{"id":14741,"date":"2025-09-24T14:47:38","date_gmt":"2025-09-24T17:47:38","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=14741"},"modified":"2025-09-28T15:49:23","modified_gmt":"2025-09-28T18:49:23","slug":"com-deus-abraao-e-lazaro-o-rico-nao-lc-1619-31-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/com-deus-abraao-e-lazaro-o-rico-nao-lc-1619-31-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"COM DEUS, ABRA\u00c3O E L\u00c1ZARO; O RICO, N\u00c3O (Lc 16,19-31). Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>COM DEUS, ABRA\u00c3O E L\u00c1ZARO; O RICO, N\u00c3O<\/strong> (Lc 16,19-31). Por Frei Gilvander Moreira<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>COM DEUS, ABRA\u00c3O E L\u00c1ZARO; O RICO, N\u00c3O (Lc 26,19-31): EVANGELHO P\/ AL\u00c9M DE TEMPLOS. Por Darlan e frei Gilvander<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_97361\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3Ur62jiUIgM?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/hqdefault.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14742\" width=\"701\" height=\"526\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/hqdefault.jpg 480w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/hqdefault-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 701px) 100vw, 701px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o Redes Virtuais<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A par\u00e1bola do rico e de L\u00e1zaro (que com maior propriedade deveria ser chamada \u201ca par\u00e1bola dos seis irm\u00e3os ricos\u201d) est\u00e1 no Evangelho de Lucas na se\u00e7\u00e3o que vai de Lc 9,51 a 19,27, que \u00e9 a viagem de Jesus e seus disc\u00edpulos\/as a Jerusal\u00e9m, e \u00e9 exclusiva de Lucas, n\u00e3o est\u00e1 nos Evangelhos de Mateus, Marcos e nem de Jo\u00e3o. Nessa \u201cviagem\u201d teol\u00f3gico-catequ\u00e9tica s\u00e3o apresentados os riscos e as exig\u00eancias do ser crist\u00e3o. A viagem de Jesus \u00e9, portanto, o caminho das comunidades, cujas op\u00e7\u00f5es e riscos s\u00e3o os mesmos do mestre galileu. A par\u00e1bola \u00e9, pois, um convite ao discernimento e ao compromisso com o projeto libertador de Jesus Cristo. \u00c9 uma provoca\u00e7\u00e3o. \u00c9 como um \u201cflash\u201d do final da caminhada. A viagem de Jesus culmina em Jerusal\u00e9m, onde Jesus ser\u00e1 condenado \u00e0 pena de morte pelos poderes pol\u00edtico-econ\u00f4mico-religioso, mas ressuscitar\u00e1 vitorioso no terceiro dia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como agir para possuir essa vida em plenitude? Qual ser\u00e1 o fim de quem n\u00e3o aceita viver e conviver partilhando, mas s\u00f3 acumulando bens, insistindo em se enriquecer? A par\u00e1bola se divide em duas partes: Lc 16,19-22 e Lc 16,23-31.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Lc 16,19-22, se mostra que a op\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9 pelos pobres.Come\u00e7a-se descrevendo duas situa\u00e7\u00f5es contrastantes. De um lado, o rico (= <em>plousios<\/em>, em grego) que esbanja luxo e requinte nas roupas finas e elegantes (literalmente: p\u00farpura e linho, que eram artigos de luxo importados da Fen\u00edcia e do Egito) e no teor de vida (banquetes di\u00e1rios). De outro lado, L\u00e1zaro, que tem seu ponto de mendic\u00e2ncia junto \u00e0 porta do rico. A situa\u00e7\u00e3o do pobre \u00e9 de total marginalidade: est\u00e1 coberto de feridas (considerado impuro, cf. J\u00f3 2,7-8) e faminto. Tinha necessidade de matar a fome com o que ca\u00eda da mesa do rico (Lc 16,21), isto \u00e9, <em>\u201cn\u00e3o as migalhas que ca\u00edam no ch\u00e3o, mas peda\u00e7os de p\u00e3o que se usavam para limpar os pratos e enxugar as m\u00e3os e que depois se atiravam para debaixo da mesa. Como L\u00e1zaro queria saciar a fome com aquilo!