{"id":4443,"date":"2019-07-09T14:25:43","date_gmt":"2019-07-09T17:25:43","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=4443"},"modified":"2019-07-09T14:25:45","modified_gmt":"2019-07-09T17:25:45","slug":"%ef%bb%bfcamponeses-expulsos-por-latifundiarios-coroneis","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfcamponeses-expulsos-por-latifundiarios-coroneis\/","title":{"rendered":"\ufeffCamponeses expulsos por latifundi\u00e1rios coron\u00e9is"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Camponeses expulsos por latifundi\u00e1rios coron\u00e9is &#8211; <\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Terra-para-quem-nela-vive-e-trabalha-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4444\" width=\"763\" height=\"509\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Terra-para-quem-nela-vive-e-trabalha-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Terra-para-quem-nela-vive-e-trabalha-300x200.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Terra-para-quem-nela-vive-e-trabalha-768x512.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Terra-para-quem-nela-vive-e-trabalha-420x280.jpg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 763px) 100vw, 763px\" \/><figcaption>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Arquivo da CPT<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em Salto da Divisa, na regi\u00e3o do Baixo\nJequitinhonha, MG, o coronelismo vigorou durante v\u00e1rias d\u00e9cadas at\u00e9 que se\nconstru\u00edram as condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas materiais para question\u00e1-lo. Foi o que fez\nAldemir Silva Pinto, da coordena\u00e7\u00e3o do Assentamento Dom Luciano, assentado\ndesde 2015 no Assentamento Dom Luciano Mendes, na fazenda Monte Cristo. Diz\nAldemir: \u201cCansado de tanto ser injusti\u00e7ado, eu, mesmo casado de novo, resolvi\nlargar o servi\u00e7o que eu estava fazendo para o gerente da fazenda Monte Cristo,\npois julguei que era muito abuso o autoritarismo do gerente. Mandaram avisar\nele. Ele chegou bravo e j\u00e1 me xingando. Xingou-me, xingou e eu fiquei em\nsil\u00eancio, em sil\u00eancio, at\u00e9 que ele perguntou: \u201cSeu disgra\u00e7a, voc\u00ea n\u00e3o tem boca\nn\u00e3o?\u201d \u201cVoc\u00ea j\u00e1 fechou a sua boca?\u201d, perguntei. \u201cJ\u00e1\u201d, disse ele. A\u00ed eu comecei a\nfalar, falar e ele disse: \u201cVoc\u00ea merece \u00e9 30 tiros dentro da sua boca\u201d. Ele\nestava com um rev\u00f3lver na cintura e eu com uma faquinha. Ele n\u00e3o respeitava\nningu\u00e9m. Xingava, mas da\u00ed a pouco mudava o tom e abrandava. Meu sangue ferveu e\neu me aproximei dele e gritei: \u201cVoc\u00ea vai me dar os tiros \u00e9 agora\u201d. Ele correu e\neu corri atr\u00e1s dele. E ele ficou rodeando o carro e eu correndo atr\u00e1s dele. O\nmotorista dentro do carro. \u201cAgora que eu vou te furar todo. Espere a\u00ed,\u201d eu\ngritava. O motorista come\u00e7ou a cham\u00e1-lo pra ir embora. Ele entrou no carro e o\nmotorista saiu r\u00e1pido. Parou a uns 150 metros e gritou: \u201cEspere a\u00ed que eu vou\nna cidade buscar a pol\u00edcia e um caminh\u00e3o pra despejar voc\u00ea e sua fam\u00edlia\u201d. Tr\u00eas\ndias depois, ele voltou, mas sem pol\u00edcia e sem caminh\u00e3o. \u201cEstou esperando a\npol\u00edcia e o caminh\u00e3o que voc\u00ea foi buscar. Cad\u00ea?