{"id":3491,"date":"2018-12-31T21:47:54","date_gmt":"2018-12-31T23:47:54","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3491"},"modified":"2019-01-01T10:33:45","modified_gmt":"2019-01-01T12:33:45","slug":"o-poder-da-caverna-sagrada-kamukuwaka-mitos-matas-e-desafios","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/o-poder-da-caverna-sagrada-kamukuwaka-mitos-matas-e-desafios\/","title":{"rendered":"O poder da Caverna Sagrada Kamukuwak\u00e1 \u2013 Mitos, Matas e Desafios."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O\npoder da Caverna Sagrada Kamukuwak\u00e1 \u2013 Mitos, Matas e Desafios.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por Alenice Baeta<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/kamukuaka-kamala-750x410.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3492\" width=\"513\" height=\"280\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/kamukuaka-kamala-750x410.jpg 750w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/kamukuaka-kamala-750x410-300x164.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 513px) 100vw, 513px\" \/><figcaption> <br>Destaque: L\u00edder ind\u00edgena mostrando detalhes e magias da caverna Kamukuwak\u00e1, vale do Batovi, Paranatinga-MT. Foto:\u00a0A Alquimia da Cura<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por Alenice Baeta<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro de 2018 foi noticiada a\ndepreda\u00e7\u00e3o de conjuntos de grafismos rupestres antiqu\u00edssimos na caverna\nKamukuwak\u00e1, situada no munic\u00edpio de Paranatinga, estado do Mato Grosso, \u00e0s\nmargens do rio Tamitatoala ou Batovi, Alto Xingu, na Bacia Amaz\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta caverna, que fica pr\u00f3xima de uma\ngrande cachoeira, \u00e9 considerada sagrada e de grande import\u00e2ncia hist\u00f3rica e\nespiritual para as onze etnias ind\u00edgenas que vivem no Xingu. Segundo a\ncosmologia do povo Wauja ou Waur\u00e1 (falantes da l\u00edngua maipure, da fam\u00edlia arawak),\nesta gruta seria lar do ancestral guerreiro Kamukuwak\u00e1, que ali teria se\ndefendido dos ataques do inimigo, o Kamo, que invejava a sua beleza e a sua\nfor\u00e7a, transformando a sua casa em pedra, tentando atac\u00e1-lo; mas com a ajuda de\np\u00e1ssaros foi aberto um buraco no teto rochoso, e assim Kamukuwak\u00e1 e seus\nfamiliares conseguiram escapar para o c\u00e9u, livrando-se da emboscada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Wauja consideram que h\u00e1 algumas\nfigura\u00e7\u00f5es esculpidas nas paredes de sua entrada que representam tamb\u00e9m a\nfecundidade da mulher e estas teriam o poder m\u00e1gico de aumentar a fertilidade\ndas coisas vivas. Ali seria ainda a resid\u00eancia de esp\u00edritos Wauja, chamados\n\u201cIny\u00e3k\u00e3n\u00e3u\u201d, ou \u201caqueles que ensinam\u201d.&nbsp; Os esp\u00edritos guiam os xam\u00e3s, os\nYakapa, que aparecem em vis\u00f5es ajudando a curar os doentes e a promover a\nharmonia nas aldeias, reativando por meio de terapias rituais as rela\u00e7\u00f5es\ndivinat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, a caverna, apesar da\ndist\u00e2ncia das atuais aldeias, tamb\u00e9m estava sendo utilizada como local de\nensinamentos para as crian\u00e7as e jovens ind\u00edgenas do Xingu por meio de recursos\nmusicais e art\u00edsticos, dons que t\u00e3o bem dominam, pois segundo eles, a m\u00fasica\nmolda um padr\u00e3o de conviv\u00eancia produtivo, m\u00edstico e de grande sociabilidade\n(Mello, 1999; Barcelos Neto, 2001).<\/p>\n\n\n\n<p>A arte impregna a concep\u00e7\u00e3o Wauja, pois\neste povo \u00e9 considerado artes\u00e3o excepcional, inclusive pelas outras etnias da\nregi\u00e3o, possuidores de um repert\u00f3rio gr\u00e1fico e processos complexos de produ\u00e7\u00e3o\nde artefatos cer\u00e2micos, cestaria, plum\u00e1ria, m\u00e1scaras, mi\u00e7angas e aerofones\n(flautas e clarinetes) para&nbsp; rituais com marcada maestria e peculiaridade\ntecno-est\u00edlistica. A cer\u00e2mica Wauja \u00e9 sua grande especialidade e distintivo,\ncomposta por pe\u00e7as com formatos zoomorfos, de diversas dimens\u00f5es, decoradas por\ngrafismos geom\u00e9tricos variados, mas que traduzem uma complexa cosmologia\nbaseada na rela\u00e7\u00e3o animais, coisas, humanos e seres extra-humanos, cruciais\npara a pr\u00e1tica do xamanismo e de