tradicionais emancipa, ainda, porque de alguma forma consegue transformar o sem-terra em Sem Terra, o desterritorializado em sujeito com territ\u00f3rio, o que de \u2018coitado que pede ajuda\u2019 \u00e9 elevado ou se eleva a \u2018trabalhador\/a campon\u00eas\/a \u2013 ind\u00edgena ou integrante de Povo Tradicional &#8211; que tem direito e merece respeito\u2019 e passa a ser respeitado pelas for\u00e7as pol\u00edticas da sociedade como um exemplo de sujeito cidad\u00e3o emancipador a ser seguido.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a CPT, o MST, o Movimento Ind\u00edgena e os Povos Tradicionais a luta pela terra e por territ\u00f3rio \u00e9 mais do que luta pela terra e por resgate de territ\u00f3rio, pois inclui: a) a luta pela conquista da terra e retomada de territ\u00f3rio, a resist\u00eancia na terra e nos territ\u00f3rios com administra\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma segundo os princ\u00edpios da autonomia dos Povos que passa por agroecologia, trabalho coletivo e sustentabilidade ecol\u00f3gica; b) a luta por educa\u00e7\u00e3o para al\u00e9m do capital, educa\u00e7\u00e3o do campo de forma emancipat\u00f3ria; e c) exige abra\u00e7ar a luta pela transforma\u00e7\u00e3o social, pol\u00edtica e econ\u00f4mica da sociedade na perspectiva da constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade para al\u00e9m do capital: uma sociedade socialista, sem explora\u00e7\u00e3o de classe e sem explora\u00e7\u00e3o do trabalho da classe trabalhadora e nem expropria\u00e7\u00e3o das terras da classe camponesa, dos Povos Origin\u00e1rios e nem dos Povos Tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CALDART, Roseli Salete. <strong>Pedagogia do Movimento Sem Terra. <\/strong>4\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>MOREIRA, Gilvander Lu\u00eds. Entre sinais e conflitos, se requer op\u00e7\u00e3o de f\u00e9 (Jo 5,1-8,5). In: SABOYA, Marysa Mour\u00e3o (Org.). <strong>Amar sem limites, nas trilhas das comunidades do Disc\u00edpulo Amado<\/strong>. S\u00e3o Leopoldo: CEBI, p. 50-65, 2015b.<\/p>\n\n\n\n<p>23\/05\/2023<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: As videorreportagens nos links, abaixo, versam sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; \u201cN\u00e3o ao Marco Temporal! Demarca\u00e7\u00e3o de todos os Territ\u00f3rios Ind\u00edgenas e Tradicionais, J\u00c1!\u201d Enc. POVOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_10909\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ne88CbQcuBk?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Ato P\u00fablico no in\u00edcio do Encontro de Povos Tradicionais de MG: em defesa dos Territ\u00f3rios e Consulta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_60214\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XXP3uuojsTY?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Audi\u00eancia P\u00fablica na ALMG: ilegalidades e viol\u00eancias da mineradora Santa Paulina em Ibirit\u00e9, MG!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_95796\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aNHBk_eoU4A?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Preserva\u00e7\u00e3o total, integral, 100% da Mata do Jd. Am\u00e9rica em BH\/MG: Dever, direito e necessidade-vida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_46162\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RAceerl9yc0?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Mineradora Sta Paulina em Ibirit\u00e9\/Sarzedo\/MG acabar\u00e1 c \u00e1gua de 700 mil pessoas \/Agricultura Familiar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_89643\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/y9mb0bsQo70?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Ato P\u00fablico e Marcha denuncia viola\u00e7\u00f5es aos direitos do Quilombo do Campinho em Congonhas, MG<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_34654\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9YRZiAHHOdY?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG; colunista dos sites <a href=\"http:\/\/www.domtotal.com\">www.domtotal.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.brasildefatomg.com.br\">www.brasildefatomg.com.br<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.revistaconsciencia.com\">www.revistaconsciencia.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.racismoambiental.net.br\">www.racismoambiental.net.br<\/a> e outros. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cf. MOREIRA, Gilvander Lu\u00eds. Entre sinais e conflitos, se requer op\u00e7\u00e3o de f\u00e9 (Jo 5,1-8,5), p. 50-65, especialmente p. 55 a 59, onde tratamos da partilha de p\u00e3es, pedagogia que liberta e emancipa (Jo 6,1-15). In: SABOYA, Marysa Mour\u00e3o (Org.). <strong>Amar sem limites, nas trilhas das comunidades do Disc\u00edpulo Amado<\/strong>. S\u00e3o Leopoldo: CEBI, 2015b.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Exemplo disso est\u00e1 retratado no v\u00eddeo document\u00e1rio \u201cResistir e saber cuidar \u2013 experi\u00eancias agroecol\u00f3gicas em Assentamentos da Reforma Agr\u00e1ria\u201d. Dire\u00e7\u00e3o e roteiro de Cec\u00edlia Figueiredo. Bras\u00edlia: MST, Tri\u00e2ngulo Produ\u00e7\u00f5es, 2006. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-oedHfalprM\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-oedHfalprM<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedagogia camponesa: m\u00edstica e segredos da luta por direitos. Por frei Gilvander Moreira[1] \u00c9 emancipat\u00f3ria a for\u00e7a e a liberdade interior que fez o jovem campon\u00eas Sem Terra Oziel Alves Pereira, de 17 anos, durante<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12100,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,46,44,38,49,48,39,35,27,25,29,43,26,18],"tags":[],"class_list":["post-12099","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-cultura-popular","category-direito-a-memoria","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-das-mulheres","category-direitos-dos-povos-indigenas","category-direitos-dos-quilombolas","category-direitos-humanos","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12099"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12099\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12101,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12099\/revisions\/12101"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12100"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}