\u201d<\/em><a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>&nbsp; L\u00e1zaro \u00e9 considerado um \u201cc\u00e3o\u201d, impuro como os c\u00e3es que v\u00eam lamber-lhe as feridas (Lc 16,21).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ferido no corpo e na dignidade, brutalmente exclu\u00eddo, ele encontra solidariedade em Deus. De fato, \u00e9 o \u00fanico, em todas as par\u00e1bolas, a ter nome. O nome L\u00e1zaro significa \u201cDeus ajuda\u201d. Deus optou por ele.<\/p>\n\n\n\n<p>A morte nivela todos\/as, mas o p\u00f3s-morte \u00e9 bem diferente: L\u00e1zaro \u00e9 levado pelos anjos para junto de Abra\u00e3o (Lc 16,22), isto \u00e9, torna-se \u00edntimo daquele que foi solid\u00e1rio com o mais fraco (cf. Gn 13,5-12). Na par\u00e1bola, Abra\u00e3o representa Deus, pai e m\u00e3e de infinito amor, que acolhe os empobrecidos, por amor e porque se comove com o sofrimento deles (Ex 3,7-9).<\/p>\n\n\n\n<p>Em Lc 16,23-31 nos \u00e9 narrado que os ricos cavam para si um abismo intranspon\u00edvel. A situa\u00e7\u00e3o se inverteu: o rico est\u00e1 em tormentos e L\u00e1zaro junto de Abra\u00e3o, na gl\u00f3ria. Inicia, ent\u00e3o, um di\u00e1logo entre Abra\u00e3o e o rico. Este, por tr\u00eas vezes, chama Abra\u00e3o de pai (Lc 16,24.27.30) e Abra\u00e3o o reconhece como filho (Lc 16,25). Contudo, a filia\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 suficiente para obter a salva\u00e7\u00e3o. Importa, antes, uma pr\u00e1tica que espelhe a miseric\u00f3rdia e a solidariedade testemunhada por Abra\u00e3o. Em Gen 18,1-15 narra-se Abra\u00e3o sendo hospitaleiro com tr\u00eas homens, acolhendo-os e partilhando com eles o que tinha: acolhida, \u00e1gua e p\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O rico faz dois pedidos. O primeiro \u00e9 que L\u00e1zaro molhe a ponta do dedo para refrescar a l\u00edngua do rico (Lc 16,24). Grande ironia: Para quem estava acostumado a grandes banquetes di\u00e1rios, basta agora uma gota d\u2019\u00e1gua! O pedido \u00e9 recusado porque <em>\u201ch\u00e1 um grande abismo entre n\u00f3s: por mais que algu\u00e9m desejasse, n\u00e3o poderia passar daqui para junto de voc\u00eas, e nem os da\u00ed poderiam atravessar at\u00e9 n\u00f3s\u201d<\/em> (Lc 16,26). O \u00fanico poder que Deus tem \u00e9 o de amar. N\u00e3o \u00e9 Deus que cria o inferno. Ao se escravizar na l\u00f3gica do enriquecimento, o rico mata em si a capacidade de amar.<\/p>\n\n\n\n<p>Pergunta-se: quem construiu a impossibilidade de comunh\u00e3o entre o rico e L\u00e1zaro, a n\u00e3o ser o pr\u00f3prio rico que o ignorou todos os dias? (cf. Lc 14,13-14: \u201c<em>Quando voc\u00ea der uma festa, convide os pobres, estropiados, coxos, cegos; voc\u00ea ser\u00e1 feliz, ent\u00e3o, porque eles n\u00e3o t\u00eam com que retribuir. Voc\u00ea, por\u00e9m, ser\u00e1 recompensado na ressurrei\u00e7\u00e3o dos justos<\/em>\u201d). \u00c9 oportuno lembrar que esse rico leva \u00e0 radicalidade o sistema econ\u00f4mico das cidades subserviente aos interesses do imp\u00e9rio romano escravocrata, no tempo de Jesus. Baseado na concentra\u00e7\u00e3o e na acumula\u00e7\u00e3o de bens, esse sistema gerava uma massa de exclu\u00eddos: mendigos, prostitutas, desempregados, bandidos que saqueiam para n\u00e3o morrer de fome. Ao passo que o sistema econ\u00f4mico das aldeias, no campo, com origem ancestral de povos e comunidades