{"id":3880,"date":"2019-03-12T16:38:43","date_gmt":"2019-03-12T19:38:43","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3880"},"modified":"2019-03-13T17:23:06","modified_gmt":"2019-03-13T20:23:06","slug":"%ef%bb%bfmst-no-sul-de-mg-e-agroecologia-que-beleza","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfmst-no-sul-de-mg-e-agroecologia-que-beleza\/","title":{"rendered":"\ufeffMST no sul de MG e Agroecologia: que beleza!"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>MST no sul de MG e Agroecologia: que beleza!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Mst-e-produ\u00e7\u00e3o-de-alimentos.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3881\" width=\"606\" height=\"404\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Mst-e-produ\u00e7\u00e3o-de-alimentos.jpeg 984w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Mst-e-produ\u00e7\u00e3o-de-alimentos-300x200.jpeg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Mst-e-produ\u00e7\u00e3o-de-alimentos-768x512.jpeg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Mst-e-produ\u00e7\u00e3o-de-alimentos-420x280.jpeg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 606px) 100vw, 606px\" \/><figcaption>1\u00aa Feira Nacional da Reforma Agr\u00e1ria em S\u00e3o Paulo, no Parque \u00c1gua Branca. (Reprodu\u00e7\u00e3o\/ MST\/ Joka Madruga) <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O Projeto\nde Assentamento (PA) Primeiro do Sul, do MST (Movimento dos Trabalhadores\nRurais Sem Terra), em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais, foi formado,\nprimeiro, para produzir alimentos com a finalidade de matar a fome e eliminar a\nmis\u00e9ria que reinava no seio das 48 fam\u00edlias camponesas assentadas. Ainda n\u00e3o se\ntinha a consci\u00eancia do paradigma agroecol\u00f3gico. Diferentemente, o PA Santo\nDias, em Guap\u00e9, de 12 de maio de 2006, distante 70 quil\u00f4metros de Campo do\nMeio, nasceu dentro da concep\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica e, por isso, sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9\nhoje, basicamente, agroecol\u00f3gica. \u00c9 o que informa S\u00edlvio Neto, da Dire\u00e7\u00e3o\nNacional do MST: \u201cNo PA Santo Dias, em Guap\u00e9, desde que os Sem Terra pisaram l\u00e1\nn\u00e3o jogaram nem uma gota de agrot\u00f3xico no assentamento. L\u00e1 tem 19 modelos\nagroecol\u00f3gicos sendo praticados. Temos, inclusive, homeopatia para o manejo do\ngado. Enfim, temos no PA Santo Dias um amplo processo agroecol\u00f3gico, coisa que\nn\u00e3o existe em nenhuma outra propriedade da regi\u00e3o sul de Minas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O MST\nest\u00e1 se dedicando em aprofundar o debate, a consci\u00eancia e as pr\u00e1ticas\nagroecol\u00f3gicas nos assentamentos em todo o Brasil. Uma s\u00e9rie de fatores\ninfluenciam os camponeses assentados para se desenvolverem como agroecol\u00f3gico\nou n\u00e3o. \u00c9 o que recorda o Sem Terra Sebasti\u00e3o M\u00e9lia, do PA Primeiro do Sul: \u201cNo\nPA Santo Dias, a quest\u00e3o geogr\u00e1fica influencia muito, pois l\u00e1 \u00e9 muito dif\u00edcil\nde mecanizar por causa dos terrenos acidentados. Por outro lado, o PA Primeiro\ndo Sul est\u00e1 ao lado da fazenda Ipanema, que, com 23 mil hectares, \u00e9 a que mais\nproduz caf\u00e9 em toda a Am\u00e9rica Latina: cerca de 100 mil sacas por ano, 100% com\nagrot\u00f3xico\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa\ncondi\u00e7\u00e3o material objetiva, que \u00e9 estar ao lado de uma fazenda gigante do\nagroneg\u00f3cio do caf\u00e9, influencia sobremaneira a consci\u00eancia e a postura dos\nassentados do PA Primeiro do Sul. Acresce-se a isso o fato da pr\u00e1tica dos\nassentados que trabalharam por muitos anos como boias-frias nas fazendas de\ncaf\u00e9 da regi\u00e3o, sem nenhuma experi\u00eancia agroecol\u00f3gica. Assim, os camponeses Sem\nTerra, com a experi\u00eancia da agricultura tradicional, ouvem o tempo todo o canto\nda sereia do agroneg\u00f3cio que acontece \u00e0 base do agrot\u00f3xico. Mas o MST n\u00e3o est\u00e1\nresignado diante disso e vem apresentando a proposta de mudan\u00e7a do jeito de\nproduzir, de sa\u00edda do agronegocinho e assimila\u00e7\u00e3o da perspectiva agroecol\u00f3gica.