{"id":15119,"date":"2026-07-31T20:39:18","date_gmt":"2026-07-31T23:39:18","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=15119"},"modified":"2026-08-01T08:27:05","modified_gmt":"2026-08-01T11:27:05","slug":"partilha-de-paes-e-ceia-de-jesus-projeto-anticapitalista-mt-1413-21","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/partilha-de-paes-e-ceia-de-jesus-projeto-anticapitalista-mt-1413-21\/","title":{"rendered":"PARTILHA DE P\u00c3ES E CEIA DE JESUS: PROJETO ANTICAPITALISTA (Mt 14,13-21)"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Frei Gilvander <\/p>\n\n\n\n<p><strong>PARTILHA DE P\u00c3ES E CEIA DE JESUS: PROJETO ANTICAPITALISTA (Mt 14,13-21)<\/strong> &#8211; Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-2-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15120\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-2-1024x1024.png 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-2-300x300.png 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-2-150x150.png 150w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-2-768x768.png 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-2.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reprodu\u00e7\u00e3o Redes Virtuais<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Vamos refletir sobre e a partir do evangelho de Mateus 14,13-21, que fala da partilha dos p\u00e3es, tem rela\u00e7\u00e3o com a ceia de Jesus e nos convida a pensar sobre seguran\u00e7a e soberania alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Faz bem recordarmos que nos quatro Evangelhos da B\u00edblia, a narrativa da partilha dos p\u00e3es aparece seis vezes. Est\u00e1 presente duas vezes no Evangelho de Marcos, duas vezes no Evangelho de Mateus, uma vez no Evangelho de Lucas e outra no Evangelho de Jo\u00e3o. Segundo os biblistas, quando um tema se repete tantas vezes, significa que ele \u00e9 nevr\u00e1lgico, central, uma verdadeira coluna mestra da vida crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>A narrativa sobre a partilha de p\u00e3es em Mt 14,13-21 vem logo depois do chamado &#8220;banquete da morte&#8221;, quando o rei Herodes, um rei carrasco, tir\u00e2nico, ditador e militarista, mandou degolar Jo\u00e3o Batista (Mt 14,1-2).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ouvir essa not\u00edcia, Jesus vai para o deserto. \u00c9 importante lembrar que o deserto, aqui, n\u00e3o faz refer\u00eancia apenas a um lugar geogr\u00e1fico. No sentido b\u00edblico e teol\u00f3gico, o deserto \u00e9 o lugar do reencontro com Deus e com as fontes mais aut\u00eanticas da miss\u00e3o. O profeta Jo\u00e3o Batista iniciou sua miss\u00e3o no deserto, propondo um batismo de convers\u00e3o que implicava tamb\u00e9m diminuir as desigualdades sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi tamb\u00e9m no deserto que o povo, libertando-se das garras do imperialismo dos fara\u00f3s, caminhava rumo \u00e0 Terra Prometida. Diante da fome do povo, Deus enviou o man\u00e1, mas para ser repartido com duas regras muito importantes: a) Ningu\u00e9m podia acumular. Cada pessoa deveria recolher apenas o necess\u00e1rio para aquele dia. N\u00e3o podia guardar para o dia seguinte, muito menos para a semana seguinte; b) Aquilo que sobrasse deveria ser partilhado com os vizinhos. Portanto, ir para o deserto significa, portanto, reconectar-se com as fontes originais da vida crist\u00e3 e continuar a profecia.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o Evangelho de Mateus diz que Jesus vai para o deserto, est\u00e1 dizendo, em outras palavras: &#8220;Vou continuar a miss\u00e3o do profeta Jo\u00e3o Batista. Mataram Jo\u00e3o Batista, mas a profecia n\u00e3o morreu. Vamos continuar empunhando a bandeira da profecia e nos reconectando com essa experi\u00eancia libertadora do passado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O Evangelho apresenta um processo bel\u00edssimo, ao qual precisamos prestar muita aten\u00e7\u00e3o. Tudo come\u00e7a quando Jesus sai do barco e v\u00ea a multid\u00e3o. Jesus n\u00e3o permanece acomodado, \u201csentado numa poltrona, com a boca aberta, esperando a morte chegar\u201d, como cantava Raul Seixas. Jesus sai do barco e v\u00ea a multid\u00e3o. Em seguida, Jesus se comove.