{"id":2514,"date":"2018-08-14T16:35:34","date_gmt":"2018-08-14T19:35:34","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=2514"},"modified":"2018-08-14T16:35:34","modified_gmt":"2018-08-14T19:35:34","slug":"como-pesquisar-para-transformar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/como-pesquisar-para-transformar\/","title":{"rendered":"Como pesquisar para transformar?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Como pesquisar para transformar?\u00a0<\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_2515\" aria-describedby=\"caption-attachment-2515\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2515 size-medium\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Educa\u00e7\u00e3o-do-Campo-da-FAE-UFMG-no-MST-em-Itatiaiu\u00e7u-7-13-01-2018-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Educa\u00e7\u00e3o-do-Campo-da-FAE-UFMG-no-MST-em-Itatiaiu\u00e7u-7-13-01-2018-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Educa\u00e7\u00e3o-do-Campo-da-FAE-UFMG-no-MST-em-Itatiaiu\u00e7u-7-13-01-2018-768x576.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Educa\u00e7\u00e3o-do-Campo-da-FAE-UFMG-no-MST-em-Itatiaiu\u00e7u-7-13-01-2018.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2515\" class=\"wp-caption-text\">Casa da Sa\u00fade no Acampamento Maria da Concei\u00e7\u00e3o, do MST, em Itatiaiu\u00e7u, MG, dia 13\/01\/2018. Foto: G. L. Moreira.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao fazer retrospectiva sobre a evolu\u00e7\u00e3o da metodologia de pesquisa, Marcela Gajardo define a Pesquisa Participante como apropria\u00e7\u00e3o coletiva do saber, na produ\u00e7\u00e3o coletiva do conhecimento, algo indispens\u00e1vel na luta por efetiva\u00e7\u00e3o de direitos dos grupos explorados. Parte-se do princ\u00edpio de que os grupos injusti\u00e7ados em luta por direitos s\u00e3o sujeitos pol\u00edticos. Assim, na d\u00e9cada de 1960 se evolui da pesquisa tem\u00e1tica para a pesquisa-a\u00e7\u00e3o. Buscam-se estrat\u00e9gias metodol\u00f3gicas que viabilizem a supera\u00e7\u00e3o de dicotomias, tais como: sujeito-objeto, teoria-pr\u00e1tica, \u201cpossibilitando uma produ\u00e7\u00e3o coletiva de conhecimentos em torno de viv\u00eancias, interesses e necessidades dos grupos situados hist\u00f3rica e socialmente\u201d (GAJARDO, 1987, p. 18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em contexto de crise dos sistemas te\u00f3ricos, crise nas Ci\u00eancias Sociais, inclusive, emerge a Pesquisa Participante como uma proposta metodol\u00f3gica emancipat\u00f3ria. \u201cAs primeiras experi\u00eancias sociais de voca\u00e7\u00e3o participativa surgem em um tempo hist\u00f3rico em que se renovam e se multiplicam sistemas te\u00f3ricos de cr\u00edtica do presente, associados a uma n\u00e3o rara esperan\u00e7osa proposta de constru\u00e7\u00e3o social do futuro\u201d (BRAND\u00c3O; STRECK, 2006, p. 25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir dos anos 70 do s\u00e9culo XX, vindo de uma vertente mais sociol\u00f3gica do que propriamente pedag\u00f3gica, o conceito de pesquisa-a\u00e7\u00e3o passa a ser utilizado \u201cpara caracterizar os estilos participacionistas de pesquisa\u201d (GAJARDO, 1987, p. 23), embora Paulo Freire seja considerado o criador desse enfoque metodol\u00f3gico. Iniciador da pesquisa participante na Am\u00e9rica Latina, Orlando Fals Borda &#8211; pesquisador, historiador e soci\u00f3logo colombiano da Sociologia da Liberta\u00e7\u00e3o -, um dos criadores da Investiga\u00e7\u00e3o-a\u00e7\u00e3o participativa, afirma a vincula\u00e7\u00e3o da pesquisa com as a\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas desenvolvidas pelos grupos oprimidos e conscientes. Em entrevista, Orlando Borda faz mem\u00f3ria do nascedouro da pesquisa participante. Diz ele: \u201cFoi em 1970, em protesto pela rotina acad\u00eamica e a falta de apoio a aquilo que n\u00f3s pens\u00e1vamos que devia ser investigado e transformado, porque o interessante a\u00ed foi a \u00eanfase na a\u00e7\u00e3o; investigar para transformar,\u00a0 esse foi nosso esquema. Investigar para qu\u00ea? Bem, para transformar. Por qu\u00ea? Porque h\u00e1 injusti\u00e7a, h\u00e1 explora\u00e7\u00e3o e o mundo tem de ser mais satisfat\u00f3rio\u201d (BORDA, 1981, p. 78).