{"id":3425,"date":"2018-12-23T11:42:54","date_gmt":"2018-12-23T13:42:54","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3425"},"modified":"2018-12-23T11:42:56","modified_gmt":"2018-12-23T13:42:56","slug":"%ef%bb%bfnatal-de-jesus-cristo-na-periferia-de-belem-nao-tenham-medo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfnatal-de-jesus-cristo-na-periferia-de-belem-nao-tenham-medo\/","title":{"rendered":"\ufeffNatal de Jesus Cristo na periferia de Bel\u00e9m: \u201cN\u00e3o tenham medo!\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Natal de Jesus Cristo na periferia de Bel\u00e9m: \u201cN\u00e3o tenham medo!\u201d\u00a0<\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Jesus-refugiado.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3426\" width=\"444\" height=\"296\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Jesus-refugiado.jpg 660w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Jesus-refugiado-300x200.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Jesus-refugiado-420x280.jpg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 444px) 100vw, 444px\" \/><figcaption> <strong>Reprodu\u00e7\u00e3o: <\/strong>Cart\u00e3o de Natal do artista Banksy: muro de Israel no caminho da Sagrada Fam\u00edlia. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u00c9 tempo de natal e de virada de ano. Sob a avalanche do natal do mercado idolatrado, necess\u00e1rio se faz resgatar o sentido b\u00edblico do Natal de Jesus Cristo, que \u00e9 revolucion\u00e1rio. Faz bem entendermos a narrativa b\u00edblica do Evangelho de Lucas (Lc 2,1-20) que versa sobre o nascimento do galileu que se tornou Cristo, que testemunhou um jeito de conviver libertador e salvador. O Evangelho de Lucas n\u00e3o \u00e9 cr\u00f4nica jornal\u00edstica escrita sob o calor dos fatos. Escrito na d\u00e9cada de 80 do s\u00e9culo I da era crist\u00e3, o Evangelho de Lucas \u00e9 Teologia da Hist\u00f3ria a partir dos oprimidos e injusti\u00e7ados e da sua f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. Que beleza que os opressores n\u00e3o exterminaram o movimento popular e religioso de Jesus! Fizeram uma grande sexta-feira da paix\u00e3o, mas as disc\u00edpulas e os disc\u00edpulos de Jesus Cristo, experimentando que Ele vivia nelas e neles, constru\u00edram um domingo de ressurrei\u00e7\u00e3o com p\u00e3o, terra e liberdade para todos\/as. Em algum lugar, nas periferias\u00a0 do mundo, do ventre de uma mulher, uma crian\u00e7a quer vir \u00e0 luz&#8230; Uma estrela aponta para um cantinho, em um pedacinho de ch\u00e3o&#8230; &#8220;Olha a gl\u00f3ria de Deus brilhando!&#8221; N\u00e3o morre a utopia da vida vencendo a morte, do amor vencendo o \u00f3dio e da justi\u00e7a sobressaindo sobre a injusti\u00e7a. Para o evangelista Lucas foram os pastores \u2013 os trabalhadores mais discriminados da \u00e9poca &#8211; os que, por primeiro, reconheceram a encarna\u00e7\u00e3o do divino no humano. Quando nasceu Jesus Cristo? Onde? Em que contexto? Na presen\u00e7a de quem? E foi visitado e acolhido por quem? <\/p>\n\n\n\n<p>Jesus nasceu em tempos de imperialismo romano com o imperador Augusto baixando decreto para aumentar o peso da tributa\u00e7\u00e3o nas costas do povo, al\u00e9m de manter a superexplora\u00e7\u00e3o, por meio da escravid\u00e3o, a quem eram submetidos mais de 60 milh\u00f5es de pessoas nas muitas col\u00f4nias do Imp\u00e9rio Romano. Diz o evangelista Lucas: \u201c<em>Naqueles dias, o imperador Augusto publicou um decreto ordenando recenseamento em todo o imp\u00e9rio<\/em>\u201d (Lc 2,1). Como o pai de Jesus, Jos\u00e9, era descendente de Davi e natural