{"id":3179,"date":"2018-11-19T10:35:44","date_gmt":"2018-11-19T12:35:44","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3179"},"modified":"2018-11-19T10:43:35","modified_gmt":"2018-11-19T12:43:35","slug":"do-sindicalismo-combativo-a-luta-pela-terra-em-campo-do-meio-mg","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/do-sindicalismo-combativo-a-luta-pela-terra-em-campo-do-meio-mg\/","title":{"rendered":"Do sindicalismo combativo \u00e0 luta pela terra em Campo do Meio, MG."},"content":{"rendered":"<p><strong>Do sindicalismo combativo \u00e0 luta pela terra em Campo do Meio, MG.\u00a0<\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_3180\" aria-describedby=\"caption-attachment-3180\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3180 size-medium\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Salve-o-quilombo-Campo-Grande--300x198.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Salve-o-quilombo-Campo-Grande--300x198.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Salve-o-quilombo-Campo-Grande--768x506.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Salve-o-quilombo-Campo-Grande--350x230.jpg 350w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Salve-o-quilombo-Campo-Grande-.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3180\" class=\"wp-caption-text\">Foto reprodu\u00e7\u00e3o do site do Mandato do Dep. Rog\u00e9rio Correia.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 a d\u00e9cada de 1980, milhares de trabalhadores boias-frias do Nordeste, do norte de Minas ou do Vale do Jequitinhonha, regi\u00f5es de clima muito quente, vinham e ainda v\u00eam para o sul de Minas Gerais para trabalhar nas lavouras de caf\u00e9. No sul de Minas, regi\u00e3o de clima frio, esses trabalhadores tinham que trabalhar por quase nada, dormir no ch\u00e3o frio em condi\u00e7\u00f5es insalubres e sobreviver com alimenta\u00e7\u00e3o escassa. Em situa\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o, muitos adoeciam. Assim, muitos boias-frias come\u00e7aram a procurar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) que atuava nas fazendas &#8211; onde eram procurados &#8211; combatendo o trabalho escravo. No ano seguinte, na pr\u00f3xima colheita, os trabalhadores voltavam para outra fazenda e, assim, a pr\u00e1tica se repetia. E, dessa forma, \u201ctodo ano, durante a colheita do caf\u00e9, o Sindicato tinha que combater o trabalho escravo na regi\u00e3o\u201d, recorda Sebasti\u00e3o M\u00e9lia Marques, hoje, assentado no P.A Primeiro do Sul, em Campo do Meio, MG.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante tamb\u00e9m resgatar a origem e a afirma\u00e7\u00e3o do sindicalismo combativo no sul de Minas, que surgiu a partir de 1986, como cis\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (FETAEMG), quando, ali\u00e1s, aconteceu a Campanha da Fraternidade sobre \u201cTerra de Deus, terra de irm\u00e3os\u201d, conforme relata Sebasti\u00e3o M\u00e9lia. \u201cHavia 48 sindicatos de trabalhadores rurais no sul de Minas, todos ligados \u00e0 FETAEMG. A partir de 1986, 15 sindicatos come\u00e7aram a discordar e a questionar o trabalho da FETAEMG. A partir de 1990, o trabalho escravo se intensificou em todas as fazendas de caf\u00e9 aqui no sul de Minas. Esses 15 sindicatos aderiram \u00e0 luta contra o trabalho escravo e passamos a denunciar a exist\u00eancia de trabalho escravo na regi\u00e3o. Perto da cidade de Alfenas, encontramos em 1996, em uma \u00fanica fazenda, 2 mil trabalhadores escravizados. A colheita do caf\u00e9 era toda \u00e0 m\u00e3o, n\u00e3o tinha maquin\u00e1rio ainda. A Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT) era combativa e nos apoiava. O povo que vinha de regi\u00f5es quentes, como o norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha, adoecia todos aqui com o frio do sul de Minas. Os trabalhadores terminavam a colheita doentes na hora de voltar para suas fam\u00edlias. Fomos denunciando at\u00e9 o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho come\u00e7ar a intervir e os fazendeiros tiveram que assinar um termo se comprometendo em melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, sen\u00e3o poderiam ser presos. Ainda existe o trabalho escravo atualmente, mas n\u00e3o como era na d\u00e9cada de 1990. A luta pela terra e pela Reforma Agr\u00e1ria no sul de Minas nasceu da luta contra o trabalho escravo. Os camponeses acampados no latif\u00fandio da ex-usina Ariadn\u00f3polis, em Campo do Meio, no sul de Minas, s\u00e3o quase todos imigrantes. Mesmo os que vieram do estado de S\u00e3o Paulo nasceram quase todos fora de S\u00e3o Paulo. Vimos que era muito melhor o trabalhador conquistar a terra do que todo ano ficar migrando em busca de emprego nas fazendas de caf\u00e9. A Usina