{"id":3780,"date":"2019-02-18T10:47:47","date_gmt":"2019-02-18T13:47:47","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3780"},"modified":"2019-02-18T13:04:04","modified_gmt":"2019-02-18T16:04:04","slug":"%ef%bb%bfem-nova-lima-ao-lado-de-belo-horizonte-varias-barragens-de-mineracao-podem-estourar-e-matar-o-rio-das-velhas-e-o-rio-sao-francisco","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfem-nova-lima-ao-lado-de-belo-horizonte-varias-barragens-de-mineracao-podem-estourar-e-matar-o-rio-das-velhas-e-o-rio-sao-francisco\/","title":{"rendered":"\ufeffEm Nova Lima, ao lado de Belo Horizonte, v\u00e1rias barragens de minera\u00e7\u00e3o podem estourar e matar o Rio das Velhas e o Rio S\u00e3o Francisco."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Em Nova Lima, ao lado de Belo Horizonte, v\u00e1rias barragens de minera\u00e7\u00e3o podem estourar e matar o Rio das Velhas e o Rio S\u00e3o Francisco.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Barragens-da-Anglogol-em-Nova-Lima-2-16-02-2019.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3781\" width=\"623\" height=\"350\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Barragens-da-Anglogol-em-Nova-Lima-2-16-02-2019.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Barragens-da-Anglogol-em-Nova-Lima-2-16-02-2019-300x169.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Barragens-da-Anglogol-em-Nova-Lima-2-16-02-2019-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px\" \/><figcaption>Vis\u00e3o parcial de uma das barragens da mineradora Anglo Gold Ashanti, em Nova Lima, MG. <br>Fotos: B. F. Rocha<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Em Nova Lima,\nregi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte, MG, v\u00e1rias barragens de minera\u00e7\u00e3o de\nferro e outras de extra\u00e7\u00e3o de ouro est\u00e3o com riscos s\u00e9rios de se romperem,\nentre elas: Capit\u00e3o do Mato, Tamandu\u00e1, Cap\u00e3o da Serra, Mutuca, Cap\u00e3o Xavier e\nGorduras. N\u00e3o podemos esquecer da cratera da Mina de \u00c1guas Claras, atr\u00e1s da\nSerra do Curral \u2013 cart\u00e3o postal de Belo Horizonte -, que est\u00e1 \u201cs\u00f3 uma casca\u201d e\nfoi motivo da primeira CPI na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em 1975.\nCPI que como a da Mina Cap\u00e3o Xavier, em 2014, terminou em pizza.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado\nOt\u00e1vio Freitas, coautor de uma A\u00e7\u00e3o Popular contra a Mina de Cap\u00e3o Xavier<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a>, da Vale, em Nova Lima,\nn\u00e3o se deve descartar que os motivos da retirada de \u201c170 pessoas\u201d de suas casas\nna noite de 16\/02\/2019, em Macacos, tenham sido outros, para al\u00e9m do anunciado\nrisco em n\u00edvel 2 (de 1 a 3) nas barragens B3 e B4 da mina Mar Azul (antiga mina\nRio Verde que rompeu em 2001, matando cinco trabalhadores e causando um dano ambiental\ngrande na regi\u00e3o de Fechos e Taquaras). O advogado pondera que pode haver\nocultamento de informa\u00e7\u00f5es nesta a\u00e7\u00e3o por parte da mineradora. Diz Freitas: \u201cO\nrisco maior pode estar na barragem de rejeito da antigamente chamada barragem\nde Tamandu\u00e1, hoje chamada de Cap\u00e3o da Serra, barragem em atividade e que recebe\nos rejeitos das minas de Tamandu\u00e1 e Capit\u00e3o do Mato, e\/ou o risco poder ser\ntamb\u00e9m a barragem de Gorduras, da mina da Mutuca. Se essas barragens se\nromperem, a lama t\u00f3xica invadir\u00e1 a bacia do c\u00f3rrego Macacos, que cai no Rio das\nVelhas e depois no Rio S\u00e3o Francisco\u201d. Como o Estado tem sido c\u00famplice das\nmineradoras, pois concede licen\u00e7as ambientais atropelando as leis ambientais,\nfaz bem desconfiar de \u201cinformes oficiais\u201d que nem sempre falam a verdade. Os\nriscos podem ser muito mais s\u00e9rios do que os que s\u00e3o apresentados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Nova Lima, h\u00e1\nriscos s\u00e9rios tamb\u00e9m nas barragens do Queiroz, da mineradora Anglo Gold\nAshanti, que segundo Representa\u00e7\u00e3o encaminhada ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, trata-se\nde barragens a jusante e a montante, dois m\u00e9todos de barragens que oferecem\ns\u00e9rios riscos de rompimento. Uma comiss\u00e3o que visitou as barragens atesta que\nh\u00e1 filtros e drenos embaixo do maci\u00e7o compactado, \u201ceternamente sem condi\u00e7\u00f5es de\nmanuten\u00e7\u00e3o\u201d. N\u00e3o foram apresentados plantas e projetos das tr\u00eas barragens do\nQueiroz: Calcinados (3,2 milh\u00f5es de m3), Rapaunha (8 milh\u00f5es de m3) e Cocurutos\n(4,2 milh\u00f5es de m3). N\u00e3o apresentaram laudos que atestem