{"id":4063,"date":"2019-05-07T12:22:40","date_gmt":"2019-05-07T15:22:40","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=4063"},"modified":"2019-05-07T12:22:46","modified_gmt":"2019-05-07T15:22:46","slug":"%ef%bb%bfcrescem-os-conflitos-e-a-violencia-no-campo-a-luta-tambem","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfcrescem-os-conflitos-e-a-violencia-no-campo-a-luta-tambem\/","title":{"rendered":"\ufeffCrescem os Conflitos e a Viol\u00eancia no Campo; a luta tamb\u00e9m."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Crescem\nos Conflitos e a Viol\u00eancia no Campo; a luta tamb\u00e9m.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apresenta\u00e7\u00e3o dos\ndados da CPT por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> <\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Ai dos que ajuntam casa a casa, dos que acrescentam campo a campo, at\u00e9 que n\u00e3o haja mais lugar, de modo que habitem sozinhos no meio da terra!<\/em>\u201d (Isa\u00edas 5,8).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"960\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Capa-do-livro-Conflitos-no-Campo-Brasil-2018-da-CPT-2019.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4064\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Capa-do-livro-Conflitos-no-Campo-Brasil-2018-da-CPT-2019.jpg 720w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Capa-do-livro-Conflitos-no-Campo-Brasil-2018-da-CPT-2019-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption>Capa do livro-relat\u00f3rio Conflitos no Campo Brasil 2018, da CPT. Foto: frei Gilvander<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Dia 12 de abril \u00faltimo (2019), na sede\nda Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Bras\u00edlia, a Comiss\u00e3o\nPastoral da Terra (CPT) lan\u00e7ou o livro-relat\u00f3rio <em>Conflitos no Campo Brasil 2018<\/em>. Esta \u00e9 a 34\u00aa edi\u00e7\u00e3o anual, desde\n1985, de pesquisa da CPT que faz diagn\u00f3stico dos conflitos e viol\u00eancia no campo.\nOs dados recolhidos por mais de 700 agentes de pastoral da CPT, tabulados e\nanalisados por uma equipe com compet\u00eancia t\u00e9cnica e compromisso com a causa do\ncampesinato nas \u00e1reas dos conflitos agr\u00e1rios e socioambientais, demonstram o\nque segue. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em\n2018, aumentou o n\u00famero de pessoas envolvidas em conflitos no campo<\/strong>.\nAproximadamente um milh\u00e3o de pessoas estiveram envolvidas em conflitos no campo\nno Brasil, em 2018, mais especificamente foram 960.630 pessoas envolvidas em\nconflitos contra 708.520 pessoas em 2017, <strong>um\naumento significativo de 35,6%<\/strong>. Nos conflitos especificamente por terra,\nforam 118.080 fam\u00edlias envolvidas em <strong>conflitos\npor terra<\/strong>, em 2018, contra 106.180, em 2017, nesse caso um <strong>aumento de 11%<\/strong>. De 2015 a 2018, m\u00e9dia\nanual de 127.188 fam\u00edlias envolvidas em conflitos na luta por terra no per\u00edodo\nda chamada ruptura pol\u00edtica (2015-2018), iniciada com o golpe\nparlamentar-jur\u00eddico-midi\u00e1tico. Na regi\u00e3o Norte est\u00e3o 51,3% de todas as pessoas\nenvolvidas em conflitos agr\u00e1rios. Isso significa forte ind\u00edcio do\navan\u00e7o\/invas\u00e3o da Amaz\u00f4nia pelo agroneg\u00f3cio via monoculturas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acirramento\nda viol\u00eancia privada faz explodir o n\u00famero de fam\u00edlias expulsas<\/strong>. Somente no ano\nde 2018, o poder privado foi respons\u00e1vel pela expuls\u00e3o de 2.307 fam\u00edlias (cerca\nde 9.228 pessoas) e o poder p\u00fablico