{"id":3386,"date":"2018-12-17T22:24:48","date_gmt":"2018-12-18T00:24:48","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3386"},"modified":"2018-12-19T09:42:54","modified_gmt":"2018-12-19T11:42:54","slug":"joao-batista-profeta-reformista-ou-revolucionario","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/joao-batista-profeta-reformista-ou-revolucionario\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Batista, profeta reformista ou revolucion\u00e1rio?"},"content":{"rendered":"\n<p><a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/%ef%bb%bfjoao-batista-profeta-reformista-ou-revolucionario\/\"><br>17 DE DEZEMBRO DE 2018\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/author\/gilvander\/\">GILVANDER LUIS MOREIRA<\/a><a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/wp-admin\/post.php?post=2522&amp;action=edit\">E<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jo\u00e3o Batista, profeta reformista ou revolucion\u00e1rio?&nbsp;<\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/%ef%bb%bfjoao-batista-profeta-reformista-ou-revolucionario\/#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.cptmg.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Jo%C3%A3o-batista-o-profeta.jpg?resize=275%2C154\" alt=\"\" class=\"wp-image-2523\"\/><figcaption><br>Faustino Raineri, A decapita\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, s\u00e9culo XIX. (Reprodu\u00e7\u00e3o).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Antes do Natal, durante o Advento, passagens do Evangelho de Jesus Cristo referentes \u00e0 a\u00e7\u00e3o e ao ensinamento de Jo\u00e3o Batista s\u00e3o lidas e apresentadas durante as celebra\u00e7\u00f5es religiosas em igrejas e comunidades crist\u00e3s. Quem foi, o que ensinou e o que fez Jo\u00e3o Batista que entrou para a hist\u00f3ria crist\u00e3 como profeta precursor de Jesus Cristo (Lc 3,3)?&nbsp; Os evangelistas Lucas e Marcos fazem Jesus iniciar sua miss\u00e3o p\u00fablica ao ouvir que Jo\u00e3o Batista tinha sido preso a mando do governador Herodes Antipas (Lc 3,19s; Mc1,14; At 13,25). Um fato pol\u00edtico \u2013 a pris\u00e3o de um profeta \u2013 foi o acontecimento que desencadeou o in\u00edcio da miss\u00e3o de Jesus Cristo. Para Lucas Jo\u00e3o \u00e9 \u201co Batista\u201d (Lc 7,20), como era conhecido na tradi\u00e7\u00e3o das primeiras comunidades crist\u00e3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Batista, profeta de \u00e9tica reformista? (Lc 3,10-14). Diante da pergunta \u201cQue devemos fazer?\u201d levantada pela multid\u00e3o, por agentes do fisco e por policiais, Jo\u00e3o Batista prop\u00f5e \u00e0 multid\u00e3o partilha (\u201c<em>Quem tiver duas t\u00fanicas, d\u00ea uma a quem n\u00e3o tem<\/em>\u201d (Lc 3,11)), aos cobradores de impostos exorta a serem \u00e9ticos (\u201c<em>N\u00e3o cobrem nada al\u00e9m da taxa estabelecida<\/em>\u201d (Lc 3,12-13)), e aos policiais, n\u00e3o extorquir o povo (\u201c<em>N\u00e3o maltratem ningu\u00e9m; n\u00e3o fa\u00e7am acusa\u00e7\u00f5es falsas e fiquem contentes com o sal\u00e1rio de voc\u00eas<\/em>\u201d (Lc 3,14). Esses conselhos de Jo\u00e3o Batista n\u00e3o deixam de ser, em certo modo, um tanto amb\u00edguos. Por um lado, manifestam um verdadeiro interesse pelo pr\u00f3ximo nos variados aspectos; por\u00e9m, por outro, n\u00e3o pretendem revolucionar as estruturas sociais do&nbsp;<em>status quo<\/em>&nbsp;opressor da \u00e9poca, nem sequer diante da \u201cimin\u00eancia da ira\u201d que vem. Jo\u00e3o Batista defende a distribui\u00e7\u00e3o partilhada dos recursos fundamentais para a exist\u00eancia (Lc 3,11), a fuga da extors\u00e3o (Lc 3,12-13), a aboli\u00e7\u00e3o da chantagem e de qualquer medida intimidat\u00f3ria (Lc 3,14). Por\u00e9m n\u00e3o diz aos arrecadadores de impostos que devem cortar suas rela\u00e7\u00f5es com o poder opressor do imp\u00e9rio \u2013 o que fez Ant\u00f4nio Conselheiro em Canudos (1893-1897) -, nem aos soldados \u2013 ainda que talvez se trate de \u2018mercen\u00e1rios\u2019 \u2013 que abandonem sua profiss\u00e3o. Na realidade, o \u00faltimo conselho que d\u00e1 aos soldados: \u201c<em>conformai-vos com vosso sal\u00e1rio<\/em>\u201d (Lc 3,14), nem sequer