{"id":4979,"date":"2019-10-15T22:27:17","date_gmt":"2019-10-16T01:27:17","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=4979"},"modified":"2019-10-15T22:27:20","modified_gmt":"2019-10-16T01:27:20","slug":"%ef%bb%bfde-acampamento-a-assentamento-dom-luciano-mendes-da-dor-a-dignidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfde-acampamento-a-assentamento-dom-luciano-mendes-da-dor-a-dignidade\/","title":{"rendered":"\ufeffDe Acampamento a Assentamento Dom Luciano Mendes: da dor \u00e0 dignidade."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>De Acampamento a Assentamento Dom Luciano Mendes: da dor \u00e0 dignidade. <\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Cidona-do-MST.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4980\" width=\"765\" height=\"573\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Cidona-do-MST.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Cidona-do-MST-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Cidona-do-MST-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 765px) 100vw, 765px\" \/><figcaption>Maria Aparecida Alves, a Cidona do MST, na luta pela terra em Salto da Divisa, MG. Foto: frei Gilvander <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o\nMST<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>\nnascer e se fortalecer na regi\u00e3o do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, com\no assentamento Franco Duarte, em Jequitinhonha; o acampamento Terra Prometida,\nem Felisburgo; e o assentamento Esperan\u00e7a\/Santa Rosa, em Almenara, e ap\u00f3s ter acontecido em Una\u00ed, MG, dia 28 de janeiro de 2004,\no massacre dos quatro fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho, no mesmo ano, dia 20\nde novembro de 2004, o massacre de cinco Sem Terra em Felisburgo, impulsionado\npelo trabalho pastoral da irm\u00e3 Geraldinha, de outras irm\u00e3s dominicanas e de\nmilitantes do GADHH<a href=\"#_ftn3\">[3]<\/a>,\neis que o MST fincou pela primeira vez sua bandeira em Salto da Divisa, um\nmunic\u00edpio sob hegemonia do latif\u00fandio e do capital no campo. O Acampamento Dom\nLuciano Mendes, do MST, em Salto da Divisa, munic\u00edpio com seis mil habitantes,\ndistante 7 km da cidadezinha de Salto<a href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> e a 880 km\nde Belo Horizonte, na regi\u00e3o do Baixo Jequitinhonha, MG, ap\u00f3s um longo processo\nde gesta\u00e7\u00e3o, nasceu na madrugada do dia 26 de agosto de 2006, exatamente no dia\nem que o arcebispo da Arquidiocese de Mariana, MG, Dom Luciano Mendes de\nOliveira, faleceu. Por isso e, principalmente, por ele ter sido ao longo de\nv\u00e1rias d\u00e9cadas uma refer\u00eancia para a igreja popular na linha da Teologia da\nLiberta\u00e7\u00e3o, para as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), as pastorais sociais\ne para os movimentos populares, Dom Luciano foi escolhido para ser o patrono do\nacampamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim\ncomo irm\u00e3 Geraldinha, Maria Aparecida Alves, carinhosamente conhecida como\nCidona do MST, contribuiu muito com a luta pela terra no Acampamento Dom\nLuciano Mendes. Inesperadamente, aos 48 anos, Cidona faleceu dia 27 de junho de\n2014, \u00e0s 21h30, enquanto dan\u00e7ava forr\u00f3 em uma festa de anivers\u00e1rio no Assentamento\nFranco Duarte, munic\u00edpio de Jequitinhonha, onde residia h\u00e1 12 anos ap\u00f3s v\u00e1rios\nanos de acampamento \u00e0 beira da BR 367. <\/p>\n\n\n\n<p>Irm\u00e3\nGeraldinha recorda como foi a primeira ocupa\u00e7\u00e3o no munic\u00edpio de Salto da\nDivisa: \u201c<em>A ocupa\u00e7\u00e3o que se tornou o\nAcampamento Dom Luciano Mendes aconteceu por volta das 4 horas da madrugada do\ndia 26 de agosto de 2006, com 186 fam\u00edlias sem-terra que logo depois foram\ncadastradas no INCRA<a href=\"#_ftn5\"><strong>[5]<\/strong><\/a>.