por despejar 11.235 fam\u00edlias (cerca de\n44,940 pessoas). A regi\u00e3o Norte, com 36,3% das fam\u00edlias expulsas; a regi\u00e3o\nSudeste, com 35,6 % e a regi\u00e3o Centro-Oeste com 24,9%. <strong>Em 2018, ano eleitoral, 28 camponeses foram assassinatos em conflitos\nno campo, sendo 50% lideran\u00e7as (14), 16 camponeses no Par\u00e1 e 3 Sem Terra em\nAnapu, PA<\/strong>. A CPT analisa que anos eleitorais tendem a ter uma diminui\u00e7\u00e3o\nnesse tipo de viol\u00eancia. Contudo, 2019 j\u00e1 aponta o retorno do aumento dos\nassassinatos. Nos quatro primeiros meses de 2019, a CPT j\u00e1 registrou 10\nassassinatos em conflitos no campo. Por\u00e9m, os n\u00fameros podem ser maiores do que\nos registrados. No Par\u00e1, Nazildo dos Santos Brito, 33 anos, lideran\u00e7a quilombola,\nfoi assassinado na Comunidade Quilombola Tur\u00e9 III. Ele estava amea\u00e7ado de morte\npor denunciar crimes ambientais praticados pela empresa Biopalma da Amaz\u00f4nia\nS\/A, subsidi\u00e1ria da Vale.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No\nano de 2015<\/strong>,\nquando se inicia o per\u00edodo de golpe parlamentar-jur\u00eddico-midi\u00e1tico, vimos a\nextens\u00e3o \u2013 <strong>\u00e1rea &#8211; em disputa em\nconflitos no campo aumentar extraordinariamente em 163%, em rela\u00e7\u00e3o a 2014,\npassando de 8 milh\u00f5es e 134 mil hectares em conflito para 21 milh\u00f5es e 387 mil\nhectares<\/strong>! <strong>A\n\u00e1rea de 39 milh\u00f5es e 425 mil hectares implicada em conflitos por terra, em\n2018, corresponde a 4,6% da \u00e1rea total do pa\u00eds<\/strong>, o que mostra a\ngravidade da injusti\u00e7a agr\u00e1ria no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em\n2018, em rela\u00e7\u00e3o a 2017, houve um crescimento de<\/strong>: a) 4% no\nn\u00famero de conflitos no campo; 35% no n\u00famero de pessoas envolvidas; c) 40% em\nconflitos por \u00e1gua; d) 30% em conflitos trabalhistas; e) 10% em conflitos\nenvolvendo a minera\u00e7\u00e3o; f) 11% no n\u00famero de fam\u00edlias envolvidas em conflitos\npor terra; g) 6,5% em terras em disputa; h) 59% em fam\u00edlias expulsas; i) 5,7%\nmaior em fam\u00edlias despejadas: 11.231. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em\n2018, 482 mulheres sofreram viol\u00eancia nos conflitos no campo<\/strong>: a) 36 foram\namea\u00e7adas de morte; b) 6 sofreram tentativas de assassinato; c) 15 foram presas\n(10 mulheres sem-terra foram presas em julho de 2018 durante ocupa\u00e7\u00e3o da\nFazenda Verde Vale, no munic\u00edpio de Alvorada do Oeste, em Rond\u00f4nia); d) 2\ntorturadas; e) 6 sofreram ferimentos; f) 2 morreram em consequ\u00eancia dos\nconflitos. g) 1 sofreu aborto; h) <strong>400 foram\ndetidas (na a\u00e7\u00e3o em que denunciavam a privatiza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas em Minas Gerais,\nelas ocuparam a Nestl\u00e9, em S\u00e3o Louren\u00e7o, sul de MG<\/strong>. A pol\u00edcia as manteve\ndetidas por horas dentro dos \u00f4nibus que as conduziam e todas passaram por\nrevista). A grande maioria das mulheres que sofreram viol\u00eancia em 2018 s\u00e3o\nsem-terra. Mas tamb\u00e9m sofreram viol\u00eancia: 13 ind\u00edgenas, 2 advogadas populares, 2\nagentes de pastoral, 8 quilombolas. Entre as mulheres que sofreram viol\u00eancia 20\neram lideran\u00e7as. <strong>N\u00fameros da Viol\u00eancia contra\nmulheres de 2009 a 2018<\/strong>: a) 38 foram assassinadas; b) 80 sofreram\ntentativas de assassinato; c) 409 receberam amea\u00e7as de morte; d) 22 morreram em\nconsequ\u00eancia de conflitos; e) 111 foram presas; f) 410 foram detidas; g) 37\nforam estupradas; h) Outras sofreram