{"id":12108,"date":"2023-05-24T21:51:09","date_gmt":"2023-05-25T00:51:09","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=12108"},"modified":"2023-05-24T21:51:30","modified_gmt":"2023-05-25T00:51:30","slug":"carta-politica-do-encontro-de-povos-e-comunidades-tradicionais-de-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/carta-politica-do-encontro-de-povos-e-comunidades-tradicionais-de-minas-gerais\/","title":{"rendered":"Carta Pol\u00edtica do Encontro de Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Carta Pol\u00edtica do Encontro de Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais \u2013 Ribeir\u00e3o das Neves, 21\/05\/2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.38-3.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12109\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.38-3.jpeg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.38-3-300x225.jpeg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.38-3-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>No Encontro de Povos e Comunidades Tradicionais de MG, lideran\u00e7as exigem a revoga\u00e7\u00e3o e anula\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o do Zema\/SEMAD\/SEDESE, que amorda\u00e7a e aniquila o Direito \u00e0 Consulta Pr\u00e9via &#8230; Fotos: Alenice Baeta. 20\/05\/23, Ribeir\u00e3o das Neves, MG<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Entre os dias 19 e 21 de maio de 2023, representantes de muitos dos Povos ind\u00edgenas, quilombolas, vazanteiros, pescadores, vacarianos, geraizeiros, ciganos, carroceiros, congadeiros, reinadeiros,\u00a0 povos de terreiros, criapanhadoras de flores, veredeiros, chapadeiros, faiscadores tradicionais, al\u00e9m de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, movimentos sociais, pastorais sociais, pesquisadores e pesquisadoras, parlamentares e representantes das institui\u00e7\u00f5es de justi\u00e7a que os apoiam, estiveram reunidos no Encontro de Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais em defesa dos Territ\u00f3rios e do Direito de Consulta Pr\u00e9via, Livre, Informada, Consentida e de Boa-f\u00e9. Esse encontro reuniu mais de 100 lideran\u00e7as populares, iniciando-se com um ato p\u00fablico nas escadarias da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e audi\u00eancia p\u00fablica na Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da ALMG, no dia 19, seguindo com dois dias de encontro em Ribeir\u00e3o das Neves, MG.Nesses dias ricos de debate e articula\u00e7\u00e3o, permeado de m\u00edstica e espiritualidade libertadora ancestral, reafirmamos o direito aos territ\u00f3rios tradicionais e ao bem viver. A cultura, a forma de organiza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica, a natureza, as pr\u00e1ticas sociais, a hist\u00f3ria, a mem\u00f3ria e o territ\u00f3rio de cada um dos Povos e Comunidades Tradicionais s\u00e3o patrim\u00f4nios que devem ser preservados pelo Estado brasileiro e pelo estado de Minas Gerais. A tradicionalidade e os direitos que decorrem delas devem ser garantidos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.37.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12110\" width=\"379\" height=\"185\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.37.jpeg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.37-300x147.jpeg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.37-768x376.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, s\u00e3o os Povos e Comunidades Tradicionais os maiores respons\u00e1veis pela preserva\u00e7\u00e3o da M\u00e3e Terra, das \u00e1guas, das florestas e das matas. Preservar esses territ\u00f3rios \u00e9 tamb\u00e9m preservar as condi\u00e7\u00f5es objetivas de vida de toda a humanidade e garantir os direitos da natureza e de toda a sociobiodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, denunciamos que o estado de Minas Gerais viola sistematicamente os direitos dos Povos e das Comunidades Tradicionais. Sob o manto de um falso projeto de desenvolvimento, empreendimentos miner\u00e1rios do grande capital t\u00eam devastado comunidades inteiras, contaminado as \u00e1guas e exposto as pessoas a problemas graves de sa\u00fade. Muitas pessoas foram mortas pelas consequ\u00eancias dos crimes da mineradora Vale nas bacias do Rios Doce e Paraopeba, seguem morrendo sem ter como trabalhar, sem suas casas e sem a repara\u00e7\u00e3o integral, apesar do passar dos anos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.38.