{"id":14458,"date":"2025-05-12T17:12:50","date_gmt":"2025-05-12T20:12:50","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=14458"},"modified":"2025-05-13T11:02:49","modified_gmt":"2025-05-13T14:02:49","slug":"papa-leao-xiv-sera-papa-da-luta-pela-justica-social-por-frei-gilvander-moreira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/papa-leao-xiv-sera-papa-da-luta-pela-justica-social-por-frei-gilvander-moreira\/","title":{"rendered":"LE\u00c3O XIV SER\u00c1 PAPA DA LUTA PELA JUSTI\u00c7A SOCIAL? Por frei Gilvander Moreira"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>LE\u00c3O XIV SER\u00c1 PAPA DA LUTA PELA JUSTI\u00c7A SOCIAL?<\/strong> Por frei Gilvander Moreira<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"686\" height=\"386\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/hq720.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14459\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/hq720.jpg 686w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/hq720-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 686px) 100vw, 686px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o Redes Virtuais<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O novo Papa LE\u00c3O XIV assumiu o minist\u00e9rio de bispo de Roma e primaz da comunh\u00e3o universal da Igreja dia 08 de maio de 2025. De nascimento, ele \u00e9 norte-americano, mas \u00e9 muito mais latino-americano porque foi mission\u00e1rio no meio dos pobres no Peru. Por mais de vinte anos, trabalhou com comunidades camponesas e ind\u00edgenas, e &nbsp;por amor ao povo peruano adquiriu a cidadania peruana. Ap\u00f3s ser anunciado como Papa, escolhido pelos Cardeais no Conclave, Robert Francisco Prevost saudou o povo da Diocese de Chiclayo no Peru em espanhol e n\u00e3o disse nada em ingl\u00eas ao povo dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo Papa Francisco, em 2014, foi nomeado bispo da Diocese de Chiclayo no norte do Peru, regi\u00e3o de povo empobrecido, onde caminhou no meio dos pobres, ouviu, dialogou, animou lutas por justi\u00e7a e solidariedade. Prevost j\u00e1 denunciou atrocidades do ex-presidente Fujimori e criticou Trump na sua postura autorit\u00e1ria, ao deportar imigrantes. Os mais de 20 anos que viveu e atuou pastoralmente no Peru forjaram Robert Francisco Prevost como &#8220;<em>pastor com cheiro de ovelha<\/em>&#8221; que&nbsp;Francisco&nbsp;tanto gostava. Por n\u00e3o ser bispo pr\u00edncipe e nem de pal\u00e1cio, Prevost foi convidado pelo Papa Francisco para, em Roma, assumir o Minist\u00e9rio (Dicast\u00e9rio) dos Bispos. Como bom mineiro, desconfio que o Papa Francisco, ao torn\u00e1-lo Cardeal, quando j\u00e1 sentia que suas for\u00e7as f\u00edsicas estavam diminuindo, quis sinalizar que Prevost era o Cardeal que ele, Francisco, queria como seu sucessor, pois se revelava ser da mesma linha de Francisco e disc\u00edpulo aut\u00eantico de Jesus Cristo e do seu Evangelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua primeira apari\u00e7\u00e3o como Papa na janela do Vaticano, Prevost citou duas vezes o papa Francisco. Adotar o nome de papa Le\u00e3o XIV indica que ele vai abra\u00e7ar o estilo do papa Le\u00e3o XIII, criador e pai do Ensinamento Social da Igreja, papa que publicou a hist\u00f3rica Enc\u00edclica <strong>RERUM NOVARUM<\/strong> (\u201cDas Coisas Novas\u201d), que defende os direitos da classe trabalhadora, a dignidade humana. Ao aparecer sorrindo na janela do Vaticano me fez recordar do Papa Jo\u00e3o Paulo I, o que viveu apenas 33 dias como Papa, que se apresentou sorrindo e dizendo: \u201c<em>Deus \u00e9 Pai e \u00e9 M\u00e3e, mas \u00e9 mais M\u00e3e do que Pai<\/em>&#8230;&#8221; Eloquente tamb\u00e9m o Papa Le\u00e3o XIV ter dito na sua primeira sauda\u00e7\u00e3o: &#8220;<em>A paz de Jesus Ressuscitado, paz desarmada e desarmante, esteja com voc\u00eas<\/em>&#8220;. \u201c<em>A igreja deve construir pontes<\/em>\u201d, indireta aos fascistas Trump e Netanyaru que t\u00eam investido de forma brutal na constru\u00e7\u00e3o de muros de segrega\u00e7\u00e3o. \u201c<em>Queremos ser uma igreja sinodal, uma igreja que caminha, que sempre busca a paz.