<\/p>\n\n\n\n<p>Devemos pedir sempre ao Deus, mist\u00e9rio de infinito amor, que nunca nos deixe perder a capacidade de nos comover com a dor do outro, de cultivar a empatia, principalmente com rela\u00e7\u00e3o aos mais injusti\u00e7ados\/as.<\/p>\n\n\n\n<p>O Evangelho diz que Jesus acolhe o povo, cura os doentes e cuida das primeiras necessidades. Mas, em meio \u00e0 realidade, aparecem tamb\u00e9m as contradi\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o chegam alguns disc\u00edpulos e prop\u00f5em: \u201cJesus, despe\u00e7a essa multid\u00e3o para que v\u00e1 aos povoados comprar comida, porque aqui n\u00e3o temos p\u00e3o suficiente para alimentar todo esse povo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus respondeu: N\u00e3o! Voc\u00eas n\u00e3o podem dar uma de Pilatos, omitindo-se e lavando as m\u00e3os. Quem se omite diante do mal causado pela estrutura socioecon\u00f4mica e pol\u00edtica da nossa sociedade torna-se c\u00famplice. E Jesus diz: \u201cVoc\u00eas mesmos devem alimentar o povo faminto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mas como vamos fazer isso? No Evangelho de Jo\u00e3o aparece um di\u00e1logo muito interessante. O disc\u00edpulo Filipe diz: \u201cN\u00f3s n\u00e3o temos duzentos den\u00e1rios para comprar p\u00e3o.\u201d Jesus mostra que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 no mercado, muito menos na idolatria do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o surge outra proposta. O disc\u00edpulo Andr\u00e9, segundo o Evangelho de Jo\u00e3o, diz: \u201cH\u00e1 aqui uma crian\u00e7a que tem cinco p\u00e3es e dois peixinhos.\u201d A crian\u00e7a partilhou e se tornou o centro das aten\u00e7\u00f5es. Ou seja, Jesus prop\u00f5e a pedagogia da partilha para enfrentar esse problema grav\u00edssimo: a brutal injusti\u00e7a social que leva o povo \u00e0 fome.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos s\u00e9culos houve e ainda atualmente existe leitura muito fundamentalista da B\u00edblia por parte de v\u00e1rios grupos religiosos. E, nessa leitura, costuma-se falar em &#8220;multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es&#8221;, como se tivesse acontecido uma m\u00e1gica, um simples estalar de dedos, e os p\u00e3es tivessem se multiplicado. Mas n\u00e3o \u00e9 exatamente isso que a B\u00edblia nos apresenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra &#8220;multiplica\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o aparece em nenhum dos quatro Evangelhos da B\u00edblia. O que encontramos \u00e9 a partilha, \u00e9 repartir. Quando o p\u00e3o \u00e9 partilhado, ele se multiplica, porque foi repartido, e n\u00e3o porque aconteceu uma m\u00e1gica. O centro da narrativa est\u00e1 na reparti\u00e7\u00e3o, na partilha. O segredo est\u00e1 em repartir.<\/p>\n\n\n\n<p>O Frei Carlos Mesters, nosso grande biblista, costuma pedir que imaginemos a cena. H\u00e1 uma crian\u00e7a com cinco p\u00e3ezinhos e dois peixinhos. Quando Jesus prop\u00f5e a partilha, essa crian\u00e7a tira da mochila aquilo que possui e coloca tudo em comum. Esse gesto certamente tocou profundamente as pessoas que estavam ao redor. Ent\u00e3o, cada um come\u00e7ou a compartilhar o pouco que tinha. E, quando todos \u2014 ou pelo menos a maioria \u2014 repartem o pouco que possuem, o pouco que sabem e at\u00e9 o pouco que s\u00e3o, acontece aquilo que chamamos de milagre.<\/p>\n\n\n\n<p>O milagre n\u00e3o \u00e9 um ato m\u00e1gico, como se Jesus tivesse um superpoder que anulasse as leis da natureza. O fil\u00f3sofo e te\u00f3logo medieval Tom\u00e1s de Aquino dizia: &#8220;A gra\u00e7a sup\u00f5e a natureza.&#8221; Ou seja, \u00e9 nas rela\u00e7\u00f5es humanas e sociais que o milagre acontece. O milagre acontece em uma teia, uma rede formada por muitos gestos de solidariedade que v\u00e3o transfigurando a realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No quarto Evangelho, quando se fala da partilha dos p\u00e3es, o evangelista nem utiliza a palavra &#8220;milagre&#8221;, mas em sinal.