tradicionais, baseado na solidariedade e na partilha, impedia que algu\u00e9m ca\u00edsse na marginalidade e exclus\u00e3o. A economia de Francisco e Clara proposta por movimento criado pelo papa Francisco est\u00e1 em profunda sintonia com o modelo de economia proposto no Evangelho de Lucas: economia da partilha e da solidariedade, da coopera\u00e7\u00e3o e n\u00e3o da competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito importante perceber um detalhe na resposta de Abra\u00e3o: ele se dirige ao rico na terceira pessoa do plural: voc\u00eas\u2026 n\u00e3o poderiam atravessar\u2026 Isso denota que o rico n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3. Outros o precederam no projeto de acumular bens gananciosamente. Al\u00e9m da acumula\u00e7\u00e3o de riqueza pela explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho do trabalhador pagando sal\u00e1rio injusto, do lucro exorbitante no com\u00e9rcio, o rico tamb\u00e9m, muitas vezes, herdou riqueza, que passa de pai para filho. Sempre houve ricos cujo caminho jamais cruzou com o dos pobres. Todos tiveram o mesmo destino!<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo pedido \u00e9 que L\u00e1zaro seja enviado aos cinco irm\u00e3os do rico como testemunho, para que n\u00e3o tenham o mesmo fim (Lc 16,28). Abra\u00e3o responde dizendo que a Lei e os Profetas s\u00e3o suficientes para convenc\u00ea-los (Lc 16,29). De fato, a Lei e os Profetas (isto \u00e9, todo o Antigo Testamento) exigiam igualdade e fraternidade entre todos\/as. E L\u00e1zaro n\u00e3o era certamente o \u00fanico pobre a agu\u00e7ar-lhes a consci\u00eancia (cf. Dt 15,11: <em>\u201cAbra a m\u00e3o em favor do seu irm\u00e3o, do seu indigente e do seu pobre na terra onde voc\u00ea mora\u201d<\/em>. Portanto, os cinco irm\u00e3os n\u00e3o t\u00eam desculpas.<\/p>\n\n\n\n<p>O rico n\u00e3o se convence. Cr\u00ea sejam necess\u00e1rios sinais extraordin\u00e1rios, como a ressurrei\u00e7\u00e3o de um morto, para que os irm\u00e3os se convertam (Lc 16,30). A resposta de Abra\u00e3o \u00e9 taxativa: a ressurrei\u00e7\u00e3o de um morto n\u00e3o ser\u00e1 capaz de sensibilizar os ricos, se n\u00e3o forem sens\u00edveis aos apelos de Mois\u00e9s e dos Profetas. A afirma\u00e7\u00e3o insinua que a pr\u00f3pria ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus ser\u00e1 para eles in\u00fatil, caso n\u00e3o abram a m\u00e3o e o cora\u00e7\u00e3o ao necessitado. \u00c9 bom recordar que parte dos fariseus acreditavam na ressurrei\u00e7\u00e3o, mas os saduceus n\u00e3o acreditavam na ressurrei\u00e7\u00e3o. Por isso se empanturravam acumulando bens e poder, gozando vida no luxo \u00e0 custa da explora\u00e7\u00e3o do povo. A Teologia da Prosperidade e do Dom\u00ednio contam essa par\u00e1bola ao inverso. Diz que havia o rico e o pobre. E Deus aben\u00e7oava e fazia festa com o rico e desconhecia e ignorava L\u00e1zaro. Dizer isso n\u00e3o \u00e9 fazer teologia, mas reproduzir ideologia que mascara a realidade de explora\u00e7\u00e3o envolta nas rela\u00e7\u00f5es sociais entre ricos e pobres. Que Deus seria esse? Um \u00eddolo. De que lado a Igreja e todos n\u00f3s devemos nos colocar? Obviamente, ao lado de quem defende a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade com justi\u00e7a econ\u00f4mica que viabilize condi\u00e7\u00f5es de vida digna para todas as pessoas e para todos os seres vivos, sem rela\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Estar\u00e3o, portanto, os hodiernos irm\u00e3os do rico irremediavelmente perdidos? Eis, ent\u00e3o, que voltamos ao tema da viagem de Jesus a Jerusal\u00e9m, que nos diz