{"id":14499,"date":"2025-06-15T15:40:13","date_gmt":"2025-06-15T18:40:13","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=14499"},"modified":"2025-06-15T15:40:18","modified_gmt":"2025-06-15T18:40:18","slug":"vozes-de-emaus-criar-esperanca-nesta-era-de-trevas-por-pedro-a-ribeiro-de-oliveira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/vozes-de-emaus-criar-esperanca-nesta-era-de-trevas-por-pedro-a-ribeiro-de-oliveira\/","title":{"rendered":"VOZES DE EMA\u00daS \u2013 CRIAR ESPERAN\u00c7A NESTA ERA DE TREVAS. Por Pedro A. Ribeiro de Oliveira"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>VOZES DE EMA\u00daS \u2013 CRIAR ESPERAN\u00c7A NESTA ERA DE TREVAS<\/strong>. Por <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/645049-silencio-ou-derrota-artigo-de-pedro-a-ribeiro-de-oliveira\" target=\"_blank\">Pedro A. Ribeiro de Oliveira<\/a>, doutor em Sociologia, professor aposentado dos PPGCR da UFJF e PUC Minas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/pedro.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14500\" width=\"779\" height=\"521\"\/><figcaption>Pedro Ribeiro de Oliveira. Reprodu\u00e7\u00e3o Redes Virtuais<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa <strong>domina\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica<\/strong>&nbsp;se reveste de admira\u00e7\u00e3o dos setores dominados pelos poderosos. Como se fosse uma cascata social, os super-ricos e grandes milion\u00e1rio\/as ocupam o topo da admira\u00e7\u00e3o; logo abaixo est\u00e3o os e as famosas do mundo midi\u00e1tico, dos esportes ou da moda, cujo estilo se busca imitar; depois est\u00e3o as classes m\u00e9dias e as classes empobrecidas que sonham se enriquecer nem que seja pelos dos<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/643147-retrato-da-pandemia-de-jogos-de-azar-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;jogos de apostas<\/a>. Essa gente percebe que acredita em algo que certamente n\u00e3o se realizar\u00e1, mas s\u00f3 lhes resta esse sonho depois que todas as certezas do passado se esfumaram&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O presente texto integra a coluna Vozes de Ema\u00fas, que conta com contribui\u00e7\u00f5es semanais dos membros do Grupo Ema\u00fas. Para saber mais sobre o projeto e ter acesso a todos os artigos da coluna, verifique o leia mais, no final do texto. Para saber mais sobre o projeto, clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/650113-vozes-de-emaus-artigo-de-faustino-teixeira\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Eis o artigo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O dia 20 de janeiro de 2025, data da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/648115-analise-o-discurso-inaugural-de-trump-e-uma-mistura-de-ego-e-pessimismo-artigo-de-michael-sean-winters\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">posse do atual presidente dos EUA<\/a>, pode ser considerado como data inicial desta&nbsp;<strong>era de trevas<\/strong>&nbsp;onde confluem cat\u00e1strofes clim\u00e1tico-ambientais, o fim da hegemonia anglo-sax\u00f4nica no sistema geopol\u00edtico global e a nova velha forma de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/650358-trump-e-musk-inauguram-a-era-do-capitalismo-cataclismico-artigo-de-julia-steinberger\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">capitalismo&nbsp;<\/a>que separa a minoria super-rica e seu s\u00e9quito, da grande maioria empobrecida cujo destino \u00e9 a mis\u00e9ria. Diante desse quadro, busco ao menos um sinal que permita cultivar a Esperan\u00e7a de quem, como eu, n\u00e3o quer fechar os olhos para o real.<br>Principais componentes dessa era de trevas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estamos entrando numa \u00e9poca em que cat\u00e1strofes clim\u00e1tico-ambientais aumentar\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dizer que estamos no in\u00edcio de uma era de trevas, n\u00e3o \u00e9 usar o conceito de era geol\u00f3gica \u2013 que vem sendo chamada&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/637352-o-que-e-o-antropoceno\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">antropoceno&nbsp;<\/a>\u2013 mas sim real\u00e7ar a diferen\u00e7a entre os tempos atuais e o passado recente da Terra. A esp\u00e9cie humana sempre enfrentou&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/651375-estudo-tragedias-climaticas-como-a-do-rs-serao-cinco-vezes-mais-frequentes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas<\/a>, mas