{"id":15232,"date":"2026-11-07T08:13:47","date_gmt":"2026-11-07T11:13:47","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=15232"},"modified":"2026-11-07T08:13:48","modified_gmt":"2026-11-07T11:13:48","slug":"exercito-do-lula-da-mobilizacao-digital-a-consciencia-critica-por-frei-betto","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/exercito-do-lula-da-mobilizacao-digital-a-consciencia-critica-por-frei-betto\/","title":{"rendered":"EX\u00c9RCITO DO LULA: DA MOBILIZA\u00c7\u00c3O DIGITAL \u00c0 CONSCI\u00caNCIA CR\u00cdTICA \u2013 Por Frei Betto"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>EX\u00c9RCITO DO LULA: DA MOBILIZA\u00c7\u00c3O DIGITAL \u00c0 CONSCI\u00caNCIA CR\u00cdTICA \u2013 Por <\/strong>Frei Betto<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"299\" height=\"168\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/images-4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15233\" style=\"width:780px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Frei Betto. Reprodu\u00e7\u00e3o Redes Virtuais<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0A pol\u00edtica descobriu nas redes sociais um novo territ\u00f3rio de disputa. J\u00e1 n\u00e3o basta ocupar pra\u00e7as, sindicatos, igrejas, universidades e ruas. \u00c9 preciso recorrer tamb\u00e9m aos celulares, computadores e plataformas digitais, onde milh\u00f5es de pessoas recebem informa\u00e7\u00f5es, formam opini\u00f5es, manifestam sentimentos e, n\u00e3o raro, s\u00e3o capturadas pela desinforma\u00e7\u00e3o.<br>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Nesse cen\u00e1rio, merece reconhecimento a iniciativa do chamado Ex\u00e9rcito do Lula, mobiliza\u00e7\u00e3o digital coordenada pelo deputado federal Andr\u00e9 Janones (Rede-MG). Sua import\u00e2ncia n\u00e3o deve ser subestimada. Em um pa\u00eds no qual a extrema direita aprendeu a explorar com extraordin\u00e1ria efici\u00eancia os mecanismos das redes digitais, organizar uma milit\u00e2ncia capaz de disputar narrativas, responder a ataques, desmontar not\u00edcias falsas e defender um projeto pol\u00edtico constitui um imperativo democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, nessa iniciativa, pelo menos quatro m\u00e9ritos. O primeiro, compreender que a comunica\u00e7\u00e3o deixou de ser uma atividade acess\u00f3ria da pol\u00edtica. \u00c9 parte constitutiva dela. Durante muito tempo, setores progressistas confiaram excessivamente na comunica\u00e7\u00e3o institucional, nos pronunciamentos oficiais e na cobertura da imprensa. Enquanto isso, seus advers\u00e1rios constru\u00edam redes capilares de dissemina\u00e7\u00e3o de mensagens, exploravam emo\u00e7\u00f5es, criavam palavras de ordem e ocupavam o cotidiano das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo m\u00e9rito \u00e9 democratizar a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Nem todos podem comparecer a uma manifesta\u00e7\u00e3o, frequentar reuni\u00f5es partid\u00e1rias ou integrar organiza\u00e7\u00f5es sociais. Mas milh\u00f5es de pessoas disp\u00f5em de um celular. A mobiliza\u00e7\u00e3o digital permite que cidad\u00e3os comuns participem da disputa p\u00fablica, compartilhem argumentos, defendam conquistas sociais e fa\u00e7am circular informa\u00e7\u00f5es que dificilmente encontrariam espa\u00e7o nos grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O terceiro \u00e9 a rapidez. Diante de uma mentira viralizada, o tempo de resposta \u00e9 decisivo. Uma rede organizada pode identificar uma falsidade, localizar sua origem, apresentar informa\u00e7\u00f5es corretas e impedir que a desinforma\u00e7\u00e3o se consolide como verdade. Pode tamb\u00e9m dar visibilidade a iniciativas governamentais que beneficiam a popula\u00e7\u00e3o, mas nem sempre s\u00e3o devidamente conhecidas.