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12111\" width=\"443\" height=\"332\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.38.jpeg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.38-300x225.jpeg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.38-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Mesmo com a lembran\u00e7a vivida desses crimes, o estado de Minas Gerais, com o desgoverno de Zema, continua insistindo nesse modelo de explora\u00e7\u00e3o, prometendo territ\u00f3rios tradicionais como o Vale do Jequitinhonha \u00e0s mineradoras estrangeiras, desconsiderando a exist\u00eancia dos Povos que vivem h\u00e1 s\u00e9culos nesses territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Al\u00e9m das mineradoras, a monocultura do eucalipto e o agroneg\u00f3cio tamb\u00e9m t\u00eam sido respons\u00e1veis pela desterritorializa\u00e7\u00e3o de muitas comunidades. As comunidades sofrem ainda com processos de grilagem de terras devolutas promovidos por grandes latifundi\u00e1rios e empresas. Faltam pol\u00edticas p\u00fablicas que assegurem direitos aos Povos, enquanto sobram recursos e incentivos para grandes latifundi\u00e1rios destru\u00edrem o meio ambiente e o nosso bem viver. Em Minas Gerais est\u00e1 mais da metade da monocultura de eucalipto do Brasil, e nosso estado segue, nos \u00faltimos dez anos, registrando o maior n\u00famero de trabalhadores em situa\u00e7\u00e3o de\u00a0 escravid\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel tolerar mais tanta atrocidade cometida pelo governo do estado de Minas Gerais, Romeu Zema, em conluio com grandes empresas e com coniv\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.38-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12112\" width=\"469\" height=\"352\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.38-1.jpeg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.38-1-300x225.jpeg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.38-1-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 469px) 100vw, 469px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em mais uma afronta aos direitos de Povos e Comunidades Tradicionais, em abril de 2022, foi publicada a Resolu\u00e7\u00e3o Conjunta n\u00b0 01\/2022 da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (SEMAD) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (SEDESE), que aniquila o direito \u00e0 consulta e ao consentimento pr\u00e9vios, livres e informados, bem como o direito ao autorreconhecimento de Povos e Comunidades Tradicionais. Por isso, exigimos que essa Resolu\u00e7\u00e3o seja revogada imediatamente!<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Reafirmamos, atrav\u00e9s dessa Carta Pol\u00edtica, a exist\u00eancia de diversos segmentos de Povos e Comunidades Tradicionais em Minas Gerais, cada uma com sua cultura, com sua organiza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica, com seu territ\u00f3rio e seus saberes, que devem ser respeitados e valorizados como sendo o maior patrim\u00f4nio do estado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"381\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-09.33.20.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12113\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-09.33.20.jpeg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-09.33.20-300x112.jpeg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-09.33.20-768x286.