agress\u00e3o (75), amea\u00e7a de pris\u00e3o (16),\ncontamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos (19), ferimento (52), humilha\u00e7\u00e3o (67) e\nintimida\u00e7\u00e3o (94). <\/p>\n\n\n\n<p>A 34\u00aa edi\u00e7\u00e3o de <em>Conflitos no Campo Brasil, <\/em>referente ao ano de 2018, dedicou a\npublica\u00e7\u00e3o, entre outras, a duas mulheres: Marielle Franco e Irm\u00e3 Alberta\nGirardi. O livro traz, ainda, apenas fotografias de autoria de mulheres, como\numa forma de visibilizar a atua\u00e7\u00e3o delas nas mais distintas esferas no que\ntange \u00e0 realidade do meio rural. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em\n2018, conflitos pela \u00e1gua quebraram novo recorde com maior n\u00famero desde 2002<\/strong>. Em 2018 foram\nregistrados pela CPT 276 conflitos pela \u00e1gua, envolvendo 73.693 fam\u00edlias. 2018,\nportanto, quebrou o recorde de 2017, como o ano com o maior n\u00famero de conflitos\npela \u00e1gua, desde 2002, quando a CPT come\u00e7ou a registrar em separado esse tipo\nde conflito. Entre as v\u00edtimas, 85% delas s\u00e3o comunidades tradicionais. O n\u00famero\nde conflitos foi 40% maior e o de fam\u00edlias envolvidas, 108% maior. Bahia e\nMinas Gerais foram os estados com mais conflitos pela \u00e1gua em 2018. Cada um com\n65 casos (23,55%). Ressalte-se que a maioria dos conflitos resulta em\nviol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em\n2018, as mineradoras foram as respons\u00e1veis por 50,36% dos conflitos pela \u00e1gua (139\nconflitos).<\/strong>\n111 deles foram protagonizados por mineradoras internacionais e 28 por\nmineradoras nacionais. Tr\u00eas conflitos emblem\u00e1ticos: 1) 58 a\u00e7\u00f5es envolvendo a\ntrag\u00e9dia de Mariana da Samarco\/Vale\/BHP Billiton, em Minas Gerais; 2) 55\ncomunidades do Baixo S\u00e3o Francisco Sergipano, na luta pela manuten\u00e7\u00e3o dos seus\nmodos de vida, contra os interesses especulativos imobili\u00e1rios; 3) 30 a\u00e7\u00f5es da empresa\nHydro Alunorte contra as comunidades paraenses do munic\u00edpio de Barcarena.\nConflitos envolvendo minera\u00e7\u00e3o foram os mais altos em 2018. A minera\u00e7\u00e3o, a cada\ndia, torna-se respons\u00e1vel por boa parte dos conflitos e das viol\u00eancias que as\ncomunidades do campo sofrem. Ela n\u00e3o se restringe \u00e0 mina explorada. Exige toda\numa infraestrutura de sedes, acampamentos, galp\u00f5es, rodovias, ferrovias, minerodutos,\ncondom\u00ednios ou company-town, que \u201cpressup\u00f5em diferentes formas de dom\u00ednio sobre\no espa\u00e7o geogr\u00e1fico\u201d. S\u00e3o novos territ\u00f3rios usados, causando sobreposi\u00e7\u00f5es e\nconflitos com os povos e comunidades que vivem e atuam nestes mesmos espa\u00e7os.\nOs conflitos envolvendo a minera\u00e7\u00e3o atingiram diferentes povos e comunidades do\ncampo de diversas categorias de trabalhadores e trabalhadoras, no campo e na\ncidade. S\u00e3o pessoas que dependem das \u00e1guas, das florestas e da terra para\nreproduzir socialmente sua pr\u00f3pria exist\u00eancia com dignidade. <strong>Os registros da CPT mostram que de 2004 a\n2018 houve 1.123 conflitos em torno \u00e0 minera\u00e7\u00e3o.