{"id":12894,"date":"2023-12-16T06:50:57","date_gmt":"2023-12-16T09:50:57","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=12894"},"modified":"2023-12-16T06:51:00","modified_gmt":"2023-12-16T09:51:00","slug":"a-alegria-da-esperanca-equilibrista-na-contramao-do-mundo-jo-16-8-e-19-21-por-marcelo-barros","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/a-alegria-da-esperanca-equilibrista-na-contramao-do-mundo-jo-16-8-e-19-21-por-marcelo-barros\/","title":{"rendered":"A alegria da esperan\u00e7a equilibrista na contram\u00e3o do mundo (Jo 1,6-8 e 19-21) \u2013 Por Marcelo Barros"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A alegria da esperan\u00e7a equilibrista na contram\u00e3o do mundo (Jo 1,6-8 e 19-21)<\/strong> \u2013 Por Marcelo Barros<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"705\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/monge-marcelo-barros-mst-705x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12895\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/monge-marcelo-barros-mst-705x1024.jpg 705w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/monge-marcelo-barros-mst-207x300.jpg 207w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/monge-marcelo-barros-mst-768x1115.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/monge-marcelo-barros-mst-1058x1536.jpg 1058w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/monge-marcelo-barros-mst.jpg 1102w\" sizes=\"auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px\" \/><figcaption>Padre monge Marcelo Barros<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Chegamos ao terceiro domingo do Advento, 17\/12\/2023, e assim iniciamos a segunda parte deste tempo lit\u00fargico. A celebra\u00e7\u00e3o de hoje \u00e9 marcada pelo c\u00e2ntico de entrada, inspirado na palavra do ap\u00f3stolo Paulo: \u201cAlegrai-vos\u201d. \u00c9 o domingo no qual a espera se torna alegria por causa da proximidade da vinda do reino de Deus, representado pelo Cristo. Alegremo-nos por ser testemunhas de uma f\u00e9 prof\u00e9tica e de uma espiritualidade libertadora.<\/p>\n\n\n\n<p>O evangelho (Jo\u00e3o 1,6-8 e 19\u201328) nos apresenta o testemunho de Jo\u00e3o Batista, s\u00f3 que n\u00e3o mais como precursor do Cristo e nem mesmo o denomina a partir de sua fun\u00e7\u00e3o: Batista, como os outros evangelhos o apresentam. O pr\u00f3logo do quarto evangelho diz apenas: \u201c<em>Houve uma pessoa humana enviada por Deus. O seu nome era Jo\u00e3o e ele veio como testemunha\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Quando no final do s\u00e9culo I, a comunidade do disc\u00edpulo amado escreveu esse evangelho e at\u00e9 hoje, est\u00e1 em curso um julgamento. Em quest\u00e3o est\u00e3o dois projetos para a organiza\u00e7\u00e3o do mundo. Um \u00e9 o projeto da sociedade dominante e \u00e9 inspirado pelo desamor e pelo ego\u00edsmo interesseiro. Outro \u00e9 o Projeto divino de amor e de alian\u00e7a, baseada na Vida para todos e todas. Jo\u00e3o veio como testemunha deste projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez mais do que nunca, esse projeto precisa de testemunhas. Conforme o quarto evangelho, o processo contra o projeto divino n\u00e3o \u00e9 levantado pelo imp\u00e9rio ou por ateus. S\u00e3o os sacerdotes, dirigentes da religi\u00e3o que mandam de Jerusal\u00e9m uma delega\u00e7\u00e3o para investigar e interrogar o profeta Jo\u00e3o a respeito da sua pessoa e de como compreende a sua miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nossos dias, quem mais contesta e se op\u00f5e ao projeto de renova\u00e7\u00e3o da Igreja, proposto pelo papa Francisco n\u00e3o s\u00e3o os inimigos da religi\u00e3o, mas s\u00e3o justamente os que se dizem mais religiosos e um bom grupo de padres, bispos e cardeais.