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O quarto m\u00e9rito \u00e9 romper o monop\u00f3lio da palavra. A pol\u00edtica n\u00e3o pode ser privil\u00e9gio de quem disp\u00f5e de dinheiro para comprar espa\u00e7os publicit\u00e1rios ou controla grandes empresas de comunica\u00e7\u00e3o. A multiplica\u00e7\u00e3o de vozes \u00e9, em princ\u00edpio, uma conquista democr\u00e1tica.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Entretanto, uma quest\u00e3o merece ser colocada: mobilizar pelas redes \u00e9 suficiente? Compartilhar uma mensagem significa necessariamente compreender o seu conte\u00fado? Defender um governo equivale a desenvolver consci\u00eancia pol\u00edtica? \u00c9 aqui que a experi\u00eancia do Ex\u00e9rcito do Lula poderia ganhar uma dimens\u00e3o ainda mais fecunda ao incorporar os princ\u00edpios da educa\u00e7\u00e3o popular de Paulo Freire.<\/p>\n\n\n\n<p>Este pedagogo e patrono da educa\u00e7\u00e3o brasileira \u2014 abominado pelos bolsonaristas \u2014 nos deixou a li\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o basta transmitir informa\u00e7\u00f5es para produzir conhecimento. A educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o consiste em depositar conte\u00fados na cabe\u00e7a dos educandos, como se fossem recipientes vazios. \u00c9 preciso despertar a capacidade de perguntar, interpretar, relacionar fatos, identificar interesses e compreender as contradi\u00e7\u00f5es da realidade. Aplicada \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o digital, essa concep\u00e7\u00e3o faz uma diferen\u00e7a enorme.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma milit\u00e2ncia que apenas recebe mensagens e as reproduz pode ser numerosa e eficiente, mas continua dependente de quem produz e distribui os conte\u00fados. Seus integrantes atuam como multiplicadores, n\u00e3o necessariamente como sujeitos conscientes da realidade que pretendem transformar.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A proposta freireana permitiria dar um salto qualitativo: fazer de cada participante n\u00e3o apenas um divulgador de mensagens, mas tamb\u00e9m um educador popular, um protagonista, capaz de dialogar com outras pessoas e ajud\u00e1-las a compreender a realidade brasileira.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Como fazer isso concretamente? Respondo com seis propostas. Primeira: substituir a mensagem pronta pela pergunta provocadora. Em vez de simplesmente distribuir um cart\u00e3o do Bolsa Fam\u00edlia, por exemplo, propor uma reflex\u00e3o: por que, em um pa\u00eds que est\u00e1 entre as maiores economias do mundo, milh\u00f5es de fam\u00edlias ainda necessitam de transfer\u00eancia de renda para sobreviver? Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre concentra\u00e7\u00e3o de riqueza, desemprego, sal\u00e1rio e fome?<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Em vez de apenas divulgar n\u00fameros sobre a redu\u00e7\u00e3o do desemprego, perguntar: por que tantos trabalhadores continuam a viver de trabalhos prec\u00e1rios? O que significa emprego sem seguran\u00e7a econ\u00f4mica? A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel, mas a pergunta abre caminho para o conhecimento. Interpelar faz raciocinar.<\/p>\n\n\n\n<p>Segunda proposta: criar pequenos c\u00edrculos digitais de cultura. Paulo Freire desenvolveu sua metodologia valorizando a realidade concreta dos educandos. O Ex\u00e9rcito do Lula poderia estimular grupos de discuss\u00e3o sobre temas do cotidiano: pre\u00e7o dos alimentos, transporte p\u00fablico, moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, feminic\u00eddio, homofobia, emprego e desigualdade. Cada grupo poderia escolher um problema, compartilhar experi\u00eancias, consultar dados confi\u00e1veis e discutir suas causas hist\u00f3ricas, econ\u00f4micas e pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>O importante \u00e9 n\u00e3o oferecer respostas previamente determinadas, mas construir