<a href=\"#_ftn6\"><sup><strong><sup>[6]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a> O povo\nlevantou de madrugada, p\u00f4s os cacaios nas costas e cortou a cerca de mais um\nlatif\u00fandio iniciando o Acampamento Dom Luciano. Com a lona preta nas m\u00e3os\nentramos nessa fazenda chamada Manga do Gustavo. A gente sabia que era terra\ndevoluta\u201d<\/em> (Irm\u00e3 Geraldinha).<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela\nmadrugada l\u00e1 estava Cidona, ao lado de 186 fam\u00edlias, fincando a bandeira do MST\nno Acampamento que tr\u00eas dias depois foi batizado de Acampamento Dom Luciano\nMendes. Na Assembleia que decidiu qual seria o nome do acampamento, Cidona\nafirmou: \u201c<em>Ocupamos aqui no mesmo dia em\nque morreu o grande bispo Dom Luciano Mendes, um irm\u00e3o na luta dos pobres. Por\nisso proponho a gente homenage\u00e1-lo colocando o nome de Dom Luciano no nosso\nacampamento, pois cultivar a mem\u00f3ria prof\u00e9tica dele \u00e9 dever de todos n\u00f3s<\/em>\u201d\n(CIDONA DO MST, dia 29\/8\/2006).<\/p>\n\n\n\n<p>Nascido\nna zona rural do munic\u00edpio de Vit\u00f3ria da Conquista, criado em Salto da Divisa e\npai de 14 filhos, Sr. Manoel Santiago Rocha, Sem Terra, atualmente assentado no\nAssentamento Dom Luciano Mendes, atesta: \u201c<em>Aqui\ntudo era mata. Estrada n\u00e3o existia. Tivemos que mudar para a cidade para\nestudar a meninada<\/em>\u201d. O Sem Terra Jos\u00e9 da Silva, nascido em Igua\u00ed, BA,\ncresceu sendo vaqueiro e se tornou gerente de uma fazenda em Itapetinga, BA.\nEle narra as perip\u00e9cias da hist\u00f3ria dele at\u00e9 se tornar um Sem Terra assentado\nno Assentamento Dom Luciano Mendes, assim: \u201c<em>O\nex-gerente da fazenda meteu um rev\u00f3lver na minha cara e quase me matou quando\nsoube que o fazendeiro tinha me passado a responsabilidade sobre a fazenda. Eu\ndisse para ele: \u2018Eu tamb\u00e9m tenho rev\u00f3lver, mas n\u00e3o vou puxar minha arma para\nvoc\u00ea. Voc\u00ea tem que me respeitar\u2019. As nossas mulheres chegaram e entraram no\nnosso meio. A mulher dele gritou com ele: \u2018Respeite esse homem\u2019. Ele ficou com\no rev\u00f3lver na minha cara e eu com o dedo na cara dele durante quase uma hora.\nIsso sem motivo nenhum. Ao chegar em casa, eu disse para minha esposa: \u2018Essa\nfazenda me serviu at\u00e9 hoje\u2019. Sa\u00ed sem receber o que eu tinha direito e fui para\nS\u00e3o Paulo e fiquei uma temporada l\u00e1. A passagem eu paguei ap\u00f3s trabalhar em S\u00e3o\nPaulo. Quando apareceu o MST eu comecei a acompanhar na Bahia em uma \u00e1rea de\n900 hectares em Arataca. A gente fazia marchas pra Salvador. Conquistamos a\n\u00e1rea, fizemos o loteamento e tocou 1500 p\u00e9s de cacau para cada fam\u00edlia. Em uma\nbriga, um assentado matou outro. Naquele tempo, a pol\u00edcia n\u00e3o entrava no\nassentamento sem nossa autoriza\u00e7\u00e3o. A partir desse dia, v\u00e1rios amigos passaram\na se dizer bravos. \u201c\u2018Meu rev\u00f3lver queima\u2019, \u2018Minha faca \u00e9 afiada\u2019\u201d, diziam.