<\/em>..\u201d &#8220;<em>Igreja que acolha todos\/as, principalmente os sofredores<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que e para que o novo Papa adotou o nome de Le\u00e3o XIV? \u00c9 porque ele quer ser o Papa da luta pela Justi\u00e7a Social? Temos que recordar que, em contexto de desrespeito \u00e0 dignidade humana e de superexplora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora e da classe camponesa e diante da luta dos socialistas que defendiam a aboli\u00e7\u00e3o da propriedade privada, refor\u00e7ando a luta pelos direitos humanos fundamentais, a dignidade humana tem sido defendida pelo Ensinamento Social da Igreja Cat\u00f3lica, expressa em v\u00e1rias enc\u00edclicas papais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa perspectiva, rejeitando a tese socialista da aboli\u00e7\u00e3o da propriedade, a <strong>Rerum Novarum<\/strong>: <strong>sobre a condi\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios<\/strong>, enc\u00edclica do Papa Le\u00e3o XIII, de 15 de maio de 1891, afirma que a propriedade, inclusive a dos bens de produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 um direito natural de todas as pessoas e n\u00e3o apenas de 5% da humanidade. A propriedade tem que exercer sua fun\u00e7\u00e3o social e n\u00e3o se destina apenas a satisfazer os interesses do propriet\u00e1rio. Significa, tamb\u00e9m, uma maneira de atender \u00e0s necessidades de toda a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um contexto no qual as Constitui\u00e7\u00f5es de muitos pa\u00edses garantiam direito absoluto \u00e0 propriedade, como a Constitui\u00e7\u00e3o Imperial Brasileira de 1824, na <em>Rerum Novarum<\/em>, o Papa Le\u00e3o XIII advogou que toda propriedade tem que cumprir sua fun\u00e7\u00e3o social. Na \u00e9poca e at\u00e9 em nossos dias, isso \u00e9 algo que parece revolucion\u00e1rio, pois, injustamente, na pr\u00e1tica o direito \u00e0 propriedade segue sendo garantido apenas para uma minoria e sem cumprir nenhuma fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 1891 os papas (re)afirmam Ensinamento Social semelhante em v\u00e1rias enc\u00edclicas: a <strong>Quadragesimo Anno<\/strong>, do papa Pio XI, de 1931 (escrita justamente em celebra\u00e7\u00e3o ao 40\u00ba anivers\u00e1rio da Rerum Novarum); a <strong>Mater et Magistra <\/strong>(M\u00e3e e Mestra), do papa Jo\u00e3o XXIII, de 1961; a <strong>Gaudium e Spes <\/strong>(Alegrias e Esperan\u00e7as), documento do Conc\u00edlio Vaticano II, de 1965, e a <strong>Populorum Progressio <\/strong>(Do Progresso dos Povos), do papa Paulo VI, de 1967, as quais afirmam que o conjunto de bens da terra destina-se, antes de mais nada, a garantir a todas as pessoas um decente teor de vida pelo conjunto de condi\u00e7\u00f5es sociais que permitam e favore\u00e7am o desenvolvimento integral de sua personalidade. A propriedade \u00e9 um direito que comporta obriga\u00e7\u00f5es sociais.<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O papa Francisco na carta Enc\u00edclica <strong>Laudato Si\u2019 <\/strong>(Louvado Sejas), de 24 de maio de 2015, reafirma o destino comum dos bens como um princ\u00edpio inarred\u00e1vel do Ensinamento Social da Igreja. Diz Francisco: \u201c<em>A tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 nunca reconheceu como absoluto ou intoc\u00e1vel o direito \u00e0 propriedade privada, e salientou a fun\u00e7\u00e3o social de qualquer forma de propriedade privada. [&#8230;] Sobre toda a propriedade particular pesa sempre uma hipoteca social, para que os bens sirvam ao destino geral que Deus lhes deu<\/em>\u201d (PAPA FRANCISCO, 2015: n. 93).