{"id":2275,"date":"2018-07-03T16:39:00","date_gmt":"2018-07-03T19:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=2275"},"modified":"2018-07-03T16:39:00","modified_gmt":"2018-07-03T19:39:00","slug":"povo-indigena-kaxixo-guardiao-dos-cerrados","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/povo-indigena-kaxixo-guardiao-dos-cerrados\/","title":{"rendered":"Povo ind\u00edgena Kaxix\u00f3, guardi\u00e3o dos cerrados."},"content":{"rendered":"<p><strong>Povo ind\u00edgena Kaxix\u00f3, guardi\u00e3o dos cerrados.\u00a0<\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_2277\" aria-describedby=\"caption-attachment-2277\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2277 size-medium\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Slide2-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Slide2-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Slide2-768x576.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Slide2.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2277\" class=\"wp-caption-text\">Lideran\u00e7as Kaxix\u00f3: Zezinho e Djalma (j\u00e1 falecidos) participando da \u201cMarcha Ind\u00edgena &#8211; 500 anos de Resist\u00eancia\u201d em Belo Horizonte no ano 2000. Foto: A. Baeta.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><sup>\u00a0 <\/sup>Ao som de assobios imitando p\u00e1ssaros dos cerrados, em um tor\u00e9 (dan\u00e7a de roda), cantando \u201c<em>Jaci rer\u00ea, jaci rar\u00e1<\/em> (bis). <em>Sou \u00edndio Kaxix\u00f3, na luta vou entrar<\/em> (bis). <em>Conquistar a nossa terra e pra sempre aqui morar<\/em> (bis). <em>Com muita coragem e vontade de vencer<\/em> (bis). <em>Sou \u00edndio e vou \u00e0 luta pra vit\u00f3ria a gente ter<\/em> (bis). <em>Esquecemos a tristeza batendo marac\u00e1<\/em> (bis). <em>Cantando e dan\u00e7ando para nossa festa animar<\/em> (bis). <em>Jaci rer\u00ea jaci rar\u00e1 <\/em>(bis) &#8230;\u201d, iniciamos uma \u00a0Roda de Conversa com ind\u00edgenas do Povo Kaxix\u00f3 na sede do CEDEFES (Centro de Documenta\u00e7\u00e3o Eloy Ferreira da Silva), em Belo Horizonte, MG, dia 30 de junho de 2018. Foram mais de cinco horas de retrospectiva de uma luta justa, necess\u00e1ria e leg\u00edtima: a do Povo Ind\u00edgena Kaxix\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Aldeia Kaxix\u00f3 \u00e9 composta por quatro localidades: Cap\u00e3o do Zezinho e Crici\u00fama, na margem esquerda do rio Par\u00e1, munic\u00edpio de Martinho Campos; Fundinho e Pinda\u00edba, na margem direita do mesmo rio, munic\u00edpio de Pomp\u00e9u, no centro-oeste de Minas Gerais, no baixo rio Par\u00e1, um dos grandes afluentes do rio Francisco, que irriga 15 munic\u00edpios antes de desaguar suas \u00e1guas no rio S\u00e3o Francisco. \u00a0Os Kaxix\u00f3 est\u00e3o atualmente encurralados em aproximadamente 20 hectares de seu territ\u00f3rio, sendo que, segundo os estudos t\u00e9cnicos, o Povo Kaxix\u00f3 tem direito a 5.411 hectares de territ\u00f3rio. \u201cTem direito a um territ\u00f3rio maior, mas o territ\u00f3rio de 5.411 hectares foi o que a FUNAI (Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio) aceitou com base nos muitos estudos feitos\u201d, alerta Marilda Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo as diversas pesquisas realizadas pela equipe do CEDEFES, composta por antrop\u00f3logas, indigenistas, soci\u00f3logos, historiadoras, arque\u00f3logas e engenheiras agr\u00f4nomas, em 1602, uma das expedi\u00e7\u00f5es das Entradas e Bandeiras deportou 2 mil \u00edndios do centro-oeste mineiro para o litoral do Rio de Janeiro. Mesmo massacrado e vilipendiado, o povo Kaxix\u00f3 resiste h\u00e1 s\u00e9culos, no centro-oeste de Minas Gerais. \u201c&#8230; <em>os fazendeiros proibiam a gente de dizer que \u00e9ramos \u00edndios Kaxix\u00f3. Roubaram nossa terra, nossa l\u00edngua e nossa religi\u00e3o<\/em>\u201d &#8211; denunciava o cacique Djalma, Kaxix\u00f3 de uma extraordin\u00e1ria sabedoria. Quinze s\u00edtios arqueol\u00f3gicos foram