{"id":205,"date":"2012-11-12T11:46:19","date_gmt":"2012-11-12T13:46:19","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=205"},"modified":"2012-11-12T11:46:19","modified_gmt":"2012-11-12T13:46:19","slug":"a-biblia-respira-profecia-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/a-biblia-respira-profecia-parte-1\/","title":{"rendered":"A B\u00edblia respira profecia (Parte 1)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"color: #008000;\">A B\u00edblia respira profecia (Parte 1)<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">\u201c<em>Se calarem a voz dos profetas<\/em>&#8230;\u201d<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Gilvander Lu\u00eds Moreira<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/FREI%20GILVANDER\/Documents\/A%20B%C3%ADblia%20respira%20profecia%20(1)%20-%20p%20site%20-%20por%20Gilvander%20-%2012%2011%202012.doc#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Palavra de Jav\u00e9: consolai os aflitos e afligi os consolados! <\/em><em>Ningu\u00e9m pode tocar o corpo dos escritos prof\u00e9ticos sem sentir a batida do cora\u00e7\u00e3o divino.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(<strong>Obs<\/strong>.: Esse texto \u00e9 a 1\u00aa parte do artigo \u201cA B\u00edblia respira Profecia: \u201cSe calarem a voz dos profetas &#8230;\u201d, publicado na Revista Estudos B\u00edblicos, Vol. 29, n. 113, jan\/mar\/2012, pp. 37-56, revista que tem como t\u00edtulo geral: B\u00edblia, uma Paideia libertadora.)<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 \u2013 Para come\u00e7o de conversa.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A B\u00edblia, se interpretada com sensatez e a partir dos pobres, nos educa para a viv\u00eancia prof\u00e9tica, o que passa necessariamente por construir uma conviv\u00eancia humana e ecol\u00f3gica onde o bem comum seja um princ\u00edpio b\u00e1sico seguido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os grandes desafios da realidade social, eclesial e eclesi\u00e1stica para as pessoas crist\u00e3s que se engajam nas lutas sociais e na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa, solid\u00e1ria, ecum\u00eanica e sustent\u00e1vel, &#8211; tamb\u00e9m constru\u00e7\u00e3o de uma igreja Povo de Deus -, me fazem recordar tamb\u00e9m os desafios de muitos profetas e profetisas da B\u00edblia e de suas profecias.<strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra \u2013 MST &#8211; realiza a\u00e7\u00f5es radicais \u2013 n\u00e3o extremistas, mas aquelas que, de fato, v\u00e3o \u00e0 raiz dos problemas e, por isso, ferem o cora\u00e7\u00e3o da idolatria do capital &#8211; o \u00f3dio dos poderosos despeja-se sobre os militantes desse que \u00e9 o maior movimento popular da Am\u00e9rica Afrolat\u00edndia. \u00a0Isso faz acordar em mim profecias b\u00edblicas, como das parteiras do Egito, dos profetas Elias, Am\u00f3s, Miqueias e do galileu de Nazar\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de passar a palavra \u00e0s profetisas e aos profetas da B\u00edblia, pergunto: Quantos de n\u00f3s j\u00e1 nos dispusemos a fazer a experi\u00eancia de viver sob lonas pretas e gravetos \u2013 em condi\u00e7\u00f5es similares aos animais no meio do mato, ou em condi\u00e7\u00f5es piores do que nas favelas? Quem de n\u00f3s j\u00e1 viveu \u00e0 beira das estradas, em lugares ermos e remotos, sujeitos aos ataques noturnos repentinos? Quantos j\u00e1 permaneceram em um acampamento do MST por mais de \u00a0um dia, observando o que comem (e, sobretudo, o que deixam de comer), o que lhes falta, como s\u00e3o suas condi\u00e7\u00f5es de vida? Quantos j\u00e1 viram o desespero das m\u00e3es procurando, aos gritos, pelos filhos enquanto o acampamento arde em fogo \u00e0s 3 da madrugada, atacado por jagun\u00e7os?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sentindo-me na pele dos Sem Terra, convido voc\u00ea para visitar algumas profecias b\u00edblicas das parteiras, de Elias, Am\u00f3s, Miqueias e Jesus de Nazar\u00e9, na esperan\u00e7a de que possam iluminar nossas consci\u00eancias e aquecer nossos cora\u00e7\u00f5es para discernirmos o que \u00e9 preciso fazer, como fazer e comprometermo-nos de fato com a causa dos pobres que, com f\u00e9 libertadora, lutam por direitos humanos, por uma terra sem males.