{"id":201,"date":"2012-11-03T11:38:41","date_gmt":"2012-11-03T13:38:41","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=201"},"modified":"2012-11-03T11:38:41","modified_gmt":"2012-11-03T13:38:41","slug":"aprendizagem-situada-na-comunidade-dandara","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/aprendizagem-situada-na-comunidade-dandara\/","title":{"rendered":"Aprendizagem Situada na Comunidade Dandara."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Aprendizagem Situada na Comunidade Dandara.<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong> <\/strong>Gilvander Lu\u00eds Moreira<a href=\"file:\/\/\/E:\/Aprendizagem%20Situada%20na%20Comunidade%20Dandara%20-%20por%20Gilvander%20-%2003%2011%202012.doc#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A antrop\u00f3loga Jean Lave na Comunidade Dandara? Vejamos. Dandara come\u00e7ou como ocupa\u00e7\u00e3o, mas se tornou uma comunidade.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Na madrugada do dia 9 de abril de 2009, plena quinta-feira da semana santa, cerca de 130 fam\u00edlias sem-casa, organizadas pelo MST<a href=\"file:\/\/\/E:\/Aprendizagem%20Situada%20na%20Comunidade%20Dandara%20-%20por%20Gilvander%20-%2003%2011%202012.doc#_ftn2\">[2]<\/a> e pelas Brigadas Populares<a href=\"file:\/\/\/E:\/Aprendizagem%20Situada%20na%20Comunidade%20Dandara%20-%20por%20Gilvander%20-%2003%2011%202012.doc#_ftn3\">[3]<\/a>, com o apoio de uma Rede de Solidariedade, ocupou um terreno \u2013 315 mil metros quadrados -, no bairro C\u00e9u Azul, na regi\u00e3o da Nova Pampulha, em Belo Horizonte, MG.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante todo o dia a pol\u00edcia esteve pressionando o povo para desocupara a \u00e1rea. Ao entardecer do 1\u00ba dia, quando as fam\u00edlias j\u00e1 tinham se espalhado por todo o terreno, a tropa de choque da Pol\u00edcia Militar de Minas Gerais chegou e, com grande aparato b\u00e9lico e trucul\u00eancia, encurralou o povo em um dos cantos do terreno. Houve risco de massacre, muita tens\u00e3o. O povo resistiu. A not\u00edcia da ocupa\u00e7\u00e3o se espalhou por Belo Horizonte atrav\u00e9s da TV Record, de v\u00e1rias r\u00e1dios e nas redes \u201csociais\u201d, via internet. Centenas de fam\u00edlias sem-casa e sem-terra come\u00e7aram a chegar \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o Dandara em busca, inicialmente, de um peda\u00e7o de terra para tentar construir uma casinha para morar.\u00a0Um d\u00e9ficit habitacional de mais de 100 mil moradias s\u00f3 na capital mineira empurram fam\u00edlias para a cruz do aluguel, para sobreviver de favor em favelas, em \u00e1reas de risco ou nas ruas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No 5\u00ba dia ap\u00f3s a ocupa\u00e7\u00e3o j\u00e1 eram 1.200 fam\u00edlias que passaram a sobreviver em no Acampamento Dandara em 1.200 barracos de lona preta. Desencadeou-se assim um importante processo educativo, de forma\u00e7\u00e3o, misturado com lutas cotidianas em busca de terra e casa para viver com dignidade. Estava nascendo uma comunidade de pr\u00e1tica, na linguagem da antrop\u00f3loga de Jean Lave.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro passo dado foi cadastrar o povo e organiz\u00e1-lo em grupos de fam\u00edlias. Cada barraca recebeu um n\u00famero. Cerca de 50 grupos de fam\u00edlias receberam a tarefa de se reunir todos os dias em hor\u00e1rios combinados com todos e discutir todos os assuntos relativos \u00e0 vida na ocupa\u00e7\u00e3o, tais como, escolher democraticamente pessoas para integrar as diversas equipes que tiveram que ser organizadas na ocupa\u00e7\u00e3o. Militantes das Brigadas Populares, do MST e da Rede de Apoio assessoravam todos os grupos, mas sempre envolvendo todos na corresponsabilidade pela gest\u00e3o do acampamento. Todas as quest\u00f5es eram discutidas nos 50 Grupos de Fam\u00edlias, depois na Coordena\u00e7\u00e3o Geral