{"id":15226,"date":"2026-11-07T07:52:12","date_gmt":"2026-11-07T10:52:12","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=15226"},"modified":"2026-11-07T07:52:13","modified_gmt":"2026-11-07T10:52:13","slug":"o-que-fazer-quando-a-libertacao-tarda-mt-251-13-por-marcelo-barros-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/o-que-fazer-quando-a-libertacao-tarda-mt-251-13-por-marcelo-barros-2\/","title":{"rendered":"O QUE FAZER QUANDO A LIBERTA\u00c7\u00c3O TARDA (Mt 25,1-13) \u2013 Por Marcelo Barros"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O QUE FAZER QUANDO A LIBERTA\u00c7\u00c3O TARDA (Mt 25,1-13) \u2013 Por Marcelo Barros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"680\" height=\"451\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/images-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15227\" style=\"width:780px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/images-2.jpg 680w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/images-2-300x199.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/images-2-420x280.jpg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Irm\u00e3o Marcelo Barros. Reprodu\u00e7\u00e3o Redes Virtuais<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;No evangelho desse domingo, nos anos 80 do primeiro s\u00e9culo da era crist\u00e3, a comunidade de Mateus coloca na boca de Jesus uma palavra sobre como animar as comunidades, quando essas come\u00e7am a desanimar, diante do fato de que a promessa divina da realiza\u00e7\u00e3o do seu projeto divino para o mundo parece n\u00e3o chegar nunca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, as primeiras gera\u00e7\u00f5es crist\u00e3s pensavam que o reinado divino viria imediatamente para mudar a hist\u00f3ria. No Pai Nosso, diariamente, as pessoas oram: \u201c<em>Venha a n\u00f3s o teu reino\u201d.<\/em> Jesus tinha prometido: <em>Essa gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o passar\u00e1 sem que venha o Filho do Homem <\/em>(Mt 24, 34).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;Quando o evangelho de Mateus foi escrito, j\u00e1 tinham passado duas gera\u00e7\u00f5es e nada do que Jesus prometeu a respeito do reinado divino no mundo nem come\u00e7ava a acontecer. Ao contr\u00e1rio, a cidade de Jerusal\u00e9m e o seu templo, que era o centro&nbsp; f\u00e9 judaica, tinham sido destru\u00eddos pelos romanos e o povo judeu obrigado a viver como migrante estrangeiro em outras terras e no meio das na\u00e7\u00f5es pag\u00e3s. Para as comunidades crist\u00e3s, nada da vinda do Filho do Homem.&nbsp; Era preciso buscar nas palavras de Jesus alguma resposta para isso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;A maioria das par\u00e1bolas de Jesus eram tiradas da vida comum. Provavelmente, a par\u00e1bola contada nesse evangelho reproduz um fato ocorrido naquele tempo. O eixo principal da hist\u00f3ria \u00e9 uma festa de casamento, na qual o noivo atrasa. Nos atuais rituais de matrim\u00f4nio, quem costuma atrasar \u00e9 a mo\u00e7a. Naquele caso, foi o noivo. Jesus conta essa hist\u00f3ria para dizer que o reino de Deus \u00e9 como o tal noivo que atrasou. O povo tem um ditado que diz: Deus tarda, mas n\u00e3o falha. Essa par\u00e1bola ensina como lidar com o atraso da vinda de Deus no mundo. Hoje, h\u00e1 pessoas desencantadas com a Pol\u00edtica e tamb\u00e9m muitas est\u00e3o decepcionadas com a Igreja como institui\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes, parece que o pr\u00f3prio Deus e&nbsp; o modo de ser de Jesus provocam decep\u00e7\u00f5es.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, hoje, vemos o Estado de Israel, fortemente armado e apoiado pelas grandes pot\u00eancias, massacrar o povo palestino indefeso e vemos na m\u00eddia que Israel mata uma crian\u00e7a palestina em cada dez minutos, podemos perguntar-nos: Onde est\u00e1 Deus?