{"id":235,"date":"2013-02-24T22:52:53","date_gmt":"2013-02-25T01:52:53","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=235"},"modified":"2013-02-24T22:52:53","modified_gmt":"2013-02-25T01:52:53","slug":"comunidade-dandara-estrela-de-belem","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/comunidade-dandara-estrela-de-belem\/","title":{"rendered":"Comunidade Dandara, estrela de Bel\u00e9m?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Comunidade Dandara, estrela de Bel\u00e9m?<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Gilvander Lu\u00eds Moreira<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/FREI%20GILVANDER\/Documents\/Comunidade%20Dandara%20-%20estrela%20de%20Bel%C3%A9m%20-%20por%20Gilvander%20-%2024%2002%202013.doc#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dia 19 de fevereiro de 2013, a Comunidade Dandara, no bairro C\u00e9u Azul, regi\u00e3o da Nova Pampulha, em Belo Horizonte, MG, obteve uma vit\u00f3ria imprescind\u00edvel no Tribunal de Justi\u00e7a de Minas (TJMG).<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Eu concedi uma Entrevista ao site <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/\">www.ihu.unisinos.br<\/a> sobre a luta da Comunidade Dandara, com o t\u00edtulo Comunidade Dandara, exemplo de luta por dignidade. Segue, abaixo, o teor da Entrevista transformada em artigo, em 15 pontos: 1. Contexto que suscitou a luta; 2. Cotidiano e desafios de Dandara; 3. Constru\u00e7\u00f5es em Dandara; 4. Pol\u00edticas p\u00fablicas?; 5. Avan\u00e7os; 6. A Igreja Cat\u00f3lica na Dandara. E as outras igrejas?; 7. Base teol\u00f3gica e b\u00edblica para ocupa\u00e7\u00e3o de terras; 8. A fun\u00e7\u00e3o social da propriedade; 9. Papel das Brigadas Populares e do MST; 10. Decis\u00e3o do TJMG e Dandara; 11. Pr\u00f3ximas lutas; 12. Dandara internamente; 13. Dandara e o Pinheirinho; 14. Dandara, a companheira de Zumbi; e 15. E agora, Dandara?<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"color: #2e3d4c;\">1. <\/strong><strong style=\"color: #2e3d4c;\">Contexto que suscitou a luta.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minas Gerais continua sendo um estado conservador em termos de transforma\u00e7\u00f5es sociais. Por exemplo, no Rio Grande do Norte j\u00e1 existem 297 assentamentos de reforma agr\u00e1ria. Em Minas, apenas 300. Deveria ter, pelo tamanho do estado, no m\u00ednimo, 1.500 assentamentos. Cerca de 1\/3 do territ\u00f3rio de Minas, estima-se, s\u00e3o de terras devolutas que est\u00e3o griladas nas m\u00e3os de grandes empresas eucaliptadoras. Assim, o \u00eaxodo rural tem sido intensificado ultimamente. O d\u00e9ficit habitacional em Belo Horizonte est\u00e1 em torno de 200 mil moradias. Em Minas Gerais, quase um milh\u00e3o de moradias. O prefeito de Belo Horizonte (BH), M\u00e1rcio Lacerda (PSB+PSDB+DEM), no seu 1\u00ba mandato, n\u00e3o fez nenhuma casa para fam\u00edlias de zero a tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Al\u00e9m disso, BH \u00e9 a \u00fanica capital que n\u00e3o entregou ainda nenhuma casa por esse Programa. Apenas no 1\u00ba dia de cadastro para o Programa Minha Casa Minha Vida, h\u00e1 4 anos atr\u00e1s, 198 mil fam\u00edlias se inscreveram. No ritmo que a prefeitura est\u00e1 construindo casas populares, ser\u00e3o necess\u00e1rios 200 anos para zerar o d\u00e9ficil habitacional, caso ele n\u00e3o aumente. Uma injusti\u00e7a que clama aos c\u00e9us! Os pobres n\u00e3o podem viver no ar. Ainda existe lei da gravidade. Diante dessa injusti\u00e7a estrutural, de um Estado violentador dos direitos humanos, dois fatores, dentre outros, tem levado os empobrecidos \u00e0 luta: a necessidade e o compromisso de centenas de jovens e adultos \u00a0com a causa dos pobres. Por isso, na madrugada de 09 de abril de 2009, uma quinta-feira da Semana Santa, cerca de 140 fam\u00edlias sem-terra e sem-casa, organizadas pelas Brigadas Populares e pelo MST, ocuparam, no bairro C\u00e9u Azul, regi\u00e3o da Nova