{"id":4258,"date":"2019-06-12T09:59:31","date_gmt":"2019-06-12T12:59:31","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=4258"},"modified":"2019-06-12T09:59:34","modified_gmt":"2019-06-12T12:59:34","slug":"%ef%bb%bfluta-pela-terra-caminho-de-emancipacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfluta-pela-terra-caminho-de-emancipacao\/","title":{"rendered":"\ufeffLuta pela terra, caminho de emancipa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Luta pela terra, caminho de emancipa\u00e7\u00e3o. <\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Oliverio-do-MST-de-Campo-do-Meio.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4259\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Oliverio-do-MST-de-Campo-do-Meio.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Oliverio-do-MST-de-Campo-do-Meio-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Oliverio-do-MST-de-Campo-do-Meio-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption>O Sem Terra Oliv\u00e9rio de Carvalho, do Assentamento Primeiro do Sul, do MST, em Campo do Meio, no sul de MG, e amostra da infinidade de frutas produzidas no PA Primeiro do Sul. Foto: Frei Gilvander.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em Campo\ndo Meio, sul de Mina Gerais, Obed Vieira De Jesus, 47 anos, Sem Terra assentada no\nAssentamento Nova Conquista II no ex-latif\u00fandio da ex-usina Ariadn\u00f3polis, na\nluta pela terra se libertou de um marido machista e, al\u00e9m de conquistar um\npeda\u00e7o de terra, resgatou a sa\u00fade de seus filhos e uma vida digna e feliz. Obed\nnarra assim sua luta: \u201c<em>Vim de Campinas,\nSP. Antes, morei no Vale da Ribeira, em Ribeir\u00e3o Preto, SP. Eu sempre fui do\nlar. Meu ex-marido n\u00e3o permitia que eu trabalhasse fora de casa. Sou m\u00e3e de dez\nfilhos e seis netos. Dei linha no companheiro e hoje estou livre, cuidando dos\nmeus filhos. A luta pela terra tem sido o nosso caminho de liberta\u00e7\u00e3o, pois na\ncidade n\u00e3o tinha dinheiro que dava. Eu e meus filhos sofremos demais durante\nmuitos anos. Cidade pra mim \u00e9 um inferno. L\u00e1 na cidade, mesmo que a gente ganhe\nmuito, a gente gasta muito e sofre demais. Com f\u00e9 em Deus e no MST, que somos\nn\u00f3s povo do campo, n\u00f3s n\u00e3o vamos mais ser despejados. Pra mim a vida digna \u00e9 na\nterra, porque a cidade \u00e9 um inferno, n\u00e3o canso de repetir. Os escravizados da\ncidade acham que se eles vierem lutar pela terra, eles v\u00e3o morrer de fome. Aqui\neu trato todos meus filhos com rem\u00e9dios caseiros. Por isso estamos aqui\ncultivando nossa horta comunit\u00e1ria medicinal do Grupo de Mulheres Ra\u00edzes da\nTerra. Aqui a gente vive com 700 reais por m\u00eas, eu e meus filhos, enquanto meus\nparentes l\u00e1 de Sumar\u00e9, SP, com tr\u00eas mil reais por m\u00eas passam fome l\u00e1 na cidade<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Sentindo\nque todas as portas da cidade se fechavam para ela, a Sem Terra Maria L\u00facia da\nSilva veio acampar e persevera h\u00e1 dezoito anos na luta pela terra. L\u00facia est\u00e1\nassentada no Assentamento Primeiro do Sul, em Campo do Meio, ao lado dos 11\nacampamentos nas terras da Ariadn\u00f3polis. \u201c<em>Cheguei\num ano ap\u00f3s a primeira ocupa\u00e7\u00e3o. Vim pelo sonho de ter um peda\u00e7o de terra e\ncriar meus filhos com dignidade. Vim de Ilic\u00ednea, aqui no sul de Minas.\nDesempregada, devendo muito, convidada a conhecer, vim e estou aqui h\u00e1 20 anos.