<\/p>\n\n\n\n<p>O papa Francisco transcreve na Enc\u00edclica Laudato Si\u2019 o que disse aos bispos do Paraguai na Carta Pastoral El campesino paraguayo y la tierra, de 1983: \u201c<em>Cada campon\u00eas tem direito natural de possuir um lote razo\u00e1vel de terra, onde possa gozar de seguran\u00e7a existencial. Este direito deve ser de tal forma garantido que o seu exerc\u00edcio n\u00e3o seja ilus\u00f3rio, mas real. Isto significa que, al\u00e9m do t\u00edtulo de propriedade, o campon\u00eas deve contar com meios de forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, empr\u00e9stimos, seguros e acesso ao mercado<\/em>\u201d (PAPA FRANCISCO, 2015: n. 94).<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 na Constitui\u00e7\u00e3o brasileira de 1988 a exig\u00eancia de cumprimento da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade fundi\u00e1ria, mas o Estado n\u00e3o cumpre a Constitui\u00e7\u00e3o neste e em nenhum dos direitos sociais constitucionais. Pior, dribla o tempo todo as leis que garantem os direitos sociais. Por isso, a luta pela Justi\u00e7a Social precisa seguir de forma firme.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme escreveu o padre Alfredo Gon\u00e7alves: &#8220;<em>O nome do pont\u00edfice eleito obedece a crit\u00e9rios pastorais precisos. Enquanto Francisco nos remetia ao pobre de Assis, Le\u00e3o XIV nos remete a Le\u00e3o XIII. Le\u00e3o XIII, por sua vez, foi o Papa que teve a coragem de publicar a Carta Enc\u00edclica Rerum Novarum, em 1891, que tinha como subt\u00edtulo &#8220;a condi\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios&#8221;. Carta que se tornou o primeiro documento da Doutrina Social da Igreja (DSI). Cabe lembrar que esse subt\u00edtulo havia sido publicado em um livro do companheiro de Karl Marx, Friedrich Engels &#8211; A Situa\u00e7\u00e3o da Classe Trabalhadora na Inglaterra &#8211; a condi\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios nas f\u00e1bricas da Inglaterra<\/em>&#8221; \u2013 publicado em 1845, 46 anos antes.<\/p>\n\n\n\n<p>O depauperamento moral de mulheres e crian\u00e7as, resultante da explora\u00e7\u00e3o de seu trabalho pelo capital, foi descrito por v\u00e1rios escritores e com toda a precis\u00e3o necess\u00e1ria por Engels, aos 25 anos, na sua obra sobre a condi\u00e7\u00e3o\/situa\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios. Em O Capital, Marx cita v\u00e1rios relat\u00f3rios de inspetores ingleses de trabalho. Em um relat\u00f3rio se diz: \u201c<em>O fato \u00e9 que, antes da lei de 1833, crian\u00e7as e adolescentes de ambos os sexos eram postos a trabalhar toda a noite, o dia inteiro, \u00e0s vezes, noite e dia segundo a vontade do empregador<\/em>\u201d (MARX, 1982: 99).<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca em que a classe trabalhadora reivindicava diminui\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho para 18 horas di\u00e1rias, profundamente incomodado e indignado com a mis\u00e9ria imposta \u00e0 classe trabalhadora inglesa, para sustentar que na sociedade capitalista o motor da hist\u00f3ria \u00e9 a luta de classes, Marx cita tamb\u00e9m M. Broughton, juiz de paz, que declarou: \u201c<em>Na parte da popula\u00e7\u00e3o urbana empregada nas f\u00e1bricas de renda, reinam uma mis\u00e9ria e uma car\u00eancia desconhecidas pelo resto do mundo civilizado [&#8230;] \u00e0s duas, tr\u00eas, quatro horas da manh\u00e3, crian\u00e7as de nove e dez anos s\u00e3o arrancadas de seus leitos miser\u00e1veis e for\u00e7adas a trabalhar at\u00e9 dez, onze, doze horas da noite para ganhar simplesmente o necess\u00e1rio para a subsist\u00eancia. Enquanto elas trabalham, seus membros definham, seu talhe diminui, sua fisionomia toma um ar abobalhado, todo o seu ser cai num torpor tal que seu aspecto as assusta<\/em>\u201d (BROUGHTON apud MARX, 1982: 99).