tudo indica que a partir de agora elas se repetir\u00e3o num ritmo mais frequente e com maior intensidade, minando a pr\u00f3pria base f\u00edsica e biol\u00f3gica da vida humana e de outras esp\u00e9cies. Deixar entre par\u00eanteses essa realidade geol\u00f3gica \u2013 como fazem tantas an\u00e1lises de conjuntura \u2013 \u00e9 focar a superf\u00edcie do cen\u00e1rio sem perceber de onde v\u00eam as cat\u00e1strofes. Devemos, portanto, encarar de frente a amea\u00e7a de que, se a esp\u00e9cie humana continuar a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/192-paginas-especiais\/615835-edicao-ciclo-de-estudos-a-condicao-humana-entre-a-biosfera-a-tecnosfera-e-a-infosfera-em-tempos-sindemicos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">destruir a biosfera&nbsp;<\/a>como tem feito nos \u00faltimos 100 anos, metade de todas as esp\u00e9cies hoje vivas ter\u00e3o desaparecido daqui a um s\u00e9culo. E h\u00e1 quem afirme que essa 6\u00aa destrui\u00e7\u00e3o massiva de esp\u00e9cies da Terra poder\u00e1 incluir tamb\u00e9m a esp\u00e9cie&nbsp;<em>homo sapiens!<\/em>&nbsp;Apesar disso, os preparativos para a<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/651679-tinha-uma-cop-no-meio-do-caminho-pesquisadores-ja-apontam-impactos-da-cop-30-para-belem\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;COP-30, em Bel\u00e9m do Par\u00e1<\/a>, d\u00e3o mais ind\u00edcios de opera\u00e7\u00f5es cosm\u00e9ticas do que de medidas eficazes contra o&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/647807-com-recordes-historicos-temperatura-media-global-em-2024-superou-1-5-c-de-aquecimento#:~:text=Com%20recordes%20hist%C3%B3ricos%2C%20temperatura%20m%C3%A9dia,aquecimento%20%2D%20Instituto%20Humanitas%20Unisinos%20%2D%20IHU\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aquecimento global<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O quadro geopol\u00edtico global tamb\u00e9m \u00e9 desanimador \u2013 para dizer o m\u00ednimo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A vit\u00f3ria dos&nbsp;<strong>EUA<\/strong>&nbsp;na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/160-cepat\/639853-estados-unidos-da-estruturacao-do-mundo-no-pos-guerra-fria-a-ordem-multipolar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">guerra fria<\/a>, em 1991, desmantelou o sistema sovi\u00e9tico e abriu a fase da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/160-cepat\/627983-capitalismo-e-colapso-hoje-a-utopia-maior-e-imaginar-a-sobrevivencia-do-capitalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">globaliza\u00e7\u00e3o do capitalismo<\/a>. Ao livrar-se do principal contrapeso ao seu poderio, os&nbsp;<strong>EUA<\/strong>&nbsp;n\u00e3o atenderam o desejo geral de uma nova ordem mundial multipolar e isso abalou seu prest\u00edgio internacional. Perdendo a for\u00e7a moral, trataram de se impor mais e mais pela for\u00e7a militar, agora aumentada pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/595625-uso-acritico-das-redes-sociais-pode-%20levar-a-manipulacao-de-consumo-e-massificacao-de-gostos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">manipula\u00e7\u00e3o de redes digitais<\/a>&nbsp;que difundem informa\u00e7\u00f5es falsas ou distorcidas para derrubar os governos que se op\u00f5em aos seus interesses: a guerra h\u00edbrida. Quando, ap\u00f3s o massacre do&nbsp;<strong>Iraque<\/strong>, esse dom\u00ednio parecia consolidado, os&nbsp;<strong>EUA<\/strong>&nbsp;viram a<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/500801-origem-causas-e-impacto-da-crise\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;crise financeira de 2007-08<\/a>&nbsp;abalar profundamente sua economia e favorecer a emerg\u00eancia da&nbsp;<strong>China<\/strong>,&nbsp;<strong>\u00cdndia<\/strong>,&nbsp;<strong>R\u00fassia<\/strong>,&nbsp;<strong>Brasil<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>\u00c1frica<\/strong>&nbsp;<strong>do<\/strong>&nbsp;<strong>Sul<\/strong>&nbsp;\u2013 os chamados&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/647575-os-brics-crescem-indonesia-entra-para-o-clube-dos-paises-emergentes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BRICS&nbsp;<\/a>\u2013 no cen\u00e1rio mundial. Aqui reside a principal causa do atual estado de guerra mundial: os EUA perderam a lideran\u00e7a moral conquistada durante o s\u00e9culo XX, mas sendo a principal pot\u00eancia militar e econ\u00f4mica do mundo, podem fazer romper-se a ordem civilizacional e dar lugar \u00e0 luta de todos contra todos, cada grupo defendendo apenas seu territ\u00f3rio e seus interesses \u2013 como quer o atual presidente dos&nbsp;<strong>EUA<\/strong>. Esse cen\u00e1rio, por\u00e9m, \u00e9 camuflado pela espetaculariza\u00e7\u00e3o das cat\u00e1strofes.