estabilidade. N\u00e3o h\u00e1\ninforma\u00e7\u00e3o sobre a legalidade das barragens. N\u00e3o est\u00e3o definidas ainda as \u00e1reas\nque ser\u00e3o afetadas em caso de rompimento e nem o que se far\u00e1 para evitar a\ninala\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, entre elas cianeto e ars\u00eanio, subst\u00e2ncias\nt\u00f3xicas letais usadas na extra\u00e7\u00e3o do ouro. Se essas subst\u00e2ncias t\u00f3xicas \u2013\ncianeto e ars\u00eanio \u2013 ca\u00edrem no Rio das Velhas e no Rio S\u00e3o Francisco, a morte\ndesses rios estar\u00e1 consumada. E como ficar\u00e1 o abastecimento de \u00e1gua de\n5.000.000 (cinco milh\u00f5es) de pessoas de Belo Horizonte e Regi\u00e3o Metropolitana?\nE das centenas de munic\u00edpios das bacias do rio das Velhas e do S\u00e3o Francisco?\nAs partes solidificadas nas barragens garantem pouco, pois em caso de\nrompimento ser\u00e3o liquefeitas e formar\u00e3o lama t\u00f3xica. As barragens de extra\u00e7\u00e3o\nde ouro s\u00e3o mais letais pela exist\u00eancia das subst\u00e2ncias t\u00f3xicas ars\u00eanio e\ncianeto. Os guias da Anglo Gold n\u00e3o permitiram o acesso em v\u00e1rias partes das\nbarragens.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante\nrecordar que as mineradoras Vale e Anglo Gold Ashanti s\u00e3o propriet\u00e1rias de\nquase 70% das terras do munic\u00edpio de Nova Lima, na regi\u00e3o metropolitana de Belo\nHorizonte, MG. Com v\u00e1rios t\u00edtulos de propriedade de terra com ind\u00edcios de\nirregularidades e grilagem, sem cumprir fun\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de devastar\nsocioambientalmente, essas mineradoras ainda especulam com propriedades\nfundi\u00e1rias, subjugando o povo e o meio ambiente. Vale e Anglo Gold Ashanti\ncompraram v\u00e1rias outras mineradoras em Nova Lima, entre as elas as mineradoras\nMBR e Morro Velho. Quando o nome de uma empresa fica desgastado pelas\nviol\u00eancias que ela comete, o nome \u00e9 mudado.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto\nacima, exigimos que o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas, Governo de Minas Gerais\n(SEMAD e todos os \u00f3rg\u00e3os ambientais) e poder judici\u00e1rio, com urg\u00eancia, tomem as\nprovid\u00eancias necess\u00e1rias para garantir o princ\u00edpio constitucional da dignidade\nda pessoa humana, o artigo 225 da Constitui\u00e7\u00e3o que prescreve o respeito ao meio\nambiente e afastem os riscos que, se n\u00e3o sanados, podem resultar em novos e\nhorrendos crimes e trag\u00e9dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem querer aumentar\no medo, mas c\u00f4nscio da responsabilidade que temos, alertamos as autoridades do\nEstado, e que o povo unido e organizado lute por todos seus direitos: \u00e0 vida, \u00e0\npaz como fruto da justi\u00e7a e o direito de poder dormir em paz sem risco de\nmorrer enquanto dorme ou trabalha. Basta de minera\u00e7\u00e3o devastadora\nsocioambientalmente! Exigimos risco zero!<\/p>\n\n\n\n<p>Assinam esta Nota:<\/p>\n\n\n\n<p>Comiss\u00e3o Pastoral\nda Terra (CPT\/MG),<\/p>\n\n\n\n<p>Conselho Pastoral\ndos Pescadores (CPP),<\/p>\n\n\n\n<p>Movimento Nacional\nde Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP),<\/p>\n\n\n\n<p>Articula\u00e7\u00e3o\nNacional das pescadoras (ANP).<\/p>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte, MG,\n18 de fevereiro de 2019.<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Os outros autores\ns\u00e3o Gustavo Gazzinelli e Ricardo Santiago. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Barragens-da-Anglogold-em-Nova-Lima-1-16-02-2019.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3782\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Barragens-da-Anglogold-em-Nova-Lima-1-16-02-2019.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Barragens-da-Anglogold-em-Nova-Lima-1-16-02-2019-300x169.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Barragens-da-Anglogold-em-Nova-Lima-1-16-02-2019-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Barragens-da-Anglogold-em-Nova-Lima-3-16-02-2019.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3783\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Barragens-da-Anglogold-em-Nova-Lima-3-16-02-2019.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Barragens-da-Anglogold-em-Nova-Lima-3-16-02-2019-300x169.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Barragens-da-Anglogold-em-Nova-Lima-3-16-02-2019-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Nova Lima, ao lado de Belo Horizonte, v\u00e1rias barragens de minera\u00e7\u00e3o podem estourar e matar o Rio das Velhas e o Rio S\u00e3o Francisco. 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