contempla a possibilidade de que se trate de um sal\u00e1rio injusto. Aqui Jo\u00e3o Batista \u00e9 apresentado por Lucas como um \u201creformista\u201d e n\u00e3o um revolucion\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Onde Jo\u00e3o Batista foi preso e martirizado? Precisamos recorrer \u00e0 arqueologia crist\u00e3 e ao historiador Fl\u00e1vio Josefo (37-100 d.C.). As descobertas arqueol\u00f3gicas da Fortaleza de Maquerontes sustentam a credibilidade do que Fl\u00e1vio Josefo escreveu a respeito do profeta Jo\u00e3o Batista. Um dos grandes resultados da arqueologia da Palestina foi ter iluminado a \u00e9poca herodiana. Fl\u00e1vio Josefo fala de Herodes, o Grande, como um megaloman\u00edaco e que se deleitava no luxo. Segundo Fl\u00e1vio Josefo, o cinismo e a suspeita pol\u00edtica ensanguentaram muitas vezes a fam\u00edlia de Herodes. Esse mandou assassinar tr\u00eas filhos, a mulher que \u201camava\u201d, cunhados e amigos de confian\u00e7a e realizou o massacre das crian\u00e7as quando soube do nascimento de Jesus. Herodes, rei estrangeiro (imposto sobre o povo da Palestina), de origem idumeia, quis fazer de Jerusal\u00e9m a capital pol\u00edtico-religiosa do reino. Ao lado do complexo do Templo mandou construir a Fortaleza Ant\u00f4nia, do lado norte, o ponto mais vulner\u00e1vel da cidade, e sobre a colina ocidental, o pal\u00e1cio real com tr\u00eas torres de defesa. Construiu tamb\u00e9m em Jerusal\u00e9m um teatro, um hip\u00f3dromo, um anfiteatro e, fora da cidade, mandou levantar os monumentos sepulcrais em honra aos reis Davi e Salom\u00e3o, e o mausol\u00e9u da fam\u00edlia de Herodes. Fora de Jerusal\u00e9m, a cidade de Samaria foi reconstru\u00edda, a costa palestinense foi provida de um porto artificial em Cesareia mar\u00edtima. Herodes construiu pal\u00e1cios em Jeric\u00f3, Asquelon e em diversas outras localidades do reino. Um pouco por toda parte foram erguidos templos que fomentavam a diviniza\u00e7\u00e3o do imperador de Roma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a \u201cseguran\u00e7a nacional (?)\u201d, mas sempre na esteira da grandiosidade, foi reconstru\u00edda ou potencializada a rede de fortalezas que o rei Herodes tinha herdado dos Asmoneus no deserto de Jud\u00e1, na Palestina. A Fortaleza de Kypros protegia a estrada que subia de Jeric\u00f3 para Jerusal\u00e9m. Pr\u00f3ximo a Bel\u00e9m estava a Fortaleza de Herodion, escolhida como mausol\u00e9u real. E perto da foz do Mar Morto estava a Fortaleza de Massada. Nos confins meridionais da prov\u00edncia da Pereia, do outro lado do Rio Jord\u00e3o, Herodes reconstruiu a Fortaleza de Maquerontes. Fl\u00e1vio Josefo conclui: \u201c<em>Depois de ter terminado todas essas constru\u00e7\u00f5es grandiosas, fez exibi\u00e7\u00e3o da sua grandeza tamb\u00e9m em muitas cidades fora do seu reino<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1963, em Jerusal\u00e9m, o arque\u00f3logo Virg\u00edlio Corbo iniciou pesquisa arqueol\u00f3gica da Fortaleza de Herodion. Contemporaneamente, o arque\u00f3logo Yadin dirigia as escava\u00e7\u00f5es da Fortaleza de Massada. As escava\u00e7\u00f5es realizadas confirmam substancialmente as p\u00e1ginas entusiasmadas dedicadas por Fl\u00e1vio Josefo ao rei Herodes, o Grande. Este tinha desenvolvido uma pol\u00edtica contr\u00e1ria a Fl\u00e1vio Josefo e ao povo judeu, pol\u00edtica de subservi\u00eancia ao imperialismo romano.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1978, depois de quatro campanhas de escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas, os arque\u00f3logos conseguiram dar um rosto \u00e0 Fortaleza de Maquerontes, considerada por Fl\u00e1vio Josefo como um dos quart\u00e9is generais do sistema repressivo de Herodes. Diz o historiador Fl\u00e1vio Josefo: \u201cHerodes considerou Maquerontes um lugar digno da m\u00e1xima aten\u00e7\u00e3o para construir a mais potente fortaleza\u201d. Maquerontes foi constru\u00edda no tardio per\u00edodo helen\u00edstico e reconstru\u00edda sobre as precedentes ru\u00ednas de forma luxuosa, na \u00e9poca herodiana. Dentro da Fortaleza de Maquerontes estava um pal\u00e1cio real com todas as comodidades de uma cidade fortificada, com