encontrados no seu territ\u00f3rio ainda em poder de empresas e latifundi\u00e1rios. Os primeiros conflitos de terra com latifundi\u00e1rios teriam ocorrido j\u00e1 no s\u00e9culo XVIII com o povoamento e abertura de grandes fazendas na regi\u00e3o de Pitangui. O primeiro grande perseguidor dos ind\u00edgenas nesta \u00e9poca teria sido o potentado capit\u00e3o In\u00e1cio de Oliveira Campos. Nesta ocasi\u00e3o, muitos ind\u00edgenas teriam sido expulsos, outros assassinados, e os que ficaram foram obrigados a trabalhar nas fazendas, em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 de escravid\u00e3o, dir\u00edamos em linguagem de hoje. Segundo o saudoso Cacique Djalma Kaxix\u00f3: \u201c<em>tentaram esbaga\u00e7ar os Kaxix\u00f3<\/em>&#8230;\u201d (relato de 1999).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As persegui\u00e7\u00f5es incessantes aos Kaxix\u00f3 foram tamanhas, que, inclusive, foram terminantemente proibidos pelos fazendeiros de dizer que seriam ind\u00edgenas, sendo que na d\u00e9cada de 1970, resistiam apenas duas fam\u00edlias Kaxix\u00f3 em sua atual \u00e1rea, mas hoje somam 29 fam\u00edlias com cerca de cem ind\u00edgenas. Somente em 1986, com amea\u00e7as de dissolu\u00e7\u00e3o completa de sua base e refer\u00eancia territorial, \u00e9 que os Kaxix\u00f3 solicitaram apoio ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Pomp\u00e9u e \u00e0 Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), e quando questionados sobre a sua rela\u00e7\u00e3o com a terra se apresentaram como ind\u00edgenas Kaxix\u00f3, revelando a sua mem\u00f3ria sufocada e a sua identidade. Foi por meio de estrat\u00e9gias de sil\u00eancio e de sua invisibilidade junto \u00e0 sociedade nacional e aos poderosos da regi\u00e3o que conseguiram resistir a um processo cont\u00ednuo de persegui\u00e7\u00f5es e proibi\u00e7\u00f5es. Nessa \u00e9poca, o CEDEFES iniciou os primeiros estudos t\u00e9cnicos sobre esta comunidade ind\u00edgena, visando apoiar a sua organiza\u00e7\u00e3o, luta por afirma\u00e7\u00e3o de sua identidade e conquista de seus direitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, a demarca\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio Kaxix\u00f3 continua bloqueada por demanda judicial na Justi\u00e7a Federal, por questionamentos infundados por parte das prefeituras de Martinho Campos e Pomp\u00e9u, pelo Governo de Minas Gerais e pela Associa\u00e7\u00e3o dos Latifundi\u00e1rios da regi\u00e3o. Essa alian\u00e7a, na pr\u00e1tica, de duas municipalidades e do Governo de Minas com latifundi\u00e1rios e grandes empresas contra o Povo Ind\u00edgena Kaxix\u00f3 demonstra que, de fato, o Estado Brasileiro \u00e9 c\u00famplice do sistema do capital e n\u00e3o atua para gerir o bem comum, mas se verga diante dos mega-interesses econ\u00f4micos de grandes empresas que continuam se apoderando do territ\u00f3rio do Povo Kaxix\u00f3. No Governo de Minas, o PSDB impugnou a demarca\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio Kaxix\u00f3 e o PT (Governo de Fernando Pimentel) mant\u00e9m h\u00e1 tr\u00eas anos e meio a posi\u00e7\u00e3o do PSDB contra o Povo Ind\u00edgena Kaxix\u00f3. At\u00e9 quando os prefeitos de Martinho Campos e Pomp\u00e9u e o Governo de Minas Gerais v\u00e3o continuar do lado dos latifundi\u00e1rios e contra a demarca\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio do Povo Ind\u00edgena Kaxix\u00f3?