<\/p>\n\n\n\n<p>As imagens de viol\u00eancia transmitidas pela m\u00eddia e redes digitais fazem que ela seja vista como espet\u00e1culo que pode chocar quem assiste, mas n\u00e3o suscita rea\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Qualquer viol\u00eancia \u2013 atentados terroristas,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/649718-o-genocidio-impune-contra-os-palestinos-continua\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">massacre de popula\u00e7\u00f5es desarmadas como na Palestina<\/a>&nbsp;e nas periferias urbanas,<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/631022-invasoes-de-terras-indigenas-cresceram-252-sob-bolsonaro\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;invas\u00e3o de terras de povos origin\u00e1rios<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/649233-feminicidio-quando-o-agressor-e-quem-deveria-proteger\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">feminic\u00eddio&nbsp;<\/a>e assassinatos a sangue frio \u2013 pode prestar-se ao espet\u00e1culo. Espetacularizar a viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 neg\u00e1-la, mas narr\u00e1-la de forma a despertar emo\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o a reflex\u00e3o sobre sua ess\u00eancia. Assim somos convencidos de nossa impot\u00eancia diante da crueldade (dos outros) e a nos conformar em aceit\u00e1-la como inevit\u00e1vel. Ou ent\u00e3o, ignor\u00e1-la mudando o canal da TV ou outra rede digital.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma forma de capitalismo que parece feudal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esclare\u00e7o que neste t\u00f3pico atenho-me aos pa\u00edses do chamado Ocidente, porque sobre eles temos informa\u00e7\u00f5es mais confi\u00e1veis do que sobre as outras grandes pot\u00eancias \u2013&nbsp;<strong>China<\/strong>,&nbsp;<strong>\u00cdndia<\/strong>,&nbsp;<strong>R\u00fassia<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Ir\u00e3<\/strong>&nbsp;\u2013que lhe fazem concorr\u00eancia. \u00c9 evidente que h\u00e1 muitas diferen\u00e7as entre esses dois grandes blocos, mas n\u00e3o vejo ind\u00edcios de que na&nbsp;<strong>\u00c1sia<\/strong>&nbsp;esteja sendo gestado um modo de produ\u00e7\u00e3o regido por outra l\u00f3gica que n\u00e3o a do mercado, embora sob planejamento estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>Situo a nova forma do&nbsp;<strong>capitalismo<\/strong>&nbsp;como uma das crises atuais porque ela \u00e9 a resposta desse modo de produ\u00e7\u00e3o e consumo ao in\u00edcio da \u00e9poca de&nbsp;<strong>cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas<\/strong>. Ela apresenta uma contradi\u00e7\u00e3o entre sua avan\u00e7ada tecnologia e o retorno \u00e0 forma primitiva de acumula\u00e7\u00e3o pela apropria\u00e7\u00e3o privada de bens comuns.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As ra\u00edzes da atual contradi\u00e7\u00e3o do capitalismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A crise financeira de 2007-08 levou os grandes fundos mundiais de investimento a remunerar o capital por meio de ganhos de curto prazo. Guiados pelo imperativo de oferecer alta remunera\u00e7\u00e3o ao capital que lhes \u00e9 confiado, eles recorrem ao meio mais direto: a pilhagem de bens-comuns. Min\u00e9rios, terra agricultur\u00e1vel, \u00e1gua,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/646335-quando-veremos-o-comeco-do-fim-do-petroleo#:~:text=De%20fato%2C%20as%20reservas%20de,barris%20por%20dia%20em%202023.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">reservas de petr\u00f3leo<\/a>, conhecimentos, empresas p\u00fablicas, locais apraz\u00edveis e tudo que possa ser privatizado para ser colocado no mercado torna-se objeto de cobi\u00e7a. Isso leva empresas que buscam o lucro imediato a invadir territ\u00f3rios de povos origin\u00e1rios, derrubar florestas, usar veneno para apressar a produ\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio, fraudar pesquisas, enfim, adotar pr\u00e1ticas contr\u00e1rias aos&nbsp;<strong>Direitos Humanos<\/strong>&nbsp;e da Terra. Pressionadas por fundos de investimento que exigem dividendos para remunerar o capital, essas empresas n\u00e3o levam em considera\u00e7\u00e3o os danos ecol\u00f3gicos e sociais de sua atividade econ\u00f4mica, por mais predat\u00f3ria que seja.