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando h\u00e1 partilha, o problema da fome come\u00e7a a ser superado. Outra beleza desse Evangelho \u00e9 que Jesus toma os cinco p\u00e3es e os dois peixes e os aben\u00e7oa. Esse gesto estabelece uma profunda liga\u00e7\u00e3o entre a partilha dos p\u00e3es e a Ceia Eucar\u00edstica. A primeira Ceia Eucar\u00edstica aconteceu durante uma refei\u00e7\u00e3o. Jesus tomou o p\u00e3o e o vinho, aben\u00e7oou-os e disse: \u201cTomai todos e comei.\u201d \u201cTomai todos e bebei.\u201d \u00c9 um convite dirigido a todos, sem exclus\u00e3o. Jesus n\u00e3o disse: &#8220;Adorai, adorai, adorai.&#8221; Ele disse: &#8220;Tomai, comei, bebei.&#8221; Ou seja, tomar, repartir e partilhar.<\/p>\n\n\n\n<p>A gente v\u00ea uma rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre a Ceia Eucar\u00edstica e a partilha, o repartir do p\u00e3o, como caminho para superar a fome. Nesse sentido, podemos dizer que este Evangelho \u00e9 eminentemente anticapitalista, porque a l\u00f3gica da estrutura capitalista \u00e9 a da acumula\u00e7\u00e3o, da concentra\u00e7\u00e3o de riquezas, de bens e de poder. Aqui, Jesus prop\u00f5e exatamente o contr\u00e1rio: repartir e partilhar.<\/p>\n\n\n\n<p>E isso \u00e9 profundamente revolucion\u00e1rio, porque significa \u201cp\u00e3o em todas as mesas\u201d, como canta Z\u00e9 Vicente. E, levando em conta que o cristianismo \u00e9 uma religi\u00e3o hist\u00f3rica, situada no tempo e no espa\u00e7o, precisamos refletir sobre esse Evangelho \u00e0 luz da realidade da fome no mundo de hoje, que continua sendo uma injusti\u00e7a grav\u00edssima. Recentemente, a ONU publicou um relat\u00f3rio com dados alarmantes sobre a fome. Os impactos econ\u00f4micos, sociais e clim\u00e1ticos desse problema s\u00e3o enormes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, como podemos compreender, hoje, essa pedagogia da partilha que Jesus prop\u00f4s e viveu? E como podemos coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica para caminhar na dire\u00e7\u00e3o da supera\u00e7\u00e3o desse problema t\u00e3o grave que \u00e9 a fome no mundo?<\/p>\n\n\n\n<p>Este evangelho da partilha de p\u00e3es e da ceia eucar\u00edstica interpela nossas consci\u00eancias e nos ajuda a superar um grande div\u00f3rcio que foi acontecendo entre a dimens\u00e3o da f\u00e9 e a dimens\u00e3o social da vida; entre o espiritual e o material. Este Evangelho, que est\u00e1 profundamente ligado \u00e0 Ceia de Jesus, mostra que o espiritual est\u00e1 inseparavelmente unido ao social. Est\u00e1 tudo relacionado. Infelizmente, hoje, na Igreja Cat\u00f3lica e tamb\u00e9m, em grande medida, nas outras Igrejas crist\u00e3s, ocorreu uma separa\u00e7\u00e3o. Por um lado, busca-se uma rela\u00e7\u00e3o com Deus marcada por certo verticalismo e espiritualismo, muitas vezes sustentados por vis\u00f5es fundamentalistas e moralistas, como se fosse poss\u00edvel cultivar uma rela\u00e7\u00e3o aut\u00eantica com Deus totalmente desvinculada das rela\u00e7\u00f5es humanas e sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Este evangelho da partilha de p\u00e3es nos diz exatamente o contr\u00e1rio. N\u00e3o podemos reduzir a Ceia Eucar\u00edstica, a Missa, a um simples ato de devo\u00e7\u00e3o ou de ora\u00e7\u00e3o diante da eucaristia. N\u00e3o basta pensar: &#8220;Vou receber o p\u00e3o e o vinho consagrados; isso vai me alimentar espiritualmente e pronto.&#8221; N\u00e3o. O cora\u00e7\u00e3o da Eucaristia \u00e9 a partilha. \u00c9 repartir o p\u00e3o e repartir tamb\u00e9m a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas primeiras comunidades crist\u00e3s, por exemplo, na Primeira Carta aos Cor\u00edntios, o ap\u00f3stolo Paulo recorda as palavras de Jesus: <em>&#8220;Fazei isto em mem\u00f3ria de mim.