Ariadn\u00f3polis tamb\u00e9m foi forjada com trabalho escravo. Temos uma cultura de trabalho escravo h\u00e1 v\u00e1rios s\u00e9culos aqui no sul de Minas\u201d, diz Sebasti\u00e3o M\u00e9lia Marques, resgatando a hist\u00f3ria de luta por direitos no sul de Minas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis que, em 2 de outubro de 1995, os trabalhadores boias-frias da usina Ariadn\u00f3polis iniciaram a terceira greve que durou cerca de 100 dias. O STR da regi\u00e3o apoiou a luta de tr\u00eas mil trabalhadores cortadores de cana na usina e prop\u00f4s que a massa falida da ex-usina repassasse a terra como pagamento pelas volumosas d\u00edvidas fiscais e trabalhistas que eles tinham para receber da empresa. Em maio de 2009, a CAPIA, que \u00e9 a massa falida da usina Ariadn\u00f3polis, devia mais de 300 milh\u00f5es de reais em d\u00edvidas fiscais e trabalhistas (Fonte: Processo judicial). Entretanto, os trabalhadores queriam dinheiro e n\u00e3o aceitaram a proposta. Em v\u00e1rias reuni\u00f5es dos trabalhadores rurais para discernir o qu\u00ea e como fazer para resgatar os direitos dos trabalhadores lesados, surgiu a ideia que o STR deveria ocupar a Fazenda Jatob\u00e1 \u2013 fazenda ao lado do latif\u00fandio da Ariadn\u00f3polis, de propriedade de Manuel Alves, que tinha outras fazendas no munic\u00edpio de Campo do Meio -, que, com a crise do caf\u00e9 na d\u00e9cada de 1980, veio \u00e0 fal\u00eancia, ap\u00f3s cultivar grande planta\u00e7\u00e3o de batata, de caf\u00e9 e mexer com suinocultura. A fazenda Jatob\u00e1 estava largada, ociosa e abandonada, sem cumprir sua fun\u00e7\u00e3o social, h\u00e1 mais de dez anos. Sindicalistas do STR a visitaram e avaliaram as possibilidades. Mas os trabalhadores rurais filiados ao STR da regi\u00e3o n\u00e3o tinham conhecimento sobre como fazer a luta pela terra ocupando fazenda para pressionar por reforma agr\u00e1ria. Algu\u00e9m do Sindicato dos banc\u00e1rios sugeriu que os trabalhadores rurais do STR entrassem em contato com militantes do MST. Feito o contato, um militante do MST da regi\u00e3o do Rio Doce, de Governador Valadares, MG, foi enviado para l\u00e1, no in\u00edcio de 1996: um Sem Terra j\u00e1 experiente na organiza\u00e7\u00e3o dos camponeses sem-terra, como fazer trabalho de base, como ocupar a terra e como iniciar a produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ser um ex\u00edmio tocador de viol\u00e3o e cantador de m\u00fasicas que animam a luta pela terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vendo que estavam \u2018enxugando gelo\u2019 diante da for\u00e7a da cafeicultura na regi\u00e3o, os trabalhadores do STR da regi\u00e3o, com o apoio de um militante do MST, iniciaram um trabalho de base que buscava convencer os trabalhadores camponeses imigrantes que seria melhor para eles lutarem por um peda\u00e7o de terra do que ficarem sendo explorados a vida toda trabalhando como boia-fria. Assim, na madrugada de 18 de novembro de 1996, um domingo, em v\u00e1rios \u00f4nibus, por volta das tr\u00eas horas da madrugada, sete meses ap\u00f3s o hist\u00f3rico massacre de Eldorado dos Caraj\u00e1s, no Par\u00e1, 80 fam\u00edlias camponesas \u2013 a maioria delas imigrantes que vinham todos os anos trabalhar como boias-frias na colheita do caf\u00e9 &#8211; ocuparam a antiga Fazenda Jatob\u00e1. L\u00e1 encontraram uma agrovila abandonada, rastro do regime de colonato adotado no in\u00edcio do s\u00e9culo XX: 40 casas de alvenaria que estavam abrigando aranha, ratos, poeira, mosquito e cobras venenosas, inclusive. Muitas casas nem telhado tinham. Foi a\u00ed nessas casas abandonadas que iniciou o primeiro acampamento do MST no sul de Minas. N\u00e3o come\u00e7ou com barracas de lona preta, diferentemente da quase totalidade das outras ocupa\u00e7\u00f5es no campo. Poucas fam\u00edlias sem-terra eram do munic\u00edpio, pois \u201co povo da regi\u00e3o era ainda muito submisso aos fazendeiros da planta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 e da pecu\u00e1ria. Temiam se juntar na luta pela terra, porque, se depois, viessem a precisar de emprego, seriam rejeitados por terem se metido em ocupa\u00e7\u00e3o de terra, coisa que era um tabu na \u00e9poca\u201d, nos informa Sebasti\u00e3o M\u00e9lia Marques. Esse medo de aderir \u00e0 luta pela terra \u00e9 encontrado em todos os munic\u00edpios no in\u00edcio da luta pela terra. Eis um sinal de que rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o, de forma disfar\u00e7ada, imperavam e inibiam o engajamento dos trabalhadores camponeses na luta pela terra e pela reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia seguinte, tr\u00eas policiais militares \u00e0 paisana, disfar\u00e7ados, foram ao Acampamento Primeiro do Sul, mas algu\u00e9m da cidade os