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.1 \u2013 Uma premissa b\u00e1sica: nosso Deus \u00e9 transdescendente.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos perguntam: se Deus existe e \u00e9 todo poderoso, por que permite tanta dor, tanta viol\u00eancia e sofrimento no mundo? Deus \u00e9 s\u00e1dico? Est\u00e1 sentado na arquibancada, de bra\u00e7os cruzados, vendo o sangue do inocente verter na arena da vida? Deus n\u00e3o faz nada? Um s\u00e1bio, ao ouvir essas interpela\u00e7\u00f5es, respondeu: Deus fez e faz todos n\u00f3s para sermos no mundo express\u00e3o do Deus que \u00e9 infinito amor. A \u00fanica for\u00e7a que Deus tem \u00e9 o amor, que aparenta ser a realidade mais fr\u00e1gil, mas \u00e9 a mais poderosa do mundo. S\u00f3 o amor constr\u00f3i.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JESUS se tornou t\u00e3o humano que acabou se divinizando. Pelo seu relacionamento \u00edntimo com o Pai, ao qual chamava de papai (<em>abb\u00e1h<\/em>, em hebraico), Ele nos revela uma caracter\u00edstica fundamental que perpassa toda a experi\u00eancia do povo de Deus da B\u00edblia: o Deus comprometido com os pobres \u00e9 um Deus <em>transdescendente<\/em>, n\u00e3o apenas transcendente &#8211; sua transcend\u00eancia se esconde na iman\u00eancia, o divino no humano. A partir do \u00caxodo, constatamos como Jav\u00e9 \u00e9 um Deus que <strong>ouve<\/strong> os clamores dos oprimidos e <strong>desce <\/strong>para libert\u00e1-los (Ex 3,7-9). No in\u00edcio do G\u00eanesis, o Esp\u00edrito<strong> <\/strong>est\u00e1 nas \u00e1guas, permeia e perpassa tudo (Gn 1,2). Em Jesus de Nazar\u00e9, tendo \u201cnascido de mulher\u201d (Gl 4,4), Deus se encarna, <strong>descendo<\/strong> e <strong>assumindo<\/strong> a condi\u00e7\u00e3o humana. No Apocalipse, Deus<strong> larga o c\u00e9u, desce<\/strong>, <strong>arma sua tenda entre n\u00f3s e vem morar conosco definitivamente <\/strong>(Ap 21,1-3). Logo, um movimento de <em>transdescend\u00eancia<\/em> perpassa toda a B\u00edblia. Esta caracter\u00edstica se reflete em Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.2 \u2013 Profecia \u00e9 sussurro de Deus.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os or\u00e1culos prof\u00e9ticos, normalmente, s\u00e3o introduzidos com uma f\u00f3rmula caracter\u00edstica: \u201c<em>Assim disse Jav\u00e9<\/em>&#8230;.\u201d ou \u201c<em>Or\u00e1culo de Jav\u00e9<\/em>\u201d (Jr 9,22-23). A express\u00e3o \u201c<em>ne\u2019m YAHWEH\u201d<\/em>, em hebraico, geralmente traduzida por \u201cor\u00e1culo de Jav\u00e9\u201d ou \u201cPalavra de Jav\u00e9\u201d, significa &#8220;sussurro, cochicho de Deus no ouvido do profeta ou da profetisa&#8221;. Para entender um cochicho, um sussurro, \u00e9 preciso fazer sil\u00eancio, prestar muita aten\u00e7\u00e3o, estar em sintonia, ter proximidade, ser amiga\/o. Logo, Deus n\u00e3o falava claramente aos profetas, como n\u00f3s, muitas vezes pensamos. Deus fala hoje para \u2013 e em &#8211; n\u00f3s do mesmo modo que falava aos profetas e \u00e0s profetisas. Deus cochicha (sussurra) em nossos ouvidos, sempre a partir da realidade do p\u00f3lo enfraquecido, na trama complexa das rela\u00e7\u00f5es e estruturas humanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Precisamos colocar nossos ouvidos e nosso cora\u00e7\u00e3o pertinho do cora\u00e7\u00e3o dos violentados, para que nossas palavras possam refletir algo da vontade do Deus da vida. Mais que fazer cursos de orat\u00f3ria, precisamos de cursos de \u201c<em>escutat\u00f3ria\u201d<\/em>. Para ouvir os clamores mais profundos dos empobrecidos, \u00e9 necess\u00e1rio conviver com eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.3 &#8211; A for\u00e7a e a fraqueza da palavra prof\u00e9tica.