{"id":2476,"date":"2018-08-07T16:58:53","date_gmt":"2018-08-07T19:58:53","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=2476"},"modified":"2018-08-07T17:07:56","modified_gmt":"2018-08-07T20:07:56","slug":"pesquisa-solidaria-sim-solitaria-jamais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/pesquisa-solidaria-sim-solitaria-jamais\/","title":{"rendered":"Pesquisa solid\u00e1ria, sim; solit\u00e1ria, jamais."},"content":{"rendered":"<p><strong>Pesquisa solid\u00e1ria, sim; solit\u00e1ria, jamais.\u00a0<\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_2477\" aria-describedby=\"caption-attachment-2477\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2477 size-medium\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Crime-de-Mariana-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Crime-de-Mariana-300x169.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Crime-de-Mariana-768x432.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Crime-de-Mariana-1024x576.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2477\" class=\"wp-caption-text\">Foto: G. L. Moreira, em 02\/6\/2018, em Ponte Nova, MG, na 3a Romaria das \u00c1guas e da Terra da bacia do ex-Rio Doce.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lutar coletivamente compreendendo a concep\u00e7\u00e3o concreta da dial\u00e9tica \u00e9 imprescind\u00edvel para n\u00e3o se azedarem as rela\u00e7\u00f5es humanas entre os sujeitos que batalham na luta pela terra e por todos os direitos humanos fundamentais. Quando, por exemplo, em uma reuni\u00e3o de um movimento social popular, posi\u00e7\u00f5es diferentes s\u00e3o postas a partir de um determinado assunto levantado, o diferente, que muitas vezes soa como contradit\u00f3rio, n\u00e3o deve ser eliminado, mas incorporado, pois contribuir\u00e1, sem sombra de d\u00favida, para se chegar a um ponto melhor e f\u00e9rtil. Assim, divergir quando se est\u00e1 avaliando a luta por direitos ou planejando-a \u00e9 algo mais do que ben\u00e9fico, \u00e9 necess\u00e1rio, para a supera\u00e7\u00e3o dos limites e impasses que precisam ser superados. A busca deve ser coletiva, o que implica passar por l\u00f3gica dial\u00e9tica e concreta. Regras prontas tamb\u00e9m podem sustentar l\u00f3gicas formais abstratas que em se mudando o contexto, tempos e espa\u00e7os diferentes, podem mais ofuscar o que \u00e9 o real do que manifest\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao escolhermos uma determinada linha metodol\u00f3gica, implicitamente escolhemos, consciente ou inconscientemente, volunt\u00e1ria ou involuntariamente, determinados pressupostos filos\u00f3ficos, valorativos, morais e\/ou pol\u00edticos. Certas regras do mundo universit\u00e1rio que regem v\u00e1rios tipos de pesquisa acad\u00eamica t\u00eam pouca incid\u00eancia nos grupos pesquisados, s\u00e3o \u00fateis principalmente para uma minoria privilegiada obter t\u00edtulos. Por outro lado, segundo um dos maiores expoentes te\u00f3ricos e praticantes da pesquisa-a\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, Michel Thiollent, \u201ca pesquisa-a\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m certas formas de <em>pesquisa participante<\/em> seriam um meio de melhor adequar a pesquisa aos temas e problemas encontr\u00e1veis no seio do povo\u201d (THIOLLENT, 1987, p. 87). H\u00e1 diferentes jeitos de participa\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. \u201cOs diferentes estilos participativos na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento social envolvem tipos de investiga\u00e7\u00f5es e pesquisas que, ora mais pr\u00f3ximos, ora mais distanciados, transitam entre a academia e os movimentos sociais\u201d (BRAND\u00c3O; STRECK, 2006, p. 11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ningu\u00e9m \u00e9 uma ilha. Pesquisar solitariamente \u00e9 enveredar-se por um deserto est\u00e9ril. Na pesquisa, exige-se caminhar ao lado de muitos que s\u00e3o indispens\u00e1veis para o \u00eaxito do trabalho. \u201cO andar coletivo de quem descobre que todo o saber que n\u00e3o se abre a ser uma viv\u00eancia de partilha \u00e9 um saber n\u00e3o confi\u00e1vel, porque suas motiva\u00e7\u00f5es podem ser pouco verdadeiras em um sentido humano, mesmo que suas descobertas sejam corretas e inovadoras, desde um ponto de vista cient\u00edfico\u201d (BRAND\u00c3O; STRECK, 2006, p. 12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apoiando-nos em Carlos Rodrigues Brand\u00e3o, afirmamos que n\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico jeito de fazer pesquisa