\nA luta pela terra \u00e9 o caminho, porque levantar de manh\u00e3 e ver minha lavoura de\ncaf\u00e9 e o nosso pomar produzindo nos d\u00e1 muito alegria. Meus filhos est\u00e3o com\nsa\u00fade, mesmo tendo chegado aqui doentes. Meus meninos eram muito doentes na\ncidade. Depois que eu vim pra c\u00e1, a sa\u00fade dos meninos melhorou<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A\npedagogia da luta pela terra praticada pelo MST no sul de Minas n\u00e3o se\nrestringe a buscar conquistas econ\u00f4micas, mas envolve de forma entrela\u00e7ada\nmuitos aspectos da luta que acontece processualmente a partir de duas\ndimens\u00f5es: a organiza\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o, e se espraiam para a Frente de Massa,\nTrabalho de Base, lutas concretas dentro e fora do territ\u00f3rio, trabalho de\nprodu\u00e7\u00e3o, tudo fomentando a emancipa\u00e7\u00e3o humana. \u00c9 o que nos diz Michele Neves\nCapuchinho, da dire\u00e7\u00e3o estadual e do Setor de educa\u00e7\u00e3o do MST no sul de Minas\nGerais: \u201c<em>Se a gente faz a luta pela terra\nsomente na perspectiva de ganho econ\u00f4mico, a gente n\u00e3o tem avan\u00e7os. Essa \u00e9 uma\nleitura que a hist\u00f3ria de luta do MST nos ensina. Dois elementos que s\u00e3o\ncentrais na nossa luta pela terra: forma\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o. Mas fazemos a luta\ndentro de um intenso processo de forma\u00e7\u00e3o, aliado a um processo de organiza\u00e7\u00e3o.\nS\u00f3 assim a gente pode ter condi\u00e7\u00f5es de sair da emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica\ne avan\u00e7ar para a emancipa\u00e7\u00e3o humana. N\u00e3o tem como a gente dizer para quem\nacabou de chegar, que s\u00f3 pensa em adquirir seu pedacinho de terra, sem\nenvolv\u00ea-lo em um constante processo de organiza\u00e7\u00e3o e de forma\u00e7\u00e3o que envolve\nmuitos elementos: forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, onde estudamos perspectivas de origens da\nluta dos trabalhadores camponeses, as experi\u00eancias de luta pela terra\nconstru\u00eddas ao longo da hist\u00f3ria, qual o modelo de sociedade que n\u00f3s queremos,\nquais os valores que queremos e devemos construir, o que temos que deixar l\u00e1\nfora, etc. Se n\u00e3o for assim, cada um vai querer lutar s\u00f3 para adquirir seu\npeda\u00e7o de terra e se acomoda. Nos 11 acampamentos aqui na Ariadn\u00f3polis, estamos\norganizados e em processo de forma\u00e7\u00e3o permanente. Nos \u00faltimos quatro anos,\nfizemos um processo de forma\u00e7\u00e3o para a companheirada entender a Hist\u00f3ria do\nMST, o sentido dos s\u00edmbolos do MST, a bandeira do Movimento, a pedagogia do\nexemplo, a pedagogia do trabalho, a import\u00e2ncia e a necessidade da produ\u00e7\u00e3o\nagroecol\u00f3gica e de um estilo de vida agroecol\u00f3gico. Toda luta nossa \u00e9 precedida\npor um processo de forma\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o. Todos que v\u00e3o para uma luta concreta\ndevem primeiro entender porque est\u00e1 lutando e abra\u00e7ar a luta com amor. A luta \u00e9\numa coluna central, mas s\u00f3 a luta n\u00e3o resolve nossos problemas. Em 2015,\nfizemos um curso na nossa Regional com 35 militantes, tr\u00eas vezes por semana, de\n17h \u00e0s 20h, durante tr\u00eas meses. Temos hoje v\u00e1rias dezenas de pessoas na\nCoordena\u00e7\u00e3o Regional do MST do sul de Minas. Estamos tendo condi\u00e7\u00f5es de dar\nsaltos de qualidade, porque nossa capacidade de mobilizar gira em torno das\npessoas que entendem e abra\u00e7am com paix\u00e3o o processo da luta coletiva. O\nprocesso de avan\u00e7o da consci\u00eancia \u00e9 como ser ciclista no morro. Se a gente para\nde pedalar \u2013 que \u00e9 organizar, formar e lutar, de forma entrela\u00e7ada -, o n\u00edvel\nde consci\u00eancia cai. Precisamos organizar o processo de forma\u00e7\u00e3o desde a\ninf\u00e2ncia com as crian\u00e7as Sem Terrinha at\u00e9 os idosos. A forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica tem\nque ser um processo coletivo, nunca ser\u00e1 realizado por uma \u00fanica pessoa. A troca\nde experi\u00eancia e de aprendizados \u00e9 muito mais enriquecedora do que o repasse de\nconhecimentos te\u00f3ricos apreendidos em livros. Aprende-se fazendo e construindo\njuntos. Por exemplo, um coletivo de quatro pessoas organizou um curso de tr\u00eas\nmeses e foi convidando v\u00e1rios companheiros\/as para aprofundar v\u00e1rios aspectos:\nhist\u00f3ria da luta pela terra na regi\u00e3o, trabalho de base, agroecologia, processo\nde produ\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, etc. Temos