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esta \u00e9 a \u201ceconomia que mata\u201d, como a qualificava o Papa Francisco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para blindar-se contra poss\u00edveis medidas que possam diminuir seus lucros, subvencionam a elei\u00e7\u00e3o de governantes e parlamentares que se encarregam de proteg\u00ea-las retirando direitos dos mais fracos e favorecendo seu avan\u00e7o sobre os bens comuns. Aqui reside a contradi\u00e7\u00e3o que prenuncia o agravamento das atuais trag\u00e9dias: em vez de moderar sua ambi\u00e7\u00e3o diante da&nbsp;<strong>cat\u00e1strofe ambiental<\/strong>, o capital aumenta sua voracidade e busca acumular o maior lucro poss\u00edvel hoje para ter reservas quando a situa\u00e7\u00e3o se deteriorar.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra forma \u2013 inovadora \u2013 de concentrar renda e riqueza combina alto desempenho tecnol\u00f3gico e um resqu\u00edcio de tempos pr\u00e9-capitalistas: \u00e9 o que fazem as gigantescas empresas de inform\u00e1tica conhecidas como&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/649659-a-dominacao-e-o-compromisso-final-das-big-techs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>big techs<\/em><\/a><em>.<\/em>&nbsp;S\u00e3o empresas de servi\u00e7o que, por meio de empresas intermedi\u00e1rias, colocam em contato quem produz e quem quer adquirir mercadorias. Tendo essas informa\u00e7\u00f5es, essas empresas facilitam a transa\u00e7\u00e3o a baix\u00edssimo custo, mas cobrando \u00e1gio sobre cada opera\u00e7\u00e3o de compra e venda. Por sua semelhan\u00e7a com a economia feudal, onde o suserano cobrava ped\u00e1gio de mercadores que atravessavam seu territ\u00f3rio,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/652676-a-europa-esta-cometendo-um-suicidio-entrevista-com-yanis-varoufakis\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Yanis Varoufakis&nbsp;<\/a>qualifica esse sistema como&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/636650-somos-humildes-servos-dos-senhores-da-nuvem-bem-vindos-ao-tecnofeudalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">tecnofeudalismo<\/a>.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/643738-economistas-que-nao-se-curvam-aos-dogmas-artigo-de-ladislau-dowbor\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ladislau Dowbor<\/a>&nbsp;tamb\u00e9m fala de \u201cped\u00e1gio\u201d para referir-se aos juros cobrados pelo capital financeiro sobre opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito ao consumidor, porque ele se apropria de parte da riqueza sem contribuir para o processo produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa antiga nova forma de capitalismo pode ent\u00e3o ser vista como&nbsp;<strong>ultraliberal<\/strong>&nbsp;porque vai al\u00e9m do neoliberalismo na rejei\u00e7\u00e3o ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/604834-o-estado-de-bem-estar-social-para-o-seculo-xxi\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estado de Bem-estar social<\/a>. Mas por favorecer o Estado militarista, nacionalista e protetor do com\u00e9rcio, rejeitando a globaliza\u00e7\u00e3o e os organismos internacionais de controle, prefiro cham\u00e1-la de capitalismo de rapina: nele, a liberdade \u00e9 reduzida \u00e0 liberdade de comprar e vender no mercado, pagando os devidos ped\u00e1gios ao capital, enquanto a apropria\u00e7\u00e3o privada de bens comuns movimenta a economia. Resultado disso \u00e9 sua enorme capacidade de concentra\u00e7\u00e3o da renda e da riqueza. \u00c9 o que veremos em seguida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A atual forma do capitalismo: concentra\u00e7\u00e3o de renda, riqueza e poder<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo&nbsp;<strong>neoliberal<\/strong>&nbsp;deixou como heran\u00e7a a&nbsp;<strong>globaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;da economia e da cultura, que possibilitou a consolidou o poder de uma classe social numericamente min\u00fascula, mas mundialmente interligada. No seu topo est\u00e3o alguns milhares de pessoas&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/159-entrevistas\/650494-super-ricos-aprofundam-a-desigualdade-e-colocam-a-democracia-em-perigo-entrevista-especial-com-pedro-abramovay\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">super-ricas&nbsp;<\/a>e dezenas