\nVendi os p\u00e9s de cacau por trezentos contos e resolvi sair. Voltei a ser\nempregado em uma fazenda por mais cinco anos. Depois entrei em outro\nacampamento no trevo de Camac\u00e3, mas a mulher que morava comigo come\u00e7ou a ficar\nbrava e eu resolvi largar a mulher em uma noite e vim me juntar aos\ncompanheiros aqui no Acampamento Dom Luciano Mendes. Na hora que a terra\nestiver na nossa m\u00e3o, eu vou procurar meus filhos e convid\u00e1-los para vir morar\naqui na terra. Luto pela terra pensando nos meus filhos, pois j\u00e1 estou idoso<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O\ncampon\u00eas agregado Jos\u00e9 Mendes Batista foi expulso pelo fazendeiro Marcos\nPeixoto, da fazenda Cansan\u00e7\u00e3o, e foi morar na cidade de Salto da Divisa. L\u00e1 na\nfazenda, vivendo como agregado, um dia, \u00e0 noite, ele acordou com tiros dados na\nsua casa. A\u00ed ele n\u00e3o teve mais condi\u00e7\u00f5es de continuar morando como agregado. Dona\nMaria Pereira Rocha, Sem Terra assentada no PA Dom Luciano Mendes, diz: \u201c<em>Entramos na luta pela terra no Acampamento\nDom Luciano e, aqui, agora assentados no Assentamento Dom Luciano estamos em\npaz<\/em>.\u201d A Sem Terra Cleonice dos Santos Silva Souza, assentada no Assentamento Dom\nLuciano Mendes, narra o processo de emancipa\u00e7\u00e3o dela na luta pela terra, assim:\n\u201c<em>N\u00f3s come\u00e7amos junto com as irm\u00e3s fazendo\nas m\u00edsticas com as sementes de milho e feij\u00e3o. Eu n\u00e3o entendia o porqu\u00ea\ndaquelas m\u00edsticas. Eu era lavadeira para inteirar o dinheiro do meu esposo\nCarlos Dias de Souza. \u00c0s 4h da madrugada, do dia 26 de agosto de 2006, eu\nchamei meu filho e fomos para a ocupa\u00e7\u00e3o que estava nascendo na fazenda Manga\ndo Gustavo. O povo j\u00e1 tinha feito caf\u00e9 para todos. Fomos bem recebidos. N\u00e3o\ndeixaram n\u00f3s fazermos nossos barracos debaixo da fia\u00e7\u00e3o el\u00e9trica da CEMIG.\nCome\u00e7amos a plantar e produzir naquela terra. Organizamos uma ro\u00e7a coletiva. A Comiss\u00e3o\nPastoral da Terra (CPT) apoiou com o projeto para plantarmos banana. N\u00f3s\nressuscitamos aquela terra, porque l\u00e1 s\u00f3 tinha capim. Estamos assentados aqui\nno Assentamento Dom Luciano Mendes desde 22 de outubro de 2014, mas ainda n\u00e3o\nrecebemos nem um centavo de ajuda do governo. Na nossa primeira planta\u00e7\u00e3o aqui\ncolhemos muita mandioca, quiabo e melancia. Mas o ano de 2016 foi dif\u00edcil por\ncausa da falta de chuva e tamb\u00e9m porque a mineradora Nacional de Grafite, pela\nexplora\u00e7\u00e3o do grafite, est\u00e1 acabando com a \u00e1gua do rio Piabanha. Eu tive uma\nb\u00ean\u00e7\u00e3o no Acampamento Dom Luciano: meu filho era viciado em droga e se\nlibertou. Eu vivia insufrida, magrinha, l\u00e1 na cidade de Salto da Divisa. Depois\nque eu vim para a terra, eu me libertei desse sofrimento. Melhoramos a sa\u00fade.\nMorar na terra \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o. Todos os meus cinco filhos est\u00e3o planejando para\nvir morar comigo aqui na nossa terra conquistada. Eu n\u00e3o sei como, mas a luta\npela terra faz muita diferen\u00e7a na sociedade. Aqui na terra a gente vive em paz,\ncultivando a terra sem agrot\u00f3xico e sem ser escravo de patr\u00e3o. A gente trabalha\npra gente e pra quem precisa, sem patr\u00e3o para gritar conosco, mandar na gente e\nnos explorar. Essa terra aqui n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 minha, \u00e9 nossa, de todas as companheiras\ne todos os companheiros que nos ajudaram a conquistar essa terra. Essa terra \u00e9\nsua tamb\u00e9m, frei Gilvander. N\u00f3s ajudamos inclusive a quem nos discriminou e nos\nperseguiu. O Assentamento Dom Luciano Mendes fez muita gente adquirir f\u00e9 na\nluta pela terra, com a ajuda do MST, dos Direitos Humanos, da CPT, dos freis,\ndo bispo Dom Hugo<\/em><em> Maria van Steekelenburg<\/em><em> (bispo da\nDiocese de Almenara)<\/em><em>, da Irm\u00e3 Geraldinha e as irm\u00e3s\nDominicanas, da Defensoria P\u00fablica e do Minist\u00e9rio P\u00fablico da \u00e1rea dos