{"id":309,"date":"2016-09-04T11:10:50","date_gmt":"2016-09-04T14:10:50","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=309"},"modified":"2016-09-05T09:47:48","modified_gmt":"2016-09-05T12:47:48","slug":"a-luta-pela-terra-na-regiao-de-governador-valadares-no-vale-do-ex-rio-doce-de-1940-a-1964-francisco-raimundo-da-paixao-o-chicao-um-campones-imprescindivel","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/a-luta-pela-terra-na-regiao-de-governador-valadares-no-vale-do-ex-rio-doce-de-1940-a-1964-francisco-raimundo-da-paixao-o-chicao-um-campones-imprescindivel\/","title":{"rendered":"A luta pela terra na regi\u00e3o de Governador Valadares, no Vale do ex-rio Doce, de 1940 a 1964: Francisco Raimundo da Paix\u00e3o, o Chic\u00e3o, um campon\u00eas imprescind\u00edvel."},"content":{"rendered":"<p><strong>A luta pela terra na regi\u00e3o de Governador Valadares, no Vale do ex-rio Doce, de 1940 a 1964: Francisco Raimundo da Paix\u00e3o, o Chic\u00e3o, um campon\u00eas imprescind\u00edvel. <\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-310 alignleft\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Livro-Retrato-da-repress\u00e3o-\u00e0-luta-dos-camponeses-1964-a-1985-225x300.jpg\" alt=\"Livro Retrato da repress\u00e3o \u00e0 luta dos camponeses - 1964 a 1985\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Livro-Retrato-da-repress\u00e3o-\u00e0-luta-dos-camponeses-1964-a-1985-225x300.jpg 225w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Livro-Retrato-da-repress\u00e3o-\u00e0-luta-dos-camponeses-1964-a-1985.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p>\u201cA revolu\u00e7\u00e3o que estava programada para o dia 1\u00ba de abril, come\u00e7ou dois dias antes em Governador Valadares\u201d. A frase, dita pelo coronel Altino Machado \u2013 ex-delegado de pol\u00edcia, propriet\u00e1rio rural e um dos principais coordenadores do movimento paramilitar de Governador Valadares \u2013 d\u00e1 ideia de como os acontecimentos no imediato pr\u00e9-golpe transformaram a chamada Princesinha do Vale em palco privilegiado da radical polariza\u00e7\u00e3o que ent\u00e3o tomou conta da cena pol\u00edtica nacional. A not\u00edcia da entrega de t\u00edtulos da fazenda do Minist\u00e9rio da Agricultura aos trabalhadores rurais do munic\u00edpio espalhava-se pela cidade. Seus habitantes eram convocados a assistir ao com\u00edcio de comemora\u00e7\u00e3o, que seria realizado no dia 31 de mar\u00e7o de 1964, na pr\u00f3pria fazenda, e para o qual cerca de vinte mil camponeses eram esperados. Um comando fora especialmente criado para organizar o evento, sob a coordena\u00e7\u00e3o do l\u00edder sindical Francisco Raimundo da Paix\u00e3o, o \u201cChic\u00e3o\u201d. Para a manifesta\u00e7\u00e3o, haviam recebido recursos da pr\u00f3pria Superintend\u00eancia de Reforma Agr\u00e1ria (SUPRA)25. Cogitava-se a presen\u00e7a do presidente deste \u00f3rg\u00e3o federal, Jo\u00e3o Pinheiro Neto, bem como de pol\u00edticos de toda a regi\u00e3o, representantes da CGT, do ministro da Agricultura, do governador mineiro, e qui\u00e7\u00e1 do presidente da Rep\u00fablica e do deputado Leonel Brizola. Diante de tamanha repercuss\u00e3o, os fazendeiros da regi\u00e3o partiram para o conflito aberto: no dia 30 de mar\u00e7o atacaram a sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Governador Valadares, que funcionava na sapataria do Chic\u00e3o. O confronto desenrolou-se em tiroteio e houve diversos feridos, como a esposa e a filha de cinco anos do l\u00edder campon\u00eas (baleada com um tiro na boca), e uma morte, a de um fazendeiro, genro de um importante l\u00edder ruralista do Vale do Rio Doce. Como resultado, a comemora\u00e7\u00e3o camponesa foi abortada e uma manifesta\u00e7\u00e3o dos familiares dos latifundi\u00e1rios foi realizada como pren\u00fancio. Faixas com dizeres moralizantes reproduziam os ideais da Marcha com Deus pela P\u00e1tria e a Fam\u00edlia. Ao mesmo tempo, na periferia da cidade, uma centena de membros dos setores subalternos do campo fazia vig\u00edlia na sede do sindicato. Ali, no dia 1\u00ba de abril, um novo confronto resultaria no assassinato dos lavradores Augusto Soares da Cunha e seu pai Ot\u00e1vio Soares Ferreira da Cunha. Logo em seguida, Chic\u00e3o e os demais envolvidos na luta pelo direito \u00e0 terra sofreriam as consequ\u00eancias mais dram\u00e1ticas da viol\u00eancia de jagun\u00e7os e policiais locais, agora endossados pelo golpe militar.