\u201d, perguntei de longe. Ele respondeu:\n\u201cVoc\u00ea est\u00e1 com a cabe\u00e7a quente. Vem c\u00e1, vamos conversar\u201d. Ele estava precisando\nde mim para trabalhar. Meu pai me aconselhou a ir conversar com ele mais de\nperto. Sa\u00ed, novamente com uma faquinha na m\u00e3o. Ele me disse: \u201cVoc\u00ea est\u00e1 com a\ncabe\u00e7a quente. Calma. Vim aqui pra voc\u00ea ir pegar aquela boiada e buscar a\nmadeira, pois o homem est\u00e1 me cobrando a entrega da madeira\u201d. Eu disse: \u201cN\u00e3o\nvou\u201d. Ele: \u201cVoc\u00ea tem que ir. V\u00e1 cangar os bois, s\u00f4\u201d. \u201cTem de ir, n\u00e3o\u201d,\nretruquei eu. \u201cEu preciso de voc\u00ea para pegar a boiada e buscar a madeira\u201d,\ndisse. Eu respondi: \u201cEu j\u00e1 te disse que eu n\u00e3o vou mais.\u201d Ele: \u201cEu te pago\nmais.\u201d \u201cPode me pagar o tanto que voc\u00ea quiser, mas n\u00e3o aceito mais\u201d. Eu cangava\nseis juntas de boi pra puxar o carro. Ele, ent\u00e3o, pediu que eu ensinasse a outro\nagregado a carrear como eu carreava. \u201cVamos combinar pra voc\u00ea trabalhar nos\npr\u00f3ximos tr\u00eas meses ensinando outro a carrear\u201d, pedia ele pelo amor de Deus.\nAcabei aceitando trabalhar uma semana. Ensinei s\u00f3 a cangar os bois e disse:\n\u201cAgora voc\u00ea se vira pra l\u00e1.\u201d Parei de trabalhar na fazenda, mas fiquei vivendo\nna mesma casa como agregado. Ap\u00f3s a morte da dona Inh\u00e1 Pimenta \u2013 esposa do\ncoronel Tin\u00f4 da Cunha Peixoto -, durou cinco anos pra dividir a heran\u00e7a entre\nos sobrinhos, pois dona Inh\u00e1 e o coronel Tin\u00f4 n\u00e3o tiveram filhos. N\u00f3s agregados\nn\u00e3o recebemos nada de terra. Um dos herdeiros da terra onde eu e minha fam\u00edlia\nest\u00e1vamos morando, o Vianei, um dos sobrinhos de dona Inh\u00e1, ap\u00f3s eu decidir que\nn\u00e3o ia ficar mais na fazenda, que precisava ir para a cidade para dar estudo\npara meus seis filhos, ele comprou uma casa na cidade de Salto da Divisa e me\nofereceu pra agasalhar minha fam\u00edlia. Sa\u00ed do campo pra educar meus filhos. Eu\ndisse a ele que a \u00fanica coisa que queria era que me deixasse as portas abertas\npara que, se no futuro, eu viesse a precisar de um dia de servi\u00e7o, eu poderia\nvoltar a trabalhar na fazenda dele. Todos meus seis filhos fizeram o segundo\ngrau, ensino m\u00e9dio. Sa\u00edram pra fora. Um foi para a cidade de S\u00e3o Paulo e teve\nque estudar mais. Todos est\u00e3o criados e casados. Foram embora. O mais velho\nmora na capital de S\u00e3o Paulo. O mais novo, em Nova Serrana, MG. Outro trabalha\nem Belo Horizonte. Tr\u00eas filhas solteiras est\u00e3o morando e trabalhando em Belo\nHorizonte e tem uma aqui em Salto da Divisa. O marido dela trabalha na empresa\nMineradora Nacional de Grafite. Meus filhos me dizem: \u201cPai, pode ir trabalhando\na\u00ed. O que a gente puder ajudar, vamos ajudar. Quando eu sair daqui da capital,\neu vou para a\u00ed quando voc\u00eas receberem todos os direitos a\u00ed.\u201d Ficou s\u00f3 eu, a\nmulher e dois netos que est\u00e3o morando conosco aqui. Mesmo ap\u00f3s mudar para a\ncidade de Salto da Divisa, continuei trabalhando na ro\u00e7a, em empreitadas\nro\u00e7ando manga, fazendo cerca, trabalhando como vaqueiro, amansando boi carreiro\ne burro dos outros, com motosserra serrando madeira, retirando madeira da mata\narrastando com seis juntas de boi. O que eu topasse de servi\u00e7o grosseiro eu\npegava. Eu sempre ouvia no r\u00e1dio falar de reforma agr\u00e1ria. Toda nossa regi\u00e3o\nera mata. V\u00e1rios companheiros que est\u00e3o aqui trabalharam junto comigo.