Pampulha, em BH, um terreno abandonado h\u00e1 d\u00e9cadas, 315 mil metros quadrados (31,5 hectares), um latif\u00fandio urbano que n\u00e3o cumpria sua fun\u00e7\u00e3o social. O 1\u00ba dia foi uma batalha \u00e1rdua e inesquec\u00edvel, mas o povo resistiu diante de centenas de policiais com armas nas m\u00e3os, com helic\u00f3ptero, c\u00e3es, balas de borracha etc. Ao anoitecer, quando a pol\u00edcia j\u00e1 tinha encurralado o povo em um dos cantos do terreno, na imin\u00eancia de fazer o despejo pela for\u00e7a militar, muitos jovens da Vila Bispo de Maura, comunidade de periferia existente ao lado, veio em socorro \u00e0s fam\u00edlias da ocupa\u00e7\u00e3o Dandara e come\u00e7aram a jogar pedras nos policiais. Assim os policiais viraram as armas para os jovens da vila. A TV Record apareceu, filmou o conflito social e exibiu no Jornal da TV Record. Na madrugada seguinte, come\u00e7aram a chegar novas fam\u00edlias que estavam crucificadas pelo aluguel &#8211; veneno que come no prato dos pobres &#8211; ou humilhadas pela sobreviv\u00eancia de favor em casa de parentes, implorando para serem aceitas na ocupa\u00e7\u00e3o. Foi organizada uma fila para o cadastramento. No 5\u00ba dia de ocupa\u00e7\u00e3o Dandara j\u00e1 havia 1.200 fam\u00edlias, o que levou a coordena\u00e7\u00e3o a iniciar o cadastro de uma fila de espera. <strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"color: #2e3d4c;\">2. <\/strong><strong style=\"color: #2e3d4c;\">Cotidiano e desafios de Dandara.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dandara nasceu como ocupa\u00e7\u00e3o, mas, hoje, Dandara j\u00e1 \u00e9 uma comunidade, um assentamento rururbano, motivo da uni\u00e3o do MST com as Brigadas Populares. Essa proposta foi contemplada no Plano urban\u00edstico elaborado, em di\u00e1logo com o povo de Dandara, por arquitetos da UFMG e da PUC\/MG. Na Dandara h\u00e1 a Av. Dandara com 35 metros de largura, art\u00e9ria aorta da comunidade. Lotes de 128 metros quadrados e ruas com 10 metros de largura, tais como, Rua Zilda Arns, Rua Milton Santos, Rua dos Palestinos, Rua Pedro Pedreiro e Maria diarista, Rua Chico Mendes, Av. 9 de abril, Rua das flores etc al\u00e9m da Av. Zumbi dos Palmares. O cotidiano de Dandara \u00e9 de muita luta. Mais de 2 mil pessoas de Dandara trabalham como diaristas, faxineira, ajudante de pedreiro, pedreiro, mec\u00e2nico, motorista, vigia, na limpeza urbana, copeiras, cozinheiras, motoboy, camel\u00f4s, na economia informal etc. Nos dias das cinco marchas j\u00e1 feitas, a p\u00e9, de Dandara at\u00e9 ao centro de BH,\u00a0 cerca de 28 Kms, muitas fam\u00edlias e empresas tomaram consci\u00eancia como e onde mora a sua for\u00e7a de trabalho. Al\u00e9m da luta fora de Dandara, h\u00e1 a luta interna pela constante organiza\u00e7\u00e3o da comunidade.\u00a0 J\u00e1 est\u00e1 sendo discutido e planejado a cria\u00e7\u00e3o um banco comunit\u00e1rio de Dandara, com moeda pr\u00f3pria, feira de Dandara, enfim, economia popular solid\u00e1ria. Mensalmente s\u00e3o realizadas Assembleias Gerais e semanalmente acontecem reuni\u00f5es de grupos. Al\u00e9m disso, semanalmente \u00e9 feito com a colabora\u00e7\u00e3o da Rede de Apoio e distribu\u00eddo o Jornal de Dandara, que traz os principais informes e not\u00edcias importantes da\/para a comunidade.<strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"color: #2e3d4c;\">3. <\/strong><strong style=\"color: #2e3d4c;\">Constru\u00e7\u00f5es em Dandara.