termas etc. Era dividida em tr\u00eas blocos. Do lado de fora estava uma cidade baixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Fl\u00e1vio Josefo<a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/%ef%bb%bfjoao-batista-profeta-reformista-ou-revolucionario\/#_ftn2\">[2]<\/a>, Jo\u00e3o Batista foi encarcerado na Fortaleza de Maquerontes e depois Herodes Antipas, herdeiro da megalomania e do car\u00e1ter opressor e repressor do pai, Herodes o Grande, o mandou assassinar degolando-o. Nenhum evangelho recorda o nome do lugar onde Herodes tinha mantido Jo\u00e3o Batista preso. Os arque\u00f3logos Stanislao Loffreda e Virg\u00edlio Corbo afirmam: \u201c<em>Antes de mais nada, a escolha da Fortaleza de Maquerontes para encarcerar Jo\u00e3o Batista nos parece natural e ver\u00eddica. Pois Maquerontes era perto de onde Jo\u00e3o Batista, possivelmente, desenvolvia sua atividade e tamb\u00e9m fornecia a m\u00e1xima seguran\u00e7a para o confim meridional da Pereia\u201d.<\/em>&nbsp;Segundo o Evangelho de Marcos, Jo\u00e3o Batista era mantido sob estreita observa\u00e7\u00e3o durante sua pris\u00e3o e acorrentado (Mc 6,16). \u00c9 poss\u00edvel que o profeta tenha sido acorrentado em um subterr\u00e2neo escuro, isolado de tudo e de todos. Mas era visitado por disc\u00edpulos (Mt 11,2-3). At\u00e9 a triste not\u00edcia do seu assassinato chega aos disc\u00edpulos facilmente, pois eles v\u00eam sepultar o seu corpo (Mc 6,29).<\/p>\n\n\n\n<p>Maquerontes n\u00e3o era uma simples fortaleza ou um quartel general, mas era uma pris\u00e3o de seguran\u00e7a m\u00e1xima que compreendia uma cidade. Considerando a grande popularidade que Jo\u00e3o Batista tinha no meio do povo (segundo Fl\u00e1vio Josefo e os evangelhos sin\u00f3ticos: Mt, Mc e Lc), \u00e9 poss\u00edvel sugerir que na cidade baixa, descoberta por pesquisas arqueol\u00f3gicas, existia disc\u00edpulos de Jo\u00e3o Batista.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese hist\u00f3rica de que o banquete oferecido por Herodes, durante o qual se decidiu degolar Jo\u00e3o Batista (M 6,14-29), se deu na mesma fortaleza, a descoberta arqueol\u00f3gica do refeit\u00f3rio ao sul do cortil d\u00e1 ao relato do Evangelho de Marcos uma tr\u00e1gica imediatez.<a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/%ef%bb%bfjoao-batista-profeta-reformista-ou-revolucionario\/#_ftn3\">[3]<\/a>&nbsp;\u00c9 \u00f3bvio que os evangelhos n\u00e3o s\u00e3o obras hist\u00f3ricas, mas teologias da Hist\u00f3ria. E Fl\u00e1vio Josefo tamb\u00e9m precisa ser lido com criticidade. Mas \u00e9 importante recordar a possibilidade das tradi\u00e7\u00f5es orais e\/ou escritas conservarem um bom grau de fidelidade aos fatos hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio Josefo tamb\u00e9m dedicou \u00e0 figura de Jo\u00e3o Batista um par\u00e1grafo nas suas&nbsp;<em>Antiguidades Judaicas<\/em>: \u201cAlguns judeus pensaram que o ex\u00e9rcito de Herodes (Antipas) havia sido destru\u00eddo por Deus e que o rei havia sido justamente castigado pela execu\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o, chamado \u201co Batista\u201d. \u00c9 que Herodes havia feito assassinar&nbsp;<em>este homem bom<\/em>, que exortava as pessoas a levarem uma vida honrada, tratando-se&nbsp;<em>com justi\u00e7a uns aos outros<\/em>, [\u2026]. Enquanto o povo que se aglomerava ao seu redor ia aumentando, porque as pessoas estavam entusiasmadas com suas palavras, Herodes se encheu de temor de que o \u00eaxito que Jo\u00e3o tinha com o povo poderia desembocar em uma insurrei\u00e7\u00e3o; porque parecia que se o profeta dissesse uma s\u00f3 palavra, o povo estava disposto a abra\u00e7ar luta por justi\u00e7a. Por isso, antes de que Jo\u00e3o pudesse provocar uma insurrei\u00e7\u00e3o, Herodes considerou prudente antecipar-se aos acontecimentos, encarcerando o profeta e eliminando-o antes que esperar que se produzisse um levante popular; mas criou uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil para ele e depois teve que arrepender-se. Como resultado destas suspeitas de Herodes, Jo\u00e3o foi preso e colocado na Fortaleza de Maquerontes (uma pris\u00e3o de seguran\u00e7a m\u00e1xima) [\u2026]. E l\u00e1 foi