<\/p>\n<p>O Superior Tribunal Militar declarava o \u201cEstado de Guerra\u201d em Minas Gerais, em processo no qual se convocavam reservistas para prestarem servi\u00e7os em Governador Valadares, \u201clocalizando e interceptando elementos comunistas e conduzindo-os \u00e0 Delegacia\u201d. Um r\u00e1pido retrospecto na hist\u00f3ria de Francisco Raimundo da Paix\u00e3o e do movimento campon\u00eas na regi\u00e3o ajuda a desvelar o crescente acirramento de uma disputa que opunha duas maneiras de lidar com a terra: a da produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a da concentra\u00e7\u00e3o da propriedade privada com atividades agropecu\u00e1rias extensivas. Grileiros transformavam-se em grandes fazendeiros ocupando \u00e1reas cada vez maiores com a cria\u00e7\u00e3o de gado. Com o aval das autoridades locais, expulsavam-se fam\u00edlias de posseiros que moravam ali por cerca de quinze anos. A trucul\u00eancia latifundi\u00e1ria contava com figuras como a do pistoleiro conhecido por \u201cCome Cru\u201d e com artimanhas, como a difus\u00e3o de boatarias contra os lavradores. O caso m\u00edtico de um fazendeiro que teria sido obrigado por camponeses a cavar sua pr\u00f3pria cova \u00e9 um exemplo do \u201cbarril de p\u00f3lvoras\u201d em que se transformara Governador Valadares.<\/p>\n<p>Conforme um antigo ditado da regi\u00e3o do Vale do Rio Doce, os indiv\u00edduos que a febre amarela n\u00e3o exterminou, a terra f\u00e9rtil abrigou. At\u00e9 os anos 40, a agricultura de subsist\u00eancia dos posseiros imigrantes ainda n\u00e3o incomodava os grandes fazendeiros e seus jagun\u00e7os. Foi quando se tornou uma das principais \u00e1reas da pecu\u00e1ria de corte, e passou a sediar grandes sider\u00fargicas e empresas destinadas \u00e0 extra\u00e7\u00e3o e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de mica e berilo, que o ideal da terra como bem ilimitado moveu-se para fronteiras mais distantes dali. J\u00e1 em 1955, dez mil camponeses reuniam-se na Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o, em Governador Valadares, em manifesta\u00e7\u00e3o organizada pela Associa\u00e7\u00e3o dos Lavradores e Trabalhadores Agr\u00edcolas de Pedra Corrida. O mote, \u201cTerra pra fazer fartura\u201d, sustentava o ideal de reforma agr\u00e1ria que, mais tarde, daria os rumos da luta de Chic\u00e3o. Em 1959, o ent\u00e3o governador Bias Fortes assinava lei concedendo as terras devolutas aos latifundi\u00e1rios dos Vales do Rio Doce e do Mucuri. Por este vi\u00e9s, \u00e0 medida que os antigos posseiros eram expulsos, aumentavam as \u00e1reas de periferia urbana. Em 1964, o jornal \u00daltima Hora calculava que, entre os desabrigados da cidade, \u201cmais de 13 mil fam\u00edlias passavam a vida nas favelas, debaixo de marquises dos pr\u00e9dios, nos passeios e debaixo das pontes\u201d.<\/p>\n<p>Esta foi tamb\u00e9m a hist\u00f3ria familiar de Francisco Raimundo da Paix\u00e3o, expulso com seus pais da \u00e1rea rural onde moravam e de onde tiravam seu sustento. Quando, j\u00e1 casado e pai de quatro filhos, Chic\u00e3o monta sua pequena sapataria em um bairro perif\u00e9rico de Governador Valadares, criando ali um eixo nodal do movimento campon\u00eas de Valadares, \u00e9 acusado pelos ruralistas de n\u00e3o ser um verdadeiro lavrador, mas um \u201cagente comunista\u201d instaurador da \u201cdesordem\u201d e dos ideais \u201csubversivos\u201d. A tentativa de deslegitimar\u00e3o da luta ignorava a for\u00e7a que as palavras do l\u00edder rapidamente ganhavam entre posseiros e trabalhadores rurais, exatamente porque carregavam em sua hist\u00f3ria individual a marca de todos eles. Em 1961, fundava-se a primeira associa\u00e7\u00e3o de