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 s\u00e3o quase mil casas de alvenaria constru\u00eddas (ou em constru\u00e7\u00e3o), duas hortas comunit\u00e1rias e mais de 250 hortas em quintais, dois centros comunit\u00e1rios, uma Igreja Ecum\u00eanica. H\u00e1 tamb\u00e9m Zumbis\u2019Bar, Padaria Dandara, Mercearia Dandara e outros pequenos com\u00e9rcios. H\u00e1 espa\u00e7o para pra\u00e7as e campo de futebol j\u00e1 em projeto. Al\u00e9m de casas, Dandara est\u00e1 construindo muitas lideran\u00e7as de luta. Na Dandara, hoje, vivem cerca de 1.100 fam\u00edlias, sendo que em algumas casas h\u00e1 duas fam\u00edlias. H\u00e1 ainda alguns barracos de madeira. S\u00e3o fam\u00edlias que n\u00e3o conseguiram ainda construir suas casas de alvenaria. <strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"color: #2e3d4c;\">4. <\/strong><strong style=\"color: #2e3d4c;\">Pol\u00edticas p\u00fablicas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas fam\u00edlias de Dandara est\u00e3o no programa Bolsa Fam\u00edlia.<strong> <\/strong>As crian\u00e7as e adolescentes est\u00e3o estudando nas escolas p\u00fablicas da regi\u00e3o. No in\u00edcio, os postos de sa\u00fade e as escolas p\u00fablicas da regi\u00e3o se recusavam a receber os moradores de Dandara, alegando que eles n\u00e3o tinham endere\u00e7o. Foi preciso muita luta e press\u00e3o para conquistar acesso ao SUS e \u00e0s escolas p\u00fablicas. O prefeito de BH, em uma postura intransigente, n\u00e3o aceita dialogar com a Comunidade Dandara. Refere-se ao povo de Dandara como invasores, aproveitadores e forasteiros, que, segundo ele, n\u00e3o merecem apoio da prefeitura, pois \u201cs\u00e3o fura fila\u201d \u2013 fila que \u00e9 uma cortina de fuma\u00e7a. Assim, Dandara n\u00e3o foi ainda reconhecida pela prefeitura de BH. Falta asfaltar as ruas, fazer saneamento. A COPASA (Companhia de \u00e1gua e esgoto de MG) e a CEMIG (Companhia Energ\u00e9tica de MG) se escondem atr\u00e1s de um TAC (Termo de Ajuste de conduta), firmado entre Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas, prefeitura, COPASA e CEMIG. O tal TAC, inconstitucional e contr\u00e1rio \u00e0 Lei Org\u00e2nica de BH, diz que CEMIG e COPASA est\u00e3o proibidas de colocar \u00e1gua e energia em assentamentos irregulares. As migalhas de \u00e1gua e energia que chegam a Dandara s\u00e3o atrav\u00e9s de gato, liga\u00e7\u00f5es informais. Assim, falta \u00e1gua v\u00e1rias vezes durante o dia, cai a energia com muita frequ\u00eancia, o que provoca estragos em muitos aparelhos eletrodom\u00e9sticos. Do governo estadual, o bra\u00e7o repressor \u2013 a pol\u00edcia \u2013 est\u00e1 sempre presente na Dandara. Reprimiu muito no in\u00edcio. Durante 1,5 ano agiu de forma ilegal tentando impedir a entrada de materiais de constru\u00e7\u00e3o, mas o povo sabiamente foi driblando a pol\u00edcia, e, como formiguinha, foi construindo suas casas. Hoje, a pol\u00edcia age em casos pontuais, como por exemplo, na manuten\u00e7\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o da \u00e1rea ambiental de Dandara, cerca de 30% do territ\u00f3rio. Importante dizer que na Comunidade Dandara, nos \u00faltimos 12 meses, n\u00e3o houve nenhum assassinato. O SAMU, quando chamado, demora muito para chegar, o que j\u00e1 levou \u00e0 morte de uma mulher que esperou pelo SAMU v\u00e1rias horas. Um trabalhador de Dandara, enquanto fazia liga\u00e7\u00e3o de energia por conta pr\u00f3pria para a comunidade, foi eletrocutado e caiu do poste morto. O corpo ficou oito horas na rua esperando o rabec\u00e3o do IML. A Defensoria P\u00fablica de Minas \u00e9 uma grande parceira de Dandara. Defende com muita compet\u00eancia a causa de Dandara, atuando solidariamente com os advogados de Dandara que, ali\u00e1s, defendem Dandara gratuitamente. O mercado, interessado no poder econ\u00f4mico de Dandara, j\u00e1 reconhece a exist\u00eancia da comunidade. Um grande n\u00famero de empresas comerciais entrega mercadorias a domic\u00edlio na Dandara, mas os Correios, empresa p\u00fablica que cuida de um servi\u00e7o essencial, n\u00e3o entregam as correspond\u00eancias na comunidade. Alega que o \u201cbairro Dandara\u201d deve ser primeiro reconhecido pelo poder p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"color: #2e3d4c;\">5. <\/strong><strong style=\"color: #2e3d4c;\">Avan\u00e7os.