conflitos\nagr\u00e1rios. Mineradora s\u00f3 estraga a terra, as \u00e1rvores e as \u00e1guas. Um filho meu, o\nRodrigo, j\u00e1 voltou e est\u00e1 morando conosco aqui no assentamento. H\u00e1 outros\nfilhos de v\u00e1rias fam\u00edlias nossas que j\u00e1 voltaram<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Belo\nHorizonte, MG, 15\/10\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Abaixo, v\u00eddeos que versam\nsobre o assunto apresentado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Acampamento Dom Luciano, do MST, tomando posse da Fazenda Monte Cristo, em Salto da Divisa. 22\/10\/14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_54747\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YBKooAh5Y1k?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Acampamento Dom Luciano, do MST, em\nSalto da Divisa, MG, festeja conquista da Fazenda Monte Cristo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_52243\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GDtNlY61v_E?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Palavra \u00c9tica, na TVC\/BH: frei\nGilvander-Acampamento Dom Luciano\/MST, Salto da Divisa\/MG. 22\/09\/14.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_66769\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zNZ4aOyui68?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nFrei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG;\nlicenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas;\nassessor da CPT, CEBI, SAB, CEBs e Movimentos Sociais Populares; prof. de\n\u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte,\nMG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a>\nMovimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra \u2013 <a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\">www.mst.org.br<\/a>\n<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Grupo de Apoio e Defesa dos\nDireitos Humanos de Salto da Divisa.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a>\nQuando era necess\u00e1rio ir \u00e0 cidade de Salto da Divisa, as pessoas do Acampamento\nDom Luciano iam a p\u00e9, de jegue ou de bicicleta. Raramente aparecia uma carona.\nPodia-se tamb\u00e9m pegar o \u00f4nibus da empresa Mineradora Nacional de Grafite que\nlevava os funcion\u00e1rios da empresa. Esse \u00f4nibus passava indo para o Salto \u00e0s\n08h00 da manh\u00e3 e voltava \u00e0s 14h00. E ia novamente para o Salto \u00e0s 16h00 e\nvoltava \u00e0s 22h00.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a>\nInstituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a>\n\u201cJ\u00e1 passaram pelo Acampamento Dom Luciano mais de 220 fam\u00edlias\u201d, informa irm\u00e3\nGeraldinha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De Acampamento a Assentamento Dom Luciano Mendes: da dor \u00e0 dignidade. Por Gilvander Moreira[1] Ap\u00f3s o MST[2] nascer e se fortalecer na regi\u00e3o do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, com o assentamento Franco Duarte,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4980,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44,49,27,30,25,29,43,26,32,18],"tags":[],"class_list":["post-4979","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-a-memoria","category-direito-a-terra","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4979","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4979"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4979\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4981,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4979\/revisions\/4981"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4980"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}