&#8221;<\/em> Fazer o qu\u00ea? N\u00e3o \u00e9 simplesmente participar da Missa e receber a h\u00f3stia consagrada. \u00c9 fazer aquilo que Jesus fez: doar a vida para que todos e todas tenham vida em abund\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus testemunhou um modo de viver que levava as pessoas a repartir o p\u00e3o, a romper com a l\u00f3gica da acumula\u00e7\u00e3o e da concentra\u00e7\u00e3o e a viver a partilha, inclusive doando a pr\u00f3pria vida em favor dos outros. Por isso, este Evangelho toca o cerne da vida crist\u00e3. Ele nos chama a uma pr\u00e1tica profundamente transformadora. Infelizmente, o que vemos hoje \u00e9 justamente o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisas mostram que uma parcela muito pequena da popula\u00e7\u00e3o mundial concentra a maior parte das riquezas, enquanto cresce o abismo entre ricos e pobres. Por isso, participar da Eucaristia \u00e9 uma gra\u00e7a imensa, mas tamb\u00e9m uma imensa responsabilidade, pois pela doa\u00e7\u00e3o da sua vida Jesus nos convida ao compromisso com a constru\u00e7\u00e3o do reinado divino aqui e agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m deveria ser impedido de participar da mesa eucar\u00edstica por crit\u00e9rios meramente moralistas. Mas quem participa da Eucaristia \u00e9 tamb\u00e9m chamado a viver uma din\u00e2mica permanente de partilha. Isso significa repartir no cotidiano, no &#8220;varejo&#8221;, ajudando quem passa necessidade, mas significa tamb\u00e9m comprometer-se com as pastorais sociais e com os movimentos sociais do campo e da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Significa lutar para que a terra seja partilhada e deixe de ser apenas mercadoria; para que os povos origin\u00e1rios e as comunidades tradicionais tenham seus territ\u00f3rios garantidos; para que a agricultura priorize a produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis para o povo, e n\u00e3o apenas de <em>commodities<\/em> destinadas ao lucro.<\/p>\n\n\n\n<p>Este Evangelho \u00e9 profundamente espiritual e, ao mesmo tempo, profundamente transformador. Ele nos pergunta:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em qual caminho estou colocando a minha vida? No caminho da acumula\u00e7\u00e3o, da concentra\u00e7\u00e3o e do egocentrismo? Ou no caminho eucar\u00edstico da partilha, da solidariedade e da reparti\u00e7\u00e3o, para que o bem comum gere vida digna para todos?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Somos chamados tamb\u00e9m a viver a f\u00e9 que Jesus viveu, o que significa construir caminhos de justi\u00e7a social, para que todos tenham o que comer, todos possam participar da mesa e todos tenham acesso aos recursos necess\u00e1rios para viver com dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mt 14,13-21: CEIA DE JESUS E SEGURAN\u00c7A ALIMENTAR. EVANGELHO PARA AL\u00c9M DOS TEMPLOS, N\u00ba 120<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_60747\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kWMnvA6-eoU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; assessor da CPT, CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; autor de diversos livros e artigos. Email:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\/\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Canal no You Tube:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@freigilvander\">https:\/\/www.youtube.com\/@freigilvander<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp; &nbsp;No Instagram: @gilvanderluismoreira \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III \u2013 No&nbsp;Tiktok: <a href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@frei.gilvander.moreira\">https:\/\/www.tiktok.com\/@frei.gilvander.moreira<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Frei Gilvander PARTILHA DE P\u00c3ES E CEIA DE JESUS: PROJETO ANTICAPITALISTA (Mt 14,13-21) &#8211; Por Frei Gilvander Moreira[1] Vamos refletir sobre e a partir do evangelho de Mateus 14,13-21, que fala da partilha dos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15120,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,22,44,27,30,43,26,18],"tags":[],"class_list":["post-15119","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-cebs-comunidades-eclesiais-de-base","category-direito-a-memoria","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15119"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15119\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15126,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15119\/revisions\/15126"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15120"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}