e, finalmente, deliberada por todos em Assembleias Gerais. Assim, por exemplo, se constituiu um Regimento Interno para a comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7amos a perceber o que Jean Lave defende: que a aprendizagem n\u00e3o \u00e9 basicamente uma quest\u00e3o cognitiva. A experi\u00eancia concreta, o assumir tarefas na gest\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o e o fato de participar de uma comunidade se tornaram fatores de intenso processo educativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pessoas que nunca tinham sido respeitadas na sua dignidade, ao assumir tarefas e passar a responder por elas come\u00e7aram a melhorar a auto-estima. Pouco-a-pouco as pessoas &#8211; todas aprendizes naquela \u201ccomunidade\u201d \u2013 come\u00e7aram a entender que a forma de se autodefender dependia de todos. Todos ali constitu\u00edam uma grande corrente que tinha como o elo mais forte o mais fr\u00e1gil. Se um falhasse na sua responsabilidade afetaria negativamente toda a comunidade. Ao contr\u00e1rio, se todos (ou pelo menos, a maioria) cumprissem bem suas tarefas e responsabilidades, toda a comunidade se fortaleceria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 1\u00aa experi\u00eancia de pr\u00e1tica, de luta concreta, que fez muitos aprender a for\u00e7a da uni\u00e3o foi quando a pol\u00edcia, ap\u00f3s encurralar todas as fam\u00edlias que estavam dispersas naquele grande terreno \u2013 31,5 est\u00e1dios de futebol -, amea\u00e7ava expulsar todos do local. Um l\u00edder convidou todos a se abra\u00e7ar e formar uma parede humana na frente da pol\u00edcia. Assim, cantando e rezando, resistiram e a pol\u00edcia acabou desistindo de expulsar o povo naquele momento. Isso se deu tamb\u00e9m porque a Rede de Apoio chamou a imprensa que chegou e, caso houvesse viol\u00eancia, estava ali para mostrar para a sociedade. N\u00e3o dava mais para expulsar sem a presen\u00e7a da imprensa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a pol\u00edcia retirou-se o povo explodiu de alegria festejando a 2\u00aa conquista: n\u00e3o ser despejado. A 1\u00aa foi ter tido a coragem romper uns peda\u00e7os de cerca de arame que cercava o terreno. Estava iniciando para centenas de pessoas uma \u201cparticipa\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica leg\u00edtima\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pessoas inseridas nas diversas equipes foram aprendendo e ensinando em um processo de verdadeira troca e transforma\u00e7\u00e3o. A equipe de alimenta\u00e7\u00e3o, por exemplo, coordenava a entrega das doa\u00e7\u00f5es que come\u00e7aram a chegar trazidas por pessoas e entidades que apoiavam a causa. Ao ver com os pr\u00f3prios olhos a solidariedade manifestada por tanta gente, muitos se emocionavam e exclamavam: \u201c<em>n\u00e3o estamos abandonados. H\u00e1 muita gente que se preocupa conosco e que nos ajuda<\/em>.\u201d As rela\u00e7\u00f5es tecidas no contexto \u2013 in\u00fameras e imprevis\u00edveis \u2013 acabam tendo uma incid\u00eancia no processo de aprendizagem, como nos ensina Jean Lave.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, ap\u00f3s 3,6 anos de caminhada, de processo educativo e de luta pela organiza\u00e7\u00e3o interna e lutas para fora resistindo ao despejo percebemos que muitas lideran\u00e7as se formaram e est\u00e3o participando ativamente de lutas apoiando outras comunidades marginalizadas. Muitas pessoas dizem:\u00a0\u201c<em>Eu era ego\u00edsta, fechado no meu pr\u00f3prio umbigo. Ao chegar aqui na Dandara, eu sonhava apenas em conquistar moradia pr\u00f3pria, mas, hoje, percebo que o sentido da vida est\u00e1 em ser solid\u00e1rio e lutar pela constru\u00e7\u00e3o de uma cidade e de uma sociedade que caibam todos. Hoje, fa\u00e7o parte de uma fam\u00edlia de luta: a Comunidade Dandara<\/em>.