de milh\u00f5es de ricas. S\u00e3o elas que definem os rumos da economia mundial e das economias de seus respectivos pa\u00edses. Para tocar esse processo, essa gente conta com valiosos colaboradores e colaboradoras dos setores m\u00e9dios (10% da popula\u00e7\u00e3o mundial?). S\u00e3o pessoas que praticam o&nbsp;<strong>capitalismo de rapina<\/strong>&nbsp;(minera\u00e7\u00e3o, agroneg\u00f3cio, explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, expans\u00e3o sobre territ\u00f3rios preservados, apropria\u00e7\u00e3o de bens comuns etc.), ou que revestem de glamour a domina\u00e7\u00e3o exercida pelos ricos e super-ricos: as celebridades midi\u00e1ticas ou esportivas, e influenciadores cujo estilo de vida torna-se um ideal a atingir. Fora desse pequeno c\u00edrculo da abund\u00e2ncia fica a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o mundial: mais de 7 bilh\u00f5es de pessoas que se alocam como podem no processo produtivo em trabalhos prec\u00e1rios, no subemprego e na agricultura familiar, enquanto sonham enriquecer-se \u2013 ainda que por meio dos jogos de aposta \u2013 para fugir do destino de \u201cmassa sobrante\u201d no sistema capitalista mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/643687-como-as-redes-sociais-alteram-a-disputa-politica\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">controle das redes digitais<\/a>, os super-ricos t\u00eam nelas n\u00e3o somente sua fonte de riqueza, mas tamb\u00e9m sua nova fonte de poder, porque por meio delas conseguem conquistar os cora\u00e7\u00f5es e mentes de toda a popula\u00e7\u00e3o e constituir uma oligarquia \u00e0 qual os Estados nacionais se submetem. Temos a\u00ed um fato novo: o avan\u00e7o da&nbsp;<strong>oligarquia<\/strong>&nbsp;sobre o que resta da democracia no cen\u00e1rio pol\u00edtico atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa&nbsp;<strong>domina\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica<\/strong>&nbsp;se reveste de admira\u00e7\u00e3o dos setores dominados pelos poderosos. Como se fosse uma cascata social, os super-ricos e grandes milion\u00e1rio\/as ocupam o topo da admira\u00e7\u00e3o; logo abaixo est\u00e3o os e as famosas do mundo midi\u00e1tico, dos esportes ou da moda, cujo estilo se busca imitar; depois est\u00e3o as classes m\u00e9dias e as classes empobrecidas que sonham se enriquecer nem que seja por meio dos<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/643147-retrato-da-pandemia-de-jogos-de-azar-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;jogos de apostas<\/a>. Essa gente percebe que acredita em algo que certamente n\u00e3o se realizar\u00e1, mas s\u00f3 lhes resta esse sonho depois que todas as certezas do passado se esfumaram. O problema eclode quando ela se convence que foi enganada pelo que chamam de sistema: n\u00e3o se sabe definir o que seja, mas dizem ser \u201ctudo isso que est\u00e1 a\u00ed\u201d desde um tempo recente. Imagina-se ent\u00e3o que no passado era diferente porque tudo estava em seu devido lugar. Nesse contexto, faz sucesso a figura pol\u00edtica que promete restaurar esses bons tempos que s\u00f3 existiram na fantasia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Face \u00e0 derrota hist\u00f3rica dos pobres, encontrar nossa Esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aqui situo a triste novidade do mundo atual: a domina\u00e7\u00e3o tornou-se t\u00e3o desigual, que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o mundial empobrecida se sente derrotada e perdeu a esperan\u00e7a de dias melhores numa sociedade justa e igualit\u00e1ria. At\u00e9 o<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/631845-contra-o-mito-do-progresso-a-filosofia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;mito iluminista do progresso<\/a>&nbsp;esfumou-se, abrindo o campo cultural para influenciadores\/as que vendem a ilus\u00e3o da felicidade individual. Talvez a\u00ed resida o motivo da atual dificuldade em promover mobiliza\u00e7\u00f5es sociais em favor de causas sociais e pol\u00edticas: foi tirada da maioria dos pobres a f\u00e9 na luta \u201cat\u00e9 a vit\u00f3ria final\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O outro lado dessa mesma moeda \u00e9 a difus\u00e3o mundial de uma nova forma de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/618642-o-fascismo-na-nossa-cara\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">fascismo<\/a>, ideologia que n\u00e3o distingue advers\u00e1rio \u2013 com quem se disputa o poder, conforme