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interven\u00e7\u00f5es prof\u00e9ticas que, no tempo do profeta (ou da profetisa) devem ter provocado calafrios, e ter soado quase como blasfemas, hoje podem parecer insossas a muitos leitores. Assim palavras de grande profundidade humana podem passar despercebidas para muitos crist\u00e3os. Se os profetas b\u00edblicos ressuscitassem no nosso meio hoje e atualizassem suas profecias, provavelmente, suscitariam mal-estar ou esc\u00e2ndalo. Eis um exemplo: O profeta Am\u00f3s, em pleno s\u00e9culo VIII a.C., fez a seguinte profecia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Ide-vos a Betel pecar, em Guilgal pecai firme;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>oferecei pela manh\u00e3 os vossos sacrif\u00edcios<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>e no terceiro dia os vossos d\u00edzimos;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>oferecei p\u00e3es fermentado, pronunciai a a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>anunciai dons volunt\u00e1rios,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>pois \u00e9 disso que gostais, israelitas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> or\u00e1culo de Jav\u00e9<\/em>\u201d (Am 4,4-5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este texto \u00e9 quase incompreens\u00edvel para as pessoas que n\u00e3o sabem o que \u00e9 Betel nem Guilgal, desconhecem a express\u00e3o \u201coferecer sacrif\u00edcios\u201d (s\u00f3 ouviram falar de \u201csacrificar-se\u201d, \u201cmortificar-se\u201d), desconhecem o que s\u00e3o os \u00e1zimos e os dons volunt\u00e1rios. Isso nos revela a fraqueza da palavra prof\u00e9tica. Mas atualizando a profecia, acima apresentada, poderemos, talvez, apresent\u00e1-la assim:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Ide pecar em Aparecida no Norte,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>em Juazeiro do Padre C\u00edcero pecai firme.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Assisti \u00e0 missa todos os dias,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Oferecei vossas velas e oferendas. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Queimai o incenso da bajula\u00e7\u00e3o,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ardam os incens\u00f3rios, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Anunciai novenas,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pois \u00e9 disso que gostais, cat\u00f3licos. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Or\u00e1culo do Senhor<\/em>\u201d.<em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui notamos a for\u00e7a da mensagem, sua clareza, brevidade e concis\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 patente a dureza e ironia com a qual se expressa. Em Am 4,4-5 o profeta usa o g\u00eanero \u201cinstru\u00e7\u00e3o\u201d, t\u00edpico dos sacerdotes. Assim Am\u00f3s, usando o estilo de linguagem dos sacerdotes, critica-os com uma ironia fina e os ridiculariza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O exemplo acima, nos mostra a for\u00e7a e a fraqueza da palavra prof\u00e9tica. Fraca, porque ficou aprisionada por uma linguagem, uma hist\u00f3ria, uma cultura, que n\u00e3o \u00e9 a nossa. Forte, porque resplandece com todo vigor quando lhe arrancamos as \u201csujeiras\u201d do tempo e encontramos o seu sentido \u201cem si\u201d e a sua mensagem \u201cpara n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para entendermos bem o sentido \u201cem si\u201d de Am 4,4-5 devemos estudar exegeticamente o texto. Para percebermos a veem\u00eancia da cr\u00edtica do profeta Am\u00f3s ao culto, explicitando assim a rela\u00e7\u00e3o de Israel com o culto, devemos considerar o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os vers\u00edculos 4 e 5 do cap\u00edtulo quatro de Am\u00f3s s\u00e3o uma ir\u00f4nica exorta\u00e7\u00e3o (seis verbos no imperativo) a caminhar para os santu\u00e1rios de Betel e Galgala para multiplicar as transgress\u00f5es, mais do que para adorar Deus. O car\u00e1ter ir\u00f4nico dos vers\u00edculos \u00e9 sublinhado pela exorta\u00e7\u00e3o para oferecer um sacrif\u00edcio <em>cada manh\u00e3<\/em>, e pior ainda, o d\u00edzimo (= a d\u00e9cima parte) a <em>cada tr\u00eas dias<\/em>. Dt 14,28 e Dt 26,12 s\u00e3o dois textos que regulam esta obriga\u00e7\u00e3o, estabelecem que a d\u00e9cima parte deve ser paga a <em>cada tr\u00eas anos<\/em>. Portanto, pedir para pagar a cada tr\u00eas dias o que deve ser pago a cada tr\u00eas anos \u00e9, no m\u00ednimo, uma ironia sarc\u00e1stica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m a a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as com a oferta do <em>p\u00e3o