assassinado. E por isso os judeus acreditaram que a derrota do ex\u00e9rcito de Herodes foi uma atua\u00e7\u00e3o de Deus, que castigou Herodes para vingar a morte daquele homem\u201d<a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/%ef%bb%bfjoao-batista-profeta-reformista-ou-revolucionario\/#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas descreve Jo\u00e3o Batista sempre como inferior a Jesus, pois Jesus deve crescer e Jo\u00e3o, diminuir. Afinal, os evangelhos foram escritos por disc\u00edpulos de Jesus Cristo. Se os disc\u00edpulos de Jo\u00e3o Batista fossem escrever Evangelhos de Jo\u00e3o Batista, certamente colocariam Jesus como menor do que Jo\u00e3o Batista. Jesus seria o precursor de Jo\u00e3o Batista, que teria entrado para a hist\u00f3ria como o Messias, filho de Deus. Entretanto, se Jo\u00e3o Batista tivesse sido apenas reformista, n\u00e3o teria sido empurrado para pris\u00e3o de seguran\u00e7a m\u00e1xima e nem teria sido condenado \u00e0 pena de morte, sob degola\u00e7\u00e3o. Enfim, Jo\u00e3o Batista e Jesus Cristo fizeram op\u00e7\u00e3o pelos pobres (op\u00e7\u00e3o de classe), foram revolucion\u00e1rios e, por isso, martirizados, mas est\u00e3o muito vivos em cada militante que se dedica \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa, democr\u00e1tica, solid\u00e1ria, (macro)ecum\u00eanica e sustent\u00e1vel ecologicamente. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; BH, 17\/12\/2018.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/%ef%bb%bfjoao-batista-profeta-reformista-ou-revolucionario\/#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E-mail:<a href=\"http:\/\/gilvanderlm@gmail.com\/\">http:\/\/gilvanderlm@gmail.com<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">http:\/\/www.gilvander.org.br<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\/\">http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\ufeff<\/a>&nbsp; &nbsp; &nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis&nbsp;<\/a>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;\u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/%ef%bb%bfjoao-batista-profeta-reformista-ou-revolucionario\/#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;<em>Antiguidade Judaica<\/em>&nbsp;XVIII, 5,1-12.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/%ef%bb%bfjoao-batista-profeta-reformista-ou-revolucionario\/#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;Cf. V. Corbo, \u201cLa fortezza di Macheronte. Rapporto preliminare\u201d. LA (= Liber Annus) XXVIII, 1978, pp. 217-231; LA 1979, pp. 315-326; LA 1980, pp. 365-376; LA 1981, 257-286.&nbsp; S. Loffreda,&nbsp;<em>Ceramica di Mishnaqa-Macheronte (I sec. a. C. \u2013 I sec. d. C.).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/%ef%bb%bfjoao-batista-profeta-reformista-ou-revolucionario\/#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;Antiguidade Judaica. XVIII, 5, 2, nn. 116-119.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Batista, profeta reformista ou revolucion\u00e1rio?&nbsp;Por Gilvander Moreira[1] Antes do Natal, durante o Advento, passagens do Evangelho de Jesus Cristo referentes \u00e0 a\u00e7\u00e3o e ao ensinamento de Jo\u00e3o Batista s\u00e3o lidas e apresentadas durante as<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3388,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,22,44,27,30,26],"tags":[],"class_list":["post-3386","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-cebs-comunidades-eclesiais-de-base","category-direito-a-memoria","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-teologia-da-libertacao"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3386","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3386"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3386\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3390,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3386\/revisions\/3390"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3388"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3386"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3386"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3386"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}