de Bel\u00e9m, ele teve que viajar da cidadezinha de Nazar\u00e9, na Galileia, at\u00e9 Bel\u00e9m, na Judeia, mais de 120 quil\u00f4metros, a p\u00e9 ou montando em jumento, com sua esposa Maria que estava na imin\u00eancia de dar \u00e0 luz (Lc 2,3-5). Em uma col\u00f4nia dominada pelo imperialismo romano, por governadores submissos aos interesses imperiais e com a cumplicidade de um poder religioso \u2013 o sin\u00e9drio \u2013 que usava o nome de Deus para excluir e marginalizar a maioria do povo, como trecheiro, estradeiro, \u201cirm\u00e3o de rua\u201d, migrante, retirante, sem-terra, sem-teto, refugiado, migrante e judeu da periferia, nasceu Jesus Cristo na periferia de Bel\u00e9m, pequena cidade do interior. Jesus n\u00e3o nasceu em Jerusal\u00e9m nem na capital do imp\u00e9rio, nem em Bras\u00edlia, nem na Avenida Paulista e nem nos Estados Unidos. Maria e Jos\u00e9 tiveram que ocupar um curral, porque n\u00e3o encontraram hospedagem em Bel\u00e9m, certamente porque n\u00e3o tinham como pagar hotel nem hospital particular. Ao descrever o nascimento de Jesus, o evangelista Lucas estabelece estreito paralelismo com a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Messias. De fato, em Lc 2,7a se diz que \u201c<em>Maria enfaixou Jesus e o colocou na manjedoura<\/em>\u201d; em Lc 23,53a afirma-se que \u201c<em>Jos\u00e9 de Arimateia enfaixou o corpo de Jesus e o colocou em um sepulcro<\/em>\u201d. Ou seja, o evangelista aponta que a miss\u00e3o de Jesus ser\u00e1 espinhosa, ter\u00e1 que enfrentar a viol\u00eancia de podres poderes e de opressores e, por isso, ser\u00e1 condenado \u00e0 pena de morte, mas ressuscitar\u00e1. <\/p>\n\n\n\n<p>Jesus nasce no meio dos pastores (Lc\n2,8), os injusti\u00e7ados e execrados pela classe dominante onde est\u00e3o os senhores\n\u201cde bens\u201d que por cumplicidade reproduzem a desigualdade social. Entre todos os\nsegmentos da classe trabalhadora e camponesa, os pastores e as pastoras eram os\/as\nmais explorados\/as, considerados\/as impuros\/as, principalmente porque n\u00e3o\nrespeitavam as propriedades privatizadas. Para os pastores e pastoras, o\nterrit\u00f3rio era um bem comum e, por isso, levavam os rebanhos que cuidavam para\npastar em outras propriedades. Assim eram considerados invasores de\npropriedades privadas. Para os pastores e as pastoras, \u201cTerra de Deus, terra de\nirm\u00e3os!\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Um\nanjo de Deus apareceu aos pastores<\/em>\u201d (Lc 2,9), n\u00e3o apareceu ao imperador,\nnem ao governador, nem a nenhum sacerdote e nem a nenhuma pessoa considerada\npura, integrada \u00e0 sociedade dos \u201cde bens\u201d. S\u00e3o esses pastores e pastoras que reconhecem o nascimento do menino Deus e v\u00eam ao encontro daquele que\niria testemunhar um caminho de liberta\u00e7\u00e3o para todos\/as e tudo, a utopia \u201cvida\ne liberdade para todos\/as e tudo\u201d (Jo 10,10).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos Evangelhos de Lucas e de Mateus, o\nnascimento de Jesus n\u00e3o \u00e9 apresentado de forma neutra diante das contradi\u00e7\u00f5es e\ndesigualdades sociais. Jos\u00e9, Maria, Jesus, os evangelistas e as primeiras\ncomunidades crist\u00e3s (autoras dos Evangelhos) t\u00eam lado: o lado dos oprimidos e\ninjusti\u00e7ados. A luz divina foi experimentada pelos pastores e pastoras, em uma\nnoite escura (Lc 2,8-9), \u2013 como a noite que se abateu sobre o povo brasileiro\ncom a ascens\u00e3o do fascismo e de um capitalismo ultraliberal. A luz e a for\u00e7a\ndivina surgiram para aqueles e aquelas que eram os\/as mais rejeitados\/as pela\nsociedade