{"id":3499,"date":"2019-01-01T12:11:25","date_gmt":"2019-01-01T14:11:25","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3499"},"modified":"2019-01-01T12:12:43","modified_gmt":"2019-01-01T14:12:43","slug":"chico-rei-e-a-luta-pela-superacao-do-racismo-e-da-escravidao-%ef%bb%bf","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/chico-rei-e-a-luta-pela-superacao-do-racismo-e-da-escravidao-%ef%bb%bf\/","title":{"rendered":"\u2018Chico Rei\u2019 e a luta pela supera\u00e7\u00e3o do racismo e da escravid\u00e3o.\ufeff"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u2018Chico Rei\u2019 e a luta pela supera\u00e7\u00e3o do\nracismo e da escravid\u00e3o<del>.<\/del><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/filme-Chico-Rei-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3502\" width=\"469\" height=\"314\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/filme-Chico-Rei-2.jpg 943w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/filme-Chico-Rei-2-300x202.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/filme-Chico-Rei-2-768x516.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/filme-Chico-Rei-2-420x280.jpg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 469px) 100vw, 469px\" \/><figcaption> <strong>Reprodu\u00e7\u00e3o \/ <\/strong>Zenaide Zenah e M\u00e1rio Gusm\u00e3o<br> <strong>&nbsp;<\/strong> <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cFeliz Ano Novo\u201d, dizem pessoas, em uma\npadaria, enquanto compram o p\u00e3o de cada dia. Em Bras\u00edlia, com o maior aparato\nmilitar de seguran\u00e7a e repress\u00e3o da hist\u00f3ria, Jair Bolsonaro toma posse como\npresidente do Brasil. Em 8 de dezembro de 1967, o papa Paulo VI prop\u00f4s a\ncria\u00e7\u00e3o do Dia Mundial da Paz a ser celebrado todo dia 1\u00ba de janeiro. Por\u00e9m,\ncomo conquistar um \u201cFeliz Ano Novo\u201d e Paz como fruto de justi\u00e7a social,\nagr\u00e1ria, ambiental, urbana e com respeito aos direitos humanos fundamentais\ndiante do cen\u00e1rio e contexto pol\u00edtico, econ\u00f4mico, religioso e social que\natravessamos: imensa d\u00edvida hist\u00f3rica com o povo negro, racismo institucional,\nascens\u00e3o do fascismo e igrejas com teologia da prosperidade? Com 54% de sua\npopula\u00e7\u00e3o negra, segundo o IBGE, o Brasil continua reproduzindo uma das maiores\ndesigualdades sociais e raciais do mundo. Essa quest\u00e3o nos remete \u00e0 hist\u00f3ria do\npovo negro no Brasil e ao filme \u2018Chico Rei\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Dirigido por Jos\u00e9 Eug\u00eanio Muller, o bel\u00edssimo\nFilme \u2018Chico Rei\u2019 narra a hist\u00f3ria de um negro, Rei no Congo, \u00c1frica, mas\ntrazido como escravo para o Brasil em navio negreiro e que, ap\u00f3s trabalhar\nmuito for\u00e7adamente como escravo em Ouro Preto &#8211; Antiga Vila Rica -, em Minas\nGerais, teria comprado sua alforria e a de muitos outros negros escravizados. Chico\nRei trata-se de uma lenda, mas que inspira muitas reflex\u00f5es e posicionamento\ndiante da escravid\u00e3o contempor\u00e2nea que continua crescendo de mil maneiras.\n\u00d3bvio tamb\u00e9m que o filme n\u00e3o pode ser assistido como se fosse uma narrativa\nhist\u00f3rica simplesmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto assistimos ao filme \u2018Chico Rei\u2019,\npodemos viajar imaginariamente pela hist\u00f3ria da escravid\u00e3o no Brasil. Artisticamente\no filme foi muito bem feito, com m\u00fasicas inebriantes e cenas inesquec\u00edveis com\ncrueldade de arrepiar! O soar dos tambores e as dan\u00e7as do povo negro revelam\numa m\u00edstica invenc\u00edvel: a certeza de que nascemos livres e pela liberdade\nsempre lutaremos. Toda opress\u00e3o suscitar\u00e1 lutas libert\u00e1rias. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o filme \u2018Chico Rei\u2019, arrancados\n\u00e0 for\u00e7a da M\u00e3e \u00c1frica, onde nasceram livres, ap\u00f3s serem la\u00e7ados e capturados\npor jagun\u00e7os, durante v\u00e1rios s\u00e9culos, milh\u00f5es de negros e negras, com argolas\nde ferro no pesco\u00e7o e nos p\u00e9s, eram empurrados para os navios negreiros, que\neram navios para transporte de cargas, tamb\u00e9m chamados de \u2018navios tumbeiros\u2019.