\nO MST n\u00e3o imp\u00f5e \u00e0s camponesas assentadas e aos camponeses assentados deixar as\npr\u00e1ticas de agricultura com uso de agrot\u00f3xico, o que geraria um \u00f4nus pol\u00edtico\nmuito grande para o MST internamente nos assentamentos. Em uma perspectiva\nemancipat\u00f3ria, militantes do MST v\u00eam desenvolvendo um processo pedag\u00f3gico<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> que\nacontece conforme o que \u00e9 relatado por S\u00edlvio Neto: \u201cA partir de reuni\u00f5es,\nestudos e visitas a comunidades com pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas, propusemos \u00e0s\nfam\u00edlias do PA Primeiro do Sul que elas apartassem 10% da lavoura para um lote\nde plantio na linha agroecol\u00f3gica. Propomos \u00e0s fam\u00edlias fazer a experi\u00eancia de\nplantar sem uso de venenos e comparar a produ\u00e7\u00e3o em termos quantitativos e\nqualitativos, os custos, a produtividade etc. H\u00e1 v\u00e1rios anos estamos fazendo\nessa experi\u00eancia. H\u00e1 fam\u00edlias que est\u00e3o percebendo que caiu a produ\u00e7\u00e3o, mas\ncaiu tamb\u00e9m o custo. Muitos est\u00e3o observando que a qualidade da produ\u00e7\u00e3o\nagroecol\u00f3gica \u00e9 infinitamente melhor. Uns est\u00e3o contentes; outros, n\u00e3o. Isso\ntudo est\u00e1 na perspectiva de fazermos uma transi\u00e7\u00e3o efetiva da produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9\ncom uso de agrot\u00f3xicos para a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 totalmente agroecol\u00f3gico. Esse \u00e9\nnosso sonho, dif\u00edcil, mas n\u00e3o imposs\u00edvel, pois o contexto conspira a favor do\nagroneg\u00f3cio, que \u00e9 produ\u00e7\u00e3o totalmente com venenos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A\ntransi\u00e7\u00e3o da agricultura com agrot\u00f3xicos para a agricultura agroecol\u00f3gica \u00e9 um\nprocesso dif\u00edcil, mas necess\u00e1rio e quest\u00e3o de responsabilidade social,\nambiental e geracional, sob a perspectiva de futuro. Se as fam\u00edlias camponesas\ndo PA Primeiro do Sul abandonassem abruptamente o uso de agrot\u00f3xico, poderia\nimplicar em um primeiro momento na diminui\u00e7\u00e3o do poder econ\u00f4mico delas, o que\nreduziria seu n\u00edvel de vida econ\u00f4mico, visto que a produ\u00e7\u00e3o certamente\ndiminuiria e tamb\u00e9m porque o mercado para a produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica ainda \u00e9\npequeno e extremamente dif\u00edcil. \u201cAs fam\u00edlias no PA Primeiro do Sul t\u00eam v\u00ednculos\n&#8211; n\u00e3o amorosos, mas econ\u00f4micos &#8211; com as cooperativas do agroneg\u00f3cio da regi\u00e3o.\nIsso as obriga muitas vezes a venderem a safra antes de ela ser produzida. Tem\ncontratos assinados que precisam ser honrados\u201d, informa S\u00edlvio Neto.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da\nprodu\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 com o uso de agrot\u00f3xico determinado pelo sistema de mercado,\nessas fam\u00edlias acampadas ou assentadas do MST est\u00e3o produzindo caf\u00e9 ecol\u00f3gico\ncom a marca Caf\u00e9 Guaii, que est\u00e1 sendo produzido em propor\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria no PA\nPrimeiro do Sul, mas em 100% da produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 no PA Santo Dias, em Guap\u00e9, e\nem v\u00e1rios pr\u00e9-assentamentos do MST nas terras da ex-usina Ariadn\u00f3polis. Essa\ntransi\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 convencional &#8211; o que segue os ditames do mercado e do\nagroneg\u00f3cio \u2013 para o caf\u00e9 agroecol\u00f3gico tem gerado muita discuss\u00e3o entre as\nfam\u00edlias. Al\u00e9m disso, est\u00e3o se avolumando os problemas no plantio convencional,\nconforma relata o assentado Wadilsom Manoel do PA Primeiro do Sul: \u201cTem dado\nmuitas discuss\u00f5es, mas \u00e9 uma experi\u00eancia muito interessante at\u00e9 porque a\nprodu\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 convencional nos \u00faltimos anos tem sido p\u00e9ssima. Em 2013,\ntivemos uma produ\u00e7\u00e3o muito boa, mas o pre\u00e7o caiu l\u00e1 embaixo e, assim, mal deu\npara cobrir os custos. Em 2014, o pre\u00e7o foi razo\u00e1vel, mas quase n\u00e3o tinha caf\u00e9<strong>\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios casos de c\u00e2ncer j\u00e1 aconteceram em