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O depoimento, acima, encontr\u00e1vel em muitas pessoas que fazem parte da Comunidade Dandara revela que a aprendizagem se deu de forma situada, em uma comunidade de pr\u00e1tica e por participa\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica leg\u00edtima, combinando pessoa, cultura e mundo social. Vejo nitidamente a an\u00e1lise de Jean Lave acontecendo na Dandara. Por exemplo, de n\u00e3o participa\u00e7\u00e3o a participa\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica at\u00e9 chegar a participa\u00e7\u00e3o plena que n\u00e3o p\u00e1ra. \u00c9 \u00f3bvio, que no caso da Comunidade Dandara, muito mais do que habilidades, o que se aprendeu (e se continua aprendendo) \u00e9 conviver em comunidade, crescendo na arte da conviv\u00eancia social, na luta pelos pr\u00f3prios direitos no exerc\u00edcio da cidadania.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comunidade j\u00e1 realizou cinco grandes Marchas da Dandara at\u00e9 o centro de Belo Horizonte. Mais de mil pessoas da comunidade marcharam 25 quil\u00f4metros a p\u00e9. Cantos e gritos de luta entremeavam a manifesta\u00e7\u00e3o de todos, com faixas, sob um raio de luz que fez o horizonte da capital mineira ficar mais belo. Moradores\/ras de Dandara \u2013 aprendizes em um processo educativo situado \u2013, nessas marchas, se revezavam ao microfone dando seu testemunho sobre a justeza da luta de Dandara. Muita gente ouviu, em alto e bom som:\u00a0\u201c<em>Somos mil fam\u00edlias de Dandara e j\u00e1 constru\u00edmos com f\u00e9, coragem e muita luta, nossas casas de alvenaria<\/em>.\u201d \u201c<em>N\u00e3o aceitaremos ser despejados<\/em>!\u201d \u201c<em>O terreno ocupado pela Comunidade Dandara estava abandonado h\u00e1 quatro d\u00e9cadas<\/em>.\u201d \u201c<em>A construtora Modelo devia (ainda deve?) mais de 2 milh\u00f5es de reais em IPTU<\/em>.\u201d \u201c<em>Propriet\u00e1rio que n\u00e3o cumpre a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade a perde<\/em>.\u201d \u201c<em>Dandara luta pela constru\u00e7\u00e3o de uma cidade (e sociedade) que caiba todos e todas<\/em>.\u201d \u201c<em>Povo organizado jamais ser\u00e1 pisado<\/em>.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um contexto de liberdade de express\u00e3o onde todos s\u00e3o animados a serem correspons\u00e1veis pelo processo que est\u00e1 em curso, \u00e9 bonito ver como as pessoas v\u00e3o se desinibindo (um aprendizado) e descobrindo jeitos novos de ser, antes desconhecidos. Intuo que a Aprendizagem Situada, defendida por Jean Lave referenda isso tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma crian\u00e7a dandarense, a Ingrid, ao lado de outras crian\u00e7as, pediu o microfone. Cantaram \u201c<em>Oh Dandara, oh Dandara oh! A nossa luta aqui vale mais que ouro em p\u00f3<\/em>&#8230;\u201d Uma crian\u00e7a dandarense, em manifesta\u00e7\u00e3o na frente do F\u00f3rum Lafaiete, em Belo Horizonte, discursou conclamando todos a lutar at\u00e9 o fim pelos justos direitos de todos os sem-casa. Dizia:\u00a0\u201c<em>Antes de Dandara, a gente vivia humilhado. Na Dandara, levantamos a cabe\u00e7a e vivemos com dignidade. L\u00e1 vivemos em comunidade. N\u00e3o aceitaremos jamais despejo. Quero fazer outra den\u00fancia aqui: A Escola estadual Manoel Costa disse para minha m\u00e3e que eu n\u00e3o poderia estudar l\u00e1 por falta de vaga. Outra colega minha foi l\u00e1 e conseguiu vaga ap\u00f3s eu receber um n\u00e3o. A maioria das crian\u00e7as da Dandara est\u00e1 indo estudar em escolas de Ribeir\u00e3o das Neves. Temos que subir morro e descer morro para chegar \u00e0 escola. Estudamos, porque temos interesse e nossos pais nos incentivam. A diretora precisa fazer uma reforma na escola e o Governo Estadual demorou mais de um semestre para repassar o dinheiro.<\/em>..