aqui na Ariadn\u00f3polis um acampamento\nprovis\u00f3rio, onde os novos companheiros passam l\u00e1 um m\u00eas para as pessoas fazerem\na experi\u00eancia do que \u00e9 lutar coletivamente. N\u00e3o aceitamos mais chegar e ir\ndireto para um lote. A quest\u00e3o financeira n\u00e3o pode se tornar um obst\u00e1culo para\nnossa organicidade. A manuten\u00e7\u00e3o da luta coletiva \u00e9 feita atrav\u00e9s de projetos e\nde nossos parceiros hist\u00f3ricos. Parte da nossa produ\u00e7\u00e3o mant\u00e9m as equipes\nt\u00e9cnicas. Nossos parceiros nos ajudam a pagar os \u00f4nibus para levar a\ncompanheirada para as lutas fora daqui. Quatro vezes por ano, fazemos festas\ncom bingos, leil\u00f5es, rifa, o que \u00e9 sempre pedido pelo povo. H\u00e1 uma pol\u00edtica\nnacional do MST que pede que cada pessoa Sem Terra contribua com o Movimento\ncom a quantia de dez reais por ano, mas nem todos contribuem. Contribu\u00edmos\nanualmente com o Sindicato da Agricultura Familiar, que \u00e9 o nosso sindicato<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Os\ndesafios enfrentados pelo MST s\u00e3o enormes. \u00c9 preciso entender os antecedentes\nhist\u00f3ricos e como desenvolver o processo de forma\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que nos ensina Sebasti\u00e3o\nM\u00e9lia Marques, da coordena\u00e7\u00e3o do MST no sul de Minas. \u201c<em>Desde a inf\u00e2ncia, nossa classe trabalhadora e o campesinato s\u00e3o\nmassacrados pela televis\u00e3o, pela fam\u00edlia, pela escola e pelas igrejas, que via\nde regra, reproduzem o esp\u00edrito e a l\u00f3gica do sistema do capital. O pov\u00e3o \u00e9\n(des)educado para servir ao capital. \u00c9 muito dif\u00edcil n\u00f3s do MST formarmos um\ncidad\u00e3o consciente, porque o sem-terra \u00e9 deformado desde crian\u00e7a. Por\nnecessidade, ele vai seguir a coordena\u00e7\u00e3o, mas ele n\u00e3o tem uma consci\u00eancia\nemancipada. Mas nunca ele estar\u00e1 formado completamente. Temos que construir\nnossa escola, com professores nossos, que atendam desde as crian\u00e7as at\u00e9 os\nidosos, se n\u00e3o ser\u00e1 imposs\u00edvel formar para uma consci\u00eancia libertadora e estilo\nde vida que emancipa. Aqui na Ariadn\u00f3polis, no processo antigo, a gente\nsimplesmente acolhia quem vinha de S\u00e3o Paulo e de outros lugares e j\u00e1 se\ninstalava diretamente em um lote de um acampamento. Um vinha e depois ia\ntrazendo parentes e amigos. Mas esse jeito deu muito problema. Vinha gente sem\nnenhum trabalho de base. N\u00f3s t\u00ednhamos que massificar e, por isso, peg\u00e1vamos\ngente de todo tipo. Mas ap\u00f3s ocuparmos todo o latif\u00fandio, fomos identificando\nproblemas, tais como venda de lotes<a href=\"#_ftn2\"><sup><strong><sup>[2]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a>,\nrecusa de seguir as orienta\u00e7\u00f5es da coordena\u00e7\u00e3o e gente que estava fugindo da\npol\u00edcia. Avaliamos e criamos a proposta do Acampamento Provis\u00f3rio \u2013 um m\u00eas de\nexperi\u00eancia na luta coletiva pela terra -, onde a gente explica que n\u00e3o ser\u00e1\naceito quem tem problema com a pol\u00edcia, quem tem casa na cidade, que \u00e9 preciso\nter origem camponesa, que n\u00e3o pode ser alco\u00f3latra, nem mexer com droga, n\u00e3o\nbater em mulher, n\u00e3o roubar, que \u00e9 preciso participar das lutas do Movimento\netc. Enfrentamos inclusive muitas amea\u00e7as. Quando no mesmo acampamento havia um\ngrande n\u00famero de parentes, isso complicava o trabalho de organiza\u00e7\u00e3o do MST,\npois a \u201cfam\u00edlia\u201d mostrava sempre ser maioria. Isso d\u00e1 problema, porque dava o\nrumo da reuni\u00e3o, muitas vezes contr\u00e1rio \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es da\ncoordena\u00e7\u00e3o\/Movimento. Mudamos e passamos a alocar os novos por sorteio nos\nlotes de quem desistia, isso tamb\u00e9m para impedir que os parentes ficassem\njuntos. No Acampamento Provis\u00f3rio sempre tem reserva de candidatos \u00e0 posse da\nterra. Quando algu\u00e9m desiste, logo a