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As fam\u00edlias<strong> <\/strong>de Dandara, ap\u00f3s sobreviver quatro meses debaixo da lona preta, hoje, na quase totalidade j\u00e1 vivem em casas de alvenaria. A constru\u00e7\u00e3o da Igreja Ecum\u00eanica de Dandara est\u00e1 em fase de acabamento. O projeto urban\u00edstico de Dandara foi um dos quatro selecionados de Minas Gerais para participar da 9\u00aa Bienal Internacional de Arquitetura de S\u00e3o Paulo em 2011. Est\u00e1 sendo respeitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"color: #2e3d4c;\">6. <\/strong><strong style=\"color: #2e3d4c;\">A Igreja Cat\u00f3lica na Dandara. E as outras igrejas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja Cat\u00f3lica tem participado da luta de Dandara. O arcebispo dom Walmor visitou a comunidade uma vez. Os bispos dom Alo\u00edsio e dom Joaquim Mol visitaram Dandara e celebraram com a comunidade Dandara v\u00e1rias vezes. Dom Joaquim Mol e eu conversamos pessoalmente com a presidenta Dilma sobre Dandara pedindo o apoio do governo federal. Algumas freiras e v\u00e1rios seminaristas t\u00eam acompanhando pastoralmente Dandara. V\u00e1rios col\u00e9gios cat\u00f3licos, tais como Col\u00e9gio Santo Ant\u00f4nio e Col\u00e9gio Santa Dorot\u00e9ia, t\u00eam ajudado muito e tamb\u00e9m aprendido muito. Al\u00e9m de pessoas religiosas, Dandara conta com um significativo apoio de jovens universit\u00e1rios, do movimento estudantil, das Brigadas Populares, de militantes de movimentos sociais populares e com pessoas de boa vontade de BH, do Brasil e em mais de 50 pa\u00edses. Dandara \u00e9, hoje, conhecida e reconhecida internacionalmente. O (neo)pentecostalismo est\u00e1 muito presente em Dandara tamb\u00e9m. A luta ocorre de forma ecum\u00eanica, respeitando a f\u00e9 de cada pessoa. Na Igreja de Dandara, que tem o objetivo de ser ecum\u00eanica, poucas pessoas n\u00e3o cat\u00f3licas participam. Muitos freq\u00fcentam outras igrejas que, \u00e0s vezes, animam a luta e, outras vezes, fomentam a religi\u00e3o da prosperidade e da satisfa\u00e7\u00e3o individual. H\u00e1 ainda igrejas, como a do \u201cap\u00f3stolo\u201d Valdomiro, que coloca \u00f4nibus aos domingos para levar o povo para \u201cadorar Deus\u201d, dizem. As pessoas t\u00eam de estar atentas para o que dizem falsos pastores que usam os pobres, mas n\u00e3o os amam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma conquista em 2012 foi a inclus\u00e3o da Comunidade Dandara nos quadros da Arquidiocese de Belo Horizonte. Hoje, a Comunidade Dandara pertence, oficialmente, \u00e0 Arquidiocese de Belo Horizonte como uma das Comunidades da Par\u00f3quia Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, coordenada pelos padres da Congrega\u00e7\u00e3o Cavanis, que ap\u00f3iam e animam a luta de Dandara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7.\u00a0<strong style=\"color: #2e3d4c;\">Base teol\u00f3gica e b\u00edblica para ocupa\u00e7\u00e3o de terras.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dandara caminha na perspectiva da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e das Pastorais sociais. A CPT e a Pastoral da Crian\u00e7a t\u00eam atua\u00e7\u00e3o na comunidade. H\u00e1 in\u00fameras passagens b\u00edblicas que legitimam e animam a caminhada do povo empobrecido na luta pelos seus direitos. Nosso Deus \u00e9 Deus da vida e da liberdade, para todos e n\u00e3o apenas para uma minoria.\u00a0 Deus quer terra e moradia digna para todos e n\u00e3o s\u00f3 para a classe dominante. Ap\u00f3s 500 anos de escravid\u00e3o sob o imp\u00e9rio dos fara\u00f3s no Egito, ao partir para a liberdade, os hebreus empobrecidos chegaram diante do mar Vermelho e se viram encurralados. Na frente, o mar; detr\u00e1s, o ex\u00e9rcito do Fara\u00f3, querendo trazer o povo de volta para o cativeiro. Mois\u00e9s, ent\u00e3o, mandou o povo dar um passo adiante. O povo deu um passo adiante e o mar se abriu. Assim, na luta, os pobres sempre gritam \u201cmais um passo \u00e0 frente, nenhum passo atr\u00e1s. A hist\u00f3ria \u00e9 a gente que faz.