coletivamente a compreens\u00e3o dos problemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Terceira: ensinar a ler criticamente as not\u00edcias. A extrema direita n\u00e3o inventou a mentira na pol\u00edtica, mas aperfei\u00e7oou sua dissemina\u00e7\u00e3o em escala industrial. Combater as&nbsp;fake news exige mais do que apresentar desmentidos. \u00c9 preciso formar pessoas capazes de verificar a origem de uma informa\u00e7\u00e3o, identificar manipula\u00e7\u00f5es de imagens, reconhecer interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos por tr\u00e1s de determinadas narrativas e distinguir opini\u00e3o de fato. Uma atividade semanal poderia apresentar duas not\u00edcias sobre o mesmo acontecimento, provenientes de fontes diferentes, e convidar os participantes a investigar o que cada uma destaca, omite ou distorce.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A meta seria desenvolver autonomia intelectual, n\u00e3o depend\u00eancia de uma central de checagem.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Quarta proposta: relacionar a realidade local \u00e0s grandes quest\u00f5es nacionais. A educa\u00e7\u00e3o popular come\u00e7a pela vida concreta das pessoas. Aqui e agora. Parte-se da vida do educando. Quem mora na periferia de uma grande cidade tem problemas espec\u00edficos. Quem vive no campo enfrenta outros desafios. Trabalhadores, estudantes, mulheres, aposentados e pequenos empreendedores possuem experi\u00eancias distintas.<\/p>\n\n\n\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o digital poderia acolher essas vozes e fazer delas mat\u00e9ria-prima para a reflex\u00e3o coletiva. Por que falta m\u00e9dico no posto de sa\u00fade do bairro? Por que o \u00f4nibus demora? Por que o alimento est\u00e1 caro? Quem decide o or\u00e7amento municipal? Como funcionam os impostos? Quem se beneficia da atual pol\u00edtica econ\u00f4mica?<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A pergunta local pode conduzir \u00e0 compreens\u00e3o das estruturas nacionais e internacionais.&nbsp;<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Quinta: transformar participantes em produtores de conhecimento. O Ex\u00e9rcito do Lula n\u00e3o deveria ser apenas uma central de distribui\u00e7\u00e3o de conte\u00fados produzidos por uma coordena\u00e7\u00e3o ou comando. Seus integrantes poderiam gravar pequenos v\u00eddeos, contar experi\u00eancias comunit\u00e1rias, entrevistar moradores, apresentar problemas de suas cidades e compartilhar solu\u00e7\u00f5es encontradas por movimentos populares. Isso inverteria a l\u00f3gica tradicional da comunica\u00e7\u00e3o: em vez de poucos falarem para muitos, muitos passariam a falar entre si.&nbsp;<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Sexta proposta: fazer da participa\u00e7\u00e3o digital uma ponte para a organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. Mobiliza\u00e7\u00e3o, mesmo virtual, precisa resultar em organiza\u00e7\u00e3o, caso contr\u00e1rio vira fogo de palha. A mobiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode terminar na tela do celular. O debate virtual deve estimular a participa\u00e7\u00e3o em associa\u00e7\u00f5es de moradores, sindicatos, cooperativas, conselhos municipais, movimentos sociais, partidos progressistas e iniciativas de solidariedade. A consci\u00eancia cr\u00edtica, em Paulo Freire, n\u00e3o se esgota na compreens\u00e3o do mundo. Completa-se na a\u00e7\u00e3o transformadora.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;H\u00e1, entretanto, um cuidado indispens\u00e1vel: n\u00e3o transformar a educa\u00e7\u00e3o popular em instrumento de submiss\u00e3o ideol\u00f3gica. Se o participante s\u00f3 puder repetir as opini\u00f5es da coordena\u00e7\u00e3o, se questionar uma orienta\u00e7\u00e3o significar deslealdade, se a diverg\u00eancia for tratada como trai\u00e7\u00e3o, estaremos diante de uma estrutura de enquadramento ideol\u00f3gico, n\u00e3o de uma experi\u00eancia freireana.