{"id":15165,"date":"2026-09-05T07:19:15","date_gmt":"2026-09-05T10:19:15","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=15165"},"modified":"2026-09-05T07:19:15","modified_gmt":"2026-09-05T10:19:15","slug":"na-defesa-da-terra-da-paz-e-da-moradia-erguemos-a-voz-mulheres-vivas-e-soberania-por-marcelo-barros","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/na-defesa-da-terra-da-paz-e-da-moradia-erguemos-a-voz-mulheres-vivas-e-soberania-por-marcelo-barros\/","title":{"rendered":"\u201cNa defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!\u201d &#8211; Por Marcelo Barros"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u201cNa defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!\u201d &#8211; Por Marcelo Barros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Capa-Site-2026-07-19T105729.475-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15166\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Capa-Site-2026-07-19T105729.475-1024x576.jpg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Capa-Site-2026-07-19T105729.475-300x169.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Capa-Site-2026-07-19T105729.475-768x432.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Capa-Site-2026-07-19T105729.475.jpg 1366w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cNa defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!\u201d Este \u00e9 o lema escolhido para o 32\u00ba Grito dos Exclu\u00eddos e Exclu\u00eddas, que, nesse 7 de setembro, &nbsp;tomar\u00e1 as ruas das principais cidades brasileiras. De fato, nesse momento que vivemos no Brasil,&nbsp; nenhuma outra palavra traduziria t\u00e3o bem o tema permanente do Grito que \u00e9 \u201c<em>Vida em primeiro lugar\u201d.<\/em> De fato, a vida humana e a vida da M\u00e3e-Terra est\u00e3o mais amea\u00e7adas e em perigo, do que quando fizemos o 1\u00ba Grito dos Exclu\u00eddos em 1995, depois da 2\u00aa Semana Social Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, tornou-se uma tradi\u00e7\u00e3o que as comemora\u00e7\u00f5es do dia da independ\u00eancia pol\u00edtica do Brasil n\u00e3o se limitem mais a desfiles militares ou de colegiais imitando soldados, sob o toque de tambores e bandas marciais. No dia da independ\u00eancia, precisamos recordar que n\u00e3o se pode dissociar a p\u00e1tria e o povo. O Brasil s\u00f3 ser\u00e1 verdadeiramente livre e independente, quando todos os filhos e filhas dessa terra tiverem assegurados os seus direitos \u00e0 vida, \u00e0 justi\u00e7a ecossocial, \u00e0 dignidade e a paz. S\u00f3 assim, tamb\u00e9m, poderemos garantir os direitos da M\u00e3e-Terra e da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, nas mais diversas regi\u00f5es do pa\u00eds, o Grito dos Exclu\u00eddos e Exclu\u00eddas convoca todo o povo. Re\u00fane pessoas, igrejas, grupos religiosos de diversas tradi\u00e7\u00f5es espirituais, movimentos e organiza\u00e7\u00f5es populares, para denunciar as injusti\u00e7as socioambientais e as mais diversas formas de viol\u00eancia e atentado contra a vida, que ainda ocorrem no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um processo que ocorre em meio a muitas dores e lutas, mas tamb\u00e9m conta com alguns ganhos e vit\u00f3rias. Por isso, o Grito dos Exclu\u00eddos e Exclu\u00eddas quer tamb\u00e9m celebrar a for\u00e7a da resist\u00eancia, as lutas e conquistas do nosso povo. O Grito re\u00fane os gritos de den\u00fancias e reivindica\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m de celebra\u00e7\u00e3o e de festa, que, de certa forma, j\u00e1 antecipam vit\u00f3rias maiores e mais definitivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste 32\u00ba Grito dos Exclu\u00eddos e Exclu\u00eddas, o lema \u201c<em>Em defesa da Terra, da Paz e da Moradia\u201d<\/em> toma import\u00e2ncia maior nesse contexto de campanha eleitoral. Todos sabemos que, nela, n\u00e3o votaremos apenas em pessoas para assumirem o poder executivo e o legislativo, no pa\u00eds e nos estados. De fato, no nosso voto, o que est\u00e1 em jogo \u00e9 a democracia, mesmo fr\u00e1gil e incompleta, que conseguimos garantir. Votaremos pela soberania nacional, diante de um imp\u00e9rio, ligado \u00e0s grandes corpora\u00e7\u00f5es internacionais de direita e que tem conquistado o poder, em v\u00e1rios pa\u00edses, nossos vizinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como lutar por terra, paz e moradia, sem erguer nossas vozes e empenhar todos os esfor\u00e7os para combater a viol\u00eancia contra a mulher e garantir igualdade de g\u00eaneros em todos os \u00e2mbitos da vida. O lema desse grito \u201c<em>Mulheres Vivas e Soberania<\/em>!