\nNos navios negreiros, os\/as negros\/as escravizados\/as eram amontoados\/as nos\npor\u00f5es e amarrados\/as em grupos, em m\u00e9dia 400 por cada navio. Nos por\u00f5es\nsuperlotados, o mau cheiro imperava, pois, embora fossem grandes por\u00f5es, o\nespa\u00e7o para se movimentar era m\u00ednimo, pois quanto mais se superlotava os por\u00f5es\nmais lucro se adquiria em cada viagem. Em por\u00f5es escuros, os negros e as negras\nescravizados\/as passavam literalmente e existencialmente por noites escuras,\nnas quais uns enlouqueciam, outros suicidavam-se, outros\/as tantos\/as eram\njogados\/as ao mar, mas muitos sobreviviam. Historiadores atestam que \u201cconviviam\nno mesmo local \u2013 nos por\u00f5es -, a fome, a sede, as doen\u00e7as, a sujeira, os\nagonizantes e os mortos\u201d que continuavam por muitos dias junto aos vivos, pois\no pessoal da tripula\u00e7\u00e3o passava muitos dias sem descer aos por\u00f5es. As fezes e a\nurina continuavam nos locais onde os negros eram amarrados nos por\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alto mar, em meio a grandes\ntempestades, muitos negros\/as escravizados\/as eram jogados\/as ao mar para\nevitar naufr\u00e1gios. Negro que se rebelava era amarrado no mastro do navio e\na\u00e7oitado impiedosamente. Mulheres negras escravizadas eram estupradas por\nbrancos da tripula\u00e7\u00e3o nos navios negreiros. Na costa brasileira, fam\u00edlias eram\nseparadas, homens eram levados para o Rio de Janeiro ou para S\u00e3o Paulo e as\nmulheres, vendidas na Bahia, por exemplo. Os negros escravizados eram vendidos\nem mercados como \u2018pe\u00e7as\u2019, mercadoria importada que poderia gerar lucro para\nseus mercadores brancos. Sacerdotes europeus que vinham juntos nestes navios,\nofendendo ao Deus da vida, aben\u00e7oavam essa tamanha injusti\u00e7a, trazendo a\nreligi\u00e3o europeia como embaixadora da &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o&#8221; e da\n&#8220;modernidade.&#8221; Os negros escravizados eram submetidos a trabalhos\nfor\u00e7ados nos Engenhos da monocultura de cana e em \u00e1reas de minera\u00e7\u00e3o. Muitos\nn\u00e3o sobreviviam al\u00e9m de 7 anos de escravid\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Com maestria po\u00e9tica, Castro Alves registrou\nno poema Navio Negreiro:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Que\nquadro d&#8217;amarguras!&nbsp;\/ \u00c9 canto funeral! &#8230; \/ Que t\u00e9tricas figuras! [&#8230;] Que\ncena infame e vil&#8230; Meu Deus! Meu Deus! Que horror!&nbsp; [&#8230;] \/ Se o velho\narqueja, se no ch\u00e3o resvala,&nbsp;\/ Ouvem-se gritos&#8230; o chicote\nestala.&nbsp;[&#8230;] \/ Presa nos elos de uma s\u00f3 cadeia,&nbsp;\/ A multid\u00e3o faminta\ncambaleia,&nbsp;\/ E chora e dan\u00e7a ali!&nbsp;\/ Um de raiva delira, outro\nenlouquece,&nbsp;&nbsp;[&#8230;] \/ Senhor Deus dos desgra\u00e7ados!&nbsp;\/ Dizei-me\nv\u00f3s, Senhor Deus!&nbsp;\/ Se \u00e9 loucura&#8230; se \u00e9 verdade&nbsp;\/ Tanto horror\nperante os c\u00e9us?\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com a expans\u00e3o do com\u00e9rcio de negros,\nmuitas grandes empresas foram constitu\u00eddas para traficar negros da \u00c1frica e\nvender no Brasil. O tr\u00e1fico de escravos s\u00f3 foi proibido com a Lei Eus\u00e9bio de\nQueiroz, em 04 de setembro de 1950, 38 anos antes da aboli\u00e7\u00e3o formal da\nescravatura no Brasil. Sobre os\/as negros\/as escravizados\/as se impingia a\nideologia dominante que dizia que se trabalhassem muito poderiam comprar sua\npr\u00f3pria alforria, liberdade. Por\u00e9m, na realidade, o caminho para se conquistar\na liberdade era fugir e construir quilombos. Dandara e Zumbi demonstraram que\nesse era o caminho da liberta\u00e7\u00e3o, assim como os quilombos na regi\u00e3o de Ouro\nPreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Alagoas, o Quilombo dos Palmares, em\n1670, contava com mais de 20 mil pessoas e resistiu por mais de 100 anos ao\nsistema escravista. Recentemente, os 11 Acampamentos do MST, em Campo do Meio,\nMG, em homenagem \u00e0 resist\u00eancia quilombola no estado de Minas Gerais, batizou o\nnome da sua luta de \u201cQuilombo Campo Grande\u201d, em que cada Sem Terra \u00e9 outro\nZumbi e outra Dandara. O Quilombo dos Palmares \u00e9 considerado um grande s\u00edmbolo\nnacional de luta, mas \u00e9 importante tamb\u00e9m ressaltar que a antiga Confedera\u00e7\u00e3o\ndos Quilombos Campo Grande vem sendo considerada por historiadores ainda muito\nmaior do que foi o Quilombo dos Palmares, tendo sido composta por, pelo menos,\n27 n\u00facleos de resist\u00eancia, espalhados por territ\u00f3rios que