Coordena\u00e7\u00e3o Regional do MST coloca o\npr\u00f3ximo da lista. E para ser aprovado h\u00e1 um processo de avalia\u00e7\u00e3o. Assim,\npassamos a ter coordena\u00e7\u00e3o do povo acampado. Hoje temos a coordena\u00e7\u00e3o de\n\u00e1rea\/acampamento, com no m\u00ednimo dois coordenadores ou coordenadoras. A gente\ntem um calend\u00e1rio de reuni\u00f5es. Os coordenadores de cada acampamento se re\u00fanem\nsemanalmente e extraordinariamente segundo a necessidade. Na coordena\u00e7\u00e3o\nregional tem o Grupo de Frente de Massa, que faz trabalho dentro e fora dos\nacampamentos. Todos os setores atuam articulados e entrosados. O acampamento\nFome Zero, por exemplo, tem 50 fam\u00edlias, que eram da FETAEMG, e, por isso,\nainda t\u00eam resist\u00eancia contra o MST. Eles est\u00e3o se aproximando devagar. Antes\nn\u00e3o havia ningu\u00e9m que os coordenava. Durante o processo de forma\u00e7\u00e3o e de lutas,\nv\u00e3o despontando lideran\u00e7as que v\u00e3o sendo acolhidas no processo de organiza\u00e7\u00e3o.\nNas \u00e1reas tamb\u00e9m brotam lideran\u00e7as que passam quase que naturalmente a\ncontribuir na coordena\u00e7\u00e3o<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte, MG, 12\/6\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Abaixo, v\u00eddeos\nque versam sobre o assunto apresentado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1\n&#8211; MST luta pela terra em Campo do Meio\/MG desde 1998: Palavra \u00c9tica\/TVC\/BH c\/\nfrei Gilvander. 17\/11\/18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_85799\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YixJpJvnmTE?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2\n&#8211; Terra, m\u00e3e libertadora! Quilombo Campo Grande\/Campo do Meio\/MG. V\u00eddeo 7 &#8211;\n26\/1\/2018<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_85938\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Mogd1H6DcWo?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3\n&#8211; Fun\u00e7\u00e3o social para a terra nos 11 Acampamentos do MST\/Campo do Meio\/sul de\nMG. V\u00eddeo 5 &#8211; 26\/11\/18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_69003\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NZvoAaUjOrs?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nFrei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG;\nlicenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas;\nassessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais\nPopulares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> O artigo 189 da\nConstitui\u00e7\u00e3o Federal determina que os benefici\u00e1rios da reforma agr\u00e1ria\nreceber\u00e3o \u201ct\u00edtulos de dom\u00ednio ou de concess\u00e3o de uso<strong>, inegoci\u00e1veis pelo prazo de\ndez anos. <\/strong>Logo, \u00e9\ninconstitucional vender lote recebido no Programa de Reforma Agr\u00e1ria no per\u00edodo\nde dez anos. Por isso e tamb\u00e9m por quest\u00e3o \u00e9tica, o MST e a CPT repudiam a a\u00e7\u00e3o\nde venda de lotes recebidos para fins de reforma agr\u00e1ria. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luta pela terra, caminho de emancipa\u00e7\u00e3o. Por Gilvander Moreira[1] Em Campo do Meio, sul de Mina Gerais, Obed Vieira De Jesus, 47 anos, Sem Terra assentada no Assentamento Nova Conquista II no ex-latif\u00fandio da ex-usina<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4259,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,46,38,49,27,25,29,43],"tags":[],"class_list":["post-4258","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-cultura-popular","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-humanos","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4258","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4258"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4258\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4260,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4258\/revisions\/4260"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4259"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}