as normas da competi\u00e7\u00e3o \u2013 e o inimigo a ser combatido e eliminado. Em consequ\u00eancia, todas as categorias sociais que n\u00e3o se enquadrarem na ordem estabelecida podem tornar-se alvo de persegui\u00e7\u00e3o e elimina\u00e7\u00e3o. No fascismo cl\u00e1ssico foram os judeus, comunistas, ciganos, pessoas deficientes, e opositores pol\u00edticos. O&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/159-entrevistas\/646153-neofascismo-o-desejo-de-derrubar-a-democracia-liberal-entrevista-especial-com-alvaro-bianchi\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">neofascismo&nbsp;<\/a>tem por alvo migrantes pobres e quem os protege, bem como quem contraria a ordem capitalista ou o patriarcado. Desqualificados como \u201ccomunistas\u201d, \u201cabortistas\u201d e outros termos depreciativos, esses setores da sociedade que resistem ao&nbsp;<strong>neofascismo<\/strong>&nbsp;s\u00e3o apresentados como inimigos de&nbsp;<strong>Deus<\/strong>, da&nbsp;<strong>P\u00e1tria<\/strong>&nbsp;e da&nbsp;<strong>Fam\u00edlia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na contram\u00e3o dessa corrente de resigna\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, h\u00e1 povos e grupos que \u2013 mesmo em condi\u00e7\u00f5es de minoria \u2013 resistem com valentia a esse sistema opressor. O&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/650005-palestina-uma-historia-milenar-que-o-sionismo-tenta-apagar-artigo-de-francisco-f-ladeira\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Povo da Palestina<\/a>&nbsp;\u00e9 talvez o exemplo mais evidente, embora n\u00e3o \u00fanico, dessa atitude de quem prefere perder sua vida a perder sua dignidade. \u00c9 nesse terreno que floresce a Esperan\u00e7a de uma Humanidade reconciliada consigo mesmo e com a natureza onde Justi\u00e7a e Paz se abra\u00e7am, como promete o<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/640278-isaias-profeta-do-evangelho-artigo-de-roberto-mela\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;profeta Isa\u00edas<\/a>&nbsp;(37, 17) e enfatiza o salmo 85 (84).<\/p>\n\n\n\n<p>Para fundamentar um pensamento capaz de dar as raz\u00f5es desta Esperan\u00e7a s\u00f3 vejo, hoje, um caminho: abandonar o paradigma da modernidade colonialista e buscar outro paradigma nas periferias do sistema que ele moldou. Explico: abandonar o<strong>&nbsp;paradigma cartesiano<\/strong>, baseado na radical separa\u00e7\u00e3o entre sujeito (que pensa) e objeto (coisa) que se quer conhecer. Fazer isso sem abandonar o ac\u00famulo de conhecimentos originados daquele paradigma, como a filosofia, a ci\u00eancia, a arte, a tecnologia, mas recuperar todas essas contribui\u00e7\u00f5es dentro de um paradigma mais amplo, que trate a reciprocidade entre o humano e a grande comunidade de vida da Terra como rela\u00e7\u00e3o entre sujeitos. Penso que esse paradigma da reciprocidade entre sujeitos pode ser encontrado em diferentes popula\u00e7\u00f5es que vivem na periferia do sistema dominante. N\u00e3o tenho certezas, mas proponho uma pista a explorar.<\/p>\n\n\n\n<p>A pista a ser explorada reside no fato de que aquelas popula\u00e7\u00f5es t\u00eam sua vida cotidiana regida pelo&nbsp;<strong>circuito da d\u00e1diva<\/strong>&nbsp;(dar \/ receber \/ retribuir), que forma comunidade ao unir pessoas por la\u00e7os de solidariedade. Nessas popula\u00e7\u00f5es as rela\u00e7\u00f5es de mercado (comprar \/ vender) s\u00e3o excepcionais: servem para a aquisi\u00e7\u00e3o de bens sup\u00e9rfluos ou simb\u00f3licos. Em termos s\u00f3cio-pol\u00edticos o circuito da d\u00e1diva resulta na f\u00f3rmula \u201cde cada pessoa conforme sua capacidade, a cada pessoa conforme sua necessidade\u201d, que tem inspirado movimentos de car\u00e1ter socialista ou comunista, e at\u00e9 hoje rege a economia dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/159-entrevistas\/623338-seculo-xxi-o-colapso-da-modernidade-a-ascensao-da-multipolaridade-e-os-desafios-da-pluriversalidade-entrevista-especial-com-walter-mignolo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">modernidade&nbsp;<\/a>introduziu a l\u00f3gica das rela\u00e7\u00f5es de mercado na vida cotidiana, vendo o contrato social entre indiv\u00edduos livres como fundamento da sociedade, sem perceber que ele projeta para a ordem sociopol\u00edtica a mesma l\u00f3gica do mercado, onde prevalece sempre o mais forte ou eficiente. Seu fruto maduro \u00e9 a moderna sociedade de mercado que, ao concentrar o capital nas contas dos muito-ricos, leva a esta era de trevas que agora estamos!