<\/p>\n\n\n\n<p>Da oficina artesanal para a f\u00e1brica de manufatura o oper\u00e1rio \u00e9 transformado de ferramenta a m\u00e1quina. Em um trabalho sem fim e extenuante, imediatamente, o oper\u00e1rio n\u00e3o mais produz diretamente a mercadoria, mas apenas move a m\u00e1quina que produz a mercadoria. \u201c<em>Na manufatura, os oper\u00e1rios s\u00e3o membros de um mecanismo vivo; na f\u00e1brica, s\u00e3o apenas complementos vivos de um mecanismo morto que existe independentemente dele<\/em>\u201d (MARX, 1982: 113). No volume I de O Capital, Marx cita Engels em A Situa\u00e7\u00e3o da Classe Trabalhadora na Inglaterra, de 1845: \u201c<em>A lament\u00e1vel rotina de um trabalho sem fim, onde o mesmo processo mec\u00e2nico renova-se sem cessar, assemelha-se ao trabalho de S\u00edsifo; o peso do trabalho cai sempre sobre o oper\u00e1rio esgotado<\/em>\u201d (ENGELS apud MARX, 1982: 113).<\/p>\n\n\n\n<p>Este contexto de explora\u00e7\u00e3o da dignidade humana no mundo do trabalho da primeira revolu\u00e7\u00e3o industrial moveu o Papa Le\u00e3o XIII a defender os direitos dos trabalhadores. Agora, ao assumir o nome de Le\u00e3o XIV, o novo Papa se coloca na esteira dos papas que se preocuparam com a quest\u00e3o social e assumiram a luta pela Justi\u00e7a Social.<\/p>\n\n\n\n<p>O Papa Le\u00e3o XIV disse no seu primeiro Encontro com os Cardeais ap\u00f3s ser escolhido: \u201c<em>Escolhi adotar o nome de Le\u00e3o XIV. As raz\u00f5es s\u00e3o v\u00e1rias, mas a principal \u00e9 que o Papa Le\u00e3o XIII, com a hist\u00f3rica Enc\u00edclica Rerum Novarum, abordou a quest\u00e3o social no contexto da primeira grande revolu\u00e7\u00e3o industrial e hoje a Igreja oferece a todos o seu patrim\u00f4nio de doutrina social para responder a mais uma revolu\u00e7\u00e3o industrial e ao desenvolvimento da intelig\u00eancia artificial, que trazem novos desafios na defesa da dignidade humana, da justi\u00e7a e do trabalho<\/em>\u201d (Discurso do Papa Le\u00e3o XIV ao col\u00e9gio dos Cardeais, dia 10\/05\/2025).<\/p>\n\n\n\n<p>Avan\u00e7ando em barb\u00e1rie, o sistema capitalista est\u00e1 mostrando suas garras brutais ao pisotear a natureza com toda sua biodiversidade e violentando cada vez mais de forma atroz a dignidade humana. Ao concentrar renda, riqueza e poder em apenas 1% da popula\u00e7\u00e3o e impor exclus\u00e3o social, pobreza e fome para 99%, este sistema fomenta o fascismo e empurra as massas desesperadas para as propostas religiosas espiritualizantes, desencarnadoras da f\u00e9 e negadoras da dimens\u00e3o social do Evangelho de Jesus Cristo. Tendo como motor o lucro e a acumula\u00e7\u00e3o de capital, gigantescas desigualdades sociais e migra\u00e7\u00f5es compuls\u00f3rias est\u00e3o sendo produzidas por esta \u201c<em>economia de morte<\/em>\u201d, como dizia o papa Francisco. Consequ\u00eancia: desemprego, subemprego, trabalho informal e\/ou nos moldes da escravid\u00e3o contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao trabalhar como mission\u00e1rio no norte do Peru em meio aos mais pobres, Le\u00e3o XIV experimentou essas contradi\u00e7\u00f5es e descobriu que sem Justi\u00e7a Social n\u00e3o teremos paz, nem respeito \u00e0 dignidade humana e nem \u00e0 dignidade da natureza. Ecologia Integral n\u00e3o se constr\u00f3i sem Justi\u00e7a Social. <em>\u201cBuscando inspira\u00e7\u00e3o em Le\u00e3o XIII, pastor dos oper\u00e1rios e da Doutrina Social da Igreja, e dando seguimento a Francisco, pastor dos pobres e migrantes&#8230; seja firme na defesa dos direitos humanos e na promo\u00e7\u00e3o da dignidade humana\u201d<\/em>, propomos em sintonia com o escrito pelo padre Alfredo Gon\u00e7alves.<\/p>\n\n\n\n<p>O Papa Le\u00e3o XIV disse em seu primeiro discurso aos Cardeais: <em>\u201cVamos reunir a valiosa heran\u00e7a do Papa Francisco e retomar o caminho proposto pelo Conc\u00edlio Vaticano II\u201d.