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Orlando Borda sustentava, na d\u00e9cada de 1970, \u201cum conceito de ci\u00eancia que distinguia (e ainda distingue) entre ci\u00eancia popular e ci\u00eancia dominante. Esta \u00faltima, definida como uma atividade que privilegia a manuten\u00e7\u00e3o do sistema vigente, capitalista e dependente\u201d (GAJARDO, 1987, p. 23). Por outro lado, a ci\u00eancia popular \u00e9 definida como o \u201cconhecimento emp\u00edrico, pr\u00e1tico, de senso comum que tem sido um bem cultural e ideol\u00f3gico ancestral das camadas da base social, o qual lhes permitiu criar, trabalhar e interpretar a realidade predominantemente por meio de recursos que a natureza oferece ao homem\u201d (BORDA, 1981, p. 152). Com Orlando Fals Borda afirmamos que toda ci\u00eancia e todo trabalho cient\u00edfico t\u00eam uma conota\u00e7\u00e3o de classe, mesmo que seja negada pelo\/pela pesquisador\/a. Al\u00e9m disso, o conhecimento para transforma\u00e7\u00e3o social n\u00e3o se radica apenas na forma\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia emancipat\u00f3ria, mas na pr\u00e1tica dos grupos oprimidos, pois \u00e9 com pr\u00e1tica, atua\u00e7\u00e3o concreta, que se podem alterar as condi\u00e7\u00f5es materiais hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda em 1977, em uma reuni\u00e3o internacional sobre pesquisa participante convocada pelo Consejo Internacional de Educaci\u00f3n de Adultos, restou definido: \u201cA pesquisa participante \u00e9 um enfoque de investiga\u00e7\u00e3o social por meio do qual se busca a plena participa\u00e7\u00e3o da comunidade na an\u00e1lise de sua pr\u00f3pria realidade com o objetivo de promover a participa\u00e7\u00e3o social para o benef\u00edcio dos participantes da investiga\u00e7\u00e3o. Esses participantes s\u00e3o os oprimidos, os marginalizados, os explorados. Trata-se, portanto, de uma atividade educativa, de investiga\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o social\u201d (GIANOTTEN; WIT, 1987, p. 169).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 1980, houve a formata\u00e7\u00e3o do instrumento de pesquisa participante. Esta \u201csurge, conceitual e metodologicamente, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980, quando a realidade de um n\u00famero importante de sociedades latino-americanas se caracteriza pela presen\u00e7a de regimes autorit\u00e1rios e modelos de desenvolvimento manifestamente excludentes, no aspecto pol\u00edtico, e concentradores, no aspecto econ\u00f4mico\u201d (GAJARDO, 1987, p. 39).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u201cA pesquisa participante procura auxiliar a popula\u00e7\u00e3o envolvida a identificar por si mesma os seus problemas, a realizar a an\u00e1lise cr\u00edtica destes e a buscar as solu\u00e7\u00f5es adequadas\u201d (LE BOTERF, 1987, p. 52). Fazer pesquisa participante e chegar a um bom termo \u00e9 um desafio, pois \u201cexige do pesquisador uma postura muito aberta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o, uma grande capacidade de se \u201cdescentrar\u201d para \u201cse colocar no lugar do outro\u201d, do interlocutor\u201d (LE BOTERF, 1987, p. 58). A pesquisa participante pode ser instrumento de pesquisa em in\u00fameras modalidades e com muitas caracter\u00edsticas. \u201cUma das principais caracter\u00edsticas da pesquisa participante \u00e9 que ela parte dos problemas colocados pelos pesquisados, problemas que eles est\u00e3o dispostos a estudar. Ela parte do mundo cotidiano do povo e escuta sua voz. Importa igualmente compreender a hist\u00f3ria vivida, revelada pela mem\u00f3ria individual e coletiva: quais s\u00e3o os conflitos, as desconfian\u00e7as, as alian\u00e7as e as lutas pela terra?\u201d (LE BOTERF, 1987, p. 57-58).