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Infelizmente, possu\u00edmos em comum diversas viola\u00e7\u00f5es \u00e0 nossa soberania, amea\u00e7as aos nossos territ\u00f3rios e revolta por perceber que o estado de Minas Gerais n\u00e3o exerce seu papel protetivo em garantir nossos direitos. Apesar disso, n\u00f3s tamb\u00e9m temos em comum a for\u00e7a de nossos ancestrais, de nossas lideran\u00e7as, das nossas tradi\u00e7\u00f5es, e da espiritualidade que nos alimenta dia ap\u00f3s dia e n\u00e3o nos deixa parar de lutar. Existimos e resistiremos sempre na defesa intransigente dos nossos saberes, territ\u00f3rios tradicionais, costumes e modos de vida, com direitos e dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por tudo isso, <strong>n\u00f3s exigimos que<\/strong>:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>O nosso direito \u00e0 Consulta e ao Consentimento Pr\u00e9vios, Livres, Informados,&nbsp; e de Boa-f\u00e9 sejam efetivados, e os nossos Protocolos de Consulta sejam respeitados. Temos o direito de dizer n\u00e3o;<\/li><li>A&nbsp; Resolu\u00e7\u00e3o Conjunta n\u00b0 01\/2022 da SEDESE\/SEMAD seja imediatamente revogada;<\/li><li>A Comiss\u00e3o Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais (CEPCT) seja empossada e tenha or\u00e7amento pr\u00f3prio e condi\u00e7\u00f5es de funcionamento, para que tenhamos no estado de Minas Gerais um espa\u00e7o de defesa dos nossos direitos;<\/li><li>O Programa de Prote\u00e7\u00e3o de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos do estado de Minas Gerais seja fortalecido, para que ele de fato cumpra seu papel de proteger lideran\u00e7as amea\u00e7adas e comunidades em situa\u00e7\u00e3o de risco e vulnerabilidade;<\/li><li>O governo do estado atrav\u00e9s da CEPCT, cumpra com a Lei estadual n\u00b0 21.147\/14 que instituiu a Pol\u00edtica Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais, em sua integralidade, especialmente, para que seja retomada a emiss\u00e3o de certid\u00f5es de autorreconhecimento \u00e0s comunidades, promova o mapeamento desses Povos e regularize, com celeridade, os seus territ\u00f3rios tradicionais. Ressaltamos, ainda, que o Governo de Minas Gerais deve respeitar a autodetermina\u00e7\u00e3o dos Povos e Comunidades Tradicionais, independente de emiss\u00e3o de certid\u00e3o;<\/li><li>O Supremo Tribunal Federal reconhe\u00e7a o direito origin\u00e1rio dos povos ind\u00edgenas aos seus territ\u00f3rios, independentemente de qualquer marco temporal;<\/li><li>As comunidades atingidas pelos brutais crimes socioambientais ocorridos no estado de Minas Gerais tenham garantida a repara\u00e7\u00e3o integral dos danos sofridos;<\/li><li>A imediata suspens\u00e3o de todos os licenciamentos ambientais que atingem Povos e Comunidades Tradicionais at\u00e9 que nossos direitos, incluindo o direito territorial e \u00e0 Consulta e Consentimento Pr\u00e9vios, Livres, Informados&nbsp; e de Boa-f\u00e9, sejam efetivados;<\/li><li>A investiga\u00e7\u00e3o s\u00e9ria das rela\u00e7\u00f5es entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais com grandes empresas, sobretudo mineradoras, que dificultam nossas (r)exist\u00eancias, com puni\u00e7\u00e3o adequada a quem delas indevidamente se beneficia;<\/li><li>As Secretarias Municipais de Assist\u00eancia Social estruturem&nbsp; equipes volantes para fazer uma busca ativa, viabilizando o Cadastro \u00danico dos Povos e das Comunidades Tradicionais para possibilitar a identifica\u00e7\u00e3o da diversidade social brasileira, dando suporte ao reconhecimento de grupos populacionais em respeito aos seus modos de vida, e possibilitar o acesso adequado \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas;<\/li><li>O acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o referente a leis de fomento \u00e0 cultura e patrim\u00f4nio para acesso dos Povos e Comunidades Tradicionais;<\/li><li>O respeito \u00e0 Comunidade Tradicional Carroceira de Belo Horizonte e da Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte, cujos direitos t\u00eam sido violados por meio de proposi\u00e7\u00e3o de leis.