<\/p>\n\n\n\n<p>Na Alemanha nazista, milh\u00f5es de judeus, ciganos, sovi\u00e9ticos, homossexuais, pessoas com defici\u00eancia e outros foram mortos em campos de concentra\u00e7\u00e3o. Muitos se questionaram sobre o fato de que, na B\u00edblia, Deus tinha prometido que sempre velaria sobre o povo de sua predile\u00e7\u00e3o. Quem vive a f\u00e9 procura nas escrituras alguma resposta para essas perguntas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O trecho do evangelho de hoje faz refer\u00eancia a um costume da sociedade patriarcal que, para n\u00f3s, \u00e9 estranho. Naquela \u00e9poca, o noivo ia buscar a noiva na casa dela, na qual um cortejo de amigas da mo\u00e7a o esperava. Esse cortejo acompanhava o casal at\u00e9 a nova casa onde iam morar e entravam at\u00e9 no quarto nupcial para deixar l\u00e1 o casal e fechar a porta. Essas mo\u00e7as iluminavam a festa com tochas acesas, alimentadas com azeite de oliva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O evangelho de hoje narra um caso no qual dez mo\u00e7as esperavam o esposo para ir com o casal para a sua nova casa. Dessas dez, cinco mo\u00e7as tinham garantido uma reserva de azeite nas suas vasilhas e outras cinco, n\u00e3o. Como o noivo atrasou, algumas ficaram sem azeite.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na hist\u00f3ria, as mo\u00e7as que tinham reserva de azeite n\u00e3o podiam repartir&nbsp; seu azeite com as outras. Afirmar que as mo\u00e7as n\u00e3o podiam dar o azeite uma \u00e0 outra \u00e9 um modo simb\u00f3lico de dizer que ningu\u00e9m pode amar e ser \u00e9tico no lugar de ningu\u00e9m. A responsabilidade de preparar-se para a vinda do reinado divino \u00e9 pessoal e intransfer\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Jesus contou a hist\u00f3ria, ele n\u00e3o insistiu na vigil\u00e2ncia (at\u00e9 porque, conforme a hist\u00f3ria, todas as dez mo\u00e7as dormem). O que ele pediu foi que estivessem prontas na hora em que o Esposo vem. O reino n\u00e3o vem logo, como, naquele tempo, as pessoas esperavam. No entanto, mesmo assim, \u00e9 preciso vigiar e manter-se preparados e preparadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As dez mo\u00e7as representam a comunidade que espera a chegada do reinado divino, como, na \u00e9poca, era costume as mo\u00e7as esperarem o noivo que vinha para casar.<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus aproveita o contexto cultural da sociedade patriarcal para dizer que a comunidade tem de ficar atenta aos sinais da vinda do reino de Deus no mundo e n\u00e3o ficar concentrada&nbsp; na pr\u00f3pria comunidade, ou seja, na pr\u00f3pria Igreja.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, na realidade que vivemos, de vez em quando temos a impress\u00e3o de que novamente a liberta\u00e7\u00e3o prometida est\u00e1 demorando demais. O Esposo atrasou e tarda a chegar. Atrav\u00e9s desse evangelho, a comunidade de Mateus responde: mantenham a l\u00e2mpada acesa e sempre com \u00f3leo para o momento que for preciso. Isso significa: vivam antecipando a utopia que voc\u00eas esperam.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o basta essa religi\u00e3o centrada em missas, novenas, devo\u00e7\u00f5es, cultos. Nessa par\u00e1bola, o&nbsp; esposo da par\u00e1bola fechou a porta do aposento nupcial e disse \u00e0s mo\u00e7as que ficaram de fora: <em>N\u00e3o vos conhe\u00e7o<\/em>!<\/p>\n\n\n\n<p>No coment\u00e1rio deste evangelho, Sandro Galazzi escreveu:&nbsp;\u201c<em>Quem souber repartir, quem souber distribuir a comida aos que moram na casa poder\u00e1 tomar conta da casa e tomar\u00e1 posse dos bens de seu senhor. Vigiar \u00e9 isso: cuidar da casa e dos seus moradores. Quando o noivo vier, mais ou menos tarde, ele vai faz\u00ea-lo (la) entrar para participar da festa. Bem-aventurado o servo ou serva que, quando vier, o seu senhor, encontrar agindo assim<\/em>\u201d (Mt 24,46).&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O QUE FAZER QUANDO A LIBERTA\u00c7\u00c3O TARDA (Mt 25,1-13) \u2013 Por Marcelo Barros &nbsp;&nbsp;No evangelho desse domingo, nos anos 80 do primeiro s\u00e9culo da era crist\u00e3, a comunidade de Mateus coloca na boca de Jesus<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15227,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-15226","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15226","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15226"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15226\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15228,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15226\/revisions\/15228"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15227"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15226"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15226"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15226"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}