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>Por que\nquase todas as fam\u00edlias do munic\u00edpio de Salto da Divisa foram for\u00e7adas a sair\ndo campo e ir para a cidade?<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> O\nmesmo Aldemir recorda: \u201cSa\u00edram pra buscar melhoria de vida, pois tinha muita\ngente e muitas vezes nem medicina tinha pra se valer na hora da doen\u00e7a. N\u00e3o\ntinha escola e nem estradas. N\u00e3o tinha transporte. Se a gente n\u00e3o tivesse um\njegue para levar a feira, a gente tinha que levar a feira na cabe\u00e7a, da cidade\nat\u00e9 a ro\u00e7a. Muitas fam\u00edlias foram embora para o Par\u00e1 em busca de terra. Depois\nque a fazenda do coronel Tin\u00f4 da Cunha Peixoto, de 19 mil hectares, foi\ndividida, os herdeiros come\u00e7aram a fazer press\u00e3o nas fam\u00edlias pra sa\u00edrem. Uns\nforam espremidos. Um, por exemplo, o fazendeiro passou a n\u00e3o oferecer nenhum\ndia de servi\u00e7o. Eu falei com ele pra n\u00e3o sair, pois ele tinha nascido e sido\ncriado l\u00e1. Mas como ficar sem trabalhar, sem ganhar algo para o sustento? Esse\nfazendeiro falou que aquele agregado iria morrer ali, mas que n\u00e3o daria uma\ncasa pra ele na cidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na disserta\u00e7\u00e3o\nde mestrado de Luis Antonio Alves, intitulada <em>A\u00e7\u00e3o Pastoral das Irm\u00e3s Dominicanas em Salto Da Divisa, MG, de\n1993-2005<\/em>, \u00e9 relatado pormenorizadamente o processo de forma\u00e7\u00e3o do povo\nsaltense: hist\u00f3ria sangrenta<a href=\"#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>, com\no exterm\u00ednio dos povos ind\u00edgenas botocudos, existentes na regi\u00e3o, e a\ninstala\u00e7\u00e3o da cultura do clientelismo e coronelismo em Salto da Divisa. \u201cOs\nsobreviventes desse exterm\u00ednio criaram uma depend\u00eancia muito grande dos\nfazendeiros, em quest\u00f5es de trabalho, moradia, alimenta\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio&#8230; Enfim,\nn\u00e3o tinham nenhuma perspectiva de vida, e constata-se que tal depend\u00eancia\npassou de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o. Criou-se uma consci\u00eancia de subordina\u00e7\u00e3o para\ncom os fazendeiros, o que levou a popula\u00e7\u00e3o a como que agradecer as migalhas\nque comia como se fossem obra de caridade. Salto da Divisa foi marcada pelo\nsofrimento de seus habitantes, piorado com o aumento das grandes fazendas de\ngado. A grande maioria da popula\u00e7\u00e3o urbana da cidade de Salto da Divisa de hoje\norigina-se da expuls\u00e3o for\u00e7ada ou \u201camig\u00e1vel\u201d das terras tituladas pelos grandes\nlatifundi\u00e1rios, entre os anos 1970\n a 1990, d\u00e9cadas nas quais come\u00e7ou a desaparecer o\nagrego, isto \u00e9, o uso partilhado da terra, dando lugar ao uso exclusivo das\nterras, para pastos ou comercializa\u00e7\u00e3o\u201d (ALVES, 2008, p. 29).<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim,\neis uma amostra da expropria\u00e7\u00e3o da terra dos camponeses, no Brasil, e de como\nos desterrados foram e ainda continuam sendo violentados pelo latif\u00fandio, pelos\nlatifundi\u00e1rios e capital reinante. <\/p>\n\n\n\n<p>Belo\nHorizonte, MG, 09\/7\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>ALVES,\nLu\u00eds Antonio. <strong>A\u00e7\u00e3o Pastoral das Irm\u00e3s\nDominicanas em Salto da Divisa, MG, de 1993-2005<\/strong>. (Disserta\u00e7\u00e3o). S\u00e3o Paulo:\nPontif\u00edcia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, 2008. Dispon\u00edvel em\n<a href=\"http:\/\/livros01.livrosgratis.com.br\/cp080579.pdf\">http:\/\/livros01.livrosgratis.com.br\/cp080579.pdf<\/a>&nbsp;\n<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Abaixo, v\u00eddeos\nque versam sobre o assunto apresentado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1\n&#8211; Comunidade Quilombola Bra\u00e7o Forte, em Retomada\/Salto da Divisa, MG\/A luta\npela terra\/09\/6\/2016.