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O m\u00e9todo Paulo Freire pressup\u00f5e di\u00e1logo, respeito \u00e0 experi\u00eancia do outro, liberdade de pensamento e disposi\u00e7\u00e3o para aprender. Uma organiza\u00e7\u00e3o que pretende formar consci\u00eancia cr\u00edtica precisa admitir que seus dirigentes sejam questionados.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso vale tamb\u00e9m para o governo. A milit\u00e2ncia democr\u00e1tica n\u00e3o pode ser convocada apenas para aplaudir realiza\u00e7\u00f5es. Deve ter condi\u00e7\u00f5es de reconhecer erros, cobrar compromissos, denunciar injusti\u00e7as e reivindicar mudan\u00e7as. A fidelidade a um projeto de transforma\u00e7\u00e3o social n\u00e3o se confunde com a obriga\u00e7\u00e3o de concordar com todas as decis\u00f5es de quem governa.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O pr\u00f3prio governo Lula teria muito a ganhar com uma rede assim. Em vez de contar apenas com defensores nas redes, poderia dispor de milh\u00f5es de cidad\u00e3os capazes de compreender, discutir e fiscalizar pol\u00edticas p\u00fablicas, al\u00e9m de apresentar demandas e propostas. E indagar muito, exigir respostas do governo: por que tarda a demarca\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas? Por que os juros n\u00e3o baixam? Por que a fila do INSS anda devagar? Como o Brasil tem sido solid\u00e1rio a Cuba e denunciado o bloqueio criminoso dos EUA?<\/p>\n\n\n\n<p>O Ex\u00e9rcito do Lula demonstrou que existe uma enorme capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o digital no campo democr\u00e1tico e popular. Agora, o desafio \u00e9 dar conte\u00fado pedag\u00f3gico a essa for\u00e7a.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Uma coisa \u00e9 organizar milh\u00f5es de pessoas para compartilhar uma mensagem; outra, muito mais profunda e consequente, \u00e9 contribuir para que milh\u00f5es compreendam por que aquela mensagem importa, quais interesses est\u00e3o em disputa e como podem intervir na realidade.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Paulo Freire ensinou que ningu\u00e9m educa ningu\u00e9m sozinho: as pessoas se educam em comunh\u00e3o, mediatizadas pelo mundo. Talvez a contribui\u00e7\u00e3o mais importante que sua pedagogia pode oferecer \u00e0 milit\u00e2ncia digital contempor\u00e2nea \u00e9 transformar seguidores em participantes, participantes em cidad\u00e3os conscientes e cidad\u00e3os conscientes em sujeitos da hist\u00f3ria.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma democracia n\u00e3o se fortalece apenas quando milh\u00f5es de pessoas defendem um governo. Fortalece-se, sobretudo, quando milh\u00f5es de pessoas desenvolvem capacidade cr\u00edtica para defender seus direitos, fiscalizar o poder e construir coletivamente o pr\u00f3prio destino.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O Ex\u00e9rcito do Lula pode ser uma poderosa ferramenta de mobiliza\u00e7\u00e3o. Com metodologia pedag\u00f3gica poder\u00e1 aspirar a algo bem maior, como ser tamb\u00e9m uma escola de cidadania, consci\u00eancia cr\u00edtica e emancipa\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei Betto \u00e9 escritor, autor de \u201cAnatomia do Poder\u201d (Vozes), entre outros livros. Livraria virtual:&nbsp;<a href=\"http:\/\/freibetto.org\">freibetto.org<\/a><br>Assine e receba todos os artigos do autor: <a href=\"mailto:mhgpal@gmail.com\">mhgpal@gmail.com<\/a>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EX\u00c9RCITO DO LULA: DA MOBILIZA\u00c7\u00c3O DIGITAL \u00c0 CONSCI\u00caNCIA CR\u00cdTICA \u2013 Por Frei Betto[1] \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0A pol\u00edtica descobriu nas redes sociais um novo territ\u00f3rio de disputa. 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