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse evangelho conta que os religiosos do templo sabem que a fun\u00e7\u00e3o do Messias (do Cristo) quando viesse seria reformar as estruturas e mudar as leis. Por isso, se inquietam. Jo\u00e3o atua do outro lado do Jord\u00e3o. Portanto, fora da jurisdi\u00e7\u00e3o dos religiosos de Jerusal\u00e9m. Mas, para eles, isso pouco importa. Mandam a delega\u00e7\u00e3o. Provavelmente, naquele grupo, foram alguns policiais do templo. Se Jo\u00e3o confessasse ser o Cristo, eles o prenderiam. Mas, Jo\u00e3o diz: \u201cEu n\u00e3o sou o Cristo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, eles perguntam: Quem \u00e9 voc\u00ea? O que voc\u00ea diz de si mesmo? Jo\u00e3o responde sem nem usar verbo: \u201cEu, uma voz no deserto\u201d. Os fariseus querem saber com que autoridade ele batiza\u201d. At\u00e9 hoje, \u00e9 assim, h\u00e1 os que se sentem propriet\u00e1rios da religi\u00e3o e dos ritos. Jo\u00e3o explica que batiza com \u00e1gua, mas vem algu\u00e9m que nos mergulhar\u00e1 no Esp\u00edrito de Deus. E afirma: \u201c<em>No meio de v\u00f3s est\u00e1 algu\u00e9m que n\u00e3o conheceis<\/em>\u201d. At\u00e9 hoje, a f\u00e9 prof\u00e9tica de Jo\u00e3o diz isso \u00e0 religi\u00e3o que, mesmo no seio das nossas Igrejas crist\u00e3s, continua o modelo de religi\u00e3o do templo. O profeta Jo\u00e3o insiste que n\u00e3o basta conhecer ritos e leis. \u00c9 preciso reconhecer o Cristo no meio de n\u00f3s: o Jesus da gente, com rosto de negro, sangue de \u00edndio e corpo de mulher. Nas Igrejas crist\u00e3s, hoje, quantos o reconhecem assim?&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como o profeta Jo\u00e3o, somos testemunhas de um Cristo que est\u00e1 no meio de n\u00f3s e n\u00e3o o conhecemos. Voc\u00eas lembram de um c\u00e2ntico que as comunidades eclesiais de base cantavam muito nos anos 1970:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Entre n\u00f3s est\u00e1 e n\u00e3o o conhecemos&#8230;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Seu nome \u00e9 Jesus Cristo e passa fome&#8230;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O maior esc\u00e2ndalo do mundo atual \u00e9 que a fome aumenta, a pobreza se multiplica e os pa\u00edses nos quais isso mais acontece s\u00e3o os que se dizem de cultura crist\u00e3. No Brasil e em outros pa\u00edses, ainda h\u00e1 pastores e fieis das Igrejas crist\u00e3s que julgam mais importante garantir o cumprimento de normas morais da Igreja no campo sexual do que insistir na realiza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a social e da Paz.<\/p>\n\n\n\n<p>O apelo do evangelho de hoje \u00e9 para que sejamos testemunhas da Palavra que se faz carne na vida do nosso povo e que este Natal vem recordar. Todos n\u00f3s precisamos de uma causa \u00faltima pela qual viver, um projeto ao qual nos consagramos totalmente. E para viver isso, precisamos ser capazes de autotransced\u00eancia, isso \u00e9, de viver para al\u00e9m de n\u00f3s mesmos, de nossos impulsos, caprichos e desejos do momento. Isso n\u00e3o quer dizer negar ou rejeitar os desejos e prazeres, mas ser capazes de dar a eles dimens\u00e3o de transcend\u00eancia, ou seja, de permanente abertura e capacidade de evolu\u00e7\u00e3o. \u00c9 nesse sentido que Pedro Casald\u00e1liga afirmava que as nossas causas s\u00e3o mais importantes do que a nossa vida.&nbsp; \u00c9 esta a nossa f\u00e9 no reino. \u00c9 o que nos faz cantar:&nbsp; \u201cIr\u00e1 chegar um novo dia<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um novo c\u00e9u,<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; uma nova terra<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um novo mar<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E nesse dia, os oprimidos<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A uma s\u00f3 voz,<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a liberdade, ir\u00e3o cantar\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marcelo Barros sobre o Livro OS SEGREDOS DO NOSSO ENCANTO: o que a f\u00e9 crist\u00e3 pode aprender com as espiritualidades ind\u00edgenas e negras. BH\/MG, no Centro Esp\u00edrita N\u2019inzo Tabalad\u00ea Ria N\u2019kosi, <\/strong>14\/12\/23<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_45637\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A3oHmbyDxWg?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A alegria da esperan\u00e7a equilibrista na contram\u00e3o do mundo (Jo 1,6-8 e 19-21) \u2013 Por Marcelo Barros Chegamos ao terceiro domingo do Advento, 17\/12\/2023, e assim iniciamos a segunda parte deste tempo lit\u00fargico. 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