fermentado<\/em> (v. 5) contradiz formalmente o que \u00e9 indicado em Ex 12,15.39; 13,7; Dt 16,3. Da celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa (Ex 13,3; 23,18; 34,25) at\u00e9 as pequenas \u201cofertas vegetais\u201d (Lv 2,4.5.11), tudo deve ser feito sempre com <em>p\u00e3es \u00e1zimos<\/em>, e n\u00e3o com p\u00e3o fermentado. Se comparar esta ironia com Os 8,13, segundo a interpreta\u00e7\u00e3o proposta por alguns autores<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/FREI%20GILVANDER\/Documents\/A%20B%C3%ADblia%20respira%20profecia%20(1)%20-%20p%20site%20-%20por%20Gilvander%20-%2012%2011%202012.doc#_ftn2\">[2]<\/a>, a ironia n\u00e3o se refere portanto a uma falsa celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa somente. \u201cCada manh\u00e3\u201d (v. 4) n\u00e3o deve ser traduzido por \u201cna manh\u00e3\u201d, como cr\u00edtica de uma celebra\u00e7\u00e3o pascal que devia acontecer \u00e0 tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ofertas volunt\u00e1rias\u00a0 pode-se encontrar um tratamento ir\u00f4nico no incitamento a proclamar e fazer conhec\u00ea-las. Essas ofertas, justamente porque volunt\u00e1rias, n\u00e3o eram provavelmente reguladas por espec\u00edficas disposi\u00e7\u00f5es.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/FREI%20GILVANDER\/Documents\/A%20B%C3%ADblia%20respira%20profecia%20(1)%20-%20p%20site%20-%20por%20Gilvander%20-%2012%2011%202012.doc#_ftn3\">[3]<\/a> As concess\u00f5es sobre a imperfeita qualidade da oferta volunt\u00e1ria, n\u00e3o permitida para outros sacrif\u00edcios (Lv 22,23), nas regras mais amplas sobre o tempo para consumir a oferta (Lv 7,16; 22,21), assim como a men\u00e7\u00e3o delas no \u00faltimo lugar no resumo de Lv 23,37-38, depois dos \u201csacrif\u00edcios para o fogo\u201d, holocaustos, obla\u00e7\u00f5es, v\u00edtimas, liba\u00e7\u00f5es, dons e votos. Tudo sublinha o car\u00e1ter privado desses sacrif\u00edcios. <em><span style=\"text-decoration: underline;\">Proclamar<\/span><\/em> essas ofertas destr\u00f3i o seu car\u00e1ter e finalidade. N\u00e3o parece que nem o an\u00fancio (ret\u00f3rico) do salmista dos sacrif\u00edcios que far\u00e1 nem da proclama\u00e7\u00e3o das gra\u00e7as recebidas por Deus (Sl 66,15-16) pode ser interpretado como justifica\u00e7\u00e3o ou explica\u00e7\u00e3o do relacionamento indicado em Am 4,5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vamos contemplar como agiram profetisas e profetas da B\u00edblia. Isso poder\u00e1 ser uma b\u00fassola na nossa miss\u00e3o na atualidade.<\/p>\n<p>Belo Horizonte, MG, Brasil, 12 de novembro de 2012.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr width=\"33%\" size=\"1\" \/>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/FREI%20GILVANDER\/Documents\/A%20B%C3%ADblia%20respira%20profecia%20(1)%20-%20p%20site%20-%20por%20Gilvander%20-%2012%2011%202012.doc#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico de Roma; assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; conselheiro do Conselho Estadual dos Direitos Humanos de Minas Gerais \u2013 CONEDH; e-mail: <a href=\"mailto:gilvander@igrejadocarmo.com.br\">gilvander@igrejadocarmo.com.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &#8211; facebook: Gilvander Moreira<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/FREI%20GILVANDER\/Documents\/A%20B%C3%ADblia%20respira%20profecia%20(1)%20-%20p%20site%20-%20por%20Gilvander%20-%2012%2011%202012.doc#_ftnref2\">[2]<\/a> SIMIAN-YOFRE, H., <em>El desierto de los Dioses<\/em>, Cordoba, 1992, p. 86.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/FREI%20GILVANDER\/Documents\/A%20B%C3%ADblia%20respira%20profecia%20(1)%20-%20p%20site%20-%20por%20Gilvander%20-%2012%2011%202012.doc#_ftnref3\">[3]<\/a> Cf. as refer\u00eancias bastante gerais em 2 Cr 31,14; Sl 68,10; 119,108 &#8211; no singular e no sentido \u201cprofano\u201d, ofertas volunt\u00e1rias para a constru\u00e7\u00e3o do templo, cf. Ex 35,29; 36,3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A B\u00edblia respira profecia (Parte 1) \u201cSe calarem a voz dos profetas&#8230;\u201d Gilvander Lu\u00eds Moreira[1] Palavra de Jav\u00e9: consolai os aflitos e afligi os consolados! 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