&nbsp; Assim como todos os Povos e Comunidades Tradicionais, carroceiros e carroceiras, t\u00eam em seus animais companheiros de vida e trabalho. O racismo ambiental, que na falsa ideia de separa\u00e7\u00e3o entre humanos e natureza, nega os direitos \u00e0 vida e ao territ\u00f3rio, viola n\u00e3o apenas a Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT, mas a nossa tradicionalidade dessas comunidades;<\/li><li>O governo Lula reconhe\u00e7a por meio de decreto a Emerg\u00eancia Clim\u00e1tica em nosso pa\u00eds, conforme reivindica\u00e7\u00e3o apresentada pelos Povos Ind\u00edgenas no Acampamento Terra Livre (ATL);<\/li><li>O respeito aos Povos e Comunidades Tradicionais do Vale do Jequitinhonha e do Vale do Rio Pardo, fortemente afetados pelas investidas do governo Zema com projetos como o&nbsp; \u201cProjeto Vale do L\u00edtio\u201d, que envolve a venda de nossos territ\u00f3rios, reduzindo-os a \u201criquezas minerais\u201d, para o capital estrangeiro. N\u00e3o somos Vale do L\u00edtio, somos Vale do Jequitinhonha!&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Somos tamb\u00e9m o Rio S\u00e3o Francisco, o Rio Doce, o Rio Paraopeba,&nbsp; a Serra do Brigadeiro, a Serra do Curral, a Serra do Rola Mo\u00e7a, a Serra da Moeda, a Serra da Canastra, a Serra da Serpentina, a Serra do Capara\u00f3, a Serra do Espinha\u00e7o e tantas outras serras, grotas, chapadas, \u00e1guas, matas, florestas e cidades, em uma infinidade de territ\u00f3rios. Existimos, somos a verdadeira riqueza desse estado de Minas e dos Gerais e n\u00e3o descansaremos at\u00e9 que os nossos direitos, modos de vida e territ\u00f3rios tradicionais sejam respeitados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ribeir\u00e3o das Neves, MG, 21 de maio de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assinam essa Carta Pol\u00edtica:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1-Aldeia Cinta Vermelha-Jundiba, Povo Pankararu-Patax\u00f3<\/p>\n\n\n\n<p>2-Aldeia Geru Tukun\u00e3 Patax\u00f3, A\u00e7ucena<\/p>\n\n\n\n<p>3-Apanhadores de Flores Sempre Vivas<\/p>\n\n\n\n<p>4-Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Atingidos por Grandes Empreendimentos (ABA)<\/p>\n\n\n\n<p>5-Associa\u00e7\u00e3o da Comunidade Paraguai Remanescente Quilombola<\/p>\n\n\n\n<p>6-Associa\u00e7\u00e3o dos Carroceiros e Carroceiras Unidos(as) de Belo Horizonte e Regi\u00e3oMetropolitana<\/p>\n\n\n\n<p>7-Associa\u00e7\u00e3o Quilombola de S\u00e3o Domingos do Prata<\/p>\n\n\n\n<p>8-Associa\u00e7\u00e3o Quilombola do Quilombo Rodrigues, Brumadinho<\/p>\n\n\n\n<p>9-Comiss\u00e3o em Defesa dos Direitos das Comunidades Extrativistas (CODECEX)<\/p>\n\n\n\n<p>10=Comiss\u00e3o Quilombola do Alto e M\u00e9dio Rio Doce<\/p>\n\n\n\n<p>11-Comunidade Ind\u00edgena Guegu\u00ea do sangue PI em MG<\/p>\n\n\n\n<p>12-Comunidade Quilombola Ilha Funda, Periquito<\/p>\n\n\n\n<p>13-Comunidade Quilombola \u00c1guas Claras, Virgol\u00e2ndia<\/p>\n\n\n\n<p>14-Comunidade Quilombola Ba\u00fa, Ara\u00e7ua\u00ed<\/p>\n\n\n\n<p>15-Comunidade Quilombola Campinhos, Congonhas<\/p>\n\n\n\n<p>16-Comunidade Quilombola Carrapatos da Tabatinga, Bom Despacho<\/p>\n\n\n\n<p>17-Comunidade Quilombola de Gesteira<\/p>\n\n\n\n<p>18-Comunidade Quilombola de Pontinha, Paraopeba<\/p>\n\n\n\n<p>19-Comunidade Quilombola do Machadinho, Paracatu<\/p>\n\n\n\n<p>20-Comunidade Quilombola Fam\u00edlia Ara\u00fajo, Betim<\/p>\n\n\n\n<p>21-Comunidade Quilombola Mutuca de Cima, Coronel Murta<\/p>\n\n\n\n<p>22-Comunidade Quilombola Paraguai, Felisburgo<\/p>\n\n\n\n<p>23-Comunidade Quilombola Pesqueira e Vazanteira de Cara\u00edbas<\/p>\n\n\n\n<p>24-Comunidade Quilombola Pesqueira e Vazanteira Sangradouro Grande (Fam\u00edlia L\u00eddiaBatista e Baleeiro)<\/p>\n\n\n\n<p>25-Comunidade Quilombola Pontal, Paracatu<\/p>\n\n\n\n<p>26-Comunidade Quilombola S\u00e3o Domingos<\/p>\n\n\n\n<p>27-Comunidade Tradicional dos Faiscadores, de Santa Cruz do Escalvado, Rio Doce eChopot\u00f3<\/p>\n\n\n\n<p>28-Comunidade Tradicional Garimpeira do Alto Rio Doce<\/p>\n\n\n\n<p>29-Comunidades Tradicionais Geraizeiras e Vacarianas do Vale das Cancelas, norte de MG<\/p>\n\n\n\n<p>30-Conselho Intermunicipal Comunit\u00e1rio do Territ\u00f3rio Tradicional Geraizeiro do Vale dasCancelas, norte de MG<\/p>\n\n\n\n<p>31-Coordena\u00e7\u00e3o