que \u00e9 necess\u00e1rio discernimento. De fato, permanecendo insens\u00edveis, como os gananciosos fariseus, \u201camigos do dinheiro\u201d (cf. Lc 16,14), seu caminho jamais se identificar\u00e1 com o de Jesus, e n\u00e3o participar\u00e3o do Reino divino. Mas se assumirem as op\u00e7\u00f5es de Jesus, partilhando seus bens, como fez o administrador que se tornou justo, o da par\u00e1bola de Lc 16,1-13, possuir\u00e3o a vida (cf. o ideal da comunidade crist\u00e3 em At 2,42-47: a partilha de bens leva \u00e0 vida para todos\/as; At 5,1-11: ambi\u00e7\u00e3o e ac\u00famulo geram morte). \u00c9 preciso discernir e se posicionar no acolhimento e defesa dos empobrecidos, j\u00e1, antes que seja tarde.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualizando esta par\u00e1bola para nossa realidade atual, observamos que o sistema capitalista induz, seduz e atrai como im\u00e3 as pessoas para absolutizarem a propriedade privada capitalista e viver correndo atr\u00e1s de acumular riqueza e poder, o que exige explorar a classe trabalhadora e camponesa pagando sal\u00e1rios injustos, comercializando com pre\u00e7os exorbitantes, sonegando impostos e naturalizando o direito de heran\u00e7a, tudo isso como mecanismos que reproduzem as brutais desigualdades socioecon\u00f4mica levando \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de riqueza e poder em 1% da popula\u00e7\u00e3o e deixando 99% cada vez mais injusti\u00e7ado e exclu\u00eddo. O rico da par\u00e1bola integra esta l\u00f3gica que desumaniza as pessoas e cria um abismo intranspon\u00edvel entre os pobres e ricos. A par\u00e1bola de Lc 16,19-31 diz nas entrelinhas que acumula\u00e7\u00e3o de bens n\u00e3o tem a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus, \u00e9 algo totalmente contradit\u00f3rio com o projeto de Evangelho de Jesus Cristo. Por isso com Deus est\u00e3o Abra\u00e3o e L\u00e1zaro; o rico, n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso abrir os olhos para ver a realidade que nos cerca, e os nossos ouvidos para ouvir o clamor de tantos &#8220;L\u00e1zaros&#8221; feridos, sofredores, exclu\u00eddos, injusti\u00e7ados, humilhados, superexplorados! \u00c9 isto que Deus, mist\u00e9rio de infinito amor, espera de n\u00f3s,&nbsp;como exig\u00eancia da f\u00e9: a op\u00e7\u00e3o pelos pobres, a luta pela vida com dignidade para todas as pessoas, assim como fez Jesus.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>24\/09\/25.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; assessor da CPT, CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; autor de livros e artigos. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\/\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Canal no you tube: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@freigilvander\">https:\/\/www.youtube.com\/@freigilvander<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp; &nbsp;No instagram: @gilvanderluismoreira &#8211;&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III \u2013 No <a href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@frei.gilvander.moreira\">https:\/\/www.tiktok.com\/@frei.gilvander.moreira<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> J. Jeremias, <em>As par\u00e1bolas de Jesus<\/em>, Paulus, S\u00e3o Paulo, 5\u00aa ed., 1986, p. 185.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>COM DEUS, ABRA\u00c3O E L\u00c1ZARO; O RICO, N\u00c3O (Lc 16,19-31). Por Frei Gilvander Moreira[1] COM DEUS, ABRA\u00c3O E L\u00c1ZARO; O RICO, N\u00c3O (Lc 26,19-31): EVANGELHO P\/ AL\u00c9M DE TEMPLOS. 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