<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio abandonar o vi\u00e9s evolucionista que v\u00ea a comunidade como forma social de grupos \u201cprimitivos\u201d, para ent\u00e3o recuperar o paradigma da Sabedoria de Povos origin\u00e1rios ou tradicionais. Entend\u00ea-lo como uma Sabedoria fundada sobre a concep\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o entre sujeitos diferentes, sem d\u00favida, mas igualmente sujeitos. Dessa Sabedoria podem ser exemplos o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/186-noticias-2017\/571729-bem-viver-elemento-para-o-pos-capitalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sumak Kawsay&nbsp;<\/a>de povos andinos; o projeto&nbsp;<strong>Maia dos Carac\u00f3is<\/strong>, em&nbsp;<strong>Chiapas<\/strong>; a busca da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/539335-sao-sepe-tiaraju-o-guarani-da-terra-sem-males\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Terra sem males dos Guarani<\/a>; a mem\u00f3ria do Cristianismo primitivo anunciando o Reinado de Deus; a prega\u00e7\u00e3o de<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/614753-ha-125-anos-canudos-escancarou-dificuldades-do-brasil-rural\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;Ant\u00f4nio Conselheiro<\/a>&nbsp;em&nbsp;<strong>Canudos<\/strong>&nbsp;e tantas outras Sabedorias de povos origin\u00e1rios ou classes sociais que, embora nas periferias do sistema dominante, resistem \u00e0 opress\u00e3o e \u00e0 colonialidade. Entender o\/s paradigma\/s de pensamento desses povos, para refazer nosso paradigma a partir das rela\u00e7\u00f5es entre sujeitos diferentes, eis um grande desafio!<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo passado toda minha vida no interior do paradigma da<strong>&nbsp;modernidade colonialista<\/strong>, percebo minha incapacidade intelectual para aprender a pensar fora de seus limites. Ao escrever este texto, penso nas gera\u00e7\u00f5es mais novas que, sentindo na pr\u00f3pria pele os males que o antigo paradigma produziu e est\u00e1 produzindo, se arrisquem a pensar a realidade a partir de um paradigma mais humano e solid\u00e1rio. Cabe a essa gente das novas gera\u00e7\u00f5es \u201cdar a raz\u00e3o de nossa Esperan\u00e7a\u201d (1Pd 3,15).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/649720-mudancas-climaticas-entraram-numa-espiral-sem-controle-alerta-onu\"><br>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas entraram numa \u201cespiral sem controle\u201d, alerta ONU<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/649380-mudanca-climatica-aumenta-os-riscos-globais-de-extincao\">Mudan\u00e7a clim\u00e1tica aumenta os riscos globais de extin\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/627263-e-chocante-que-uma-empresa-lucre-us-161-bilhoes-com-combustiveis-fosseis\">\u2018\u00c9 chocante que uma empresa lucre US$ 161 bilh\u00f5es com combust\u00edveis f\u00f3sseis\u2019<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/615635-desigualdade-social-o-maior-problema-do-brasil\">Desigualdade social, o maior problema do Brasil<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/615108-bilionarios-aumentam-sua-riqueza-enquanto-a-desigualdade-se-torna-global\">Bilion\u00e1rios aumentam sua riqueza enquanto a desigualdade se torna global<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/614928-abismo-de-desigualdades\">Abismo de desigualdades<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/613912-desigualdade-deve-levar-pandemia-de-covid-19-a-se-arrastar-por-2022\">Desigualdade deve levar pandemia de covid-19 a \u2018se arrastar por 2022\u2019<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/613808-desigualdade-artigo-de-ladislau-dowbor\">Desigualdade. Artigo de Ladislau Dowbor<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/613085-brasil-esta-uma-maquina-de-gerar-desigualdade-diz-neri\">\u201cBrasil est\u00e1 uma m\u00e1quina de gerar desigualdade\u201d, diz Neri<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/652898-vozes-de-emaus-laudato-si-10-anos-memoria-e-apelo-artigo-de-afonso-murad\">Vozes de Ema\u00fas: Laudato Si&#8217; 10 anos: mem\u00f3ria e apelo. Artigo de Afonso Murad<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/652767-campos-de-concentracao-ontem-e-hoje\">Vozes de Ema\u00fas: Campos de concentra\u00e7\u00e3o ontem e hoje. Artigo de Ivo