pessoas\nque moravam e trabalhavam no PA Primeiro do Sul, conforme recorda Sebasti\u00e3o\nM\u00e9lia: \u201cV\u00e1rias pessoas morreram de c\u00e2ncer no Assentamento Primeiro do Sul, mas\n\u00e9 bem prov\u00e1vel que j\u00e1 chegaram ao Primeiro do Sul envenenados. H\u00e1 relatos que\nenquanto trabalhavam nas fazendas de caf\u00e9 da regi\u00e3o, trabalhadores levavam \u00e1gua\npara beber nos gal\u00f5es de <em>roundup<\/em>,\nveneno \u00e0 base de glifosato. Esse era o costume nas fazendas onde trabalhavam\ncomo boias-frias, de onde vieram grande parte dos trabalhadores para a luta\npela terra. Quando eu era crian\u00e7a, cheguei a ver trabalhadores que passavam o\ninseticida BHC<a href=\"#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> no\ncorpo para os carrapatos n\u00e3o subirem no corpo enquanto ro\u00e7avam as pastagens. De\nprimeiro, n\u00e3o se falava que BHC era veneno, mas rem\u00e9dio. Era como se fizesse um\nbem para a pessoa. Os que aqui morreram de c\u00e2ncer provavelmente vieram\ncontaminados das fazendas de caf\u00e9 da regi\u00e3o. Mas hoje o povo est\u00e1 mais\norientado, tem mais preocupa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 seguem v\u00e1rias cautelas como usar os EPI,\nequipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, a luta do MST para produzir alimentos\nsaud\u00e1veis, na linha da agroecologia, aponta para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade\ndo Bem Viver e Conviver, onde a preserva\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para a conviv\u00eancia\nsocial e adquirir estilo de vida simples e austero ser\u00e1 um caminho promissor. <\/p>\n\n\n\n<p>Belo\nHorizonte, MG, 12\/03\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Abaixo, v\u00eddeos\nque versam sobre o assunto discutido, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Reflorestamento e Produ\u00e7\u00e3o no\nQuilombo Campo Grande, do MST\/MG &#8211; V\u00eddeo 4 &#8211; 25\/11\/2018<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_93634\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gSJs71xh5oA?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Trabalho e Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel:\nAcampamentos\/MST\/Campo do Meio\/sul de MG. V\u00eddeo 2. 25\/11\/18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_16677\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/a-2ko-TmHPY?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Quilombo Campo Grande\/MST\/MG: A\nterra produz e reergue Campo do Meio\/V\u00eddeo 3. 22\/11\/18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_58438\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k3Y4k4r0tns?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nFrei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG;\nlicenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas;\nassessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais\nPopulares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a>\nComo fruto da luta do MST no sul de Minas, o Reitor e Presidente do Conselho\nSuperior do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Sul de Minas\nGerais (IFSULDEMINAS), Professor Marcelo Bregagnoli, assinou em 23 de mar\u00e7o de\n2016 a Resolu\u00e7\u00e3o n. 010\/2016, aprovando o Projeto Pedag\u00f3gico e criando o Curso\nT\u00e9cnico em Agropecu\u00e1ria Subsequente: \u00eanfase Agroecologia para Educandos da\nReforma Agr\u00e1ria do Sul de Minas Gerais no IFSULDEMINAS, Campus Machado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a>\n&nbsp;BHC \u00e9 um\ninseticida fitossanit\u00e1rio\norganoclorado persistente.&nbsp;A\nsigla adv\u00e9m do nome na l\u00edngua inglesa &#8211; Benzene Hexachloride. Trata-se de um\nproduto que combate pragas na lavoura e ao entrar em contato com a pele tem\nefeito cumulativo, causando danos irrevers\u00edveis ao sistema nervoso central. A\nabsor\u00e7\u00e3o pelo organismo pode ocorrer por via oral, respirat\u00f3ria ou simples\ncontato com a pele. Entre os sintomas est\u00e3o convuls\u00f5es, dores de cabe\u00e7a,\ntremores, arritmia e at\u00e9 \u00f3bito em casos mais graves. O BHC est\u00e1 proibido no\nBrasil desde 1985. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MST no sul de MG e Agroecologia: que beleza! 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