\u201d Deus disse a Mois\u00e9s: pegue esta cobra pela cauda. Mois\u00e9s vacilou. Deus insistiu. Mois\u00e9s adquiriu coragem e pegou a cobra pela cauda. A cobra se transformou em um bast\u00e3o, com o qual Mois\u00e9s bateu no mar e o mar se abriu, bateu na rocha e dela saiu \u00e1gua. \u00c9 \u00f3bvio que isso n\u00e3o aconteceu tal como est\u00e1 na superf\u00edcie do texto, o que uma leitura fundamentalista sugere. Mas, o povo, de alguma forma, nas brechas da hist\u00f3ria, experimentou a companhia do Deus solid\u00e1rio e libertador. Assim aconteceu com Mois\u00e9s, com Mirian, as parteiras, Ar\u00e3o, os profetas e as profetisas e em muitas lutas libert\u00e1rias do passado. O que era obst\u00e1culo se transformou em instrumento de liberta\u00e7\u00e3o. Ao driblar a pol\u00edcia, astutamente, e construir mil casas de alvenaria, o mar foi aos poucos se abrindo para o povo de Dandara, como se abriu no tempo de Mois\u00e9s. Construir as casas em mutir\u00e3o em um terreno conquistado na for\u00e7a da uni\u00e3o \u00e9 construir sobre a rocha. A casa n\u00e3o cair\u00e1 se vier uma tempestade. Jesus ensinou e testemunhou que leis s\u00f3 devem ser obedecidas quando forem justas. N\u00e3o \u00e9 justo respeitar uma propriedade que n\u00e3o est\u00e1 cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o social, enquanto milhares de pessoas est\u00e3o crucificadas pelo aluguel, melhor dizendo, pelo sistema do capital. O Deus da vida quer de n\u00f3s desobedi\u00eancia civil e religiosa. Felizes os que lutam por justi\u00e7a, dizia Jesus de Nazar\u00e9. No in\u00edcio da ocupa\u00e7\u00e3o, na cruz da Igreja de Dandara, um Jo\u00e3o de Barro construiu sua casa. O povo viu nisso um sinal do Deus da vida que dizia: \u201csigam o exemplo do Jo\u00e3o de Barro. Construam suas casas\u201d. O livro do profeta Isa\u00edas, ao narrar a utopia de um mundo novo e uma nova terra, diz: \u201cOs trabalhadores construir\u00e3o casas e nelas habitar\u00e3o.\u201d (Cf. Isa\u00edas 65,17-25). Tr\u00eas dias ap\u00f3s duas crian\u00e7as morrerem carbonizadas na Dandara, o que gerou uma dor imensa para toda a fam\u00edlia dandarense, eis que apareceu um arco-\u00edris bel\u00edssimo sobre Dandara. Emocionadas, muitas pessoas de Dandara, disseram: \u201cDeus est\u00e1 nos visitando. Seremos vitoriosos.\u201d Com essas e muitas outras inspira\u00e7\u00f5es b\u00edblicas, teol\u00f3gicas e marxistas, a luta de Dandara vem sendo escrita no ch\u00e3o duro da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"color: #2e3d4c;\">8. A fun\u00e7\u00e3o social da propriedade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fun\u00e7\u00e3o social da propriedade rural e a fun\u00e7\u00e3o social da Cidade, asseguradas na Constitui\u00e7\u00e3o e no Estatuto das Cidades, est\u00e3o em conson\u00e2ncia com as enc\u00edclicas sociais da Igreja que, ao defenderem a dignidade humana, exigem as condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas necess\u00e1rias para que tal dignidade seja respeitada: terra e moradia para todos. A fun\u00e7\u00e3o social da terra tamb\u00e9m denuncia a terra como mercadoria, algo para especula\u00e7\u00e3o. Acima de tudo, terra e \u00e1gua s\u00e3o bens comuns, n\u00e3o podem ser privatizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9.\u00a0<strong style=\"color: #2e3d4c;\">Papel das Brigadas Populares e do MST.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As Brigadas Populares<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/FREI%20GILVANDER\/Documents\/Comunidade%20Dandara%20-%20estrela%20de%20Bel%C3%A9m%20-%20por%20Gilvander%20-%2024%2002%202013.doc#_ftn2\">[2]<\/a> e o MST t\u00eam papel imprescind\u00edvel na Comunidade Dandara. Se irmanaram um ano antes e, conjuntamente, gestaram a ocupa\u00e7\u00e3o Dandara. O MST, ap\u00f3s 1,5 ano, n\u00e3o teve pernas para continuar cotidianamente na Dandara, mas continua hipotecando irrestrito apoio. Dia 16 de outubro de 2011, o MST trouxe 400 crian\u00e7as sem-terrinhas para participar