Lesbaupin<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/652673-vozes-de-emaus-dialogos-intergeracionais-e-decolonialidade-caminhos-e-perspectivas-artigo-de-rosemary-fernandes\">Vozes de Ema\u00fas: Di\u00e1logos intergeracionais e decolonialidade: caminhos e perspectivas. Artigo de Rosemary Fernandes<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/652468-vozes-de-emaus-leao-xiv-entre-as-inquietacoes-do-tempo-e-o-desejo-de-unidade-artigo-de-faustino-teixeira\">Vozes de Ema\u00fas: Le\u00e3o XIV: entre as Inquieta\u00e7\u00f5es do tempo e o desejo de Unidade. Artigo de Faustino Teixeira<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/652307-vozes-de-emaus-nada-sera-como-antes-os-desafios-da-era-digital-a-uma-pastoral-libertadora-artigo-de-magali-cunha\">Vozes de Ema\u00fas. Nada ser\u00e1 como antes: os desafios da era digital a uma pastoral libertadora. Artigo de Magali Cunha<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/652136-vozes-de-emaus-uma-palavra-para-riscar-de-nosso-vocabulario-identitarismo-artigo-de-claudio-de-oliveira-ribeiro\">Vozes de Ema\u00fas. Uma palavra para riscar de nosso vocabul\u00e1rio: identitarismo! Artigo de Claudio de Oliveira Ribeiro<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/651802-vozes-de-emaus-leao-xiv-a-abertura-do-pontificado-artigo-de-pedro-a-ribeiro-de-oliveira\">Vozes de Ema\u00fas: Le\u00e3o XIV: a abertura do pontificado. Artigo de Pedro A. Ribeiro de Oliveira<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/651796-vozes-de-emaus-cres-nisso-artigo-de-romi-marcia-bencke\">Vozes de Ema\u00fas: Cr\u00eas nisso? Artigo de Romi M\u00e1rcia Bencke<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/651479-vozes-de-emaus-psicologia-e-religiosidade-artigo-de-rosi-schwantes\">Vozes de Ema\u00fas: psicologia e religiosidade. Artigo de Rosi Schwantes<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/651224-vozes-de-emaus-desafios-e-perspectivas-das-teologias-pluralistas-da-libertacao-artigo-de-marcelo-barros\">Vozes de Ema\u00fas: desafios e perspectivas das teologias pluralistas da liberta\u00e7\u00e3o. Artigo de&nbsp;Marcelo Barros<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/651045-vozes-de-emaus-francisco-e-o-desafio-da-reverencia-pela-terra-artigo-de-faustino-teixeira\">Vozes de Ema\u00fas: Francisco e o desafio da rever\u00eancia pela Terra. Artigo de Faustino Teixeira<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/650739-vozes-de-emaus-francisco-um-homem-comum-artigo-de-faustino-teixeira\">Vozes de Ema\u00fas: Francisco, um homem comum. Artigo de Faustino Teixeira<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/650891-vozes-de-emaus-identidades-abertas-de-multiplas-pertencas-aprendentes-e-servidoras-e-o-nosso-compromisso-com-a-educacao-e-construcao-da-cultura-da-paz-artigo-de-edward-guimaraes\">Vozes de Ema\u00fas: identidades abertas, de m\u00faltiplas perten\u00e7as, aprendentes e servidoras e o nosso compromisso com a educa\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o da cultura da paz. Artigo de&nbsp;Edward Guimar\u00e3es<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/650552-vozes-de-emaus-os-documentos-de-santa-fe-e-o-perfil-religioso-da-america-latina-artigo-de-frei-betto\">Vozes de Ema\u00fas: os documentos de Santa F\u00e9 e o perfil religioso da Am\u00e9rica Latina. Artigo de Frei Betto<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/650430-vozes-de-emaus-continuando-a-carta-do-frei-betto-aos-bispos-artigo-de-tereza-cavalcanti\">Vozes de Ema\u00fas: continuando a carta do Frei Betto aos bispos. Artigo de Tereza Cavalcanti<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/650250-vozes-de-emaus-a-teologia-diante-do-sofrimento-do-povo-artigo-de-claudio-de-oliveira-ribeiro\">Vozes de Ema\u00fas: A teologia diante do sofrimento do povo. Artigo de Claudio de Oliveira Ribeiro<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/650113-vozes-de-emaus-artigo-de-faustino-teixeira\">Vozes de Ema\u00fas. Artigo de Faustino Teixeira<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Leia na \u00edntegra aqui:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/653056-vozes-de-emaus-criar-esperanca-nesta-era-de-trevas-artigo-de-pedro-a-ribeiro-de-oliveira\">https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/653056-vozes-de-emaus-criar-esperanca-nesta-era-de-trevas-artigo-de-pedro-a-ribeiro-de-oliveira<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VOZES DE EMA\u00daS \u2013 CRIAR ESPERAN\u00c7A NESTA ERA DE TREVAS. Por Pedro A. 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