hip\u00f3crita e c\u00ednica. Nas primeiras comunidades crist\u00e3s se lia naquela \u00e9poca o texto\ndo profeta Isa\u00edas que dizia: \u201c<em>O povo que\nandava nas trevas viu uma grande luz, uma luz raiou para os que habitavam uma\nterra sombria<\/em>\u201d (Is 9,1). A primeira mensagem do anjo aos pastores e pastoras foi:\n\u201c<em>N\u00e3o tenham medo! Eis uma \u00f3tima not\u00edcia\npara todo o povo explorado. Hoje, na cidade de Davi, nasceu para voc\u00eas um\nSalvador, que \u00e9 o Messias, o Senhor<\/em>\u201d (Lc 2,10). Essa mensagem ganha\neloqu\u00eancia se recordarmos que quando se elevava um novo imperador ou rei,\narautos do imp\u00e9rio anunciavam a entroniza\u00e7\u00e3o aclamando o que estava sendo\nentronizado como novo Salvador (<em>soter<\/em>,\nem grego) e Senhor (<em>Kurios<\/em>, em\ngrego). <\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras comunidades crist\u00e3s fazem\numa revolu\u00e7\u00e3o copernicana e subvertem a ideologia dominante que divinizava o\npoder e quem estava no poder. \u2018Salvador\u2019 e \u2018Senhor\u2019 n\u00e3o ser\u00e1 mais o imperador e\nnenhum rei. \u2018Salvador\u2019 e \u2018Senhor\u2019 ser\u00e1 aquela crian\u00e7a que nasceu no meio dos\nexplorados. O anjo alerta: s\u00f3 quem consegue se misturar com os perif\u00e9ricos e\ncom eles conviver consegue experimentar o divino se revelando no humano a\npartir dos por\u00f5es da humanidade (Lc 2,12). Quem fica distante dos empobrecidos\ne empobrecidas acumula preconceitos e se desumaniza. Diz o evangelista Lucas que\nos anjos fazem festa ao experimentar a gl\u00f3ria de Deus e a paz (<em>shalom<\/em>, em hebraico) no meio do povo (Lc\n2,14). A gl\u00f3ria de Deus brilha quando o humano em todas as pessoas \u00e9 respeitado\ne valorizado. Paz como fruto da justi\u00e7a, <em>shalom<\/em>\nacontece quando os governos com organiza\u00e7\u00e3o popular efetuam mudan\u00e7as\nestruturais para superar a desigualdade social e promover a justi\u00e7a social com\nrespeito \u00e0 imensa diversidade cultural, aos direitos da natureza, dos animais e\ntoda a biodiversidade existente no nosso pa\u00eds e no mundo. \u201c<em>Os pastores da regi\u00e3o foram a Bel\u00e9m, \u00e0s pressas, participar do\nacontecimento<\/em>\u201d (Lc 2,15-16); n\u00e3o foram a Jerusal\u00e9m, nem a Bras\u00edlia, nem \u00e0s\ncatedrais do deus mercado e nem ao Imp\u00e9rio do capital. \u201c<em>E todos que ouviam os pastores ficaram maravilhados<\/em>\u201d (Lc 2,18). Quem\nn\u00e3o ouve, n\u00e3o respeita e nem participa da luta dos\/as sem-terra, dos\/as\nsem-teto, dos\/as migrantes, dos\/as refugiados\/as, dos irm\u00e3os e irm\u00e3s em\nsitua\u00e7\u00e3o de rua, dos\/as ind\u00edgenas, dos\/as quilombolas, das mulheres e dos\nnossos irm\u00e3os e irm\u00e3s LGBTTQIs<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>\nn\u00e3o conseguem compreender o divino se tornando humano a partir de Jesus Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pastores e as pastoras reconhecem o poder\npopular nascido na periferia de Bel\u00e9m, cidade do rei e pastor Davi. \u201c\u00c9 de ti\nBel\u00e9m, a menor entre todas as cidades, que vir\u00e1 o Salvador\u201d (Miq 5,1), bradava\na profecia inspiradora de Miqueias. &nbsp;Etimologicamente&nbsp;Bel\u00e9m (<em>Betlehem<\/em>, em hebraico), significa&nbsp;<em>Casa do P\u00e3o<\/em>. Bel\u00e9m \u00e9 a cidade de Davi, o\nmenor entre os irm\u00e3os, aquele que organizou os injusti\u00e7ados da sociedade para\nlutar por um governo justo, popular e democr\u00e1tico. O verdadeiro \u201crei dos\njudeus\u201d n\u00e3o \u00e9 violento e sanguin\u00e1rio como Herodes, \u00e9 um rec\u00e9m-nascido, nascido\nsem-terra e sem-casa e tendo que se exilar \u00e0s pressas, como refugiado, para n\u00e3o\nser assassinado pelo poder repressor de plant\u00e3o. Segundo o Evangelho de Jo\u00e3o, o\nnascido na \u201cCasa do P\u00e3o\u201d se tornou P\u00e3o da Vida para todos\/as (Jo 6,35-59). Os pastores\ne as pastoras intuem com sabedoria que o poder alternativo, democr\u00e1tico,\nparticipativo e popular vem da periferia, dos injusti\u00e7ados, dos pequenos.