{"id":3603,"date":"2019-01-22T11:24:20","date_gmt":"2019-01-22T13:24:20","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3603"},"modified":"2019-01-22T12:53:25","modified_gmt":"2019-01-22T14:53:25","slug":"%ef%bb%bfproduzir-de-forma-agroecologica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfproduzir-de-forma-agroecologica\/","title":{"rendered":"\ufeffProduzir de forma agroecol\u00f3gica?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Produzir de forma agroecol\u00f3gica?&nbsp;<\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"276\" height=\"183\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Agroecologia-\u00e9-vida.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3604\"\/><figcaption> O MST mant\u00e9m cerca de 20 cursos em n\u00edvel nacional para formar agentes em agroecologia \/ Divulga\u00e7\u00e3o\/MST <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Diante da grande diversidade de\nfrutas produzidas no Assentamento Primeiro do Sul, do MST<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>,\nem Campo do Meio, no sul de Minas Gerais &#8211; banana, goiaba, maracuj\u00e1, laranja,\nmam\u00e3o etc. &#8211; um grupo de mulheres assentadas organizou e est\u00e1 trabalhando em\numa microind\u00fastria de doces para o consumo pr\u00f3prio e venda do excedente na\nFeira da Agricultura Camponesa na Pra\u00e7a da Caixa D\u2019\u00e1gua na cidade de Campo do\nMeio. As 50 fam\u00edlias Sem Terra assentadas, em trabalho cooperado, compraram um\ntanque coletivo com a capacidade para resfriar 1.500 litros de leite. O\ncaminh\u00e3o da cooperativa CAPEBE busca o leite dia sim, dia n\u00e3o. Segundo Sebasti\u00e3o\nM\u00e9lia Marques, assentado no PA<a href=\"#_ftn3\">[3]<\/a>\nPrimeiro do Sul: \u201cA produ\u00e7\u00e3o de leite est\u00e1 baixa, pois a prioridade nossa \u00e9 a\nprodu\u00e7\u00e3o de caf\u00e9.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e\ndo leite, a base da produ\u00e7\u00e3o no PA Primeiro do Sul \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9. A\nprodu\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 no sul de Minas Gerais, pr\u00f3ximo a S\u00e3o Paulo, evoca as fazendas\ncafeeiras que tiveram seu ber\u00e7o em S\u00e3o Paulo e foram alavancas do capitalismo\nagr\u00e1rio no Brasil. Produzia-se caf\u00e9 basicamente para a exporta\u00e7\u00e3o, porque o\ncaf\u00e9 era artigo de luxo. Os fazendeiros de meados do s\u00e9culo XIX investiram na\nprodu\u00e7\u00e3o e na comercializa\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 como instrumento de acumula\u00e7\u00e3o do\ncapital. N\u00e3o era alimento de subsist\u00eancia como o feij\u00e3o, o arroz e a mandioca.\n\u00c9 o que Jos\u00e9 de Souza Martins, no livro <em>O Cativeiro da Terra,<\/em>recorda: \u201cO caf\u00e9, na Europa e nos\nEstados Unidos, um artigo de sobremesa e foi historicamente um artigo de luxo.\nLuxo exibido pelo refinamento de bules e colheres de prata, bules e x\u00edcaras de\nporcelana fin\u00edssima, verdadeiras obras de arte. Foi a bebida da ostenta\u00e7\u00e3o\nsocial e p\u00fablica e do prazer da sociabilidade burguesa\u201d (MARTINS, 2013, p.\n157). <\/p>\n\n\n\n<p>Entre v\u00e1rias outras\npeculiaridades, o sul de Minas Gerais se caracteriza por ser regi\u00e3o cafeeira.\nAs fam\u00edlias camponesas do MST que ocuparam a fazenda Jatob\u00e1, que se tornou o PA\nPrimeiro do Sul, vieram quase todas do trabalho assalariado nas fazendas de\ncaf\u00e9 da regi\u00e3o. Culturalmente tinham a experi\u00eancia e a tradi\u00e7\u00e3o de plantar\ncaf\u00e9. Por isso, j\u00e1 no primeiro ano, em 1997, v\u00e1rias fam\u00edlias iniciaram o\nplantio de caf\u00e9. Mas somente ap\u00f3s dois anos de plantio, o p\u00e9 de caf\u00e9 d\u00e1 a\nprimeira colheitinha. Sebasti\u00e3o M\u00e9lia complementa: \u201cApenas no terceiro ano, o\ncaf\u00e9 d\u00e1 uma colheita que quita as d\u00edvidas que gastaram com ele e sobra um\npouquinho.\u201d Atualmente, a base econ\u00f4mica do PA Primeiro do Sul \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de\ncaf\u00e9, representando 70% da produ\u00e7\u00e3o do assentamento. Os outros 30%\nconstituem-se de produ\u00e7\u00e3o diversificada: milho, feij\u00e3o, arroz, gado, hortali\u00e7as\ne pequenos animais. \u00c9 o que informa Wadilsom Manoel, Sem Terra Assentado no PA\nPrimeiro do Sul: \u201cAqui ningu\u00e9m planta somente caf\u00e9. Eu, minha companheira e\nnossos dois filhos, por exemplo, plantamos 80% do lote em caf\u00e9, cerca de 30 mil\np\u00e9s de caf\u00e9, em oito hectares do nosso lote. Plantamos tamb\u00e9m 1.500 p\u00e9s de\neucalipto. Plantamos feij\u00e3o no meio do caf\u00e9. No pasto, de forma consorciada,\nmexemos com gado e abelhas. Criamos peixes tamb\u00e9m. Nossa renda varia muito. O\ncaf\u00e9 produz uma boa safra em um ano e no ano seguinte s\u00f3 uma safrinha. Como diz\no Ti\u00e3ozinho, um ano o caf\u00e9 faz o dono e no outro ele se refaz.