Estatual das Mulheres Quilombolas do Estado de MG, Mariana Crioula<\/p>\n\n\n\n<p>32-Coordena\u00e7\u00e3o Nacional de Articula\u00e7\u00e3o das Comunidades Negras Rurais Quilombolas(CONAQ)<\/p>\n\n\n\n<p>33-Federa\u00e7\u00e3o das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais \u2013 Ngolo<\/p>\n\n\n\n<p>34-F\u00f3rum Nacional das Comunidades e Povos Tradicionais do Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>35-Il\u00e9 Ax\u00e9 Al\u00e1 Tooloribi<\/p>\n\n\n\n<p>36-Kilombo Fam\u00edlia Souza, Santa Teresa, Belo Horizonte<\/p>\n\n\n\n<p>37-Povo Ind\u00edgena Aran\u00e3 Caboclo, de Coronel Murta e Ara\u00e7ua\u00ed<\/p>\n\n\n\n<p>38-Povo Ind\u00edgena Xakriab\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>39-Povos e Comunidades de Tradi\u00e7\u00e3o Religiosa Ancestral de Matriz Africana (PCTRAMA)<\/p>\n\n\n\n<p>40-Quilombo de Raiz<\/p>\n\n\n\n<p>42-Quilombo Vargem do Inha\u00ed<\/p>\n\n\n\n<p>42-Rede Quilombola da Regi\u00e3o Metropolitana Belo Horizonte<\/p>\n\n\n\n<p>43-Terra Ind\u00edgena Kamak\u00e3-Mongoi\u00f3, Brumadinho<\/p>\n\n\n\n<p>44-Terreiro Vov\u00f3 Maria Conga<\/p>\n\n\n\n<p>45-Territ\u00f3rio Quilombola de Brejo dos Crioulos<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apoiam essa Carta Pol\u00edtica:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>46-Associa\u00e7\u00e3o Estadual de Defesa Ambiental e Social \u2013 Aedas<\/p>\n\n\n\n<p>47-C\u00e1ritas Brasileira Regional Minas Gerais<\/p>\n\n\n\n<p>48-Centro de Documenta\u00e7\u00e3o Eloy Ferreira da Silva (CEDEFES)<\/p>\n\n\n\n<p>49-Centro de Educa\u00e7\u00e3o Popular e Apoio ao Desenvolvimento das Comunidades Rurais doCerrado (CEPAC), Montes Claros<\/p>\n\n\n\n<p>50-Coletivo Margarida Alves de Assessoria Popular<\/p>\n\n\n\n<p>51-Comiss\u00e3o de Apoio \u00e0 Advocacia Popular da OAB-MG<\/p>\n\n\n\n<p>52-Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT\/MG)<\/p>\n\n\n\n<p>53-Conselho de Igualdade Racial de Paracatu<\/p>\n\n\n\n<p>54-Conselho Indigenista Mission\u00e1rio \/ Regional Leste (CIMI Leste)<\/p>\n\n\n\n<p>55-Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP)<\/p>\n\n\n\n<p>56-Grupo de Estudos em Tem\u00e1ticas Ambientais (GESTA\/UFMG)<\/p>\n\n\n\n<p>57-Instituto Dom Tom\u00e1s Baldu\u00edno<\/p>\n\n\n\n<p>58-Kaipora \u2013 Laborat\u00f3rio de Estudos Bioculturais da UEMG<\/p>\n\n\n\n<p>59-Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)<\/p>\n\n\n\n<p>60-Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST)<\/p>\n\n\n\n<p>61-Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo (MTC)<\/p>\n\n\n\n<p>62-Movimento Nacional dos Pescadores e Pescadoras Tradicionais do Brasil (MPP)<\/p>\n\n\n\n<p>63-Movimento pela Soberania Popular na Minera\u00e7\u00e3o (MAM)<\/p>\n\n\n\n<p>64-ONG Mulheres de Areias<\/p>\n\n\n\n<p>65-Pastoral Afro-brasileira<\/p>\n\n\n\n<p>66-Rede Nacional de Advogados\/as Populares (RENAP)<\/p>\n\n\n\n<p>67-Terra de Direitos<\/p>\n\n\n\n<p>68-Mandato da Deputada Estadual Andreia de Jesus<\/p>\n\n\n\n<p>69-Mandato da Deputada Estadual Beatriz Cerqueira<\/p>\n\n\n\n<p>70-Mandato da Deputada Estadual Bella Gon\u00e7alves<\/p>\n\n\n\n<p>71-Mandato da Deputada Estadual Leninha<\/p>\n\n\n\n<p>72-Mandato da Deputada Estadual Maca\u00e9 Evaristo<\/p>\n\n\n\n<p>73-Mandato da Deputada Federal C\u00e9lia Xakriab\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>74-Mandato do Deputado Estadual Bet\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>75-Mandato do Deputado Estadual Leleco Pimentel<\/p>\n\n\n\n<p>76-Mandato do Deputado Federal Padre Jo\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-15-at-13.02.06-1-1-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12114\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-15-at-13.02.06-1-1-1024x1024.jpeg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-15-at-13.02.06-1-1-300x300.jpeg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-15-at-13.02.06-1-1-150x150.jpeg 150w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-15-at-13.02.06-1-1-768x768.jpeg 768w, 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