abrangem hoje, em\nMinas Gerais, o Centro-Oeste, o Alto S\u00e3o Francisco, o Sudoeste e o Tri\u00e2ngulo\nMineiro e , em 1752, segundo o pesquisador Diogo de Vasconcelos, chegou a\npossuir vinte mil habitantes. Os l\u00edderes quilombolas Ambr\u00f3sio e Pedro Angola da\nConfedera\u00e7\u00e3o do Quilombo Campo Grande devem ser tamb\u00e9m lembrados por todos da\nluta. Na segunda metade do s\u00e9culo XVIII, houve v\u00e1rias investidas repressivas\nque visavam desbaratar os principais n\u00facleos quilombolas em Minas Gerais. A\npersegui\u00e7\u00e3o e a matan\u00e7a de negros escravizados foi grande e hedionda. O capit\u00e3o\ndo mato, Bartolomeu Bueno Prado, fez quest\u00e3o de trazer para mostrar ao\ngovernador da capitania de Minas Gerais 3.900 pares de orelhas de negros\nescravizados assassinados. Apesar da intensa persegui\u00e7\u00e3o, muitas pessoas\nquilombolas conseguiram fugir para as matas, pois a exist\u00eancia de rotas de fuga\nantes da chegada das mil\u00edcias saqueadoras e repressivas era uma forte\nestrat\u00e9gia de resist\u00eancia negra. A hist\u00f3ria oficial divulgou o exterm\u00ednio total\ndos quilombolas, da mesma maneira que dizia n\u00e3o haver mais ind\u00edgenas nas matas\ne nas vilas! Muitos ind\u00edgenas e quilombolas se mantiveram na invisibilidade\ncomo forma de resist\u00eancia ao sistema repressor e ao preconceito racial e\nsocial. Todavia, atualmente muitas comunidades remanescentes de quilombolas que\nest\u00e3o se organizando e lutando por seus direitos em Minas Gerais t\u00eam a sua raiz\nna bel\u00edssima hist\u00f3ria dessa grande Confedera\u00e7\u00e3o de Quilombos Campo Grande. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma hist\u00f3ria que foi por muito tempo\nescondida pelos poderosos e que temos o dever de revelar e de divulgar! Mas,\nsobretudo, entender que a escravid\u00e3o n\u00e3o acabou. O que se vive atualmente no\nBrasil e na Am\u00e9rica Latina, com os in\u00fameros retrocessos e perdas de direitos\nconquistados pelo povo \u00e9 uma forma concreta de manter o povo na escravid\u00e3o. N\u00e3o\npercamos a mem\u00f3ria das lutas de resist\u00eancia! Sobretudo a mem\u00f3ria das nossas\nancestralidades, de Dandara, de Zumbi, de Chico Rei \u2013 Ocupa\u00e7\u00e3o Chico Rei em\nOuro Preto atualmente -, dos povos ind\u00edgenas, de quem resistiu ontem e resiste\nhoje. Assim, o Ano de 2019 se abre convidando toda a classe trabalhadora e\ncamponesa, do campo e da cidade, a dar as m\u00e3os. \u201cNingu\u00e9m largue a m\u00e3o de\nningu\u00e9m!\u201d, principalmente a m\u00e3o dos povos ind\u00edgenas, quilombolas, LGBTTQIs<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>,\npessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua, jovens de periferia; enfim, todos os injusti\u00e7ados.\nCoragem e perseveran\u00e7a nas lutas de resist\u00eancia e por conquista de direitos. Os\nopressores s\u00e3o poderosos, mas contradit\u00f3rios e, por isso, t\u00eam p\u00e9s de barro\nquebradi\u00e7os. <\/p>\n\n\n\n<p>Assista ao filme \u2018Chico Rei\u2019 e  a uma Reportagem em v\u00eddeo sobre Ocupa\u00e7\u00e3o Chico Rei em Ouro Preto, nos links, abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1\n&#8211; De Galanga no Congo a Chico Rei em Ouro Preto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_15867\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Brbc4WyFhQw?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2\n&#8211; Ocupa\u00e7\u00e3o Chico Rei\/Ouro Preto\/MG: O direito \u00e0 moradia com seguran\u00e7a e\ndignidade &#8211; 04\/7\/2018<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_10228\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d2p056N6nso?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte, MG, 1\u00ba\/01\/2019.<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos\ncarmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em\nFilosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e\nOcupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d\nno IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais,\nTravestis, Transexuais, Queers e Pessoas Intersex. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2018Chico Rei\u2019 e a luta pela supera\u00e7\u00e3o do racismo e da escravid\u00e3o. Por Gilvander Moreira[1] \u201cFeliz Ano Novo\u201d, dizem pessoas, em uma padaria, enquanto compram o p\u00e3o de cada dia. 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