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na cultura do caf\u00e9 s\u00e3o feitos\ntr\u00eas cortes: o esqueletamento, o corte em cima e o corte embaixo para o p\u00e9 de\ncaf\u00e9 se refazer. Os assentados fazem 70% do trabalho com aux\u00edlio de pequenas\nm\u00e1quinas, mas a colheita ainda continua sendo quase toda manual. O cafezal\nprecisa de muita chuva e est\u00e1 exigindo muito adubo qu\u00edmico e venenos. Segundo\ndados do IBGE, do Censo Agropecu\u00e1rio de 2017, divulgados em 26 de julho de 2018,\no uso de agrot\u00f3xicos aumentou 21,2% nos \u00faltimos\n11 anos no Brasil. A aplica\u00e7\u00e3o\nde agrot\u00f3xicos na agricultura do Brasil se elevou de 2,7 quilos por hectare em\n2002 para 6,9 quilos por hectare em 2012, um aumento de 155% no per\u00edodo de dez\nanos. Segundo a Revista <em>Problemas\nBrasileiros<\/em>: \u201cN\u00e3o \u00e0 toa, o Brasil continua a liderar o ranking mundial do\nconsumo de agrot\u00f3xicos, ind\u00fastria que movimenta mais de 2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares ao\nano. O povo brasileiro consome, em m\u00e9dia, 7 litros <em>per capita<\/em> de veneno a cada ano, o que resulta em mais de 70 mil\nintoxica\u00e7\u00f5es agudas e cr\u00f4nicas em igual per\u00edodo, segundo dados do Dossi\u00ea da\nAssocia\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (ABRASCO)\u201d.&nbsp;Cerca de 64,1% dos produtos\nutilizados na agricultura em 2012 foram considerados pelos indicadores como\nperigosos e 27,7% muito perigosos. A Regi\u00e3o Sudeste \u00e9 a que teve a maior\naplica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos, com 8,8 quilos por hectare, em 2012. Os tr\u00eas estados\nque mais aplicam agrot\u00f3xico na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola s\u00e3o Goi\u00e1s, Minas Gerais e S\u00e3o\nPaulo, sendo que este bateu o recorde de consumo proporcional com 10,5 quilos\npor hectare.<a href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> <\/p>\n\n\n\n<p>O MST est\u00e1 animando os Sem Terra,\nno processo produtivo a migrar de \u201cOcupar, resistir e produzir\u201d para \u201cOcupar,\nresistir e produzir de forma agroecol\u00f3gica\u201d. A luta do MST no sul de Minas\niniciou-se em 1996, \u00e9poca em que o MST entendia a luta pela terra e pela\nreforma agr\u00e1ria basicamente como a partilha e a socializa\u00e7\u00e3o da terra. J\u00e1 se\ndiscutia reforma agr\u00e1ria para al\u00e9m da democratiza\u00e7\u00e3o da terra, mas era ainda\nincipiente a discuss\u00e3o sobre a necessidade e a pertin\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o\nagroecol\u00f3gica. Diante da terra concentrada em poucas m\u00e3os, o contexto era de\nfome e de mis\u00e9ria avassaladoras. O que predominava era o latif\u00fandio. A reforma\nagr\u00e1ria era vista como pol\u00edtica p\u00fablica que viabilizaria a supera\u00e7\u00e3o do\nlatif\u00fandio. <\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente\no que predomina na agricultura brasileira \u00e9 o agroneg\u00f3cio, com uso\nindiscriminado de agrot\u00f3xico, em monoculturas nos latif\u00fandios e utiliza\u00e7\u00e3o de\ntecnologia de ponta quase toda ela n\u00e3o nacional. Diante desse novo cen\u00e1rio, a\nagroecologia para o MST, para a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) e a para a Via\nCampesina como um todo se tornou um paradigma necess\u00e1rio para a supera\u00e7\u00e3o do\nagroneg\u00f3cio, principal inimigo dos Sem Terra na atualidade. S\u00edlvio Neto, do\nMST, ao fazer resgate hist\u00f3rico, reflete: \u201cCom o massacre de Eldorado dos\nCaraj\u00e1s foi revelado que o latif\u00fandio \u00e9 o grande mal. Desmascaramos a crueldade\ndo latif\u00fandio. O que eles fizeram? Colocaram o agroneg\u00f3cio. O MST tinha se\ntornado o novo ao desmascarar o latif\u00fandio como o atrasado, o que mata e\noprime. Mas o agroneg\u00f3cio, se beneficiando do avan\u00e7o t\u00e9cnico e tecnol\u00f3gico, \u00e9\nintroduzido como algo novo, divulgado aos quatro ventos como algo que vai\nelevar a balan\u00e7a comercial, que vai produzir alimentos para toda a popula\u00e7\u00e3o.