participante, mas h\u00e1 in\u00fameras modalidades de <em>pesquisa participante<\/em> que se refazem no movimento da hist\u00f3ria e da sociedade. Nas metodologias tradicionais de pesquisa cient\u00edfica para se afirmar o car\u00e1ter cient\u00edfico se recai no cientificismo ao apregoar uma pretensa neutralidade do\/da pesquisador\/a, escamoteando sua op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Para n\u00e3o se recair em subjetivismo cai-se em outro extremo que \u00e9 afirmar a pretensa neutralidade dos m\u00e9todos cient\u00edficos. Assim, parte significativa de uma metodologia cient\u00edfica adequada \u201cserve para proteger o sujeito de si pr\u00f3prio, de sua pr\u00f3pria pessoa, ou seja: de sua subjetividade. Que entre quem pesquisa e quem \u00e9 pesquisado n\u00e3o exista sen\u00e3o uma proximidade policiada entre o <em>m\u00e9todo<\/em> (o sujeito dissolvido em ci\u00eancia) e o <em>objeto<\/em> (o outro sujeito dissolvido em dado)\u201d (BRAND\u00c3O, 1987, p. 7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa concep\u00e7\u00e3o de pesquisa cient\u00edfica se oculta cuidadosamente o nome da comunidade pesquisada, sob a desculpa n\u00e3o confessada de se garantir o anonimato para n\u00e3o colocar em \u201cmaus len\u00e7\u00f3is\u201d o \u201cobjeto\u201d investigado dependendo do que for revelado<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> e muitas vezes se faz a an\u00e1lise do resultado com base nos question\u00e1rios que induzem a pensar que quem pesquisa \u201cpossui todas as perguntas e, o outro, todas as respostas\u201d (BRAND\u00c3O, 1987, p. 10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Escola de Chicago n\u00e3o questiona fundamentalmente a tese da neutralidade cient\u00edfica, mas insiste, de maneira incisiva, na necessidade de levar em conta o ponto de vista dos sujeitos sociais que se pesquisa. Arriscamos a dizer que n\u00e3o basta levar em conta, mas tamb\u00e9m \u00e9 ben\u00e9fico priorizar os pontos de vistas dos injusti\u00e7ados, pois s\u00e3o eles os sujeitos protagonistas da luta por direitos sociais. De pouco adianta garimpar e refinar refer\u00eancias te\u00f3ricas se n\u00e3o h\u00e1 sujeitos capazes de, atrav\u00e9s da pr\u00e1xis \u2013 a atividade humana que interpreta e transforma o real -, mover a realidade para potencializar a transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A experi\u00eancia de muitos cientistas sociais comprometidos com a luta por justi\u00e7a social, contribuindo com pesquisas que despertam o poder da classe injusti\u00e7ada em luta, indica que \u201cs\u00f3 se conhece em profundidade alguma coisa da vida da sociedade ou da cultura, quando atrav\u00e9s de um envolvimento \u2013 em alguns casos, um comprometimento \u2013 pessoal entre o pesquisador e aquilo, ou aquele, que ele investiga\u201d (BRAND\u00c3O, 1987, p. 8). O <em>outro<\/em> a ser pesquisado, considerado <em>objeto<\/em>, n\u00e3o pode ser reduzido a um <em>eu como eu<\/em>, um <em>eu subalterno<\/em>, mas precisa ser compreendido como <em>outro eu<\/em>, na sua alteridade. A exist\u00eancia do diferente precisa ser respeitada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como tudo que \u00e9 hist\u00f3rico, evolui ou encolhe, se transforma, os m\u00e9todos de pesquisa cient\u00edfica tamb\u00e9m mudaram a partir de quando o pesquisador polon\u00eas Malinowski saiu da Inglaterra para pesquisar nas ilhas Trobriand<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. \u201cQuando Malinowski desembarcou sozinho nas ilhas de Trobriand, n\u00e3o era apenas um m\u00e9todo que ia ser reinventado ali: era uma atitude. N\u00e3o mais reconstruir a explica\u00e7\u00e3o da sociedade e da cultura do \u201coutro\u201d atrav\u00e9s de fragmentos de relatos de viajantes e mission\u00e1rios. Ir conviver com o <em>outro<\/em> no seu mundo; aprender a sua l\u00edngua; viver sua vida; pensar atrav\u00e9s de sua l\u00f3gica; sentir com ele\u201d (BRAND\u00c3O, 1987, p. 11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com essa mudan\u00e7a de postura com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa, nasceu a t\u00e9cnica de <em>observa\u00e7\u00e3o participante<\/em> como um meio para se apreender a l\u00f3gica interna da vida social, ancorada no princ\u00edpio segundo o qual \u201cem todos os mundos sociais todas as institui\u00e7\u00f5es da vida est\u00e3o interligadas de tal sorte e de tal maneira se explicam atrav\u00e9s da posi\u00e7\u00e3o que ocupam e da fun\u00e7\u00e3o que exercem no interior da vida social total, que somente