{"id":2668,"date":"2018-09-11T16:16:08","date_gmt":"2018-09-11T19:16:08","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=2668"},"modified":"2018-09-11T16:16:08","modified_gmt":"2018-09-11T19:16:08","slug":"pesquisa-e-ciencia-neutras","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/pesquisa-e-ciencia-neutras\/","title":{"rendered":"Pesquisa e ci\u00eancia neutras?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Pesquisa e ci\u00eancia neutras?\u00a0<\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2669 alignleft\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Basta-de-viol\u00eancia.jpg\" alt=\"\" width=\"297\" height=\"211\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fez parte da domina\u00e7\u00e3o imperialista a afirma\u00e7\u00e3o de uma ci\u00eancia neutra, pura, apol\u00edtica, pretensamente objetiva, portadora de uma verdade \u00fanica e universal e n\u00e3o comprometida com a causa das classes (super)exploradas. Afirmar a neutralidade da ci\u00eancia \u00e9 uma forma de tergiversar sobre o compromisso conservador que as universidades via de regra t\u00eam. Assim, muitas vezes, pesquisa-se para manter e reproduzir o sistema estabelecido opressor. Entretanto, \u201ccom o marxismo, come\u00e7ou a batalha pelo desmascaramento do discurso pretensamente neutro e objetivo presente no positivismo e no empirismo l\u00f3gico, e mesmo no historicismo\u201d (OLIVEIRA, 2004, p. 33). E a partir da d\u00e9cada de 1980, \u201cos cientistas sociais se veem na conting\u00eancia de tomar partido, de colocarem com urg\u00eancia a que interesses sociais e pol\u00edticos servem. Como nos tempos de Hitler, os cientistas que guardam sil\u00eancio ou pretendem ser neutros est\u00e3o, na pr\u00e1tica, t\u00e3o comprometidos com as atrocidades do sistema vigente como aqueles que o fazem conscientemente\u201d (BONILLA et al., 1987, p. 135).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No contexto dos Anos de Chumbo, no Brasil, de 1964 a 1979, a partir dos militantes que resistem \u00e0s investidas do capitalismo, surgem os conceitos de \u201ccompromisso\u201d, de \u201cinser\u00e7\u00e3o\u201d, junto \u00e0s classes oprimidas pesquisando e somando for\u00e7as nas suas lutas emancipat\u00f3rias. \u201cA inser\u00e7\u00e3o, como t\u00e9cnica, incorpora o investigador aos grupos populares, n\u00e3o mais de acordo com a antiga rela\u00e7\u00e3o exploradora de \u201csujeito e objeto\u201d, mas valorizando a parcela de contribui\u00e7\u00e3o dos grupos quanto \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o, bem como seu direito ao uso dos dados e de outros elementos adquiridos na investiga\u00e7\u00e3o\u201d (BONILLA et al., 1987, p. 138).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das ra\u00edzes da pesquisa participativa est\u00e1 na ideia de compromisso \u2013 uma quest\u00e3o \u00e9tica &#8211; com as classes oprimidas na luta coletiva para superar de forma justa seus problemas \u2013 injusti\u00e7as perpetradas pelo capitalismo ao (super)explorar a classe trabalhadora e tamb\u00e9m o campesinato pela extra\u00e7\u00e3o ampliada de mais-valia. Com op\u00e7\u00e3o de classe busca-se compreender os problemas para resolv\u00ea-los de forma emancipat\u00f3ria. Esse compromisso com a op\u00e7\u00e3o pelos pobres levou muitos intelectuais que pouco leram Marx a desenvolver metodologias semelhantes \u00e0s dele. Citamos como exemplo, Paulo Freire, o biblista Carlos Mesters e o soci\u00f3logo Orlando Fals Borda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo que seja analfabeto e n\u00e3o tenha conhecimento formal erudito, ningu\u00e9m \u00e9 ignorante, pois nas rela\u00e7\u00f5es humanas se ensina e se aprende. Toda pessoa camponesa injusti\u00e7ada, mas de p\u00e9 na luta coletiva, \u201c\u00e9 dona de uma rica experi\u00eancia de luta, conhece in\u00fameros modos e maneiras de aprender, sobreviver e se defender; participa ami\u00fade de uma mem\u00f3ria coletiva, que forma uma base ideol\u00f3gica e cultural respeit\u00e1vel e, portanto, compreende que qualquer passo adiante que se pretenda dar deve estar afian\u00e7ado por este conhecimento j\u00e1 existente\u201d (BONILLA et al., 1987, p. 146).