\nCom a chegada do agroneg\u00f3cio nos anos 90 do s\u00e9culo XX, o MST passa a ser\nconsiderado como atrasado ao insistir na socializa\u00e7\u00e3o da terra. Nesse novo\ncontexto de apropria\u00e7\u00e3o da terra e de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, o paradigma da\nagroecologia se torna necess\u00e1rio, n\u00e3o apenas porque o MST ama a natureza, mas\nporque se torna uma necessidade pol\u00edtica para o MST tentar se colocar novamente\ncomo algo novo diante do agroneg\u00f3cio, que \u00e9 algo mais atrasado do que o\nlatif\u00fandio antigo. N\u00f3s temos sido classificados como atrasados, mas sabemos que\nn\u00e3o somos. Mas a sociedade ainda n\u00e3o nos reconhece como o novo que produz\nalimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. A avalanche do agroneg\u00f3cio \u00e9 muito poderosa.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>Com os\nretrocessos aos direitos sociais e ambientais que est\u00e3o sendo impostos pelo\nGoverno Bolsonaro fortalecer a luta pela produ\u00e7\u00e3o de alimentos agroecol\u00f3gicos\nse torna mais necess\u00e1rio, pois, por meio do Minist\u00e9rio da Agricultura,\ncomandado pela ruralista Tereza Cristina, foi liberado quarenta novos produtos\ncomerciais com agrot\u00f3xicos que dever\u00e3o chegar ao Brasil nos pr\u00f3ximos dias.\nAlguns, j\u00e1 conhecidos pelos empres\u00e1rios do agroneg\u00f3cio, mas que passam agora a\nser utilizados tamb\u00e9m em outras culturas, entre elas a de alimentos. Publica\u00e7\u00e3o\nno Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o de 10 de janeiro de 2019 traz o Registro de 28\nagrot\u00f3xicos e princ\u00edpios ativos liberados. Isso \u00e9 marcha rumo \u00e0 guerra qu\u00edmica.\nPor isso, produzir alimentos saud\u00e1veis de forma agroecol\u00f3gica se tornou uma\nnecessidade imperiosa e uma quest\u00e3o \u00e9tica imprescind\u00edvel. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>MARTINS, Jos\u00e9 de Souza. <strong>O\nCativeiro da Terra. <\/strong>9\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte, MG, 22\/01\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Veja, abaixo, v\u00eddeo sobre a Feira da Agricultura Camponesa de Campo do Meio, sul de MG. <\/p>\n\n\n\n<p> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hVkNPfKfn3g  \">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hVkNPfKfn3g  <\/a> <br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos\ncarmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em\nFilosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e\nOcupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d\nno IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Movimento dos Trabalhadores\nRurais Sem Terra \u2013 <a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\">www.mst.org.br<\/a> <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Sigla que designa Projeto de\nAssentamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Dados dispon\u00edveis em: <a href=\"http:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/ibge--brasil-mais-do-que-dobra-uso-de-agrotoxicos-em-10-anos_220127.html\">http:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/ibge&#8211;brasil-mais-do-que-dobra-uso-de-agrotoxicos-em-10-anos_220127.html<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produzir de forma agroecol\u00f3gica?&nbsp;Por Gilvander Moreira[1] Diante da grande diversidade de frutas produzidas no Assentamento Primeiro do Sul, do MST[2], em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais &#8211; banana, goiaba, maracuj\u00e1, laranja, mam\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3604,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,49,27,25,29,18],"tags":[],"class_list":["post-3603","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-terra","category-direitos-humanos","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3603","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3603"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3603\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3607,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3603\/revisions\/3607"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3604"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3603"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3603"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3603"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}