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao apresentar o Plano de Gest\u00e3o Territorial e Ambiental da Terra Ind\u00edgena Kaxix\u00f3 (PGTA), a agr\u00f4noma Marilda Magalh\u00e3es, do CEDEFES, frisou: \u201cO povo ind\u00edgena Kaxix\u00f3 \u00e9 guardi\u00e3o dos cerrados\u201d. De fato, sua alimenta\u00e7\u00e3o, adere\u00e7os, can\u00e7\u00f5es e jeito de ser-t\u00e3o refletem a alma dos cerrados. Em um contexto de imensa devasta\u00e7\u00e3o dos cerrados, demarcar o territ\u00f3rio Kaxix\u00f3 tornou-se necessidade urgente e n\u00e3o pode mais ser postergado. Os povos ind\u00edgenas n\u00e3o querem apenas dan\u00e7ar e serem estereotipados, mas querem falar, serem ouvidos e respeitados pelos n\u00e3o ind\u00edgenas, pois n\u00e3o toleram mais o rolo compressor do Estado acumpliciado com a elite dominante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais de cem povos ind\u00edgenas habitavam o estado de Minas Gerais. Atualmente 18 povos, entre os quais, os Xakriab\u00e1, Aran\u00e3, Maxakali, Xukuru-Kariri, Patax\u00f3 Hahahae, Kamak\u00e3, Puri, Pankararu, Tux\u00e1, Krenak, Mokurin, Catu Atu Arax\u00e1, Xukuru-kariri, Kiriri, Guarani, Karaj\u00e1, canoeiros e Kaxix\u00f3 e outras etnias dispersas nos centros urbanos \u2013 est\u00e3o na luta pela retomada de seus territ\u00f3rios\u00a0 e para que sejam demarcados de forma integral. H\u00e1 quase trinta anos, o CEDEFES, a CPT e o CIMI acompanham a luta do Povo Kaxix\u00f3, contribuindo para a organiza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, da cultura e preserva\u00e7\u00e3o dos testemunhos arqueol\u00f3gicos que existem na \u00e1rea Kaxix\u00f3. Alenice Baeta, p\u00f3s-doutora em Arqueologia, mostrando artefatos cer\u00e2micos encontrados no territ\u00f3rio Kaxix\u00f3 afirma em seus estudos: \u201cEst\u00e1 comprovada a presen\u00e7a de diversos povos ind\u00edgenas na regi\u00e3o dos Kaxix\u00f3 h\u00e1 pelo menos 2 mil anos\u201d. Ao narrar a persegui\u00e7\u00e3o atroz e as amea\u00e7as incessantes de morte sofrida pelos Kaxix\u00f3, o cacique Nilvando apontou a for\u00e7a do resgate da hist\u00f3ria a partir dos oprimidos: \u201cAo levantarmos a nossa hist\u00f3ria, nos levantamos tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p>CALDEIRA, A. V.; BAETA, A. M.; MATTOS, I. M. &amp; SAMPAIO, J. A. L., <strong>Kaxix\u00f3: quem \u00e9 este povo<\/strong>. Belo Horizonte: CESE\/CEDEFES\/ANAI, Janeiro de 1999.<\/p>\n<p>CEDEFES. <strong>Plano de Gest\u00e3o Territorial e Ambiental na Terra Ind\u00edgena Kaxix\u00f3<\/strong> &#8211; PGTA. PNUD\/ISPN\/FUNAI. Setembro de 2016.<\/p>\n<p>Belo Horizonte, MG, Brasil, 03 de julho de 2018.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2276\" aria-describedby=\"caption-attachment-2276\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2276 size-medium\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Slide1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Slide1-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Slide1-768x576.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Slide1.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2276\" class=\"wp-caption-text\">Roda de Conversa no CEDEFES sobre: \u201cPovo Ind\u00edgena Kaxix\u00f3: retrospectiva de um processo de luta\u201d. Foto: A. Baeta<\/figcaption><\/figure>\n<p>Obs.: Os v\u00eddeos, abaixo, ilustram o texto, acima.<\/p>\n<p><strong>1 &#8211; Caxix\u00f3 &#8211; O Segredo Encantado &#8211; parte 1<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_64994\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JX7ysFZfk-w?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p><strong>2 &#8211; Caxix\u00f3 &#8211; O Segredo Encantado &#8211; parte 2<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_75176\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/15yVqctmS-4?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p><strong>3 &#8211; Filme Casca do Ch\u00e3o &#8211; Povo Kaxix\u00f3<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_42387\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mlxE4scSxFQ?enablejsapi=1&#038;index=2&#038;list=PLU3xpnSKCkVk6nWLwNVars8obRXRqQDfD&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG.<\/p>\n<p>E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Povo ind\u00edgena Kaxix\u00f3, guardi\u00e3o dos cerrados.\u00a0Por Gilvander Moreira[1] \u00a0 Ao som de assobios imitando p\u00e1ssaros dos cerrados, em um tor\u00e9 (dan\u00e7a de roda), cantando \u201cJaci rer\u00ea, jaci rar\u00e1 (bis). 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