\u201d traduz a exig\u00eancia de uma mudan\u00e7a radical na cultura patriarcal e machista, ainda t\u00e3o fortemente enraizada entre n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>O Grito dos Exclu\u00eddos e Exclu\u00eddas \u00e9 express\u00e3o de um tempo no qual a maioria da hierarquia cat\u00f3lica no Brasil ainda compreendia a miss\u00e3o da Igreja como servi\u00e7o prof\u00e9tico para a transforma\u00e7\u00e3o do mundo. Quem olha como se comporta atualmente a maior parte da hierarquia eclesi\u00e1stica e do clero tem dificuldade de acreditar que a proposta do primeiro Grito tenha vindo da CNBB. Infelizmente, hoje, grande parte da hierarquia e do clero separa de novo f\u00e9 e vida, espiritualidade e compromisso social e pol\u00edtico. E, assim, torna-se natural que o imp\u00e9rio e suas organiza\u00e7\u00f5es consigam inundar os meios sociais de comunica\u00e7\u00e3o e as redes virtuais com ap\u00f3stolos da religi\u00e3o devocional, reduzida ao culto e \u00e0 idolatria do poder hier\u00e1rquico.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, as manifesta\u00e7\u00f5es populares promovidas pela maioria do clero e da hierarquia cat\u00f3lica s\u00e3o marchas \u201cpela vida\u201d, vida, ali, compreendida como defesa do feto ainda n\u00e3o nascido, quando, ao lado, uma multid\u00e3o de gente viva, de todas as idades, continua, diariamente, exclu\u00edda da sociedade. A maioria do clero prioriza festas devocionais que se multiplicam, como na \u00e9poca de nossas av\u00f3s e ignoram a renova\u00e7\u00e3o eclesial proposta pelo Conc\u00edlio Vaticano II e aqui na Am\u00e9rica Latina, pela confer\u00eancia episcopal de Medell\u00edn (1968). \u201cNada de novo, debaixo do sol\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns lugares do interior, ainda aparecem nas portas dos estabelecimentos comerciais a placa: precisam-se de trabalhadores ou trabalhadoras. Hoje, precisar\u00edamos fixar nas portas de nossas igrejas e catedrais: Precisamos de profetas!<\/p>\n\n\n\n<p>Essa atual orfandade das pastorais sociais e do Grito dos Exclu\u00eddos, pode, contraditoriamente, trazer uma vantagem: garantir para o grito e para todo o servi\u00e7o pastoral da f\u00e9 uma dimens\u00e3o laical que \u00e9 mais coerente com o evangelho de Jesus. Este sempre agiu para al\u00e9m do templo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa dimens\u00e3o laical (n\u00e3o laicista) abre-se mais profundamente \u00e0 dimens\u00e3o ecum\u00eanica da f\u00e9 prof\u00e9tica. Torna o Grito dos Exclu\u00eddos e Exclu\u00eddas uma manifesta\u00e7\u00e3o de espiritualidade aberta a todas as express\u00f5es religiosas, principalmente, as que v\u00eam dos povos origin\u00e1rios e das comunidades afrodescendentes, que representam as camadas, de fato, mais exclu\u00eddas de nossa sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao privilegiar essas express\u00f5es espirituais, o Grito estar\u00e1 cumprindo um dever de justi\u00e7a, em rela\u00e7\u00e3o a culturas que foram silenciadas e condenadas pelo colonialismo de uma f\u00e9 crist\u00e3, ainda vivida no \u00e2mbito da Cristandade euroc\u00eantrica. No entanto, al\u00e9m disso, tornar-se-\u00e1, cada vez mais, &nbsp;protagonizado pelas categorias que quer representar. Assim, reunir\u00e1 os gritos das comunidades mais empobrecidas do campo e da cidade, em um \u00fanico e mais profundo Grito dos Exclu\u00eddos e Exclu\u00eddas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNa defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!\u201d &#8211; Por Marcelo Barros \u201cNa defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15166,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,22,46,44,27,30,29,43,24,26],"tags":[],"class_list":["post-15165","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-cebs-comunidades-eclesiais-de-base","category-direito-a-cultura-popular","category-direito-a-memoria","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-romaria-das-aguas-e-da-terra-de-mg","category-teologia-da-libertacao"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15165","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15165"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15165\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15167,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15165\/revisions\/15167"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15166"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15165"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15165"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15165"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}