in\u00fameros rituais m\u00edsticos. No tran\u00e7ado,\nproduzem os melhores cestos cargueiros, al\u00e9m de objetos associados ao preparo\nda mandioca e seus derivados, como pil\u00f5es, p\u00e1s de beiju, torradores e peneiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esta heran\u00e7a \u00e9 considerada por eles\numa grande d\u00e1diva, pois no s\u00e9culo XX, o Alto Xingu sofreu grandes perdas\ndemogr\u00e1ficas devido \u00e0s v\u00e1rias epidemias e a\u00e7\u00f5es violentas de fazendeiros e\ngarimpeiros. Os \u00edndios Wauja foram reduzidos a poucas dezenas de indiv\u00edduos. Entretanto,\napesar da brutal mortalidade e persegui\u00e7\u00f5es permanentes, os Wauja conseguiram\nguardar em segredo os conhecimentos fundamentais e mem\u00f3rias ancestrais para a\nsua reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9tnica e sociocultural, enfim a sua resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisas arqueol\u00f3gicas e etnogr\u00e1ficas\nsobre a forma\u00e7\u00e3o da cultura xinguana apontam (Heckenberger 2001; Fausto, 2005)\nque os grupos arawak teriam sido os primeiros a se estabelecer no Alto Xingu e que\nos Wauja atuais seriam, possivelmente, seus descendentes mais antigos,\nrespons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o das&nbsp; imensas aldeias circulares e fortificadas\nque surgiram na periferia meridional da Amaz\u00f4nia entre os anos 1000 e 1450.<\/p>\n\n\n\n<p>A caverna Kamukuwak\u00e1 faz parte deste\nterrit\u00f3rio imemorial tradicional tendo sido, inclusive, tombada em n\u00edvel\nfederal pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN),\ncujo processo encontra-se registrado no ano de 2006 (Processo IPHAN T1535-MT)\nem fun\u00e7\u00e3o de seus fortes atributos no \u00e2mbito natural, arqueol\u00f3gico e\netnol\u00f3gico, juntamente com outros s\u00edtios sagrados da regi\u00e3o, tais como o lugar\nconhecido como Sagihenhu, que integra o Kwarup, a maior festa ritual\u00edstica\nentre os povos do alto Xingu. &nbsp;Mas, lamentavelmente, o tombamento destes\ns\u00edtios arqueol\u00f3gicos e imateriais magn\u00edficos n\u00e3o garante a sua prote\u00e7\u00e3o eficaz,\ninclusive, a partir de 2011 lideran\u00e7as ind\u00edgenas j\u00e1 vinham denunciando\ndesmatamento, abertura de estradas, constru\u00e7\u00e3o de barrac\u00f5es, ranchos, turismo\npredat\u00f3rio e pesqueiros nos rios Kuluene e Batovi, al\u00e9m de muito lixo, conforme\nden\u00fancia feita por Tahugaki Kalapalo.<\/p>\n\n\n\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o de figura\u00e7\u00f5es rupestres na\ngruta Kamukawak\u00e1 indica assim o alto grau de vandalismo, de extrema viol\u00eancia e\nde desrespeito para com a cultura ind\u00edgena, seus direitos, territ\u00f3rios e\nvalores no Alto Xingu. Ainda se soma \u00e0 import\u00e2ncia simb\u00f3lica da gruta o fato\ndos grafismos parietais serem considerados pela constitui\u00e7\u00e3o federal patrim\u00f4nio\narqueol\u00f3gico, ou melhor, \u201cBem da Uni\u00e3o\u201d, protegido por lei desde 1961 (Lei n.\n3.924\/61).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O arque\u00f3logo Michael Heckenberger, que\ndesenvolve prof\u00edcuas pesquisas sobre a arqueologia xinguana, em entrevista ao Jornal\nEstado de S\u00e3o Paulo, em setembro de 2018, alertou sobre as peculiaridades\nestil\u00edsticas dos desenhos da gruta de Kamukuwak\u00e1 que ele considera, sob esta\n\u00f3tica, \u201cabsolutamente \u00fanica\u201d. Do ponto de vista gr\u00e1fico seriam \u201cnitidamente\ndesenhos xinguanos\u201d, por isto, ele considera um caso de tradi\u00e7\u00e3o do passado que\nse liga definitivamente a um povo atual e que continua sendo um lugar dos\nesp\u00edritos de tempos primordiais. Alguns rituais como a \u201cfura\u00e7\u00e3o da orelha\u201d, por\nexemplo, se baseiam no sistema imag\u00e9tico da gruta, bem como as pinturas\ncorporais e as decora\u00e7\u00f5es pl\u00e1sticas dos artefatos que se assemelham com algumas\nfiguras, motivos e formas inscritas em suas paredes rochosas. O pesquisador\ninsiste na prote\u00e7\u00e3o efetiva da caverna e do seu entorno, informando sobre a\nexist\u00eancia de um local onde foi ainda encontrado um antigo ateli\u00ea de lascamento\nde pedra, quer dizer, uma antiga oficina onde se produzia pontas de flecha e\noutros instrumentos p\u00e9treos.