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa participante n\u00e3o \u00e9 um instrumental pronto e acabado, precisa ser repensada permanentemente, sempre em busca de emancipa\u00e7\u00e3o humana, mas ela nunca reivindicar\u00e1 uma pretensa neutralidade cient\u00edfica e pol\u00edtica. \u201cA pesquisa participante se situa entre as correntes das ci\u00eancias sociais que rejeitam a chamada neutralidade cient\u00edfica e partem do princ\u00edpio de que a investiga\u00e7\u00e3o deve servir a determinados setores sociais, buscando uma resposta coerente que permita, por um lado, socializar o conhecimento e, por outro, democratizar os processos de investiga\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o\u201d (GIANOTTEN; WIT, 1987, p. 158).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qualquer atividade humana, at\u00e9 uma pesquisa caracterizada como estritamente acad\u00eamica, por ser interven\u00e7\u00e3o na realidade, transforma a realidade de alguma forma, seja para emancipar ou para reproduzir rela\u00e7\u00f5es materiais objetivas de desigualdade. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 em si buscar transformar a realidade, mas <em>com que objetivo, com qual utopia e como<\/em>. N\u00e3o podemos recair em cientificismo, nem em dualismos, nem em dicotomias, nem em academicismo, nem em sacraliza\u00e7\u00e3o do senso comum, que \u00e9 amb\u00edguo, muitas vezes contradit\u00f3rio, e diferente de bom-senso. N\u00e3o recair tamb\u00e9m nem em romantismo ou basismo, que \u00e9 o \u201cque sustenta que o povo tem todas as respostas porque disp\u00f5e do verdadeiro conhecimento, sacralizando assim o poder popular\u201d (GIANOTTEN; WIT, 1987, p. 164). Nas entranhas de um contexto de crise te\u00f3rica e de avan\u00e7o das for\u00e7as do capital, a pesquisa participante nasceu fora da universidade, melhor dizendo, \u201cquase sempre \u00e0 margem das universidades e de seu universo cient\u00edfico\u201d (BRAND\u00c3O; STRECK, 2006, p. 29). Na pesquisa participante exige-se rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a entre sujeito pesquisador e o sujeito pesquisado. Da <em>pesquisa participante<\/em> faz parte a <em>copesquisa<\/em>, segundo a qual \u201cteoria e pr\u00e1tica se distinguem, mas n\u00e3o se separam. N\u00e3o h\u00e1 teoria que n\u00e3o esteja nutrida de pr\u00e1ticas, nem pr\u00e1tica que n\u00e3o seja animada por teorias. \u00c9 caso de perceber os atravessamentos. A pr\u00e1tica eficaz pode ajudar a mobilizar teorias at\u00e9 ent\u00e3o infecundas, tanto quanto uma boa teoria pode desbloquear pr\u00e1ticas ineficazes. Uma pr\u00e1tica pura \u00e9 t\u00e3o imposs\u00edvel quanto uma teoria pura. Erros sim\u00e9tricos: voluntarismo e intelectualismo. Teoria e pr\u00e1tica que n\u00e3o se percebem entre si significam teoria ruim e pr\u00e1tica ineficaz\u201d (CAVA, no artigo Copesquisa, 2012, na internet).<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A copesquisa se faz \u201centre sujeitos abertos \u00e0 mudan\u00e7a de perspectiva. Nesse sentido, ela \u00e9 perspectivista. O portador do m\u00e9todo dispara uma perspectiva de emancipa\u00e7\u00e3o. \u00c0 tend\u00eancia descritiva ou sociol\u00f3gica, tem-se uma tend\u00eancia pol\u00edtica voltada \u00e0 ruptura\u201d (CAVA, 2012, na internet).<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Queremos, sim, ruptura com o latif\u00fandio \u2013 territ\u00f3rio acima de 15 m\u00f3dulos fiscais -, essa arma mort\u00edfera nas m\u00e3os dos quem det\u00eam a propriedade capitalista da terra e, por isso, pela renda da terra violenta o campesinato e tamb\u00e9m a classe trabalhadora na cidade. Copesquisa \u00e9 pesquisa das lutas na luta, pesquisa militante onde os saberes s\u00e3o vivos, porque sustentam processos emancipat\u00f3rios que se d\u00e3o na constitui\u00e7\u00e3o de subjetividades revolucion\u00e1rias. O que interessa \u00e9 a materialidade da luta pela terra. Por exemplo, a contradi\u00e7\u00e3o