do hist\u00f3rico Abra\u00e7o da Dandara. No processo judicial \u00e9 o MST que est\u00e1 como r\u00e9u. As Brigadas Populares, de m\u00e3os dadas com a Rede de Apoio, acompanha Dandara diariamente, suscitando sempre novas lideran\u00e7as e buscando empoderar as pessoas de Dandara. Muitas lideran\u00e7as constru\u00eddas na luta de Dandara, hoje, s\u00e3o militantes das Brigadas e participam de muitas outras lutas em comunidades de periferia, em v\u00e1rias cidades. As Brigadas Populares s\u00e3o, hoje, uma Organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nacional com grupos organizados em v\u00e1rias capitais e cidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10.\u00a0 <strong>Decis\u00e3o do TJMG e Dandara.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o do TJMG, de 19 de fevereiro de 2013, que definiu que o mandado de despejo \u2013 reintegra\u00e7\u00e3o de posse &#8211; n\u00e3o seria revigorado, foi recebida pela comunidade com muita alegria, obviamente, e com a certeza de que sem luta n\u00e3o h\u00e1 conquista. No momento em que centenas de pessoas, da 5\u00aa Marcha de Dandara, cantavam diante do TJMG \u201cNossos direitos v\u00eam, nossos direitos v\u00eam, se n\u00e3o vier nossos direitos, o Brasil perde tamb\u00e9m&#8230;\u201d, chegou a not\u00edcia de dentro do Tribunal que a 1\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do TJMG estava negando o recurso \u2013 agravo \u2013 da construtora Modelo. O mandado de despejo n\u00e3o seria revitalizado. Foi muita emo\u00e7\u00e3o. Todos se abra\u00e7aram, uns rindo e outros chorando. Mas, o povo de Dandara est\u00e1 ciente de que mais uma grande batalha foi vencida, mas at\u00e9 a decis\u00e3o final ainda haver\u00e1 outras batalhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11. <\/strong><strong>Pr\u00f3ximas lutas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fortalecer a organiza\u00e7\u00e3o interna de Dandara, lutar para que COPASA e CEMIG coloquem energia, \u00e1gua e saneamento na comunidade. Insistir para que a C\u00e2mara dos Vereadores de BH aprove o projeto de lei (PL 04\/2013), reapresentado pelo vereador Adriano Ventura (PT), que declara de interesse social a \u00e1rea ocupada pelas fam\u00edlias da comunidade Dandara. O governador de Minas, Ant\u00f4nio Anastasia, tamb\u00e9m pode desapropriar a \u00e1rea onde est\u00e1 Dandara, pois Dandara est\u00e1 na encruzilhada de tr\u00eas munic\u00edpios: Belo Horizonte, Ribeir\u00e3o das Neves e Contagem. Por isso tem lutado a comunidade.\u00a0 Outra batalha \u00e9 conquistar a desapropria\u00e7\u00e3o judicial do terreno, o que ser\u00e1 in\u00e9dito no Brasil, me parece, mas juridicamente poss\u00edvel. Ao lado dessas lutas, os moradores e todos os apoiadores continuam sempre abertos a um processo de negocia\u00e7\u00e3o com a Construtora Modelo e com o poder p\u00fablico, mas que seja negocia\u00e7\u00e3o s\u00e9ria e id\u00f4nea, n\u00e3o a farsa de negocia\u00e7\u00e3o que o juiz da 20\u00aa Vara C\u00edvel e a Construtora tentaram empurrar goela abaixo, em outra ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>12. <\/strong><strong>Dandara internamente. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comunidade Dandara tem contradi\u00e7\u00f5es e problemas internos tamb\u00e9m, pois \u00e9 composta de pessoas que est\u00e3o dentro de uma sociedade capitalista. Todos os v\u00edrus do sistema capitalista \u2013 individualismo, acomoda\u00e7\u00e3o, consumismo, ego\u00edsmo \u2013 tentam seduzir as pessoas. As fam\u00edlias que participam de Dandara desde o 1\u00ba minuto da luta s\u00e3o mais aguerridas e perseverantes nas v\u00e1rias iniciativas comunit\u00e1rias e nas lutas. Muitas fam\u00edlias que chegaram depois, que n\u00e3o experimentaram a dureza da luta no in\u00edcio, tendem a ser mais individualistas. A luta educa. Quem n\u00e3o participa de lutas concretas s\u00e3o mais resistentes \u00e0s iniciativas que visam construir uma comunidade participativa. Na Dandara, h\u00e1 povo, que \u00e9 luz, sal e fermento, mas h\u00e1 tamb\u00e9m massa, pessoas que se deixam levar pela ideologia dominante, a da classe dominante. Mas isto, aos poucos, com a luta do dia-a-dia, vai se transformando.<strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>13. <\/strong><strong>Dandara e o Pinheirinho.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de luta da Ocupa\u00e7\u00e3o Pinheirinho, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP, que dolorosamente foi destro\u00e7ada pelo TJ\/SP, pelo governador de S\u00e3o Paulo, pela pol\u00edcia com um fort\u00edssimo aparato repressor, pela m\u00eddia e pelos omissos\/c\u00famplices, apresenta muitas semelhan\u00e7as com a luta da comunidade Dandara, mas tamb\u00e9m h\u00e1 v\u00e1rias diferen\u00e7as. As semelhan\u00e7as s\u00e3o: a) fam\u00edlias pobres que se uniram e ocuparam um grande terreno abandonado, que n\u00e3o cumpria a fun\u00e7\u00e3o social; b) Plano urban\u00edstico com tra\u00e7ado de ruas e delimita\u00e7\u00e3o dos lotes de forma a viabilizar um bairro organizado no futuro; c) a m\u00eddia, como sempre, salvo raras exce\u00e7\u00f5es, criminalizando a luta dos pobres, tanto no Pinheirinho quanto em Dandara; d) PSDB no (d\u00eas)governo em S\u00e3o Paulo e em Minas. Mas h\u00e1 v\u00e1rias diferen\u00e7as tamb\u00e9m: a) Dandara completar\u00e1 quatro anos em 09 de abril de 2013, com cerca de 1.050 fam\u00edlias, enquanto o Pinheirinho tinha oito anos de hist\u00f3ria, com 2.600 fam\u00edlias; b) O terreno do pinheirinho \u00e9 tr\u00eas vezes maior que o de Dandara e o pretenso dono, o mega-especulador Naji Nahas \u00e9 muito mais poderoso que a Construtora Modelo. Deve ter feito um lobby imenso junto ao TJ\/SP, ao Governo Geraldo Alckmin e etc; c) Pinheirinho foi coordenado pelo MTST, ligado ao PSTU e a CONLUTAS, entidades que t\u00eam uma forma radical e, \u00e0s vezes extremista, de levar a luta para frente. Por exemplo, a foto de capa na FSP com o povo todo encapuzado com bombinhas na m\u00e3o e capacete na cabe\u00e7a dizendo-se \u201carmados\u201d para enfrentar o aparato repressor da PM era o que o Governador Alckmin precisava para \u201ctentar justificar\u201d o despejo, pois muitos capitalistas alegavam \u201cse deixar isso a\u00ed, acabar\u00e1 o estado democr\u00e1tico de direito?\u201d. Mentira, pois n\u00e3o temos, de fato, estado democr\u00e1tico de direito, mas Estado autorit\u00e1rio de injusti\u00e7a; d) Desconfio que no Pinheirinho n\u00e3o houve um trabalho mais acentuado no sentido de tornar a Comunidade do Pinheirinho mais conhecida e reconhecida nacional e internacional. Na Dandara, desde o in\u00edcio, priorizamos divulgar a luta de Dandara em BH, no Brasil e mundialmente. Uma Campanha de apoio internacional, via internet, com fotografias de pessoas, em dezenas de pa\u00edses, dizendo \u201cMexeu com Dandara Mexeu comigo\u201d contribuiu muito para Dandara angariar apoio e respeito. Enfim, Dandara n\u00e3o est\u00e1 salva ainda n\u00e3o. N\u00e3o sabemos ainda o que acontecer\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos. Sabemos que fazer pela primeira vez um crime hediondo como o que o TJ\/SP, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), a pol\u00edcia e a m\u00eddia fizeram com o Pinheirinho \u00e9 menos dif\u00edcil. Repeti-lo \u00e9 mais dif\u00edcil e ser\u00e1 um crime duplamente hediondo. O governo federal foi c\u00famplice do massacre do Pinheirinho. Fizeram com o Pinheirinho uma tremenda sexta-feira da paix\u00e3o, mas um domingo de ressurrei\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo gestado em muitos outros pinheirinhos pelo Brasil afora e tamb\u00e9m em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, que n\u00e3o pode continuar sendo Campos de Sangue. Importante recordar que a construtora Modelo n\u00e3o pagou nem um centavo pelo terreno de Dandara. Estava devendo mais de 2,2 milh\u00f5es de reais em IPTU. Parte dessa d\u00edvida j\u00e1 prescreveu, sem a prefeitura executar a d\u00edvida, o que demonstra o conluio do poder p\u00fablico com construtoras. A propriedade estava abandonada, sem cumprir sua fun\u00e7\u00e3o social. A Modelo n\u00e3o construiu nada no terreno. Estava vazio. Logo, \u00e9 leg\u00edtima e constitucional a ocupa\u00e7\u00e3o feita pelo povo de Dandara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>14. <\/strong><strong>Dandara, a companheira de Zumbi.