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O natal trombeteado aos quatro ventos pelos arautos do mercado idolatrado \u00e9 um antinatal, abusa do nascimento de Jesus Cristo para auferir lucro e acumular capital, promovendo gastan\u00e7a, viagens que resultam em centenas de mortes e comilan\u00e7as; pior, humilham milh\u00f5es de pessoas que n\u00e3o podem gastar, viajar e nem promover comilan\u00e7as. Quem n\u00e3o se alia \u00e0 luta por direitos de sessenta por cento dos brasileiros que sobrevivem com menos de um sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas n\u00e3o consegue vivenciar o sentido sublime e profundo do Natal de Jesus Cristo, est\u00e1 sendo mentiroso\/a, pois n\u00e3o est\u00e1 abra\u00e7ando o projeto de Jesus, o Cristo libertador e salvador. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o est\u00e1 em sintonia com o Natal de\nJesus Cristo quem reproduz, direta ou indiretamente, uma das maiores\ndesigualdades sociais do mundo: 1% mais rico, que abrange 1,2 milh\u00e3o de brasileiros, com rendimento\nm\u00e9dio superior a 55 mil reais por m\u00eas, no Brasil, em 2018. Quem \u00e9 disc\u00edpulo\/a\ndo menino que nasceu como refugiado na periferia de Bel\u00e9m precisa insurgir ao\nlado de toda a classe trabalhadora e camponesa e das for\u00e7as vivas que lutam\npela supera\u00e7\u00e3o de todas as injusti\u00e7as. Ou\u00e7amos os\/as anjos\/as que nos dizem: \u201cN\u00e3o\ntenham medo!\u201d Os poderosos t\u00eam p\u00e9s de barro. O menino Deus est\u00e1 vivo em n\u00f3s na\nluta por justi\u00e7a social, justi\u00e7a agr\u00e1ria, justi\u00e7a ambiental, justi\u00e7a urbana,\ndireitos humanos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte, MG, 23\/12\/2018.<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos\ncarmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em\nFilosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e\nOcupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d\nno IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais,\nTravestis, Transexuais, Queers e Pessoas Intersex. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Natal de Jesus Cristo na periferia de Bel\u00e9m: \u201cN\u00e3o tenham medo!\u201d\u00a0Por Gilvander Moreira[1] \u00c9 tempo de natal e de virada de ano. Sob a avalanche do natal do mercado idolatrado, necess\u00e1rio se faz resgatar o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3426,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,43,26],"tags":[],"class_list":["post-3425","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3425","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3425"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3425\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3427,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3425\/revisions\/3427"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3426"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3425"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3425"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3425"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}