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Realizar pesquisa participativa exige \u201cviver junto\u201d com a coletividade estudada, partilhar o seu cotidiano, o seu uso do tempo e do espa\u00e7o: \u201cOuvir, em vez de tomar notas ou fazer registros; ver e observar, em vez de filmar; sentir, tocar em vez de estudar; \u201cviver junto\u201d em vez de visitar\u201d (LE BOTERF, 1987, p. 58). Sem uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a entre pesquisados e pesquisador n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel se fazer pesquisa participante. E confian\u00e7a se conquista, n\u00e3o se pede ajoelhado e nem se imp\u00f5e de dedo em riste. O grupo pesquisado ativo precisa sentir que o pesquisador \u00e9 \u201cum dos nossos\u201d. Enfim, pesquisar para transformar exige libertar-se das metodologias acad\u00eamicas tradicionais, considerar os grupos oprimidos pesquisados como sujeitos construtores de conhecimentos emancipat\u00f3rios, conviver com os grupos subalternizados e construir conhecimento de forma coletiva superando a hierarquia que muitos estabelecem entre conhecimento cient\u00edfico e conhecimento popular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BORDA, Orlando Fals. La ciencia y el pueblo. Nuevas reflexiones sobre la investigaci\u00f3n-acci\u00f3n. In: <strong>La Sociolog\u00eda en Colombia<\/strong>, Bogot\u00e1, Asociaci\u00f3n Colombiana de Sociolog\u00eda, III Congreso Nacional de Sociolog\u00eda, p. 149-174, 1981.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues; STRECK, Danilo R. (Org.). <strong>Pesquisa participante: o saber da partilha<\/strong>. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Aparecida\/SP: Ideias &amp; Letras, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GAJARDO, Marcela. Pesquisa participante: propostas e projetos. In: BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues (Org.). <strong>Repensando a pesquisa participante<\/strong>. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GIANOTTEN, Vera; WIT, Ton de. Pesquisa participante em um contexto de economia camponesa. In: BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues (Org.). <strong>Repensando a pesquisa participante<\/strong>. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LE BOTERF, Guy. Pesquisa participante: propostas e reflex\u00f5es metodol\u00f3gicas. In: BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues (Org.). <strong>Repensando a pesquisa participante<\/strong>. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p>Belo Horizonte, MG, 14\/8\/2018.<\/p>\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Os v\u00eddeos, abaixo, ilustram o texto, acima.<\/p>\n<p><strong>1 &#8211; Nazar\u00e9 &#8211; C\u00e2ncer na Fam\u00edlia e agrot\u00f3xicos em Una\u00ed: 20\u00aa Romaria das \u00c1guas e da Terra\/MG. 20\/7\/2017.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_85028\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OTXOucUFH_k?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p><strong>2 &#8211; Padre Piggi mostra grilagem de terras na regi\u00e3o da Izidora, em Belo Horizonte, MG. 10\/07\/2015.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_74996\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sWgL3dq4SMc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p><strong>3 &#8211; Klemens, prof. Dr.\/IGC\/UFMG, critica a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e defende a luta das ocupa\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_91606\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-ea9Z7NHV_Q?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG.<\/p>\n<p>E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como pesquisar para transformar?\u00a0Por Gilvander Moreira[1] Ao fazer retrospectiva sobre a evolu\u00e7\u00e3o da metodologia de pesquisa, Marcela Gajardo define a Pesquisa Participante como apropria\u00e7\u00e3o coletiva do saber, na produ\u00e7\u00e3o coletiva do conhecimento, algo indispens\u00e1vel na<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2515,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,18],"tags":[],"class_list":["post-2514","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2514"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2514\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2516,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2514\/revisions\/2516"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2515"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}