\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Dandara vejo muitas resson\u00e2ncias da Aprendizagem Situada, preconizada por Jean Lave e Etienne Wenger. L\u00e1 percebo que, de fato, a aprendizagem acontece como algo inerente \u00e0 pr\u00e1tica social. N\u00e3o pode ser algo isolado do contexto social vivenciado pelo\/a aprendiz. A pr\u00e1tica social \u00e9 o foco central. Os autores prop\u00f5em que a aprendizagem \u00e9 um processo de participa\u00e7\u00e3o em comunidades de pr\u00e1tica, participa\u00e7\u00e3o que \u00e9, primeiro, perif\u00e9rica e leg\u00edtima, mas que aumenta gradualmente em engajamento e complexidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O territ\u00f3rio de Dandara, ao ser ocupado em 9 de abril de 2009, estava abandonado e n\u00e3o produzia nada. Hoje, em centenas de hortas nos quintais das mais de 900 casas de alvenaria j\u00e1 constru\u00eddas alimentos s\u00e3o produzidos e, acima de tudo, conforme dizem algumas pessoas de Dandara, \u201c<em>o que mais Dandara produz s\u00e3o pessoas<\/em>\u201d, porque ali quem antes era coisificado passou a ser respeitado na sua dignidade e se tornou sujeito, protagonista de um viver mais humano. \u201c<em>\u00c9 convivendo em uma comunidade de pr\u00e1tica que se aprende<\/em>\u201d, diria Jean Lave.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, um significativo processo de Aprendizagem Situada continua em curso na Comunidade Dandara, com ambig\u00fcidades e contradi\u00e7\u00f5es, \u00e9 claro.\u00a0 Isso acontece na trama complexa e, muitas vezes imprevis\u00edvel, entre pessoa, mundo social e pr\u00e1tica e se d\u00e1 por participa\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica leg\u00edtima em comunidades de pr\u00e1tica, onde gradativamente o\/a aprendiz vai se envolvendo at\u00e9 chegar a participa\u00e7\u00e3o plena adquirindo identidade que se constitui no dia a dia da luta que n\u00e3o acaba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong> <\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Bibliografia:<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LAVE, Jean., WENGER, Etienne. Aprendizaje Situado, Participaci\u00f3n perif\u00e9tica leg\u00edtima. \u00a0Iztacala: Universidad Nacional Autonoma de M\u00e9xico, Facultad de Est\u00fadios Superiores, 2003<em>, <\/em>p. 1-32.<em> <\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><em>Belo Horizonte, MG, Brasil, 03 de novembro de 2012.<\/em><em> <\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr width=\"33%\" size=\"1\" \/>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Aprendizagem%20Situada%20na%20Comunidade%20Dandara%20-%20por%20Gilvander%20-%2003%2011%202012.doc#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP, em S\u00e3o Paulo, SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico de Roma, It\u00e1lia; assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; e-mail: <a href=\"mailto:gilvander@igrejadocarmo.com.br\">gilvander@igrejadocarmo.com.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &#8211; facebook: Gilvander \u00a0Moreira<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Aprendizagem%20Situada%20na%20Comunidade%20Dandara%20-%20por%20Gilvander%20-%2003%2011%202012.doc#_ftnref2\">[2]<\/a> Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Cf. <a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/\">www.mst.org.br<\/a><\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Aprendizagem%20Situada%20na%20Comunidade%20Dandara%20-%20por%20Gilvander%20-%2003%2011%202012.doc#_ftnref3\">[3]<\/a>Cf. \u00a0<a href=\"http:\/\/www.brigadaspopulares.blogspot.com\/\">www.brigadaspopulares.blogspot.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprendizagem Situada na Comunidade Dandara. Gilvander Lu\u00eds Moreira[1] A antrop\u00f3loga Jean Lave na Comunidade Dandara? Vejamos. Dandara come\u00e7ou como ocupa\u00e7\u00e3o, mas se tornou uma comunidade.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-201","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}