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_39504\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/G19WGcI6fVs?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2\n&#8211; Clamor por terra: Sem Terra Jo\u00e3o Augusto &#8211; Acampamento Dom Luciano\/Salto da\nDivisa, MG &#8211; 04\/03\/2012<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_93081\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/l9P7o9KxUa8?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3\n&#8211; Fam\u00edlias do Acampamento Dom Luciano na posse da Fazenda Monte Cristo, em\nSalto da Divisa. 22 10 14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_29690\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nY2mlrDqCXc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nFrei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG;\nlicenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas;\nassessor da CPT, CEBI, SAB, CEBs e Movimentos Sociais Populares; prof. de\n\u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte,\nMG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a>\nSr. Jo\u00e3o Augusto dos Reis relata ao advogado \u00c9lcio Pacheco realidade de\ninjusti\u00e7a semelhante \u00e0 relatada a nossa pessoa enquanto faz\u00edamos essa pesquisa\nde doutorado, injusti\u00e7as que se abatiam sobre as fam\u00edlias que viviam como\nagregados das fam\u00edlias Cunha Peixoto e Pimenta. Veja no v\u00eddeo <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=l9P7o9KxUa8\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=l9P7o9KxUa8<\/a>\n<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Sobre a hist\u00f3ria do Vale do\nJequitinhonha, cf. RIBEIRO, Eduardo Magalh\u00e3es. <strong>Lembran\u00e7as da terra: hist\u00f3ria\ndo Mucuri e Jequitinhonha.<\/strong> Belo Horizonte: s. ed., 1995; SANTOS,\nRafael Souza. <strong>O Vale do Jequitinhonha.<\/strong>Belo Horizonte: Imprensa\nOficial, 1971.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Camponeses expulsos por latifundi\u00e1rios coron\u00e9is &#8211; Por Gilvander Moreira[1] Em Salto da Divisa, na regi\u00e3o do Baixo Jequitinhonha, MG, o coronelismo vigorou durante v\u00e1rias d\u00e9cadas at\u00e9 que se constru\u00edram as condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas materiais para question\u00e1-lo.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4444,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,44,49,39,35,27,25,29,43,18],"tags":[],"class_list":["post-4443","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-memoria","category-direito-a-terra","category-direitos-dos-povos-indigenas","category-direitos-dos-quilombolas","category-direitos-humanos","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4443"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4443\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4445,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4443\/revisions\/4445"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4444"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}