<\/strong> A partir de 2010 houve uma\nexplos\u00e3o de conflitos causados pela minera\u00e7\u00e3o, o que demonstra que a minera\u00e7\u00e3o\nest\u00e1 causando colapso das condi\u00e7\u00f5es objetivas de vida do povo e dos\necossistemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, os conflitos trabalhistas\ndeixaram milhares de trabalhadores ref\u00e9ns do sil\u00eancio. <strong>Em 2018 houve 89 ocorr\u00eancias de conflitos trabalhistas \u2013 35% a mais que\nem 2017<\/strong>, <strong>e com 1.477 pessoas\nenvolvidas &#8211; 178,8% a mais que em 2017<\/strong>. De 2000 a 2018, a CPT registrou 363\nv\u00edtimas em conflitos envolvendo agrot\u00f3xicos, pessoas que morreram ou tiveram\nsua vida amea\u00e7ada devido ao contato com os venenos jogados na agricultura do\nagroneg\u00f3cio. Na realidade, os n\u00fameros s\u00e3o muito maiores, pois a imensa maioria dos\ntrabalhadores n\u00e3o denuncia ou n\u00e3o s\u00e3o caracterizados como casos de intoxica\u00e7\u00e3o\npor exposi\u00e7\u00e3o ao agrot\u00f3xico.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante lembrar que para os agentes\npastorais da CPT contar a cada dia os n\u00fameros dos conflitos e da viol\u00eancia no\ncampo n\u00e3o \u00e9 fazer um registro frio. \u00c9 o servi\u00e7o de algu\u00e9m que est\u00e1 ao lado dos\/as\ncamponeses\/as, sofrendo com eles\/elas, mas conspirando lutas de resist\u00eancia e\nde enfrentamento ao sistema do capital na convic\u00e7\u00e3o de que a m\u00e3e terra, a irm\u00e3\n\u00e1gua, a biodiversidade e toda a cultura popular jamais podem ser privatizadas\ncomo insistem o sistema do capital e seus vassalos. Enfim, enquanto perdurar a\nin\u00edqua estrutura fundi\u00e1ria, pautada no latif\u00fandio e no agroneg\u00f3cio com\nmonoculturas, a injusti\u00e7a agr\u00e1ria e socioambiental se reproduzir\u00e1 e se ampliar\u00e1\ne n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel superar as grav\u00edssimas injusti\u00e7as sociais que se abatem\nsobre a maioria do povo brasileiro. Conscientes disso, centenas de agentes da\nCPT seguem acompanhando pastoralmente o campesinato, em sua imensa pluralidade,\ne conspirando a democratiza\u00e7\u00e3o e a socializa\u00e7\u00e3o da terra. Com o profeta Isa\u00edas,\nda B\u00edblia, seguimos denunciando: \u201c<em>Ai dos que ajuntam casa a casa, dos que\nacrescentam campo a campo, at\u00e9 que n\u00e3o haja mais lugar, de modo que habitem sozinhos\nno meio da terra!<\/em>\u201d (Isa\u00edas 5,8). Segundo o Evangelho de Marcos, uma pessoa\nque estava diante de Jesus crucificado, viu-o expirar e exclamou: \u201c<em>De fato, esse homem \u00e9 Filho de Deus<\/em>\u201d\n(Marcos 15,39). D\u00f3i ver e constatar tanta viol\u00eancia acontecendo no Campo\nBrasileiro, mas somente quem tem a sensibilidade e a coragem de contemplar olho\nno olho os crucificados da hist\u00f3ria pode construir dias de ressurrei\u00e7\u00e3o, de\nvida e liberdade para todos os seres humanos e para todos os seres vivos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.:\nPara acessar a \u00edntegra dos livros-relat\u00f3rios <em>Conflitos no Campo Brasil<\/em>, da CPT, acesse&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cptnacional.org.br\/\">www.cptnacional.org.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs.:\n<\/strong>As\ntabelas com os dados apresentados acima est\u00e3o no seguinte link: <a href=\"https:\/\/www.cptnacional.org.br\/component\/jdownloads\/category\/67-espaco-para-imprensa?Itemid=-1\">https:\/\/www.cptnacional.org.br\/component\/jdownloads\/category\/67-espaco-para-imprensa?Itemid=-1<\/a>\n<\/p>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte, MG, 07\nde maio de 2019.<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nFrei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG;\nlicenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas;\nassessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais\nPopulares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crescem os Conflitos e a Viol\u00eancia no Campo; a luta tamb\u00e9m. 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