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio dos povos xinguanos continua\nsendo a defesa incessante das suas fronteiras contra invasores interessados em\ndestruir ou degradar intencionalmente as suas m\u00faltiplas formas de mem\u00f3rias, as\nmagias dos seus territ\u00f3rios tradicionais, das grutas, das suas encantadas matas\ne das suas poderosas \u00e1guas sagradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados atualizados publicados\npelo Instituto S\u00f3cio Ambiental (ISA), mais de 6 mil hectares de floresta na\nBacia do Rio Xingu foram devastados somente nos primeiros dois meses de 2018,\ndando lugar a monoculturas do agroneg\u00f3cio e ao garimpo ilegal. Somam-se ainda\n800 hectares que foram abertos de forma clandestina em terras ind\u00edgenas (TIs) e\nem Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs), pressionando ainda o Corredor Xingu de\nDiversidade Socioambiental, que visa assegurar a prote\u00e7\u00e3o de locais vulner\u00e1veis\ne raros da regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Que os esp\u00edritos ancestrais da caverna\nKamukawak\u00e1 joguem luz e ensinamentos nas mentes da humanidade, muitas delas\ninsanas e individualistas, protegendo e guiando as for\u00e7as vivas da sociedade para\no bem, visando \u00e0 defesa permanente dos direitos humanos e da justi\u00e7a social e\nambiental.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias\nBibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BARCELOS\nNETO, Arist\u00f3teles. O Universo Visual dos Xam\u00e3s Wauja (Alto Xingu). In:&nbsp;Jornal\nde la Soci\u00e9t\u00e9 des Americanistes, vol. 87, 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>FAUSTO,\nCarlos. &nbsp;Entre o passado e o presente: Mil anos de Hist\u00f3ria Ind\u00edgena no\nXingu. In:&nbsp;Revista Estudos e Pesquisa da Funai, Distrito Federal, Vol. 2,\nn. 2, dez. de 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>HECKENBERGER,\nMichael. Estrutura, hist\u00f3ria e transforma\u00e7\u00e3o: a cultura xinguana na longue\ndur\u00e8e, 1000-2000 d.C. In: FRANCHETTO, B. &amp; HECKENBERGER, M. ( Orgs.) Os\nPovos do Alto Xingu. Rio de Janeiro:UFRJ, 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>MELLO,\nMaria Ign\u00eas Cruz.&nbsp;M\u00fasica e mito entre os Wauja do Alto Xingu. (Disserta\u00e7\u00e3o\nde Mestrado) Centro de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas\/UFSC, Florian\u00f3polis: UFSC,\n1999.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sites Consultados<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-45660301\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/aalquimiadacura.blogspot.com\/2016\/09\/historia-povo-wauja-waura-familia.html\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/brasil.antropos.org.uk\/ethnic-profiles\/profiles-w\/259-308-waura.html\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttp:\/\/portal.iphan.gov.br\/uploads\/ckfinder\/arquivos\/Lista_Bens_Tombados_marco_2016.pdf\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Not%C3%ADcias?id=178956\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/blogs.ne10.uol.com.br\/mundobit\/2018\/09\/29\/gravuras-rupestres-sagradas-para-tribos-do-xingu-sao-destruidas\/\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttp:\/\/www.forumpermanente.org\/rede\/numero\/rev-NumeroOito\/oitoaristoteles\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/blog\/blog-do-xingu\/desmatamento-no-xingu-avanca-mesmo-debaixo-de-chuva\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Doutora em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e\nEtnologia-MAE\/USP; P\u00f3s-Doutorado no Departamento de Antropologia e Arqueologia\nna FAFICH\/UFMG; Mestrado em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; Historiadora; Membro do\nICOMOS\/Brasil-Conselho Internacional de Monumentos e S\u00edtios e do CEDEFES\n(Centro de Documenta\u00e7\u00e3o Eloy Ferreira da Silva).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte<\/strong>: <a href=\"https:\/\/racismoambiental.net.br\/2018\/12\/31\/o-poder-da-caverna-sagrada-kamukuwaka-mitos-matas-e-desafios\/\">https:\/\/racismoambiental.net.br\/2018\/12\/31\/o-poder-da-caverna-sagrada-kamukuwaka-mitos-matas-e-desafios\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O poder da Caverna Sagrada Kamukuwak\u00e1 \u2013 Mitos, Matas e Desafios. Por Alenice Baeta[1] . 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