reconheceu. A Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a agiu rapidamente e convidou-os a deixar o acampamento antes que houvesse conflito. Alguns dias ap\u00f3s, alguns policiais militares voltaram e fizeram um Boletim de Ocorr\u00eancia anotando todos os bens que havia na fazenda. Quando as fam\u00edlias sem-terra chegaram para ocupar a fazenda abandonada, as estradas n\u00e3o existiam mais. S\u00f3 trilhos para caminhar ou andar a cavalo. \u201cAp\u00f3s matar v\u00e1rias cobras dentro das casas abandonadas, come\u00e7amos a limpar e a reconstruir as casas. V\u00e1rios postes de energia tinham ca\u00eddo e n\u00f3s os levantamos. O sistema de \u00e1gua encanada tamb\u00e9m teve que ser todo reformado\u201d, recorda Sebasti\u00e3o M\u00e9lia Marques.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Governo Federal estava sob o impacto do massacre de Eldorado dos Caraj\u00e1s, que tinha arranhado a imagem do Brasil com repercuss\u00e3o internacional negativa. Era preciso mostrar que o Governo tinha compromisso com a realiza\u00e7\u00e3o da reforma agr\u00e1ria. \u201cO Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (INCRA) naquela \u00e9poca ainda funcionava. Hoje n\u00e3o funciona, \u00e9 um escrit\u00f3rio que recebe documentos e os engaveta. Mas o Governo estava preocupado com os conflitos agr\u00e1rios, porque tinha acontecido o massacre de Eldorado dos Caraj\u00e1s, dia 17 de abril de 1996. Nesse contexto, o INCRA de Minas Gerais procurou o fazendeiro que estava endividado \u2013 devendo mais de dois milh\u00f5es de reais &#8211; e com a terra penhorada pelo banco. Assim, em negocia\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, o INCRA comprou a fazenda Jatob\u00e1 por tr\u00eas milh\u00f5es de reais e cedeu a terra para usufruto das fam\u00edlias acampadas\u201d, conta Sebasti\u00e3o M\u00e9lia Marques.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s toda essa hist\u00f3ria de luta pela terra e por direitos, o juiz substituto da Vara Agr\u00e1ria de Minas Gerais, Walter Zwicker Esbaille J\u00fanior, dia 7 de novembro \u00faltimo (2018), determinou o despejo das 475 fam\u00edlias que ocupam h\u00e1 20 anos o latif\u00fandio da ex-usina Ariadn\u00f3polis, onde est\u00e3o em 11 Acampamentos integrando o Quilombo Campo Grande e gerando emprego e renda para 80% a mais de trabalhadores que empres\u00e1rio vizinho Jo\u00e3o Faria, maior produtor individual de Caf\u00e9 da Am\u00e9rica Latina. O MST est\u00e1 recorrendo judicialmente. As quase 500 fam\u00edlias est\u00e3o determinadas a n\u00e3o aceitar um 7\u00ba despejo e conta com o apoio da sociedade local e de uma Grande Rede de Apoio para salvar o Quilombo Campo Grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belo Horizonte, MG, 19\/11\/2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obs<\/strong>.: Os v\u00eddeos, abaixo, demonstram o escrito acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 &#8211; Quilombo Campo Grande &#8211; Campo do Meio\/MG<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_32717\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/o0e5nekKBtU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 &#8211; MST pede para CNJ analisar decis\u00e3o de despejar mais de 400 fam\u00edlias em Minas Gerais<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_53968\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YtC-hnV94uk?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 &#8211; Liminar de despejo no sul de Minas acampamento Quilombo Campo Grande<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_13988\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lvzjKMaNt9Q?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do sindicalismo combativo \u00e0 luta pela terra em Campo do Meio, MG.\u00a0Por Gilvander Moreira[1] At\u00e9 a d\u00e9cada de 1980, milhares de trabalhadores boias-frias do Nordeste, do norte de Minas ou do Vale do Jequitinhonha, regi\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3180,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,27,25,29,43,32],"tags":[],"class_list":["post-3179","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direitos-humanos","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-videos"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3179","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3179"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3179\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3181,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3179\/revisions\/3181"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3180"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3179"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3179"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}