uma apreens\u00e3o pessoal e demorada de tudo possibilita a explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica daquela sociedade\u201d (BRAND\u00c3O, 1987, p. 12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brand\u00e3o recorda que Marx, pesquisando na Inglaterra, descobriu a <em>participa\u00e7\u00e3o da pesquisa<\/em>: \u201cN\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que o pesquisador se fa\u00e7a oper\u00e1rio ou como ele, para conhec\u00ea-lo. \u00c9 necess\u00e1rio que o cientista e sua ci\u00eancia sejam, primeiro, um momento de compromisso e participa\u00e7\u00e3o com o trabalho hist\u00f3rico e os projetos de luta do <em>outro<\/em>, a quem, mais do que conhecer para explicar, a pesquisa pretende compreender para servir\u201d (BRAND\u00c3O, 1987, p. 12). Pelo exposto acima, conclu\u00edmos que pesquisa emancipat\u00f3ria exige ser feita de forma solid\u00e1ria e jamais solit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues; STRECK, Danilo R. (Org.). <strong>Pesquisa participante: o saber da partilha<\/strong>. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Aparecida\/SP: Ideias &amp; Letras, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues (Org.). <strong>Repensando a pesquisa participante<\/strong>. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">THIOLLENT, Michel. Notas para o debate sobre pesquisa-a\u00e7\u00e3o. In: Carlos Rodrigues Brand\u00e3o (Org.). <strong>Repensando a pesquisa participante<\/strong>. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belo Horizonte, MG, 07\/8\/2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obs<\/strong>.: Os v\u00eddeos, abaixo, ilustram o texto, acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 &#8211; Daiane, Comunidade Quilombola Ba\u00fa\/MG &#8211; Amea\u00e7as e viol\u00eancia por lutar pelo territ\u00f3rio\/24\/5\/2018.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_84383\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qq6zWzfUI1I?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p><strong>2 &#8211; Cristiano, do MTL, Santa Vit\u00f3ria\/MG \u2013 Amea\u00e7ado de morte por lutar pelo direito \u00e0 terra. 24\/5\/2018.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_74491\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XSI8mBl3JRw?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p><strong>3 &#8211; Aparecida Damasceno, de Uberl\u00e2ndia\/MG: Repress\u00e3o e amea\u00e7as na luta por moradia. 24\/5\/2018.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_76053\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zjNV0qX39Yk?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Como exemplo, citamos uma pesquisa de uma m\u00e9dica em Belo Horizonte que demonstrou que os pacientes de tr\u00eas hospitais da capital mineira, ao receberem alta m\u00e9dica, estavam mais desnutridos do que ao darem entrada nos hospitais por causa das p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es da alimenta\u00e7\u00e3o hospitalar. Quando lhe perguntei qual eram os tr\u00eas hospitais, ela me respondeu: \u201cS\u00e3o os hospitais A, B e C. N\u00e3o podemos revelar a identidade dos hospitais por uma exig\u00eancia do c\u00f3digo de \u00e9tica do COEP\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ilhas que comp\u00f5e um arquip\u00e9lago na costa oriental da Nova Guin\u00e9, no Pac\u00edfico Ocidental.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa solid\u00e1ria, sim; solit\u00e1ria, jamais.\u00a0Por Gilvander Moreira[1] Lutar coletivamente compreendendo a concep\u00e7\u00e3o concreta da dial\u00e9tica \u00e9 imprescind\u00edvel para n\u00e3o se azedarem as rela\u00e7\u00f5es humanas entre os sujeitos que batalham na luta pela terra e por<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2477,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,27,25,18],"tags":[],"class_list":["post-2476","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direitos-humanos","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2476","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2476"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2476\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2479,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2476\/revisions\/2479"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2477"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2476"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2476"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2476"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}