lavradores e trabalhadores agr\u00edcolas de Governador Valadares. No mesmo ano, a cidade recebia a vista de Francisco Juli\u00e3o e, em Belo Horizonte, o I Congresso Nacional de Lavradores e Trabalhadores Agr\u00edcolas instigava o debate sobre as formas de organiza\u00e7\u00e3o camponesa em prol da reforma agr\u00e1ria. Chic\u00e3o volta da capital mineira com o prop\u00f3sito de fundar o Sindicato dos Trabalhadores na Lavoura de Governador Valadares, o que ocorre em 1963, com ajuda do Sindicato dos Trabalhadores da Extra\u00e7\u00e3o da Mica, e o apoio e a orienta\u00e7\u00e3o de militantes do PCB, ao qual Chic\u00e3o era filiado. Em apenas quinze dias, mil novecentos e trinta e nove camponeses se sindicalizam. Pouco depois, outros seis sindicatos de trabalhadores rurais surgem na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o do Partido Comunista no meio rural da regi\u00e3o de Governador Valadares \u00e9 evidenciada n\u00e3o apenas pelo v\u00ednculo partid\u00e1rio de algumas lideran\u00e7as rurais. O jornal O Combate seguia uma linha editorial comprometida com as lutas sociais e pol\u00edticas de esquerda, sintonizado com o PCB, ao qual o jornalista Carlos Olavo, criador do jornal, era filiado, bem como o advogado Pl\u00ednio Mendes Martins, colaborador do peri\u00f3dico. \u00c9 significativo que Carlos Olavo \u2013 depois da experi\u00eancia de uma s\u00e9rie de reportagens especiais sobre os despejos em massa de posseiros<\/p>\n<p>no Vale do Rio Doce \u2013 tenha deixado Belo Horizonte para viver em Governador Valadares. O Combate estabeleceu-se como ve\u00edculo de den\u00fancias e de divulga\u00e7\u00e3o quest\u00f5es ligadas aos conflitos agr\u00e1rios e, publicado com letras vermelhas, alcan\u00e7ou grande penetra\u00e7\u00e3o popular29. Contudo, note-se que, longe do que acusavam os opositores das lutas camponesas, diversas lideran\u00e7as rurais de proje\u00e7\u00e3o guardavam uma importante autonomia ideol\u00f3gica e intelectual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es do Partido. O caso de Chic\u00e3o e do movimento campon\u00eas em Governador Valadares \u00e9, neste sentido, exemplar. Naquele momento explosivo, a orienta\u00e7\u00e3o do PCB era fazer dos sindicatos um espa\u00e7o de luta por direitos trabalhistas, mas em pouco tempo foi ganhando for\u00e7a a ideia de tomar a fazenda do Minist\u00e9rio da Agricultura. Foi a\u00ed que Chic\u00e3o surgiu como o novo presidente do \u00f3rg\u00e3o, afastando-se da linha pol\u00edtica dos \u201cmiqueiros\u201d (trabalhadores da extra\u00e7\u00e3o de mica). A \u201cReforma Agr\u00e1ria na lei ou na marra\u201d, conforme a palavra de ordem de Juli\u00e3o e das Ligas Camponesas, defendida tamb\u00e9m por membros da POLOP, era o que reverberava entre Chic\u00e3o e os seus (n\u00e3o por acaso, este seria desligado do partido). Os quase dois mil sindicalizados, sa\u00eddos do campo e das favelas de Governador Valadares, faziam ferver a massa e valer a luta quando falavam na reconquista de suas terras perdidas. Para o campon\u00eas, quem d\u00e1 valor e direito \u00e0 terra \u00e9 o trabalho, n\u00e3o a l\u00f3gica da concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria..Esta ideia, por certo a mais revolucion\u00e1ria de todas, horrorizava os latifundi\u00e1rios e orientara suas extremadas rea\u00e7\u00f5es diante do contexto de mobiliza\u00e7\u00f5es camponesas e das sinaliza\u00e7\u00f5es de reforma agr\u00e1ria do presidente Jo\u00e3o Goulart. No dia 1\u00ba de abril de 1964, os ruralistas da regi\u00e3o j\u00e1 haviam organizado mil\u00edcias e solicitado ajuda ao Ex\u00e9rcito. O confronto imediatamente ap\u00f3s o golpe militar teve, entre seus resultados, a pris\u00e3o<\/p>\n<p>de Chic\u00e3o e o empastelamento do jornal O Combate.<\/p>\n<p><strong>O Congresso de Belo Horizonte.