<\/em> Esperamos que o papa Francisco, Le\u00e3o XIII e Jesus Cristo sigam vivos no papa Le\u00e3o XIV e em n\u00f3s na luta sempre pelo que justo e \u00e9tico. Por isso, intuo que o papa Le\u00e3o XIV entrar\u00e1 para a hist\u00f3ria como o Papa da luta pela Justi\u00e7a Social tamb\u00e9m colocando em pr\u00e1tica a Op\u00e7\u00e3o pelos Pobres, que passa necessariamente pelos grandes desafios a serem por ele enfrentados, apontados sabiamente por Leonardo Boff: \u201c<em>desocidentalizar e despatriarcalizar a Igreja Cat\u00f3lica face \u00e0 nova fase da humanidade<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, a nossa esperan\u00e7a \u00e9 que o Papa Le\u00e3o XIV valorize o legado do Papa Francisco, os avan\u00e7os conquistados em seu pontificado: compromisso com os pobres, ecologia integral, sinodalidade, cultura do encontro&#8230;, com Evangelho para al\u00e9m dos templos. E siga avan\u00e7ando no que se refere \u00e0 maior participa\u00e7\u00e3o de todas as pessoas, inclusive nas diversas posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a, especialmente das mulheres,\u00a0 na constru\u00e7\u00e3o de uma Igreja fraterna, igualit\u00e1ria, conforme as exig\u00eancias do Evangelho de Jesus de Nazar\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>MARX, Karl. <strong>O Capital. <\/strong>Edi\u00e7\u00e3o resumida.7\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1982.<\/p>\n\n\n\n<p>MOREIRA, Gilvander Lu\u00eds. Laudato si\u00b4 e as lutas dos movimentos socioambientais. In: MURAD, Afonso; TAVARES, Sinivaldo Silva (Org.). <strong>Cuidar da Casa Comum: chaves de leitura teol\u00f3gicas e pastorais da Laudato Si\u00b4<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, p. 197-217, 2016a.<\/p>\n\n\n\n<p>12\/05\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: As videorreportagens no link, abaixo, de alguma forma VERSAM sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Paz e Bem&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/hashtag\/2363\">#2363<\/a>&nbsp;&#8211; Habemus papam (Emerson Sbardelotti) &#8211; 12.Mai.25<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_66601\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SNuyI9Rly3c?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; PAPA FRANCISCO E O EVANGELHO DE JESUS CRISTO, SEU LEGADO E DESAFIOS NOSSOS. Marcelo Barros\/Gilvander<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_70686\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7wiOYhiCWgo?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; PAPA FRANCISCO, OUTRO FRANCISCO DE ASSIS, PEREGRINO DE ESPERAN\u00c7A &#8211; Por frei Gilvander Moreira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_33564\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5MWDDIwgmqA?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; 7a Live: A &#8220;Fratelli Tutti&#8221; do Papa Francisco e o papel dos Crist\u00e3os na Pol\u00edtica: Fora, Bolsonaro?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/live\/B3RF3-7Salk\">https:\/\/www.youtube.com\/live\/B3RF3-7Salk<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; Mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; Bacharel e Licenciado em Filosofia; Bacharel em Teologia; frei e padre da Ordem dos Carmelitas; e Agente de Pastoral e Assessor da CPT\/MG (Comiss\u00e3o Pastoral da Terra \u2013 <a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\">www.cptmg.org.br<\/a> ); e-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/@freigilvander\">www.youtube.com\/@freigilvander<\/a> \u2013 No instagram: @gilvanderluismoreira<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cf. nota n. 7 de MOREIRA, G. L.; LAUREANO, D. S.; \u201cMST \u2013 25 anos de luta por reforma agr\u00e1ria\u201d. In: Revista Veredas do Direito, Belo Horizonte, v. 6&nbsp; n. 11&nbsp; p. 11-29, Janeiro &#8211; Junho de 2009, p. 18, onde se cita CHEMERIS, Ivan Ramom. \u201cA Fun\u00e7\u00e3o Social da Propriedade, o Papel do Poder Judici\u00e1rio Diante das Invas\u00f5es Coletivas\u201d. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.domhelder.edu.br\/veredas_direito\/pdf\/29_180.pdf\">http:\/\/www.domhelder.edu.br\/veredas_direito\/pdf\/29_180.pdf<\/a> , acesso em 02\/11\/2016, \u00e0s 22h27.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LE\u00c3O XIV SER\u00c1 PAPA DA LUTA PELA JUSTI\u00c7A SOCIAL? 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