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Comunidade Dandara 70% das fam\u00edlias s\u00e3o lideradas por mulheres, majoritariamente, negras. S\u00e3o guerreiras na luta, seja na luta do dia a dia ou na luta pela conquista da casa pr\u00f3pria. A luta de Dandara \u00e9 luta para sair da escravid\u00e3o do aluguel, do sobreviver de favor, enfim, se libertar do capitalismo, ditadura econ\u00f4mica. Por esses motivos, na hora de escolher o nome da Comunidade, entre v\u00e1rios nomes, o povo optou por Dandara, que foi a companheira de Zumbi dos Palmares, a estrategista que cuidava da seguran\u00e7a interna do Quilombo de Palmares. Dandara, ao ser encurralada pelas for\u00e7as escravagistas, preferiu suicidar a voltar a ser escrava. Assim, em Dandara h\u00e1 centenas de Dandaras. Por isso gritamos: P\u00e1tria livre! Venceremos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">15.\u00a0<strong style=\"color: #2e3d4c;\">E      agora, Dandara?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comunidade Dandara se tornou fonte de pesquisa para muitos estudantes e professores universit\u00e1rios. H\u00e1 dois livros escritos sobre Dandara, ainda n\u00e3o publicados por falta de dinheiro. Muitas monografias prontas, disserta\u00e7\u00f5es e teses de doutorado em andamento. Dezenas de v\u00eddeos amadores j\u00e1 est\u00e3o no youtube. Mostras fotogr\u00e1ficas etc. Dandara se tornou uma estrela guia para as for\u00e7as vivas da sociedade, exemplo positivo para os movimentos sociais populares. Dandara est\u00e1 animando muitas outras lutas em BH, em MG e pelo Brasil afora. Dandara, como a estrela de Bel\u00e9m (Evangelho de Mateus 2,1-12), aponta o rumo para onde caminharmos para construirmos uma sociedade e uma cidade que caiba todos e tudo. O sonho da Comunidade Dandara n\u00e3o pode ser abortado. Obrigado, de cora\u00e7\u00e3o, a todas as pessoas de boa vontade que, de perto ou de longe, tem se comprometido com a defesa da causa de Dandara.<\/p>\n<p>Belo Horizonte, MG, Brasil, 24 de fevereiro de 2013.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr width=\"33%\" size=\"1\" \/>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/FREI%20GILVANDER\/Documents\/Comunidade%20Dandara%20-%20estrela%20de%20Bel%C3%A9m%20-%20por%20Gilvander%20-%2024%2002%202013.doc#_ftnref1\">[1]<\/a> Gilvander Lu\u00eds Moreira \u00e9 frei e padre carmelita; bacharel e licenciado em Filosofia pela UFPR, bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico de Roma, It\u00e1lia; doutorando em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina, em Minas Gerais; e-mail: <a href=\"mailto:gilvander@igrejadocarmo.com.br\">gilvander@igrejadocarmo.com.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &#8211; facebook: gilvander.moreira<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/FREI%20GILVANDER\/Documents\/Comunidade%20Dandara%20-%20estrela%20de%20Bel%C3%A9m%20-%20por%20Gilvander%20-%2024%2002%202013.doc#_ftnref2\">[2]<\/a> Cf. <a href=\"http:\/\/www.brigadaspopulares.org.br\/\">www.brigadaspopulares.org.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunidade Dandara, estrela de Bel\u00e9m? Gilvander Lu\u00eds Moreira[1] Dia 19 de fevereiro de 2013, a Comunidade Dandara, no bairro C\u00e9u Azul, regi\u00e3o da Nova Pampulha, em Belo Horizonte, MG, obteve uma vit\u00f3ria imprescind\u00edvel no Tribunal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-235","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=235"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}