latifundi\u00e1rio <em>versus<\/em> campon\u00eas, acontece n\u00e3o por m\u00e1 inten\u00e7\u00e3o, mas por controlar a propriedade capitalista da terra &#8211; um dos meios de produ\u00e7\u00e3o, &#8211; o latifundi\u00e1rio explora expropriando o campon\u00eas, por causa de condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas materiais que s\u00e3o forjadas a partir do momento que uns s\u00e3o propriet\u00e1rios e a maioria das pessoas, n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BONILLA, Victor Daniel. CASTILLO, Gonzalo; BORDA, Orlando Fals; LIBREROS, Augusto. Causa popular, ci\u00eancia popular: uma metodologia do conhecimento cient\u00edfico atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o. In: BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues (Org.).<strong> Repensando a pesquisa participante<\/strong>. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues; STRECK, Danilo R. (Org.). <strong>Pesquisa participante: o saber da partilha<\/strong>. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Aparecida\/SP: Ideias &amp; Letras, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GIANOTTEN, Vera; WIT, Ton de. Pesquisa participante em um contexto de economia camponesa. In: BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues (Org.). <strong>Repensando a pesquisa participante<\/strong>. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. Geografia Agr\u00e1ria: perspectivas no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI. In: OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de; MARQUES, Marta Inez Medeiros (Orgs. ). <strong>O Campo no s\u00e9culo XXI: territ\u00f3rio de vida, de luta e de constru\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a social<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Casa Amarela e Paz e Terra, p. 29-70, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belo Horizonte, MG, 11\/9\/2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obs<\/strong>.: Os v\u00eddeos, abaixo, ilustram o texto, acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 &#8211; 24\u00ba Grito dos Exclu\u00eddos em Belo Horizonte\/MG &#8211; 1\u00aa Parte &#8211; 07\/9\/2018.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_15830\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mWuXw-nUB20?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 &#8211; Vida em primeiro lugar\/24\u00ba Grito dos Exclu\u00eddos\/BH\/MG &#8211; 2\u00aa Parte &#8211; 07\/9\/2018.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_69406\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RJlRdnnbrk4?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 &#8211; Inc\u00eandio\/Museu Nacional\/RJ: Descaso com a hist\u00f3ria\/Dra. Alenice\/Merong e Marinalva, Kamak\u00e3\/03\/9\/2018.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_50564\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AQP-YFTybJg?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.revistaglobalbrasil.com.br\/?tag=copesquisa\">http:\/\/www.revistaglobalbrasil.com.br\/?tag=copesquisa<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa e ci\u00eancia neutras?\u00a0Por Gilvander Moreira[1] Fez parte da domina\u00e7\u00e3o imperialista a afirma\u00e7\u00e3o de uma ci\u00eancia neutra, pura, apol\u00edtica, pretensamente objetiva, portadora de uma verdade \u00fanica e universal e n\u00e3o comprometida com a causa das<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2669,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,40,43,18],"tags":[],"class_list":["post-2668","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-cidade","category-pedagogia-emancipatoria","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2668","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2668"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2668\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2670,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2668\/revisions\/2670"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2669"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}