<\/strong><\/p>\n<p>Testemunha ocular do evento, o jornalista Rui Fac\u00f3 afirmou: os habitantes de Belo Horizonte eram un\u00e2nimes em dizer que jamais haviam assistido a \u201cuma t\u00e3o grandiosa assembleia\u201d em ambiente fechado. Nas ruas, alto-falantes transmitiam os discursos dos oradores. O I Congresso Nacional de Lavradores e Trabalhadores Agr\u00edcolas ocorreu na capital mineira entre os dias 15 e 17 de novembro de 1961, e atraiu mil e seiscentos delegados de todo o pa\u00eds. Sua sess\u00e3o de encerramento, que contou com palestra do presidente Jo\u00e3o Goulart, foi \u201cuma verdadeira avalanche humana\u201d, escreveu o jornalista, e obrigou os organizadores a suspender o acesso \u00e0s salas, onde o evento s\u00f3 terminaria \u00e0s duas horas da manh\u00e3. Promovido pela ULTAB, o Congresso teve a participa\u00e7\u00e3o de outras for\u00e7as comprometidas com a reforma agr\u00e1ria, como o MASTER (RS) e as Ligas Camponesas (NE). A gama de reivindica\u00e7\u00f5es reunia problemas como o das formas de arrendamento e parceria, a ajuda aos pequenos agricultores, direitos salariais e direitos de pequenos e m\u00e9dios propriet\u00e1rios. Na \u00e9poca, em seu relato entusiasmado, Rui Fac\u00f3 publica sobre o que viu no Congresso de BH, \u201co ponto de partida de uma situa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>nova que est\u00e1 se criando no campo\u201d: \u201cSua caracter\u00edstica mais marcante foi a uni\u00e3o de pontos de vista quanto \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do que querem e de como consegui-lo. (&#8230;) Na sess\u00e3o de encerramento, os cartazes que se espalhavam pelo sal\u00e3o traduziam o sentimento que se generalizara: \u2018Reforma Agr\u00e1ria na lei ou na marra\u2019. (&#8230;). Num dos grupos um campon\u00eas, talvez de Minas Gerais, pronto para partir. (&#8230;) N\u00e3o podia mais obrigar seus p\u00e9s a aguentar tamanho supl\u00edcio: talvez pela primeira vez usasse sapatos. Ia voltar, reintegrar-se com a terra, juntar-se aos seus vizinhos e companheiros, contar-lhes o espet\u00e1culo que fora o Congresso. (&#8230;) Ainda que nada existisse no campo da consci\u00eancia dos direitos de classe, estes homens seriam o fermento da revolu\u00e7\u00e3o camponesa que come\u00e7a a se atear no Brasil \u2013 para a liquida\u00e7\u00e3o completa do latif\u00fandio semifeudal, do monop\u00f3lio da terra\u201d.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong>: FAC\u00d3, Rui. 1994. \u201cO Congresso Nacional de camponeses decidiu: reforma agr\u00e1ria na lei ou na marra\u201d. In: Costa, Luiz Fl\u00e1vio Carvalho. O Congresso Nacional Campon\u00eas: trabalhadores rurais no\u00a0processo pol\u00edtico brasileiro. Rio de Janeiro: Ed. Universidade Rural Sociedade do Livro.<\/p>\n<p>P.S.: O texto acima consta livro CARNEIRO, Ana; CIOCCARI, Marta. <strong>Retrato da Repress\u00e3o Pol\u00edtica no Campo \u2013 Brasil 1962-1985 \u2013 Camponeses torturados, mortos e desaparecidos<\/strong>. Bras\u00edlia: MDA, 2010, p. 201-205. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/w3.ufsm.br\/gpet\/files\/pageflip-4001789-487363-lt_Retrato_da_Represso_P-9170061.pdf\">http:\/\/w3.ufsm.br\/gpet\/files\/pageflip-4001789-487363-lt_Retrato_da_Represso_P-9170061.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A luta pela terra na regi\u00e3o de Governador Valadares, no Vale do ex-rio Doce, de 1940 a 1964: Francisco Raimundo da Paix\u00e3o, o Chic\u00e3o, um campon\u00eas imprescind\u00edvel. \u201cA revolu\u00e7\u00e3o que estava programada para o dia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":310,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17,19],"tags":[],"class_list":["post-309","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-imagens"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/309","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=309"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/309\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":312,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/309\/revisions\/312"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/310"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=309"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=309"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}